woensdag, januari 30, 2008
Meus sais...

Vocês notaram que ultimamente eu andava, e ainda ando, meio macambúzea com o trabalho. O motivo principal é que por conta de um novo projeto gigantesco, estou tendo que fazer certas tarefas quase que braçais que eu fazia no começo da minha carreira, tarefas que detesto, e que esperava nunca mais ter que fazer. Antes de ir de férias conversei com o gerente a respeito, e eles então liberaram a contratação de um temporário para me ajudar.

Fizemos entrevista com algumas pessoas, e eu e ex-grávida gostamos de um senhor aposentado, que trabalhou 40 anos na logística da Philips, e que enviuvou, e decidiu voltar a trabalhar para combater a solidão ( cada louco com a sua mania ).

Ele é super pontual, super interessado, educadíssimo, está super empolgado. Mas tem um pequeno problema: ele não é NADA esperto.

Agora adicionei mais um drama para a minha já complicada existência. Tudo, absolutamente tudo, precisa ser explicado 3 ou mais vezes. Eu já não tinha tempo pra fazer meu trabalho, agora então mais essa. Tenho que ensinar as coisas mais básicas, como inserir um arquivo no e-mail, como salvar um arquivo no shared drive, coisas bestas mesmo. E ele é super inseguro, além de eu ter que ensinar como fazer, tudo ele pede para eu supervisionar pra ver se ficou bom. No fim eu SEI que se eu tivesse feito teria sido mais rápido.

Eu sei que eu tenho que ser paciente, e que tenho que ensinar pra ele aprender, mas ele já está aqui a 3 semanas! E o pior é que ele está tão feliz que está trabalhando, que está aprendendo, que eu não tenho coragem de dizer nada pra ele, eu rio meu riso amarelo e seguimos em frente.

Algumas manias do povo mais idoso, e ele não é o único: o telefone dá câncer, tudo eles vão em pessoa resolver. Era só pegar o telefone, ligar pro fulano, perguntar se ele quer 20 ou 200 peças e desligar. Mas ele pega o e-mail impresso ( ele imprime TODOS os e-mails ), pega o elevador, vai ao térreo, cruza a porta que só abre com código, chega no engenheiro, pergunta, pega o elevador de novo, atravessa outra porta com código, e entra todo feliz que era 200 peças. Ele anda rapidinho, não pára para bater papo, não faz isso para matar o tempo, é só que ele prefere, sabe-se lá porque, perguntar cara-a-cara.

E e-mail? Adriana, trato o fornecedor por você ou por senhor? Como vc quiser, Mr.J. Adriana, acho que vou chamar de senhor. Ok, Mr.J. Adriana, o nome do china é Mr. Ching, ou Mr. Ling? Qualquer um, Mr. J, eles me chamam de Mr. Van, então qualquer nome pra eles tá bom, o que vale é a intensão. 15 minutos depois... Adriana, você pode ver se o meu e-mail está bom? Claro Mr. J. "Dear Mr. Ching, Please be kind enough to inform the tracking number for the below mentioned shipment. I thank you in advance and await anxiously for your response. Regard, Mr. J". Adriana, já que tem que ensinar, deleta tudo e escreve pro china: Tracking number? TKS. Mr. J olha para Adriana horrorizado. Enquanto ainda estou explicando pra ele que e-mail tem que ser prático, rápido, eficiente, direto ao ponto, chega e-mail do china: 45869WYB, Rgds. Eu gaste 15 segundos, o china 15, eu perguntei o que queria, ele respondeu tudo o que eu precisava, DONE.

Adriana, onde está o arquivo X? Mr. J, está no shared drive, development, project, ativa, samples. Ahn? Shared drive, development... O que é shared drive? É o drive S. Ah, ok, desculpa, mas se você me ensina 1 vez, eu já aprendo.

**** Nota da blogueira: em holandês, ensinar e aprender é o mesmo verbo, LEREN, portanto holandeses normalmente usam em inglês o verbo LEARN para aprender e ensinar. Adriana, if you learn me once, you don't need to learn me the second time... ****

Adriana vai lá, clica, clica, clica, o arquivo abre. Meia hora depois: Adriana, o que é mesmo depois do development? É o project... Na quarta vez eu vou lá e faço um shortcut pra ele no desktop. Meia hora depois: Adriana, o que é mesmo depois do project? Use o shortcut Mr. J! Ah, é mesmo, if you learn me once... Hmpf...

Eu não sei não, eu acho que não vai dar muito certo. O pior é que eu não tenho coragem de dizer nada, ele está tão animado... Continuarei ensinando, e vamos ver daqui a umas 2 semanas...

Mas vou filosofar aqui. Aqui na Holanda, normalmente o aposentado tem uma vidinha digna. Até o salário mínimo é "altinho", uns 1200 euros líquidos. Quem como esse senhor pagou fundo de pensão, no caso da Philips é de graça para todos os funcionários, seu salário pro resto da vida será 75% do seu último salário, e considerando que sua casa já está paga ( a não ser que você tenha cometido a imprudência de, mesmo com tanto acesso à financiamentos, pagar aluguel a vida toda ), que você tem zilhares de descontos de idosos, seu padrão de vida pode ser até superior que o de quando você trabalhava. Ou seja, trabalhe enquanto você está com MOJO, e descanse e vá aproveitar a vida quando se aposentar. Deixe os empregos pros mais novos. Planeje o inverno da sua vida, não fique mofando em casa criando artrite. Vá se dedicar a um hobby, vá aprender alguma coisa nova ( um colega engenheiro vai fazer faculdade de música! ), faça um trabalho voluntário, se inscreva num clube da terceira idade, se ofereça para cuidar dos netos!!!!!

Óquei, agora que eu desabafei, vocês podem tacar pedras e me dizer o quanto eu sou má e coitado do velhinho Mr. J!



dinsdag, januari 29, 2008
Será que o cérebro também tem tecido adiposo?

Ainda é terça-feria, mas já estou de olho no fim de semana. Previsão de neve, temperaturas abaixo de zero. Valha-me Deus, que eu achava que o inverno desse ano já tinha ido-se embora.

Estamos querendo comprar um Nintendo Wii, e no fim-de-semana passado fomos pras bandas de Rotterdam, na casa de Claudinha, para jogar e ver se era isso mesmo que esperávamos. Bart se divertiu pacas, eu fiquei só olhando, mas gostei. Estamos agora pesquisando preço, pacote de jogos, controles, etc. Ficamos na frente da TV jogando e comendo bugigangas ultra calóricas por horas, jantamos fondue DELICIOSO, jogamos mais um joguinho de tabuleiro comendo Malterses e M&M's e viemos para casa rolando.

Agora imaginem, Adriana e Bart JáBolas, enfiados dentro de casa porque neva, com zilhões de pacotinhos de tranqueiras, jogando Wii e criando pança. É meu povo, não tem jeito, não nasci pra ter corpinho de miss mesmo. Vou procurar o tal Turbo Jam pra baixar e não acho, minha cópia de Windsor Pilates trava depois de 3 minutos. O universo conspira... para o meu estado bolístico de ser.

Será que o Promises aceita dependente alimentar? Lindsay Lohan, Britney Spears, Fabio Assunção e agora Adriana JáBola.

Aliás, Preta Gil diz que agora processa quem a chamar de gorda. Tá certa ela. E além do mais, ela já pegou o Giani, merece respeito!

Sou "fofa" mas já peguei o Giane, e você magrela?





zondag, januari 27, 2008
My way

Sim, eu preciso urgentemente começar a me mexer, fazer exercícios. Em casa, com DVD's, ou na academia que fica do ladinho do escritório, ou pedalar pela vizinhança, o fato é que eu tenho que fazer disso um hábito. Entendo muito bem o que a Letícia diz, que com o tempo tudo vai melhorando ao seu redor.

Acho interessante como as pessoas lêem esse blog e pensam que eu sou uma maníaca workaholic, que só pensa em grana e que "só se diverte nas viagens".

Com'on people, dos 3.973 pensamentos que passam pela minha cabeça diariamente eu escolho um, normalmente o mais exdrúxulo e discorro um pouco sobre ele no blog. E só. Na semana passada, depois de 15 dias de chuva amanheceu um solzinho e eu invejei uma mulher que estava indo aproveitá-lo enquanto eu ía pro trabalho. E quem nunca desejou cabular o trabalho num dia de sol? Hein hein?

Cada um tem sua idéia de "divertir-se", aproveitar a vida. Você NUNCA vai ler aqui que tomei um pileque, que fui pra uma boate, que dancei até o sol raiar. Isso para mim não é diversão. Foi, num passado distante, aproveitei da fruta até a última gota e segui em frente. Hoje para mim, diversão é sair com amigos, ler um bom livro, assistir seriados com FH devorando litros de Pepsi Max, ir ao cinema, brincar com meus gatos. E faço tudo isso sim.

Preciso organizar melhor minha vida para fazer tudo o que preciso e o que quero com o meu tempo. Dá sim para trabalhar minhas 8 ou 9 horas por dia, fazer exercício, curtir minha casa com o meu marido e gateeenhos. Gente menos esperta que eu consegue, eu conseguirei também.

Sempre vai passar pela minha cabeça que eu poderia fazer como tantos holandeses e tirar um sabatical, 6 meses off do trabalho para viajar, mas sendo sincera, eu não aproveitaria um minuto, a não ser que tanto eu quanto FH conseguíssemos um sabatical com garantia do emprego te esperando na volta, mas isso está cada vez mais raro.

Gente, eu já falei que eu quero tudo. Eu quero dinheiro, eu quero tempo livre, eu quero continuar viajando, e quero curtir moooito minha casa nova que no fim do ano tá pronta. Vou achar o equilibrio sim, mas nos meus termos.

I'll do it my way



vrijdag, januari 25, 2008
O que eu quero da minha vida

Ultimamente ando pensando muito no que eu quero da vida, o que mudar no que eu tenho hoje para ser mais feliz, e como me preparar para o inverno da vida.

Hoje, vindo para o trabalho de carona com FH, super atrasada, depois das 9 com um solzinho brilhando, tive inveja da senhora no carro a nossa frente. Pensei que pela ausência de pressa, ela estava indo fazer algo legal, sem hora marcada, num dia até bonitinho. Lembrei de quando eu pegava o carro e ía passear no outlet de Roermond. E naquele momento eu a invejei. Muito.

A droga dessa vida é que independência financeira, pra maioria, não cai do céu. E ser dependente de pai, marido, não é opção para mim. Mas se não fosse por esse pequeno "detalhe", ou seja, como me sustentar sem trabalhar, bem que eu gostaria de passar uns mesesinhos na boa vida.

Eu devo ser uma pessoa má, muito má, de alma pequena, mas eu admito, eu preciso de conforto para viver. E conforto significa dinheiro. Se bem que, em minha defesa, as pessoas que dizem não ligar muito para dinheiro são pessoas que normalmente não tem que ralar para consegui-lo. E se eu ficasse em casa só vendo os cifrõezinhos caindo milagrosamente na minha continha corrente, acho que também ía ser mais blasé nesse sentido.

Agora vejam minha situação, não nasci rica, não herdei nem vou herdar nenhuma herança, não cogito nem remotamente depender financeiramente de marido, e gostaria de ter os mesmos meios financeiros que eu tenho hoje sem trabalhar. Alguém aí sabe como?

Minha família lá no Brasil é um paradoxo financeiro interessante. A família do meu pai é mais ( beeeeem mais ) abastada que a da minha mãe. Na verdade, na família da minha mãe só tem pé-rapado. Eu e minha mãe sempre fomos mais chegadas à família dela, ou seja, dos pé-rapados, e meu irmão e meu pai à família dele. Na família do meu pai, o seu grau de sucesso na vida é medido pelos metros quadrados de porcelanato, granito ou mármore que você tem na sua casa. É a maior breguice, eles falando dos metros e metros de granito colocado na "edícula" do sítio. Ah, e gente fina TEM QUE ter edícula. No entando, uma metade da família está doente, e a outra está brigada, impressionante. Os que estão na faixa etária do meu pai, o seja, 65, parecem ter 80. Juro. Aí eu penso, dinheiro não traz felicidade MESMO.

Daí eu vejo o lado da minha mãe. Os genes lá são melhores, pois eles adoecem menos e envelhecem mais graciosamente, mas quando ficam doentes, o negócio é rezar mesmo, porque ninguém tem plano de saúde, dependem de pronto-socorro e hospital público, se precisam de remédio mais carinho acabam sempre procurando a minha mãe, é deprimente pensar que se for algo mais grave, vão morrer sem tratamento. A situação de moradia também é trágica. Ninguém comprou sua casinha própria. Meu tio mais velho e o meu tio mais novo dividem um quarto na casa da minha avó. Minha tia mais nova construiu uma casinha nos fundos da minha avó, e minha outra tia está a beira do despejo, e com um dinheirinho duma herança da sogra, vão "jogar uma laje" na casa da minha avó e construir um puxadinho lá. Minha mãe ficou brava quando eu falei que a casa da minha avó tinha virado um cortiço, mas que nome você dá a uma casa que vira três e abriga três famílias?

Vejam meu pai. Financeiramente, ele saiu do divórcio bem melhor que a minha mãe. Trabalhou mais alguns anos e quando se aposentou de vez, comprou um terreno no interior de SP e fez uma chácara. Foi meio que um choque para todos nós, pois ele sempre disse que chácara eram dois prazeres: o de comprar e o de vender. E como quase tudo com meu pai é fogo de palha, ele fez uma casa maior do que ele precisava, construiu uma piscina que ele ( e nem ninguém ) nunca usa, plantou uma monte de árvores, arrumou uma cachorra imensa. Passados 2 anos, o ânimo baixou, o cansaço bateu, a saúde não anda boa, e as árvores estão sem cuidado, a cachorra está gorda porque ele não sai pra passear com ela, e a vida no campo não é mais tão maravilhosa quanto antes. No fim acho que minha mãe é que está certa, ficou na cidade onde nasceu e cresceu, perto da família e amigos, num apartamento pequeno mas confortável e prático.

E eu aqui fico pensando que não quero que meu fim seja como o da família de cá nem como o da família de lá, mas como evitar "a sina"? Sinceramente, acho que se eu não começar a cuidar melhor da saúde, vou seguir a trilha da família do meu pai. Estou me estabacando para garantir o futuro financeiro, mas só faço besteira com a saúde.


donderdag, januari 24, 2008
Dinheiro não traz felicidade, mas as coisas que ele compra sim...

Coisas que me fariam uma pessoa mais feliz hoje...

Banheiro-Robot para gatos, autolimpante, € 349


Fusca Conversível, nessa cor, € 28.000


Casaco Sheepskin da Burberry, € 1600


Cama de gato design Eaman Lounge, € 99


Crocs Winter Collection, € 49


Cama Hastens deliciosa, € 9.000


Rayban Clássico, já que eu perdi o meu, € 150


Lareira Islandesa Tulikivi, queima 2hrs de lenha, permanece 24 hrs quente, € 8.500


E você, que felicidade o dinheiro te traria?


woensdag, januari 23, 2008
A mim, restam apenas duas opções...

FAZER LAVAGEM CEREBRAL



OU SER COVER DA WILZA CARLA



Sugestões?


maandag, januari 21, 2008
Mary Jane pelo Mundo

Comecei essa minha vida andarilha em Mallorca, onde entre muita sangria e peixinho fresco, fui à praia pela primeira vez.



Apesar de preferir a praia, amei Paris, e quer forma melhor de encerrar uma viagem maravilhosa do que me divertindo nos 15 anos da Disneyland Paris?



Escapando do frio da Holanda, cheguei ao México em plenos 30 graus. Quer forma melhor de se refrescar do que mergulhar nas águas cristalinas de Akumal?



Em Cozumel, me esbaldei na areia fininha das praias do lado oceânico da ilha.



Apesar de ter medo de alturas, o visual da sacada era imperdível. Cancun visto do 15o. andar!



E pra fechar com chave de ouro, encontrei até um gatinho pra mim. As férias acabaram mas continuamos no maior love.



E de quebra, ainda trouxe pra casa minha amiga Queen Latiffa, a negona gostosa! Ela ainda não tem nenhuma foto, mas já conhece Eindhoven de ponta a ponta.


zondag, januari 20, 2008
No Brasil, quem pode pode, quem não pode se sacode...

Acabei de assistir Cidade dos Homens 2. Que desânimo saber que não se trata de uma obra fictícia. Eu não sei se eu me envergonho mais por aquela ser a realidade brasileira de tantos milhões de pessoas, ou por ter vivido nesse país 30 anos sem nunca ter nem chegado perto da vida desse povo. Aliás, perto até chegamos, através das diversas empregadas ao decorrer dos anos, lembro-me inclusive de gostar de ouvir as histórias delas, dos barracos, dos muitos namorados, dos "gatos de eletricidade", do telefone comunitário, do quilo de arroz emprestado da "cumadre" quando ficavam absolutamente sem comida em casa. Era tudo tão bizarro, parecia faz-de-conta...

Mais do que envergonhada, eu me sinto injustiçada. Paguei impostos 10 anos, meus pais mais de 40, meu irmão há mais de 20, não usamos serviços que deveriam ser garantidos a nós, TODOS nós brasileiros, quem paga 30 ou quem paga 3000 reais por mês de imposto. Mas não só nós, como a maior parte da classe média, pagou (e ainda paga) escola particular, plano de saúde particular, usa transporte particular, paga segurança de prédio particular. O Brasil é a terra do particular. E o dinheiro que deveria então ser mais do que suficiente para ajudar aqueles menos afortunados, já que a classe média já estava mesmo se virando como podia, foi parar aonde, no bolso de quem?

Sempre recebo comentário de leitores que escrevem que eu fui "privilegiada" de ter tido acesso a boas escolas e faculdade, de ter tido a chance de trabalhar numa empresa boa, até o "privilégio" de um bom plano de saúde. Triste que o normal em outros países, ter boa nutrição, educaçao, médico, no Brasil seja assim tão "privilégio". E mais triste ainda é ver que tem gente que se ressente disso.

Enquanto morei e trabalhei no Brasil, nunca soneguei impostos, sempre procurei votar conscientemente, nossa empregada era registrada, sempre ajudamos uma ou outra obra assistencial, o que mais pode-se fazer?

As pessoas acham que só porque não moro mais no Brasil, me livrei do problema. Ledo engano. Minha família inteira ainda mora lá. Meus primos, todos bem mais novos do que eu, têm que trabalhar de dia e estudar a noite, pois precisam bancar os estudos e ainda dar uma ajudazinha em casa. Enquanto eu leio que aqui na Holanda os jovens que deixam o equivalente ao ensino técnico demoram no máximo 2 meses para encontrar o primeiro emprego, no Brasil meus primos chegaram a demorar 1 ano, e trabalham ganhando o salário mínimo. Um apartamento equivalente ao meu, 70 m2, de classe média, em São Bernardo do Campo, está custando absurdos 120 mil reais, e a prestação, via Caixa Econômica, é de 1100 reais por mês. A renda mínima exigida é de 4 mil reais, estou mal informada ou é moooito difícil um casal hoje em dia somar uma renda de 4 mil reais?

Outro dia uma amiga que voltou de férias do Brasil me contava que pretendia voltar em alguns anos. E eu fiquei pensando. A vida do meu irmão por exemplo. Quando eu vou pro Brasil eu sempre volto achando que aqui na Holanda, criança nenhuma tem uma vida tão boa quanto à dos meus sobrinhos. Meu irmão trabalha pra manter o conto-de-fadas, o castelinho encantado deles. Cada um dos filhos tem um quarto suíte, o da minha sobrinha até walk-in closet tem. Quando eles convidam os amiguinhos para "lanchar" em casa, o lanche é ao redor da piscina. Estudam numa escola onde têm a opção de complementar a grade com algumas matérias e ter o diploma validado na Holanda ( ele moram em Holambra ). Mamãe e Papai tem carros bons, minha sobrinha provavelmente nunca entrou num ônibus de linha. No condomínio onde moram, ninguém entra sem convite e criança não sai sem autorização escrita dos pais nem pra comprar pão. Mas e quando não for mais possível colocar a cerquinha ao redor deles e protegê-los do mundo? Meu sobrinho está entrando na adolescência, como vai ser quando ele quiser pegar um ônibus e ir com os amigos ao shopping em Campinas? E no dia que eles estiverem em idade de ir para a faculdade, Campinas tem ótimas Universidades, mas e se eles quiserem estudar em SP? E será que meu irmão poderá pagar duas faculdades de medicina caso ambos queiram ser médicos?

Sei lá viu, eu reclamo muito daqui, e vocês sabem o quanto eu sofro no inverno, mas no fim acho que a vida é menos complicada aqui. Acho que aquele que quer evoluir na vida, tem chances reais, enquanto no Brasil, é aquilo que vemos no seriado Cidade dos Homens, quem nasce "no morro" dificilmente consegue sair. No Brasil, o sistema de "castas" só não existe mais no papel, mas o ricaço raramente se mistura com a classe média e quem nasceu na classe média vai precisar dum milagre pra virar ricaço. E os pobres raramente deixam de ser pobres.

Tenho cada exemplo cabeludo dentro da minha família que se eu fosse me preocupar muito, não dormia mais à noite.

Vixe, falei pacas pra uma inocente tarde de domingo. Fria, chuvosa, ventosa e medonha. Mas um dia eu ainda vou ter uma lareira, e vou até gostar dessas tardes medonhas.


donderdag, januari 17, 2008
Linked in

Depois do Orkut, mais uma moda pegando, o tal Linked in.

Na verdade eu acho que o Linked in é mais popular no exterior, brasileiro gosta mesmo é de Orkut, onde ele vê fotos do povo, fica lá naqueles foruns discutindo o sexo dos anjos...

Eu me cadastrei nesse tal de Linked in por convite de uma pessoa que depois até de descadastrou. O lance lá é fazer "networking" e é por isso que os holandeses gostam tanto. Você não coloca informação pessoal nenhuma, nem fotos, só mesmo seu CV e registra as empresas onde trabalhou e cargos que ocupou.

Agora vejam só, a empresa onde trabalhei por 10 anos no Brasil tem 22 mil funcionários, o linked in tem apenas 20 cadastrados. A divisão da empresa onde eu trabalho hoje tem 180 funcionários, 55 deles cadastrados no Linked in.

A massageação de ego no Linked in é colocar lá, bem grande, seu cargo. No Linked in todo mundo é manager disso, aquilo outro senior, arquiteto doseiláoque. Então, como eu não tô pra ficar por baixo, coloquei Sr. Buyer, meu cargo. Nos dois meses que se seguiram, recebi várias solicitações de gente que eu conheci num passado distante pedindo para ser "linkada" a mim. Aceitei, até porque o conceito desse tipo de site é se linkar ao maior numero possível de pessoas para aumentar o seu network, então se é pra ficar negando pedidos só porque você não conhece a pessoa a fundo, o melhor é nem entrar. Eis que das 8 pessoas que pediram para ser linkadas, 6 vieram com aquele chororô "o Brasil está uma merda, quero trabalhar no exterior, será que você pode me ajudar?". Fiquei pissaroca da vida, "deslinkei" essas pessoas e removi todo e qualquer título dos meus "cargos". Bom, não ajudou muito, mais 2 pessoas me pediram para linkar e vieram com um papo semelhante, reforçando minha teoria de que pra brasileiro ser até entregador de pizza nos Istaitis é um luxo. Eis que hoje estive no RH e conversando com o Diretor de RH que vai ao Brasil e estava me pedindo dicas, ele me diz que me "viu" no Linked in, e me disse que eu não deveria omitir meu "grau de senioridade" porque a maioria dos profissionais do RH "linkedincam" candidatos.

Gente, estou pasma, estou "p" da vida, estou me sentindo violada. É como se a minha identidade virtual fosse uma coisa completamente diferente da identidade real e agora alguém tivesse ligado as duas. Sempre achei que estava protegida pela língua que eles aqui não falam, e já me googuei várias vezes e nem sempre aparece meu blog, mas esse maldito linked in sempre aparece. Vou deletá-lo imediatamente assim que chegar em casa.

Agora me respondam, quão sério é um profissional de RH que recorre a esses tipos de comunidades virtuais no seu processo de decisão? Lembram daquela piadinha do fulaninho que não foi contratado porque o cara do RH o achou no Orkut? Então. Estou sériamente pensando em criar um CV fabuloso pra colocar no linked in, com vááááários feitos importantes, váááários títulos impressionantes, cursos, especializações, só presses manés de RH googarem e acharem que eu estou sendo humilde no meu CV real. Paguás! Humpf...


woensdag, januari 16, 2008
Quem vê cara não vê coração?

Eu sempre achei que o modo de se vestir diz muito da pessoa.

Tive uma professora que um dia disse que o importante não era vestir roupas de marca, roupas carésimas, mas dentro das possibilidades da pessoa, se "apresentar" bem. Eu concordo com essa professora em número, gênero e grau, pena que o conceito de "se apresentar bem" seja tão amplo.

Quando ainda adolescente conversei sobre isso com a minha mãe, ela me deu o exemplo da dona Maria, nossa "passadeira de roupa". Ela já não era jovem, era pobre, mas estava sempre com uma roupa limpinha, coerente com a idade dela, notava-se uma coordenação de cores e formas, e embora fosse óbvio que não se tratavam de roupas caras, ela estava sempre "bem apresentada".

Acho que no ambiente profissional esse "apresentar-se bem" é essencial. Difícil para mim que veio de um extremo e foi parar no outro, é estabelecer esse meio termo.

No meu antigo emprego no Brasil, na empresona americana, minha mãe dizia que sempre que passava por lá pra me dar ou pegar uma carona ficava "admirando" as moças vestidas como se estivessem indo pra uma festa. É que na empresona, principalmente, mas não somente, entre as mulheres, havia sim um certo exagero. Cansei de ver colegas de trabalho comprarem roupa da Viva Vida em 5 prestações, bolsa da Victor Hugo ou Santa Marinella em 10 prestações, e ir 2 ou 3 vezes por semana com o mesmo terninho só porque era "de marca". Teve até uma menina que me contou que conhecia uma sapataria que "tatuava" marca na sola do sapato, ou seja, você comprava um sapato barato e sem marca na sola, ía na sapataria e mandava gravar Corello, ou Arezzo. Agora imaginem só se eu vou ficar reparando na sola do sapato dos outros!

Aqui na Holanda em compensação, tenho colegas que tem casa de veraneio na Espanha ou Hungria, mas vem trabalhar o ano inteiro de sandália com meia. Hoje tive uma reunião com um fornecedor grandão, para falar de um projeto de muitos milhões de euros. Eu era praticamente a única "peona" da turma, e dentre outros grandões, estavam o vice-presidente da minha empresa, e o vice-presidente da outra empresa. Dos 4 visitantes, 2 franceses estavam de terno e gravata, o VP da outra empresa também, e o holandês da outra empresa mas da filial de Eindhoven estava de roupa social, mas sem gravata. Do nosso lado tinha apenas um gerente de terno e gravata e eu de terninho, o resto vestia roupas super informais. Mas o pior mesmo foi o nosso VP: ele estava de calça cargo! Sabem aquelas calças cheias de bolsos que fecham com velcro? Então, uma daquelas com camisa xadrez! Olha, vocês podem me chamar de "fútil", de lesa, de cafona, mas será que que esse cara estava fazendo o melhor dentro das possibilidades dele? Caramba, eu sou um alto executivo de uma multinacional, vou receber um alto executivo de outra multinacional, numa reunião planejada a um mês, e com a fortuna que eu ganho, o melhor que eu posso fazer é aparecer de calça cargo?

Eu não sei se os holandeses julgam menos os outros pelas roupas que a pessoa usa, mas eu não consigo separar a imagem da imagem-julgamento. Imagem-julgamento para mim é a tal da primeira impressão, que é enormemente influenciado pela roupa que o sujeito usa. Tá, eu sei que não é certo, mas é inevitável. Vejo uma ditinha com shortinho minúsculo, decotão, olho borrocado de kajal, e está menos de 25 graus, imediatamente penso: que vagaba! Pode até ser que se eu conversar com a pessoa eu encontre algum conteúdo, mas a minha experiência me diz que se a pessoa precisa colocar shortinho, decotão e borrocar o olho para chamar a atenção, é porque a inteligência não é assim o aspecto mais forte da personalidade da dita. Aí neguinho fala: ah, mas shortinho-decotão-borroqueira é pra quem pode, tem corpo pra isso. Ah, a Adriana tá com inveja. Mas cláááro meu povo que eu morro sim de inveja de quem tem corpinho manequim 40, mas se eu tivesse corpinho manequim 40 a última coisa que eu ía fazer seria colocar shortinho-decotão-borroqueira. Porque eu ouvi a professora, e "apresentar-se bem" pra mim é passar longe do modelito Tati-quebra-barraco.

Mas, ainda falando no vestir-se para trabalhar, acho que encontrei um meio-termo, que pelo menos para mim está funcionando. Eu até posso vir trabalhar de terninho todos os dias, mas eu ía me sentir super deslocada, porque seria a única. Eu poderia também vir de crocs com meia, já que nada é pior do que a versão papete com meia que tantos aqui usam, mas eu também me sentiria péssima. Eu estou sempre em contato com os diretores da empresa, ou com fornecedores, não posso me vestir no maior molambo. Por isso criei meu próprio uniforme: calças que não são jeans, mas também não super sérias. Camisas e blusinhas legais que não precisem ser passadas, suéteres neutros mas sem ser de véia caquética, e bijus pra dar um spice up. Às vezes acho que sou neutra demais, que deveria dizer mais com as minhas roupas, que deveria aproveitar essa forma de expressão e expressar-me. Mas na verdade, não quero me expressar através das minhas roupas. Não quero que ninguém pre-conceba uma idéia de mim baseado nas minhas roupas, quero que as pessoas me ouçam, me julguem pelo que eu falo e não pelo que eu visto.

Talvez o mundo devesse ser diferente, mas não é. Sei que é politicamente correto dizer que não se julga o livro pela capa, mas não conheço ninguém que não o faça.

E você, julga ou é julgado?



dinsdag, januari 15, 2008
Papo de mulherzinha

Como vocês sabem, FH trabalha na Philips, e por causa disso quase todos meus eletrodomésticos são dessa marca ou de empresas afiliadas ( Whirlpool and Blauknech ), já que a gente pode comprar na loja de funcionários que, de vez em quando, tem ofertas boas. A vantagem dos aparelhos da Philip e afiliadas é que o preço é bem acessível, mas confesso que não acho a qualidade dos produtos "assim uma Brastemp".

A empresa onde trabalho também tem uma divisão de eletrodomésticos. A diferença é que são maravilhosos, de babar mesmo, muitíssimo utilizados pelas lojas que trabalham com cozinhas "design". E para piorar um pouquinho mais a minha vida, a minha empresa é coligada à Siemens, que também tem eletrodomésticos fantáááástico. O grande problema, mosfios, é que qualidade de ponta, design, inovações, custam grana, muuuuita grana, e como vocês sabem, agora sou pobre.



A foto acima está ruinzinha, mas é do "kitchen aid" profissional chamado MUM 86 ( existem vários diferentes na série MUM ). O robot em si custa uns 600 euros e vem com as lâminas e o copo de liquidificador, mas comprando os acessórios, ele também é batedeira, moedor de carne, centrífuga, espremedor de laranjas e até "fazedor" de cookies! E nem é tão grandão, pra quem gosta mesmo de cozinhar, dá pra substituir todos esses outros aparelhos por um só na cozinha, acho que até sobra espaço. Se eu fosse dona de casa, e tivesse tempo de cozinhar como se deve, eu penhorava o broche de zircônia da vovó e comprava um desses, mas como ultimamente eu compro tudo em saquinhos limpo, cortado, temperado, ía ser um disperdício.



Lançaram agora o modelo acima com uma televisão tela-plana. Vocês não fazem idéia de quanto eu babo nesse refrigerador ( porque geladeira é coisa de pooobre, né? ).

Mas, seguindo a linha "agora sou pobre", fico só mesmo na vontade. Ou nem tanto. Semana passada nosso "fervedor de água" quebrou. Philips claro, e considerando que durou 3 anos, até que foi longe. Eis que exatamente no dia seguinte entra em promoção para funcionários da minha empresa o fervedor da linha Solitaire, a linha design. De 140 euros por 42. Comprei na hora e acabou de chegar. Pelo menos minha água será fervida com classe!



E ainda falando em cozinha e em classe, mas contrariando o preceito de que agora sou pobre, gente, eu não sei se no Brasil tem essas coisinhas boas e fáceis ( só não são baratas ), mas aqui na Holanda até que se come bem cozinhando apenas com comidas pré-prontas. Só não é barato, como eu já disse.

Ontem eu fiz frango com páprica doce, batatas duchesse ( amo! ) e salada.



Hoje vou usar a outra metade do pacote de salada, batatas ao vapor da Celavita com "tempero de primavera", e frango ao pesto ( caro mas de comer chorando )



Vira e mexe eu substituo a carne por salmão, e em 10 minutos tenho salmão com batatinhas e salada.

Conseguimos, finalmente, baixar nossa conta de supermercado para o patamar dos 350 / 400 euros por mês. Para isso, passei a fazer meus jantarzinhos "semi-prontos" só 2X por semana, faço a maior parte das compras no Jumbo, e só vou ao AH de barriga cheia. Daria para abaixar mais, mas eu não estou a fim de fazer o sacrifício. Bart não me ajuda na cozinha, nem para colocar e tirar os pratos da lavalouça, então não é justo ( nem possível ) ficar comprando salada "a granel", lavando, cortanto, o mesmo se aplica para legumes. Outra dica que me deram é cozinhar mais com a carne moída, mas vou se sincera, não é minha carne favorita, faço hamburgueres caseiros de vez em quando, chili con carne e pimentão recheado, mas não é sempre. Esta semana quero ir ao Makro comprar miolo de Alcatra brasileiro, que, sei lá porque, aqui custa o mesmo que frango e é mil vezes melhor que a carne que compramos nos supermercados do Brasil, mas vem e peça e a gente tem que cortar.

E para encerrar o papo "mulherzinha", vou pedir uma ajuda aos meus fiéis leitores. Vocês conhecem bem shoyu? Eu sempre conheci shoyu como o molho de soja marronzinho quase preto, meio adocicado, tipo Sakura mesmo. No resort no Mexico entretanto, tinha um restaurante oriental fantástico e o shoyu que eles serviam era avermelhado, mais suave que o que eu conheço, mas absolutamente delicioso. Já googuei mas não acho shoyu vermelho em lugar nenhum. Alguém sabe de que shoyu eu estou falando?




zondag, januari 13, 2008
Ai ui ui ai ai...

Sexta-feira decidimos finalmente pendurar a cortina pronta que compramos para o escritório. Pobre tem mesmo é que sofrer!

A cortina foi razoavelmente barata, e na loja, parece ser a coisa mais fácil do mundo de instalar. Bem, não é. Entre colocar o trilho no teto, medir, encurtar, franzir, colocar ganchinhos, até o resultado final, gastamos a noite de sexta, e quase o sábado todo. Não compensa, o melhor é mesmo mandar fazer sob medida.

O pior é que na sexta dei um mal-jeito nas costas, e acabou com meu fim-de-semana. Já tomei tudo que eu tinha em casa, já tomei banho de banheira fumegante, já passei sprayzinho, pomada Cataflan, e nada. Sabem aquela dorzinha persistente que acaba com a sua paciência? Então...

Jurei que esse ano vou ter um ano mais saudável, vou comer melhor, vou me exercitar, vou tomar menos remédios, mas comecei mal, muito mal.

Ah, e a foto é de Bellagio mesmo. Estou numa indecisão danana, se ficamos em Bellagio ou em Varenna, que também fica à margem do lago mas tem conexão de trem mais fácil. Se alguém já tiver ido pra essa região, sugestões são bem-vindas.

Agora deixa eu ir lá tomar mais um Cataflanzinho


donderdag, januari 10, 2008
Vernazza, Cinqueterre

E a primeira a acertar foi a Glaucia, parabéns!

Vernazza é uma das cinco cidades da região chamada "Cinque Terre", Noroeste da Itália. Com mencionaram nos comentários, é patrimônio da Unesco, e na minha opinião, Vernazza é a mais charmosa delas.

As cinco cidades são conectadas por trem, e embora haja uma "autostrada" que as una, carros não circulam nos vilarejos, ficam estacionados em "bolsões" próximos.

Estive em Cinque Terre em Setembro de 2000, seguindo a dica do Rick Steves. Fiquei hospedada em Manarola, mas como todo mundo que vai a Cinque Terre, percorri algumas das trilhas que ligam as cidades, outras fiz de trem mesmo, e me apaixonei por Vernazza. Em Vernazza não há hotel, mas "affita camere", que são pequenas pousadinhas ou quartos para alugar na casa dos proprietários. Não há luxo, o que se tem são paisagens incríveis, comida saborosa e ótimo vinho. Como já expliquei para FH, não há piscina, nem serviço de quarto, nem bellboy pra carregar sua mala. E há que se ter pernas, boas pernas pra subir de descer degraus. E como estamos mesmo querendo um tipo de turismo mais "personal", já fiz nossas reservas.

Para quem pensa que se gasta uma fortuna para ir a um lugar tão lindo: o vôo de Eindhoven para Milan/Bergamo custa 90 euros, o hotel custa 70 euros, e uns tantos outros euros para os trens.

E como vamos ficar lá só uns 4 / 5 dias, estamos "combinando" com outro destino maravilhoso, será que dessa vez vocês também acertam? Mas não vale dar só o nome da região, tem que dar o nome da cidade!



woensdag, januari 09, 2008
Adivinha pra onde?

Acho que vai dar tudo certo e vamos pra cá:



Quem sabe onde é?


maandag, januari 07, 2008
A Courchevel que foi sem nunca ter sido...

Adiamos nosso plano "os vd Broeks aprendem a esquiar". Se somarmos passagem, mais hotel, mais aluguel de equipamentos, compra de roupas, comida, etc etc etc, sai uma facada, e esse ano, como eu já disse, temos que sustentar duas casas, e decorar, arrumar, ajardinar a nova.

Entretanto, ficar mofando o ano todo em casa também não dá. Como entre 26 de Abril e 12 de maio tem um montão de feriados, vamos tirar uns 10 dias pra viajar e alguns outros pra dar uma ajeitada final na casa e colocar à venda. Novamente, assim como foi Fuerteventura no ano passado, teremos que viajar economicamente. Estamos pobres, gente - não miseráveis. Uma viagenzinha pra Praia Grande da Europa ainda dá pra bancar. Espero.

Daí que agora estou procurando o tal lugar pra ir. Queria ir pra Tenerife via Eindhoven, mas a Transavia ainda não confirmou se esse ano terá vôos. Queria comprar só o vôo e reservar um hotelzinho tipo "casas rurales", eu e FH estamos cansados de resortão. Vocês já notaram que toda vez que eu quero viajar barato acabo indo parar na Espanha? Devia mudar logo pra lá. Será que o nível salarial na Espanha é mais baixo que aqui na Holanda? Em Portugal eu sei que é ridiculamente mais baixo, o nível 60 da filial de lá ganha menos que o nível 40 daqui.

Mas voltando ao esqui, ri muito com o comentário da Pacamanca. Eu posso estar errada, mas eu acho que italiano não vai pra estação de esqui pra esquiar muito não, vai mesmo é pra badalar. Aqui na Holanda, pelo menos nas duas empresas que trabalhei, em fevereiro todo mundo vai fazer "winter sports" e eles vão pra esquiar / snowboard messsssmo. Alugam um apartamentinho qualquer, a única exigência é que tenha um barzinho pra tomar um goró de noite, e passam os dias inteiros nas pistas.

Ainda falando dos italianos, vi muitos no México, na Rivieira Maya ( trecho entre Cancun e Tulum ). Reconhecer uma italiana é fááááácil: óculos de sol gigantesco, praticamente alinhando na bochecha com o lábio superior, e biquinis com detalhes em metal. Agora imaginem, 35 graus e você com uma imensa argolona de metal no meio dos peitos, segurando o biquini. Dá até pra ouvir o barulhido da argola tatuando a pele: tschhhhhhh... Ah, não esqueçamos da maquiagem com lápis labial fazendo o contorno da boca num tom escuro e o "recheio" claro - até fazendo snorkel! Enquanto o mundo vai de lip gloss simplezinho, a italianada estacionou nos anos 90 e lá ficou. Contorno labial escuro e recheio claro não lembram vocês das misses venezuelanas?

Mas é isso povo. Uma pena que não vai rolar o esqui, ía ser divertido e como a Daniela colocou, ía quebrar um pouco esse inverno deprimente, mas... o jeito é ir dando uma pesquisada de leve nas opções para a primavera.

Ah, e tem novidade no VIP.


donderdag, januari 03, 2008
S.O.S.

Preciso de ajuda.

Eu e FH decidimos que queremos aprender a esquiar.

Respira fundo.

Eu, rata de praia, aprendendo a esquiar.

Acontece que não sei onde ir, como ir, o que fazer, etc etc etc

A princípio pensei na região de Interlaken na Suiça, mais especificamente em Grindelwald, que eu já visitei e é lindinha de morrer, dizem que é a cidada de Heidi.

Porém, contudo, entretanto, chegar lá é uma dificuldade, os hotéis são super caros, os trens um absurdo e como vocês sabem, agora somos pobres.

Então eu queria achar uma região onde se possa aprender a esquiar sem ir à falência. Tem que ser a no máximo 5 horas de carro de Eindhoven, ou ao alcance da RyanAir, ou qualquer outra compania low cost ( mas eu preferia mesmo sair de Eindhoven via Ryanair ).

Povo, dêem uma luz!


woensdag, januari 02, 2008
Preseeeentes!

E seguindo na linha "Adriana é super otimista", até que não encontrei um caos tão grande no escritório. Está tudo mais ou menos bem.

O melhor de tudo é chegar e encontrar mil presentinhos. Mais uma das vantagens de ser compradora.

Da empresa, ganhei um kerstpakket ( pacote de Natal ), que foi obviamente escolhido por uma mulher: uma cesta de vime linda, que vai virar fruteira, um roupão de banho super felpudo, uma vela super diferente, sais de banho e creme corporal da Aveda, esponja macia, Champagne e Suco de Maçã. Daquele fornecedor bonitão ganhei uma caixa com 3 vinhos portugueses, inclusive um Porto maravilhoso. De alguém que eu ainda não sei ( não encontrei o cartão ), ganhei uma caixa de bombons da Leónidas, e ainda de SinterKlas, uma letra de chocolate ( um M, vai entender! ). Fora isso ganhei uma avalanche de Calendários, canetas, agendas. E o mais fofinho: de um fornecedor italiano, ganhei um cachecol de cashemere. Já falei que por mim, eu só vestia cashemere?

No Natal, ainda lá no México, eu e Bart combinamos de repetir os presentes que trocamos nos EUA há dois anos: DVD's. Fomos juntos à loja e demos "diquinhas" um pro outro. Eu dei pra ele a nona e décima temporada dos Simpsons ( ambos somos fãs ), e ele me deu a quinta temporada da "Feiticeira", seriado dos anos 70. O que eu mais gosto nessa troca de presentes é que ao chegarmos em casa, curtimos horas e horas de TV juntinhos, debaixo do cobertor. Quer coisa melhor nesse frio???

E como Murphy seeeempre ataca os otimistas, lá vem problemas... De madrugada Bart ouviu um barulho e descobriu que alguma pane elétrica desligou a chave a da cozinha. No meio da madrugada, esse homem começa a desencostar móvel, ligar e desligar chave geral, bufar feito um touro. O freezer e geladeira estão desligados desde a pane, ou seja, o que der para eu aproveitar do freezer hoje ou amanhã, beleza, o que não der, so sorry... E pensar que eu ía ao Makro antes do Ano-Novo para encher meu freezer de carne. E é claaaaaro que quando eu falei pra ele chamar um eletricista, ele disse que eu sou preguiçosa, que quero contratar gente pra fazer o que a gente pode fazer, que ele mesmo ía resolver o problema, pra que pagar "thousands and thousands of euros" pra um explorador vir trocar um fiozinho, e blá blá blá. Bem, 3 horas depois ele me liga dizendo que não achou o problema, que desencostou TODOS os aparelhos embutidos - geladeira, freezer, lava-louça ( imaginem a bagunça ) e que não encontrou o problema, por isso chamou um eletricista. Ho ho ho, pelo menos dessa vez demorou apenas 3 horas para ele fazer o que eu teria feito ali na hora. Antes tarde do que nunca, né mesmo?

Enquanto isso, Adriana chique-no-úrtimo, deixa uma pilha de "tapué" de feijão congelado no jardim. É que eu não queria perder meus potinhos de feijão carioquinha, então aproveitei que o jardim amanheceu cheio de gelo, fiz uma pilha de "raspadinha", enfiei as caixinhas plásticas nas pilhas, cobri com mais gelo, e vamos torcer pra ficar tudo geladinho até a tarde. Pheeeeeena!



dinsdag, januari 01, 2008
01 de Janeiro de 2008

Então, chegou 2008.

Minha única decisão de ano-novo foi "ser mais otimista".

Quero coisas difíceis em 2008, coisas que não dependem só de mim, e essas são as mais difíceis conquistas. Sem otimismo, vai ser difícil segurar o rojão enquanto vou tecendo a minha teia.

E tem épocas que é tão difícil ser otimista... Mas acho que esse é o primeiro passo para não pirar.

E vocês, o que estão planejando para 2008?


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