vrijdag, mei 30, 2008
Aquele tempo do ano...

Maio é um mês triste para mim, deveras triste... Sou absolutamente viciada em séries de TV, como nunca fui nem por novela, e em Maio, todas elas tem seus últimos episódios da temporada e só voltam em Setembro. Grey's teve episódio duplo que foi absolutamente fantástico, Smallville, que teve a melhor temporada de todos os seriados que eu assisto, teve um último episódio delirante, Desperate Housewives foi interessante, e em mais duas semanas a TV holandesa vai televisionar o último de Lost. E eu, coitada de mim, morrerei de tédio até setembro.

Isso me lembra que eu não sou uma pessoa que não tem absolutamente nada o que fazer, muito pelo contrário, tenho um monte de coisas, todas INSUPORTÁVEIS.

Quem lê isso aqui a tempo sabe como eu ODEIO trabalho de faça-você-mesmo. E nem sei como, aliás eu sei, me comprometi a pintar o hall de entrada de casa. E coloca fitinha aqui, plastiquinho ali, limpa acolá, até o negócio estar no ponto de pintar você já está um caco. E tenho mais um milhão de pequenos acertos pra fazer. Eu joguei pedra na cruz.

E como se não fosse suficiente, dei para sonhar com doces todas as noites. Doces não, doce, no singular. Sabem aquela tal de Pavlova de morango? Uma medida de morangos, uma de chantily, uma de suspiros ligeiramente quebrados, mistura tudo e serve? Pois bem, sonhei com o bendito doce 3 noites seguidas, numa eu fazia o doce mas servia e não provava, e ontem eu comi a travessa inteira e quando olhava para a travessa, ela estava cheia de novo. Porque é que eu não sonho com salada de repolho, hein?

E é isso meu povo, é sexta, não que eu me importe, já que ainda tenho 2 semanas de folga pela frente, mas é sempre bom ver o povo animado. Chove por aqui, claro. Meus piolhos ranzinzas ( é de família ) porque não podem ir brincar lá fora. Eu ranzinha porque Grey's só em setembro e Pavlova nem pensar. Bart ranzinha porque esse é o statu quo dele.

*** suspiros ( sem chantilly e morangos )


donderdag, mei 29, 2008
Olho para a chuva que não quer cessar, nela vejo o meu amor... ó esta chuva ingrata que não vai parar, pra aliviar a minha dor...

Meu amor nesse caso é um Corsinha Zerinho prateado, que nem o Silver do Zorro...

Então, que manhã, minhas filhas. Eu deveria ter levado FH ao trabalho para ficar com o carro, mas só caía uns pinguinhos...

Tinha que ir à médica de família hoje, pois esse ano fiz 35 e recebi a cartinha do GGD para fazer exame de prevenção de câncer ginecológico. No minuto que coloquei minha cara pra fora, os pinguinhos viraram pingões, e tive que me enfiar na capa de chuva e ir de motinha ( meu plano era ir de bike ) ao consultório. Sei lá porque dessa vez doeu tanto, mas doeu. Ainda está doendo. Saí de lá e chovia ainda mais, mas pensam que eu podia ir para casa? Aqui, quando você faz a coleta, a médica coloca seu tubinho numa bolsa plástica e manda VOCÊ levar para o laboratório. Lá fui eu, debaixo de um dilúvio. Saí do laboratório e a cidade estava meio alagada, e o dilúvio tinha aumentado ainda mas, mas liguei um belo "f-word" na mente e me fui. Cheguei em casa um caco, com dor, pés molhados, cabelos ensebados... Mas aí vem a parte boa: tem coisa melhor do que nessas condições tomar um banho quentinho, colocar seu pijama de flanela, sentar no sofá com sua mantinha favorita e um prato de sopa bem gostosa? Ai ai ai...

O sol está aparecendo e eu nem estou "P" da vida, como o aconchego é bom, mosfios.

E qualé rapaziada, até parece que sou só eu que dou uma de drama queen de vez em quando... Só não tem seu dia de drama queen quem é muito porra-louca, e disso, infelizmente, eu não tenho um grama.

Mas anyway, cêis ficam aí, eu fico aqui, hoje tem sessão Smallville piratão. Pena que já assisti todo o House que a Holandesa me emprestou. Amo House.


woensdag, mei 28, 2008
Flip

Mais uma página virada, novamente estou olhando para uma vazia, por começar.

Ontem, meu último dia, teve torta, discurso, uma bolsa lindinha de presente, mensagenzinhas de boa sorte, o eventual pedido de "lembre-se de mim se houver uma vaga X aberta", jantar com o departamento, tudo muito direitinho. Dualidades... Feliz por estar deixando para trás algo que não estava me fazendo feliz, mas temendo pelo que me espera adiante.

Eu sei que quem me acompanha a tempos vai dizer que eu sou capaz, que eu sou uma lutadora, e isso e aquilo, mas eu sou uma She-Ha cansada e requenguela, foram tantas as batalhas que eu não sei se saio andando da próxima.

Logo estarei conhecendo mais 70 novos colegas de trabalho, um novo trabalho em si, terei que provar de novo que não sou uma toupeira tropical, vou pra escola de holandês mais uma vez, e aprenderei a mexer com mais um sistema, mais um Oracle, mais um SAP, mais um whatever...

Não vou entrar novamente no mérito da questão de que "ser dona de casa" também é um trabalho, que não é fácil, que tem responsabilidades, blá blá blá, mas é tão mais fácil você ficar na sua casa protegidinha, lavando roupinha, comprando verdurinha. É tão mais fácil não ter que encarar o desconhecido, o novo, não ter que ficar "se provando" over and over... É cansativo limpar, lavar, passar? Ô se é, mas todos os dias sua tarefa acaba, você deita sua cabeça no travesseiro e apaga, enquanto minha mente fica: será que o SAP deles é complicado? Será que meus novos colegas são legais ou um bando de traíras? Será que eu vou dar conta da minha commodity? Será, será, será?

E daqui a três meses eu estarei preocupada com o preço da Poliamida, e com os contratos vencendo, e com os relatórios de savings, e isso e aquilo. Alguns dias eu vou deitar minha cabeça no travesseiro e dormir com essa sensação de que meu trabalho foi cumprido, mas na maioria da vezes, não.

Aí, um terço de vocês se pergunta, e porquê raios ela continua trabalhando se ela se sente assim? Porque eu não sei ser de outro jeito, porque ser dona de casa me deixa ainda mais miserável, porque eu tenho paúra de depender de dinheiro de marido, pai, namorado, noivo...

Outro terço pensa: ela não leva em conta a dificuldade que é criar filhos. O, c'mon people, não é um passeio no parque, mas não venham me dizer que é Rocket Science. Somos 6 bilhões de pessoas no planeta, digamos que 5 bilhões tem mãe, digamos que 20% desses 5 bilhões são drogados, criminosos, mau-caráters, gente ruim. Logo, a chance de seu filho ser uma pessoa normal é de 80%. Mas daí você não quer um filho normal, você quer um Nobel, um Pulitzer, um capa da Times, um figurante da lista da Forbes, e você se mata de comprar brinquedinhos pedagógicos que vem com 248 pedaços pra montar, você só dá papinha orgânica feita pelas suas mãos, você amamenta até o coitado já ter todos os dentes, você matricula o bacuri naquela escola f-a-n-t-á-s-t-i-c-a que usa o método orgânico criado pelos dissidentes moderados de esquerda do método Montessori purista, e que fica a 2 horas da sua casa e você tem que levá-lo e buscá-lo. Então vai ver que eu, você, nossos amigos, ainda não tivemos matéria especial na CNN, ou não estamos na lista dos 10 mais porque tomamos Nanon e depois Leite B Paulista, porque "fizemos o prézinho" na EMEI Monteiro Lobato, porque assistimos Balão Mágico e brincamos com a Suzi ou com o Falcon.

E o outro terço vai se identificar comigo, porque está na mesma luta, porque já passou por isso, porque também treme nas bases nas vésperas de dar a cara a tapa yet again. E desculpem pela mistura de línguas, mas tem expressões em inglês que cabem tão melhor que as em português... Ou sou só eu emburrecendo mesmo. E nessa bad trip de insegurança total, você continua tendo sua tela rolada pra cima e pra baixo irritantemente, só porque alguém muuuito mais esperto que você resolveu inventar de colocar um sensor de barra de rolagem do além no seu touch mouse do laptop, e cada vez que sua manga encosta ali sua tela rola. E você, para melhorar sua auto-estima é incapaz de encontrar como desativar essa maldição. E agora você está aí, teclando com frio, com uma camiseta de manga curta que não encosta na tal barra de rolagem, parece que para reforçar a idéia de que você decididamente não é a última bolacha do pacote.

Oh Lord, como eu estou precisando de um boooom capuccino com cookies.


maandag, mei 26, 2008
Deus, dai-me um restinho de vontade...

Amanhã é meu último dia aqui na Bosch. Ah, não sabia que eu trabalhava na Bosch? Pois é. Vou-me sem comprar meus eletrodomésticos para a casa nova. Pena...

Minha vontade de me descabelar de trabalhar é zero, ZERO. Tenho umas coisas pra terminar, backup de arquivos pra fazer, vou me arrastando pelas teclas do computador. Já tomei café puro, uma Coca, e nada do sono ir-se embora. E olha que dormi como um anjo.

Ontem passei o dia vendo minhas séries favoritas. Quem assiste Grey's Anatomy vai AMAR o episódio duplo 4.16+4.17, o fim é lindo! Assisti ainda alguns Desperate Housewives, mas já tinha lido spoiler, então agora vou esperar o próximo ano da série. Assisti AeonFlux, e como sou viciada em sci-fi, nem achei tão ruim, vale só pela beleza da Charlize Theron. Me esperando hoje tem Smallville, o filme The Fountain e na TV tem aquele Jericho que eu perdi o primeiro capítulo e estou tentando baixar. Alugamos para o Bart ( eu já tinha visto ) I am Legend, e apesar de achar o 28 weeks melhor, ambos gostamos. Aquela Luciana Braga é bem boazinha, mas o filme tem um errão básico: ele está inconsciente e ela prepara o café da manhã, ovos com bacon. Que brasileiro prepararia ovos com bacon no café da manhã? Mas anyway...

Gente, tem um filme que eu tenho tentado descobrir o nome há séculos, e somente quem tem minha idade ou é mais velho vai saber. Passava direto na Globo. O filme se passa no futuro. Começa com as pessoas indo a uma espécie de cinema e se matando de rir com um filme da nossa sociedade comendo comida, eles se alimentam só de pílulas e um rapaz dá de presente para uma moça não flores, mas um maço de alface. Nesse futuro, o governo proíbe os casais de terem filhos, e aqueles que querem uma criança devem ir a um departamento e pegar um bebê-robô. Com o passar do tempo, as crianças que são "suspeitas" de terem nascido após a proibição são scanneadas na testa, e se elas são ilegais, um helicóptero com uma redoma sobrevoa os pais e a criança, os emprisiona, e libera um gás mantando-as. A história se desenvolve ao redor de um casal que resolve, mesmo com a proibição, ter um bebê. O filme acaba com eles sendo descobertos, mas o pai já tinha preparado uma rota de fuga, e quando o helicóptero fecha a redoma de vidro e libera o gás, eles fogem por um tipo de bueiro, pegam um barquinho e a última cena é o casal com o bebê remando em direção a uma ilha condenada por altos índices radioativos. Difícil, né, mas se alguém se lembrar do filme, me manda o nome que eu morro de vontade de achar o DVD pra comprar.


vrijdag, mei 23, 2008
Modernices

Eu já falei aqui mil vezes que meu laptop subiu no telhado né? Ele foi quebrando, quebrando, até que virou praticamente uma máquina de escrever. Semana passada encomendei outro e chegou. Lindo, brilhante, possante, todo cheio de luzinhas, um pitéu. Mas comadres, que sofrimento. Tô ficando véia, reativa a novidades. Vem com o tal Windows Vista, e ele é todo bonitinho, mas estou odiando! Ele é o software pra retardado, você coloca um cd do drive ele pergunta: você quer mesmo rodar esse cd? Caramba, se eu não quisesse tinha colocado ali pra quê? A mesma coisa pra abrir arquivos. E nesse começo, tudo tem que ser instalado de novo, não pude nem ver umas cozinhas novas no site da Ikea porque não tinha flash. Por isso, caros leitores, eu prometo que esse será meu último laptop. Vou estar velhinha, todo mundo com laptops que adivinha seu pensamento por eletrodos colados na sua têmpora ( ou vão logo implantar um bluetooth na gente ), e eu vou estar com meu Pavilionzinho aqui. E tenho o dito.

Agora tenho um favor imenso, gigantesco para pedir para algum leitor esperto. Eu sei que vários de vocês entendem tudo de construir site, é até o hobby de alguns. Será que algum de vocês consegue converter esse template aqui, que foi feito pro blogspot, para o blogger.com.br? Eu já tentei de tudo e só aparece um monte de pontinhos.

E bom final de semana pra todo mundo!


woensdag, mei 21, 2008
Nada de novo no front

Estou na reta final aqui na empresa. As coisas estão mais "light", a pressão se foi ( sou cachorro morto, agora ) e está até sendo prazeiroso. E fazia tempo que eu não sentia prazer em ir para o trabalho.

Estou agora me concentrando na casa que precisa ser colocada a venda e já me preparando para o emprego novo. Confesso que estou meio ansiosa, não sei muito bem o que esperar. Agora começa a bater um nervosinho.

Como vocês sabem, eu planejo tudo tudo tudo, e viver com tantas incertezas me angustia. Vou vender a casa rápido? Vou me dar bem no novo emprego? A nova casa vai ficar pronta quanto? Vamos conseguir organizar a contratação de todos os profissionais que precisamos para deixar nossa casa nova do nosso jeito? São dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

No Brasil, algumas más notícias. Minha mãe operou mas continua com uma dor residual, esperamos que com o tratamento passe. A mãe do meu padrinho de casamento faleceu subitamente num acidente de carro, e eu estou a dias com a memória da voz meiga, das nossas longas conversas por telefone, e a lembrança da última vez que a vi, eu estava de férias no Brasil e ela me contava animada sobre o novo namorado ( ela era viúva ). Meu amigão agora está sem ambos os pais, gostaria de estar lá para dar um abraço, para sair e conversar, para ajudar nem que fosse só passar horas ao lado dele enquanto ele dirige pela cidade ( ele adora dirigir ).

Por outro lado tem sempre boas coisas acontecendo. Apesar das nossas diferenças, fiquei muito feliz com a gravidez da Joelma, ela batalhou muito por esse bebê. Jo, agora é fazer o que a Seicho-no-ie ensina: visualizar todos os dias uma gravidez saudável, um parto calmo e sem problemas e um bebê perfeitinho e cheio de saúde, e afirmar "isso tudo já é realidade". E será.



maandag, mei 19, 2008
O que se passa na cabeça dos Trolls

Você sabe o que é um Internet-Troll? É esse povo nada a ver, que deixa comentários agressivos, esdrúxulos, sempre criticando o blogueiro. Nunca uma palavra construtiva.

Minha pergunta: como entender o que se passa na cabeça dessa gente?

Vou aqui dar um pitaco.

Essas que andaram ultimamente por aqui, são claramente teúdas-manteúdas de gringos, com óbvia pretensão a intelectualóide, engajada, politizada. A dita não faz p nenhuma na vida, acorda às 9, lava as cuecas do namorado/noivo/cacho estrangeiro, passa 6 horas na internet, vai ao supermercado, faz o jantar, se arruma beeeeem bonitinha pro "patrão", afinal se não se arrumar, perfumar, botar salto e falar mansinho, corre o risco de perder essa "boquinha", e quando o fulano chega, trata de fazer dele uma pessoa bem feliz. Se é que vocês me entendem.

Daí, numa dessas 6 horas diárias em frente ao computador acabam parando no meu blog ( preciso benzê-lo urgente ), e aí qualquer coisa é motivo pra Troll-teúda-manteúda vir me encher o saco.

Ô noiva deslumbrada, e quem aqui tá se lixando se vc vai casar, juntar, furunfar, ou whatever no mês que vem com um Holandês? A simples necessidade de ficar falando que vc se casará com um holandês e virá morar aqui já mostra que você não passa de uma coitadinha deslumbrada com um casamento com um estrangeiro e mudança para a Europa. Você pergunta se as brasileiras que moram aqui são estúpidas, low profile, que ficam em dúvida entre uma bolsa bege e outra marrom. Oh, my darling, estúpido não é comentar um fato do dia-a-dia, como a escolha duma bolsa num blog, estúpido é presumir tantas coisas com base nesse simples fato. Estúpido é presumir, como você presume, que ao pisar na Holanda haverão filas de brasileiras implorando para serem suas amigas.

Você quer se distanciar desse comitê ( pelamordedeus, vai procurar um dicionário para aprender o que comitê é ), pois vou te dizer uma coisa. Tá cheio de panelinhas por aqui? Tá! A minha, é feita de mulheres fantásticas, que batalharam dia-após-dia pra conseguirem o que queriam. Procuramos empregos juntas, umas animando as outras quando o desespero batia. Vimos o namorado virar marido. Acompanhamos a compra da primeira casa. Celebramos os diplomas. Nos alegramos com as viagens. TODAS nós passamos por dificuldades. Moramos em containeres, trabalhamos de garçonetes em restaurante Grego, começamos debaixo para revalidar diplomas, recebemos muitas cartinhas de "desculpe, mas decidimos contratar outro candidato". Mas nenhuma de nós desistiu. Hoje somos gerentes, médicas, profissionais super bem pagas, vencemos. We have balls, my dear Troll.

Quero é ver você chegar aqui, toda deslumbrada, toda se achando. Quero ver se quando tiverem rebaixado seu diploma, te recusado um emprego de assistente de qualquer coisa, te feito andar de bicicleta na neve porque sua habilitação não é válida, terem tirado o sarro do seu sotaque, quero ver se aí você vai estar com moral pra ficar escolhendo amizades. Quero ver você se achando tão superior na fila do caixa do Aldi.

E para o resto: eu trabalho, pago impostos, hipoteca de duas casas, cuido de marido e dois gatos, saio com as minhas amigas, ajudo minha mãe no Brasil, quase falo Holandês, e fiquei linda num vestidinho da coleção da Julia's tango. E tenho um blog a mais de 5 anos, que recebe mais de 300 visitas por dia. E eu escrevo sobre bolsas beges e marrons.

E sim, dois dos comentários do post anterior vieram da mesma pessoa. A tal que se acha chique-no-úrtimo.



vrijdag, mei 16, 2008
Conversa de meninas

Quando eu comecei a trabalhar lá em Hoofddorp, precisava de uma bolsa de trabalho que fosse grande, levasse o laptop, e fosse confortável. Escolhi uma mochila da Samsonite. Essa mochila é ótima, expande, muito boa de carregar, etc etc etc, mas é feia que é o cão. Preta, sem graça. O pior é que a bixa não acaba nunca, se eu passo um paninho e limpo por dentro, parece nova.

Agora não pego mais trem, não carrego minha bolsa de trabalho em ônibus, não ando muito com ela, ou seja, já passou da hora de trocar por uma ainda versátil, mas mais bonitinha.

Emprego novo, bolsa nova!

Primeiro, procurei no site da Kipling, que é minha paixão, mas na área de office bags eles são bem pobrezinhos. Vi então no aeroporto, a office bag da Oilily e me apaixonei, só não me apaixonei pelo preço. Na internet, achei o link que vou colocar abaixo, e fiquei mais na dúvida ainda. Aque eu gostei é a beginha, custa 89 euros, e é linda, mas eu me preocuparia o tempo todo em não sujá-la. Tem a winter garden marron, que é da coleção passada, mas é o mesmíssimo modelo, só que com tecido diferente.

Agora eu pergunto: compro a bege mais bonita e mais cara, afinal eu gasto dinheiro com tanta coisa, não serão 30 euros que vão me fazer passar fome. Ou... compro a marrom porque afinal, é o mesmo modelo, não suja tanto e é mais barata?

E mais uma dúvida ainda... Eu não sei a rotina da empresa nova, se vou precisar carregar muito o laptop pra cima e pra baixo, que laptop vou ter, se vai ser grande, se vai ser pesado, não sei nem se caberia nessa bolsa. E andar pra cima e pra baixo com bolsa de laptop sem laptop eu acho idiotisse. E... pra falar a verdade, eu prefiro mil vezes modeles "shoulder bag". Outra coisa: olhando o E-bay, office bags da Oilily parecem deformar com o tempo, eu ía odiar pagar essa nota na bolsa e ela desbeiçar todinha...

O que fazer, meninassssss?

Merulas - Bolsas da Oilily


donderdag, mei 15, 2008
Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada...

A compra da nossa casa nova foi uma aposta no escuro que fizemos, e por enquanto estamos achando que nos demos bem. Comprar uma casa na planta, num bairro que ainda não existe é arriscado, você não sabe como é a casa, como será a vizinhança, se você vai ter um mercado, uma farmácia, uma escola por perto, que tipo de gente vão ser seus vizinhos...

O projeto da nossa vizinhança era ainda mais arriscado, essa é uma área de reurbanização. Desapropriaram uma área enorme onde só tinha gente morando em trailer e ferro-velho, limparam, peneiraram o solo, estão fazendo ruas, e voilá, logo surgirá o mais novo bairro de Eindhoven. No começo ficamos com o pé super atrás, pois a nova vizinhança fica perto do único bairro pobre da cidade, como isso iria refletir nos preços das nossas caras casas no futuro?

Eindhoven é uma cidade pequena e fácil de se organizar. Há uma tal de "comissão de embelezamento" da cidade, e eles elaboraram o plano desse novo bairro. A idéia é fazer um bairro "chique", assim que ele estiver pronto pessoas com renda maior vão comprar as casas mais baratas ao redor desse bairro e reformar, essas pessoas pobres que hoje moram lá vão comprar outras casas em bairros diferentes, e logo ( hmpf, logo é algo em torno de 10 anos ) o bairro pobre terá deixado de ser bairro pobre, e os pobres não estarão mais agrupados num outro bairro, como um gueto, mas sim espalhados pela cidade.

O apelo do meu bairro, como diz uma matéria que a prefeitura pagou para publicarem em todos os jornais da região, é que este será o último bairro de Eindhoven ao redor do ring, ou seja, é o último espacinho disponível próximo ao centro da cidade. Fica a uns 2km do centro, o que é óóóóótemo. O jornal ainda ressalta que o bairro não terá nenhuma casa de aluguel, nenhuma casa do "fundo social" ( para pessoas de baixa renda ), e que o custo médio das casas será 400 mil, o que é bastante acima da média regional. Publicam tudo isso para começar a fazer a fama de bairro chique. De certa forma, não me importa a fama do bairro, mas isso impacta enormemente na valorização da nossa casa, e gente, como ela está valorizando! Ficamos chocados com os preços das casas da Fase 3. Pagamos uma fortuna na nossa casa, que é "detached", com garagem, tem 710m3. Na Fase 3, com o valor que pagamos, dá pra comprar apenas uma geminada ( 2 onder 1 kap ), sem garagem ( com carport ), 590m3.

Mas chega de falatório, deixa eu mostrar umas foteeenhas pra vocês.

Nessa foto estão as casas dos meus vizinhos, são todas super altas!



Aqui está a minha casa muito engraçada que não tem teto, não tem nada... ( vista da parte de trás e quintal ).



E meus vizinhos de lado...



Minha casa é idêntica a essa aí, que é o meu vizinho de costas. Olha que lindos os tijolinhos!



woensdag, mei 14, 2008
De volta ao batente...

Estranho voltar ao trabalho na posição que eu estou, um pé cá e outro lá. Seria mentira dizer que eu estou fazendo aqueeeeele esforço pra ler todos os 361 e-mails que recebi rapidinho, ou que estou me preocupando com as bombas que vão estourar daqui a um mês. Vocês podem achar que é falta de profissionalismo isso, mas não é que eu esteja vendo o pavio da bomba sendo aceso e não estou fazendo nada, mas em certas coisas não há muito o que fazer a não ser passar a bomba pra ex-grávida e explicar o que fazer.

Pode parecer clichê dizer que aprendi muito nessa empresa e blá blá blá, mas a coisa mais preciosa que aprendi aqui é gerenciar melhor meu tempo e assim que eu notar que alguma coisa vai atrasar, ou que eu preciso de ajuda para completar uma tarefa chave dentro do tempo que eu tenho, devo levantar a banderinha vermelha na hora e gritar por socorro.

Nisso a cultura brasileira e holandesa é extremamente diferente. No Brasil, somos incentivados ( ou "fortemente incentivados" para não dizer obrigados ) a aceitar toda a sobrecarga sem reclamar, sob risco de entrar no próximo facão. Mas por outro lado, há também a cultura do "vigiar o horário do próximo", que apesar de irritante ( eu detesto a sensação de neguinho controlando quando eu entro ou saio ) tem o benefício de todos saberem quando você está ficando até mais tarde todos os dias. Aqui, ninguém controla quando você entra ou sai, mas também ninguém está nem aí se você está ficando até as 8 todos os dias. Se você não for pro seu chefe, mostrar tudo o que você tem que fazer, provar que é impossível fazer tudo nas 8 horas por dia que você trabalha, e pedir ajuda, ninguém vai se tocar. E o pior: ninguém vai entender que você não fez a listinha amarela porque a azul e a verde eram muito mais importantes, sua obrigação é fazer as 3, e se você não tem tempo, tem que pedir mais recursos ao seu superior imediato. Essa foi a mais importante lição: mostrar o que faço, avisar quando não posso fazer.

Hoje eu falei com o Portuga, apesar dele já saber da minha saída, foi a primeira vez que falamos sobre isso. Acho pobre, pequeno, patético demais gente que fica diminuindo a importância dos outros, ou que não consegue nem disfarçar o quanto o sucesso alheio não lhe importa agrada. Clááááro que eu não estava esperando que ele ficasse feliz por mim, não sou tão burra. Ele me perguntou porque eu estava saindo, se era pra ganhar mais dinheiro ( os 3 portugueses com quem converser me perguntaram do salário, nenhum dos holandeses ou alemães o fizeram ), que cargo. Ao ouvir que eu irei ganhar um salário melhor e que serei Commodity Manager, só comentou meio sarcástico: você deu sorte. Mas não foi nem isso que me irritou, pois eu já esperava, foi o comentário a seguir: a ex-grávida era gerente de 1, agora é gerente de ninguém, e fica falando pra todo mundo que é GERENTE. Que cara casca grossa! Respondi que assim que contratarem as novas pessoas ela será gerente direta de 4 funcionários e coordenadora de outros 5 espalhados pelo mundo (Portugal, USA, Taiwan e Alemanha), e que o chefe dele, que é diretor geral de compras, já tinha marcado uma reunião com ela pra discutir procedimentos, após ver na nossa reunião anual como ela está sabendo de tudo sobre os novos manuais. E arrematei: Carlos, ela vai ser sua chefe um dia. Ele ficou quieto, mas sabem aquele quieto desconfortável? Fuínha, esse cara.

Agora deixa eu voltar para os milhões de e-mails me esperando. Estou com uma vontaaaaade...



maandag, mei 12, 2008
Paracetamol com cafeína

Então, tomei o bendito Finimal e agora quem diz que consigo dormir?

Ainda estou em clima de férias, nunca desliguei tão completamente da rotina do escritório como dessa vez. Juntou que eu estava aborrecidíssima com as coisas na empresa atual, mais a data marcada para começar no emprego novo, mais todo e esforço físico...

Gente, como andamos! Nunca subi tanta escada e morro na minha vida, minhas pernas tremiam. Tanto Lago di Como quanto Cinqueterre são lindíssimos, cada paisagem de cair o queixo, as cidadezinhas nas encostas, os alpes Suíços ainda com neve, o azul incrível do Mar Mediterrâneo. Valeu super a pena.

Os dois B&B's que ficamos foram ótimos, em Bellagio tínhamos um apartamento só pra nós! E o de Cinqueterre, apesar de ser "só" um quarto, tinha um terraço maravilhoso, onde fiquei o primeiro dia inteiro, só relaxando, lendo, olhando o mar, aproveitando o sol. Tudo ótimo.

Agora tenho que fazer aqui um comentário. Não sou economista, especialista, nem ao menos me dei ao trabalho de googar "situação econômica italiana", mas gente, para quem mora mais ao norte da Europa, a Itália está sim sucateada, dá a sensação de ser uma Europa de segunda classe. As cidades são belíssimas, prédios lindos, praças, estátuas, jardins, mas a infra-estrutura, minha nossa senhora!

Dentro da Itália, escolhemos não alugar um carro e viajar de trem, haja paciência! Tudo bem que trem na Itália é baratíssimo, mas que tormento! Nunca, repito: NUNCA, estão no horário. E os atrasos não são de minutinhos não, são de meia-hora pra cima. Quando o trem chega, está tudo caindo aos pedaços, acentos bambos, sem ar-condicionados, janelas que não abrem ou não fecham, banheiros fedidos. A exceção são os trens internacionais, mas que segundo o cobrador do Cisalpino, acabam sempre atrasando pelas condições dos trilhos italianos.

A infra-estrutura de apoio ao turista é de chorar. As ferries do Lago di Como, além de atrasadas, tinham uma "schedule" super confusa, ninguém entendia. E era um tal de neguinho com bilhete para Menaggio ir parar em Bellagio que só vendo. Tentar pedir informação em guichês é perda de tempo, ô terra pra ter gente que não sabe contar até 10 em inglês! Daí junta a falta de domínio do inglês, a falta de paciência típica italiana, temperada com uma certa revolta em ver a cidade deles dominada por turistas ( como se eles fossem ter empregos se a cidade não tivesse tantos turistas ), só pode acabar em confusão! Em todos os países, noto que a grande parte da população é formada por gente "normal", com um percentual pequeno de gente mal-educada e grossa; na Itália é exatamente o contrário: a regra é ser mal-educado e grosso.

Eita país pra ter tudo quebrado! Visitei a cidade de Riomaggiore seguindo o livro do Rick Steves. Ele começa o roteiro indicando subir à cidade alta por um elevador e ir descendo, mas é claro que nas duas vezes que fomos o elevador estava quebrado. Em Bergamo tem um funicular que leva à cidade alta, que também estava quebrado. Elevadores das estações de trem também quase todos quebrados.

Isso sem falar no horário de abertura dos estabelecimentos comerciais. Recebemos um panfleto de uma lavanderia em Monterosso, dizendo que abria aos domingos. Pegamos o trem, com uma mochilona de roupas sujas, chegamos com meio metro de língua pra fora, só pra ver a plaquinha: fechado, volte amanhã. Relemos o panfleto 10 vezes, abria aos domingos! Na segunda, fechava para o almoço às 12:00. Chegamos 11:30 e já estava fechado. Desistimos. Restaurante é um mistério se vão abrir ou não, acho que o dono coloca a cabeça pra fora, se tiver bastante gente na rua ele abre, senão ele fica assistindo TV!

Aliás, restaurantes, que decepção! Comemos algumas coisas ótimas, mas é meio que roleta russa. Tudo bem que são lugares turísticos, mas isso não é desculpa para enfiar a faca e servir ravioli congelado. Tive que devolver o prato 2 vezes, um macarrão que passou tanto do ponto que parecia Miojo, e o tal ravioli ainda congelado no centro. Nem um pedido de desculpas recebi, o cara do Miojo ainda queria cobrar a gororoba. E gastar menos de 50 euros por pessoa, só se você comer pizza ou sanduichinho. E a vergonha do tal "coperto"? Na maioria dos restaurantes cobravam 3 ou 4 euros por pessoa para servir pão seco, sem ao menos uma manteiguinha. Uma americana furiosa na mesa ao lado reclamou que ela "declinou" o pão e foi cobrada, e o gerente explicou que como destacado no menu, o coperto é uma taxa para cobrir o pão e o serviço. Depois dessa não deixei mais uma gorgeta. O pior de tudo é que aquela Itália de pratos fartos fica só no sonho ( ou na lembrança ) de uns poucos, quem vai pra lá achando que vai até pagar caro mas vai receber aquele pratão de macarronada "da mamma". Ho ho ho, o negócio lá tá mais pra porção "Gordon Ramsay", manja aqueles pratos enoooormes com um pedacinho de qualquer coisa lá no meio e uns raminhos de alguma ervinha da moda ( what da heck is fennel??? ) se equilibrando em cima?

No fim, claro que nos divertimos muito, e claro que valeu a pena, massss... foi cansativo e não precisava ter sido. Carregar mala em escadaria porque não há escada rolante e o elevador quebrou é burrice. Não poder planejar seus horários direito porque os transportes estão sempre atrasados é desgastante, e vocês sabem, time is money. Eu estava até dando uma olhada em Costa Amalfitana para as férias de verão, mas Itália duas vezes por ano...não vai rolar.



vrijdag, mei 09, 2008
Eu voltei, e agora pra ficar...

Estou de volta! Foram dias maravilhosos de férias, visitamos duas regiões lindas da Itália, Lago di Como ( Bellagio ) e Cinqueterre ( Vernazza ).

Quanta escadaria, senhora de Deus. Minhas pernas estão bambas até agora. Volto outra hora para contar dos B&B's, das cidades, da comida... Agora vou aproveitar o dia, porque faz sol na Holanda, acreditam? Cheguei ontem e já fui correndo para o supermercado comprar carne de churrasco, e queimamos um boizinho no jardim ( e asinhas de frango, e chipolata ).

Dessa vez piolhitos estão estranhando a volta à casa. Plato já se acostumou, mas Ty ainda não vai ao jardim, sem falar que fica me seguindo que nem cachorrinho pequinês.

Bom povo, quando chover, ou quando der na telha, volto com os detalhes.

Fui!


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