donderdag, november 29, 2007
Desanimador...

Uma das coisas que desanima quando a gente tem blog, é que sempre tem aquele que lê e não entende. Não entende que se eu escrevo aqui que isso ou aquilo não é pra mim, estou apenas expressando minha opinião, e não julgando Fulano ou Ciclano. Cada um vive sua vida como quer, cada um tem a opinião que quiser sobre as escolhas dos outros ( porque ainda é IMPOSSÍVEL controlar a mente alheia ), e o mundo continua sendo mundo...

Triste é ver que tem gente que não me conhece, nunca trocou uma palavra comigo, um e-mail, e mesmo assim acha que me conhece o suficiente para assumir que eu fico na frente do computador 24 horas, seguindo a vida de cada pessoa de quem eu supostamente não goste, desejando o mal e o insucesso dessa pessoa...

Aline, parabéns pelo emprego. Se você quiser que dê certo, dará certo sim! Quando eu estava trabalhando longe e batia o cansaço, eu pensava duas coisas: primeiro, que se outros conseguem eu também conseguiria, afinal posso não ser melhor, mas também não sou pior que ninguém; e segundo, eu guardava uma listinha na agenda com os "momentos" felizes proporcionados pelo meu trabalho, podia ser um elogio, uma coisa que eu comprei com meu dinheiro, pessoas novas que eu conheci...

Hey Mile, ocupe-se!


woensdag, november 28, 2007
Se tens que me deixar, que seja então feliz...

Você lembra dessa música sertaneja? Ninguém escapou do massacre sertanejo, nem eu...

Mas então, queria mesmo falar da letra... Sempre detestei esse pedaço da letra. O cara me dá o pé na bunda e eu ainda vou desejar a felicidade dele? I don't think so...

Não, não é uma questão de ser gente-ruim, mas esse negócio de continuar amiguinho depois de um namoro comigo nunca colou.

Acho também que se isso aconteceu, é porque tive mais "maus-namorados" do que bons. Ou porque eu sou ruim mesmo.

O ex-noivo, antes de FH é um exemplo. Namoramos 4 anos. Ele até era um cara legal, mas pirou, embilolou, embabacou. Ou então sempre foi um pirado, bilolado e babaca que por algum tempo disfarçou bem. Não sei e nunca vou saber. Ele tinha feito 2 faculdades, direito e economia, essa última na FAAP, e burro não era, mas comé que um cara com duas faculdades não tem emprego? Todo mundo achava estranho, só eu que não. Ele estava prestando concurso, aliás, prestou concurso e não trabalhou 3,5 dos 4 anos que ficamos juntos. Nunca passou. E sobrevivia como? Papis, claro. Ah, mas ele era novinho, estava ainda meio sem rumo, certo? Errado! eu tinha uns 25 anos, ele 33!

O fim do nosso relacionamento não foi legal, sabe quando tudo está péssimo mas mesmo assim a gente arrasta por 1 ano, e só fica pior? Então. Terminamos.

Depois que terminamos TUDO começou a dar certo pra mim. Fiz um mochilão de 40 dias pela Europa, comprei meu apartamento, fiz a cirurgia e emagreci, foi promovida, conheci o Bart, viajei mais duas vezes pra Europa... Enfim, parecia que ele era a "âncora" segurando meu barco.

Aí no meu último dia na GM, do nada, depois de mais de 1 ano sem nem saber se ele estava vivo ou morto, ele me liga. Tenho certeza que me viu em algum lugar magra, toda podendo, sem aliança, e pensou: deve ainda estar na minha. Que prazer foi contar pra ele tudo de bom que tinha me acontecido. Senhor, foi mesmo lavar a alma. Claro que a gente faz um ar blasé, um ar de "o que passou passou", mas a cada frase era uma empurradinha a mais no punhal que eu esperava, sinceramente, estar enfiando no peito dele. Adriana menina má? Que nada, e quem é que não se alegrou um dia com esse tipo de infelicidade causada no ex? Coidepobre? Whatever, it worked for me! E hoje sei que ele casou, teve um filho, e sinceramente não quero o mal dele, mas NAQUELE MOMENTO, foi sim importante pra mim dizer tudo o que disse e fechar o caso "por cima". O tal closure, se é que você me entende.

Mas então, se tens que me deixar que seja(s) então feliz? Pra mim, a versão deveria ser: se tens que me deixar, que vás plantar batatas e eu não quero mais saber da sua vida. Beijonãomeliga. Detesto neguinho que termina e fica tendo recaídas, ou então que na semana seguinte já fica desfilando @ próxim@ da fila na cara do ex, ou que continua amiguinh@ na esperança do outr@ se arrepender e voltar. Ah, e que fique bem claro, detesto porque já fiz tudo isso, e sei que é atraso de vida.

Sei que tem gente que está passando por problemas no relacionamento agora, e sempre digo: você tem que amar, adorar, querer muito estar junto, e ele também, senão colega, faça a fila andar. Um só querer fazer o negócio dar certo é atraso de vida. E se não está dando certo, não enrole, não se agarre ao último fiapinho de esperança, não aceite migalhas. Vá procurar outra tampinha pra sua panela. Eu sei que é péssimo terminar um namoro, que a gente se sente perdida, mas colega, sua mãe não te colocou no mundo pra se prestar a papel de Waldick Soriano ( eu não sou cachorro não... ). De um pé no bofe, e no recôndido do lar chore, se descabele, esperneie, e depois se recomponha. Se recomponha e ligue praquela sua amiga ( ou amigo ), saia pra um restaurante legal, uma disco, um cinema, qualquer coisa que te tire de casa ( e do chororô ). Ouça muito a música Irreplaceable da Beyoncé, pras meninas ( e gays ), It's raining man, e todas aquelas músicas que levantam a moral de qualquer um. E bola pra frente.

Minha prima disse que é "ser pequeno" não desejar o bem do outro, mas responda aqui quem já passou por isso: é fácil levar um pé e na mesma semana ver o dito com outra? Ah, eu quis morrer quando aconteceu comigo! E quer saber? Se tens que me deixar, que seja(s) então atacado por uma infestação de piolhos. Lá.


dinsdag, november 27, 2007
Amey

Beesha, que loosho, amey esse post!

Imperdível

No words...



Adriana Ramsey - The devil on Hell's Kitchen

Ontem tive MAIS UM workshop, esse das 9 às 20, com jantar depois. Fui para o jantar cansada, e eu cansada fico meio ranzinza, e eu ranzinza... Sai de baixo. O restaurante era um Bistrô francês em Eindhoven, bem bonitinho aliás. O tema é "comida de todo o mundo". Pedi o peixe Vietnam, feito com meu peixe favorito, o lemon sole ( não sei o nome em português ). O lemon sole é um peixe branquinho beeeem leve, e como eu estava com o estômago empapuçado de tanto café, achei que seria a melhor pedida. Quando os pratos chegaram, todos olharam meio desapontados: porções minúsculas. Eu já esperava, afinal essa é a fama de todo restaurante francês, e pra falar a verdade, com meu estômago costurado, nunca consigo comer o prato todo mesmo.

Meu prato era quadrado e enoooorme, e no meio uma trouxinha de papel aluminio, toda trabalhadinha e com um vegetalzinho do lado que até agora eu não sei o que era. Abri o pacotinho e cadê meu lemon sole? Tinha uma postinha de salmão, bem Aldi mesmo, com umas abobrinhas em cima. Ah, chamei o garçom na hora: meneer, me mandaram o prato errado, eu pedi o Vietnam. Ele levou o prato pra cozinha e voltou: mevrouw, é que acabou o lemon sole, então fizeram o mesmo prato com salmão. Educadamente, eu expliquei que só comia peixes brancos, portanto não aceitaria Salmão ou Atum, e que eles deveriam ter me informado antes. Que se ele tivesse outro peixe branco, eu aceitaria, mas que salmão, não! Uma explicação: salmão em postas é um dos peixes mais comuns na Holanda, compra-se baratíssimo nos supermercados mais baratos da Holanda. Vou eu pagar 40 euros ( tudo bem que a empresa paga ) pra comer salmão do Aldi com abobrinha?

O garçom foi e voltou: mevrouw, não há outro peixe, só salmão mesmo. Eu levantei, afinal o resto dos meus colegas não tem que se constranger com uma rodada de baiana e fui falar com o gerente / proprietário. Ele me deu toda a razão e perguntou se eu comia camarão, respondi que sim. Ele disse então que serviria, por conta da casa, o "camarões do mundo todo", um prato de quase 100 euros!!! Voltei pra mesa até contentinha.

A essa altura, meus colegas estavam achando graça, achando que toda aquela briga pra ganhar um pratinho de comida não valia a pena, mas para mim era o justo!!! Quando veio o prato, todos ficaram de baca aberta. Vem uma pedra fervendo com 4 tipos diferentes de camarões, inclusive uns imeeeensos. Comi camarão até o botão da calça estourar. Valia 100 euros? Não! Mas de graça... até injeção na testa!

E hoje, acho que praga do garçom pegou, fui ao AH pra comprar comideeenha pro almoço ( e ingredientes pro jantar ) e meu cartão não passou no caixa. Tudo bem que ele estava velhinho, ainda é o mesmo desde que mudei pra cá, mas nunca deu piripaque. Paguei com dinheiro e fui ao caixa eletrônico. Meu cartão foi engolido!!!! Uma semana exata antes da minha viagem! Talvez tenha sido melhor ter acontecido aqui, mas imaginem só que durante os últimos dias antes das férias, quando se tem 1000 coisas pra comprar, tendo inclusive o Koopzondag domingo que vem, eu estarei sem cartãããão! Bostcha!

Acho que no fim, foi a "mão de Deus" segurando minha onda. Estou numa onda consumista infernal. Comprei um maiô e um biquini da Esprit e da INQ via Wehkamp, para adicionar à minha coleção imeeeensa. Comprei duas camisolinhas de verão, pra juntar às outras 3 que estou levando: 5 camisolinhas / baby dolls??? Queria uma bolsa de praia liiiinda da Kipling, queria mais duas Crocs ( uma de inverno peludinha e uma Caiman ), Raybans novos ( perdi o meu ), mala nova pink da Samsonite, um monte de roupas de inverno da minha loja favorita - principalmente uma jaqueta peluda, a lista é enorme!

Pensando bem, bendita a hora que a máquina me comeu o cartão!



zondag, november 25, 2007
Who cares?

Queridas, como já disse, não vou voltar ao tema "porque eu não quero ser dona de casa".

Funciona para você? Ótimo!

Não funciona pra mim...

Faltando pouco mais de uma semana para a viagem, fui pro Wilkelcentrum Woensel com uma listinha enorme de coisas pra comprar e só 2 horas de lojas abertas. Chegando lá, dei de cara com 1000 Zwart Piet's e o Sinter Klaas. Pôtcha mierda, nunca vi tanta creonça junto. Sei que vivendo no exterior tem-se que respeitar os costumes do país e blá blá blá, mas meu céLebro não assimila esse Papai Noel anoréxico, o Papai Noel "de verdade" tem cara de bonzinho, bochechinhas simpáticas, esse Sinter Klaas tem cara de malvado. E tem mais, ele explora a mão-de-obra barata da minorias, nesse caso a afro. Ele fica só lá sentadão segurando um livro enquanto os Piet ralam pra burro. Eu proponho um boicote! Tá na moda boicotar! Ou então, a gente compra bastante chocolate Nestlé e dá pro Sinter pra ele ficar fofinho que nem Papai Noel. E pra completar, troca aquele vestidão dele por uma jaquetinha moderna da GAP. Que tal?

E nesse findi assistimos a outra metade da 2nd. Season de 24. Wow... A gente não conseguia parar! Agora estamos ansiosos pra pegar o DVD da terceira. E alugamos o Pirates of the Caribbean. O primeiro é passável, o segundo é ruim, o terceiro é intragável. Dormi depois de meia-hora. Ruim mesmo. Nem o final é empolgante. Gente, que filme nojento, né não? É só gosma, cara encalacrada de crustáceos. Ai credo...

E boa semana pra todos nós, que Deus me ajude a acertar a coisas pra sair feliz na sexta pro meu mês inteirinho de férias... Eu mereeeeeeço!


vrijdag, november 23, 2007
Se não faltasse só uma semana...

Hoje acordei com a macaca. Como eu queria ter podido ficar em casa!

Eu vivo repetindo que meu pesadelo é ser dona de casa, mas hoje até que eu estava dando um desconto. Como eu queria não ter vergonha de depender de outra pessoa para colocar comida na minha boca e me comprar as ceroulas... C'mon people, give me break, não quero voltar à discussão dona de casa X mulher que trabalha fora, e se alguém souber dum jeito de ficar em casa coçando sem depender financeiramente do cônjuge ( ou dos pais ), me ensine...

Tem tanta coisa que eu tenho que fazer que eu estou a beira de um colapso. Falta uma semana pras minhas férias, e claro que não contrataram o temporário que prometeram, ou seja, eu tenho que antecipar zilhões de coisas pra não deixar a ex-grávida sobrecarregada. E na semana que vem, minha última semana, terei logo numa segunda um workshop das 8 da manhã até as 8 da noite, e DEPOIS jantar. Fala sério!!! Ah, e claro que não pagam hora extra.

A uma semana da viagem, minha mala está pronta. Já providenciei as últimas coisas que faltavam, andei até comprando online. Aliás, eita paisinho atrasado, você compra online mas não pode pagar com cartão de crédito, tem que ser o tal IDeal ( pagamento por internet via conta bancária ) ou giro ( um papelzinho pra você pagar suas compras DEPOIS que recebe a encomenda ). Falta compra um jogo de snorkel / nadadeiras, que eu acho que tem na Perry. Enquanto isso, pergunte se Bart pelo menos pensou no que levar? No hotel, tem que jantar de camisa, ele não tem NENHUMA, me pergunta se ele foi atrás? No fim, sei que no último minuto ele vai ver que falta isso ou aquilo, vai me azucrinar, eu vou ficar estressada, vai ser o ó.

E como se estresse pouco fosse bobagem, ainda faltam um zilhão de coisas da casa nova pra acertar. Mandamos os formulários médicos, temos que marcar o teste de AIDS, ainda não sabemos se vão nos mandar fazer exame médico mais apurado. Tomara que não, era só isso que me faltava. Recebemos apenas parte da papelada do banheiro, eu queria deixar isso resolvido antes das férias. O design do nosso banheiro ficou lindo, acho que até melhor do que a gente esperava. E apesar de custar uma boa grana, vai ficar a metade do preço que pagaríamos se fizéssemos o banheiro com uma empresa independente. Vamos ter banheira, pia dupla, uma "ducha de entrar" de 1,20m com banquinho! Mas o processo todo está sendo super cansativo, Bart vive me cobrando de participar mais da "papelada", e eu só gostaria que ele entendesse que ler contrato de 40 páginas em linguagem jurídica em holandês é um "pouquinho" difícil para mim.

O negócio de comprar a casa é também muito mais fácil quando a mulher não trabalha. Quando só o marido trabalha, apesar da casa também estar em nome da mulher, o "dono" da hipoteca é o marido. É ele que vai ter que apresentar holerite, declaração da empresa, preencher formulário médico, etc etc etc. A esposa só vai no notaris assinar o contrato final e pronto. Tem também as desvantagens, a não ser que o casal faça seguro integral da casa em caso de morte do marido, o que é super incomum e caro, se ele morrer a esposa tem que vender a casa, ou arrumar como pagar. Mas sem trabalhar, como? E já me disseram que em caso de divórcio, se o marido quiser ficar com a casa, a mulher pode brigar o quanto for, juiz nenhum tira o "pagante" da casa. Sei lá como fica se o casal tiver filhos. Credo, que papo down pra sexta-feira...

Mas é isso povo. Estou aqui, sonhando com o meu sofá, piratão do Grey's Anatomy ( aquela Meredith é uma retardada! ), pipoca, e já que sonhar pode, um bilhete de loteria premiado. Mas nesse momento, o sofá e o Grey's já me fariam felizes. Acho que vou sair lá pras 3 hoje, já que na segunda terei que trabalhar 12 horas...

Fui!


dinsdag, november 20, 2007
Eu mudo, tu mudas, ele muda...

Porque viver em sociedade é tão complicado? Porque é que de todo lado tem alguém pra te dizer o que fazer?

A moça aqui do terceiro andar não voltou ainda a trabalhar depois de ganhar nenê porque está tendo problemas psicológicos. O parto foi cesárea porque o bebê não estava na posição e agora ela diz que não se sente mãe porque não "pariu". Ou seja, não basta carregar por 9 meses, sustentar por 20 anos, tem ainda que parir com dor porque senão não é mãe.

No Brasil, minha mãe diz que uma amiga da família tira leite cor-de-rosa ( leite e sangue ) da bombinha e chora, pois amamentou a primeira filha 9 meses e não vai conseguir fazer o mesmo com a segunda.

Uma amiga esconde a sete chaves o "segredo" da adolescência: corrigiu o nariz árabe cirurgicamente.

Caramba, fica todo mundo massacrando que tem, porque tem, porque tem, que ter parto normal, e a mulher que não pode acaba se sentindo uma larva. A que quer uma "cesária eletiva", coitada dessa, merece ser apedrejada na rua...

A que não consegue amamentar 6 meses pelo menos, ui ui ui, essa merece "a letra escarlate" na lapela, um N de Nestlé. Que vergonha menina!!!!

E "ai de você" se você tem a mente fraca e se rende ao bisturi. Tu tens mais é que agradecer o que Deus te deu e viver nariguda, de peito caído, culotuda, enrugada que nem ameixa... Afinal, se a Cássia Kiss ( ughhh ) ainda consegue trabalho na TV com aquela cara plissada dela, porque é que você, mera mortal não global, precisa se dar um trato?

No fim, parece que ainda estamos na idade média, se não nos cobram virgindade, submissão, nos cobram, e tão ferozmente quanto no passado, outro sem-número de coisas.

Morando a 5 anos na Holanda, já critiquei muito o povo daqui, mas ultimamente ando mudando muito meu modo de ver certas coisas, e me pego cada vez mais apreciando certas formas de pensar / agir do povo daqui.

Brasileiro, ou melhor, brasileira, tem a maldita mania de ficar reparando, criticando, avacalhando o modo de vestir dos outros. Eu já fiz isso inúmeras vezes. Babacas, somos uns babacas! Viveeeemos criticando o modo dos holandeses ( e leia-se aqui alemães, ingleses, belgas, suecos, pois já vi brasileiros criticando o modo de vestir de todos esses povos ), mas no fim, eles se vestem como se sentem bem e com o que podem pagar, não são como nós, que nos esprememos em calças apertadíssimas, fazemos crediário pra comprar roupa de marca ( tem coisa mais deprimente do que isso? ), vivemos mais para impressionar a amiga do que para sentar, com roupas confortáveis, dindin no banco, e apreciar uma boa cerveja com os amigos...

Mudei? Mudei! Agora acho lindo ditinha usar calça da Gang? Não! Continuo achando o ó. Mas tô pouco me lixando. Se ditinha precisa se sentir a rainha dos ajudantes de obra pra ser feliz, que seja! Peão de obra será feliz vendo o rêgo da ditinha, ditinha será feliz ganhando "elogios" ( goshhhhhtosa! a nora que minha mãe pediu... tchutchuuuuuca ) dos peões de obra, e o mundo será mais feliz com tanta gente feliz. Não sou eu que mostro o rêgo, não sou eu quem paga a calça em 5 prestações, então, que me importa?

No fim, não cobrar e não se sentir cobrado, é uma benção.

Vou continuar comprando minha calça preta 44 na loja preferida, e vou continuar me sentindo linda com ela. Se um dia engravidar, vou implorar por um parto cesárea. Farei o possível para amamentar, mas se não for possível não sofrerei. E com certeza adicionarei mais alguma cirurgia plástica às que já fiz, porque não preciso me esticar como a Tônia Carrero, mas envelhecer parecendo um cão Sharpei também não! E continuarei não colocando saladinha e casca de banana no lixo verde porque acho nojento. Não comprarei um PRIUS porque é muito caro. Não deixarei de usar sapato de couro, porque já comi a carne mesmo... então deixa eu aproveitar a pele! Não boicotarei a Nestlé, nem a GAP, mas farei o que for do meu alcance para garantir que essas empresas sejam melhor controladas pelos orgãos competentes. Não desligarei a TV ao invés de deixá-la no stand by, há outras formas mais eficazes ( e confortáveis ) de economizar energia. Continuarei bebendo água mineral engarrafada. Quando esquecer a sacola de supermercado, comprarei uma plástica sem grandes dramas.


donderdag, november 15, 2007
Eu, caçador de mim...

Estou em Bilbao, de frente pro museu Guggenheim. Dessa vez não vou visitá-lo pois acabei de chegar no hotel ( são 8 da noite ) e o museu já fechou. Vamos jantar hoje a la espanhola, ou seja, 9 da noite.

Fomos levados à almoçar num restaurante perto de Bilbao que pode bem ter sido o melhor que eu já fui, no lugar mais lindo que eu já vi. No alto de uma montanha, vendo o vilarejo lá embaixo, e de quebra haviam umas cabrinhas lá longe passeando e a gente ouvia os sinos no pescoço delas balançando. Talvez seja meu maravilhoso anjo da guarda me lembrando que meu trabalho é cansativo sim, mas tem lá suas recompensas. Enfim, foi mais um momento especial a ser registrado no meu livrinho de "coisas que eu nunca esperei na vida".

De certa forma eu fui criada para estudar, arrumar um bom emprego, encontrar um bom moço, casar, morar de preferência perto dos meus pais, ter filhinhos pra brincar com os filhinhos do meu irmão, e de domingo fazermos a farra na casa "dos avós". Do jeito que gosto de viajar sempre pensei "ah, que bom se um dia eu pudesse morar no exterior", mas essa idéia era aquela idéia de passar uns 3 aninhos em qualquer lugar e voltar. Acho que esse "ideal de vida perfeita" que eu descrevi nem era consciente, mas estava lá, guardadinho em algum lugar profundo da minha mente.

Tudo ía conforme "o plano" até 2002, mas de repente... Eu casei com o bom moço, mas mudei pra looooonge, perdi o bom emprego, não tive os filhinhos ( fato que pode ainda ser remediado ), e já não há a "casa dos avós", mas a casa do Vovô Roberto e o apartamento da Vovó Angela. Acho que lá no fundo ainda estou meio perdida, como se no meio da viagem tivesse descoberto que o trem que eu peguei vai para outro destino. Talvez meus momentos de depressão sejam o meu íntimo tentando substituir um sonho por outro.

Mas há momentos; como o dia que eu subi num camelo, em pleno deserto do Egito, dei a mão para o Bart no camelo ao lado, e olhei praquela imensidão seca sem fim, que sou tomada por um sentimento tão profundo de estar vivendo um momento tão mágico, de ter ido tão além dos meus mais fantásticos sonhos, de me sentir um ser tão especial nesse planeta; que eu até chego a esquecer do antigo sonho que ficou pra trás.

Um dia estava saindo de um jantar com os colegas do antigo emprego, em Amsterdam, e voltando de bonde para a estação, junto com minha colega Ucraniana, a Americana com o marido, pessoas de quem eu gosto tanto, os canais todos iluminados, tudo tão lindo, eu olhei bem para minhas colegas e disse: quando eu ía pensar que um dia eu estaria em Amstesdam com meus colegas de trabalho, saindo de um happy-hour... e as duas olharam para mim e disseram que estavam pensando a mesma coisa. Foi um momentozinho só, sem querer ser clichê mas já sendo, em que alguma "entidade maior" passou por ali e nos deu a todos esse momento de profunda gratidão por tudo que nos levou a estar ali naquele instante, por mais difícil que esse "tudo" tenha sido.

Não acho que vou me acostumar jamais a viver longe da minha família, e essa semana em particular ando bem triste pois é a semana do aniversário da minha mãe, que normalmente coincide com o feriado de 15 de Novembro, em que costumávamos nos reunir na casa da praia pra comemorar. Mas então vem mais um desses momentos especiais para me relembrar que existe também o lado bom, que muitos outros "momentos mágicos" ainda estão por vir...


dinsdag, november 13, 2007
Comentando os comentários

Anônima,

Vamos tirar o supostamente da frase. O comentário foi mesmo feito. É mesmo verdade que aqui não se tem AMIGOS de trabalho, só colegas, mas uma verdade ainda maior, é que por detrás dessa aparente distância e discrição, está um povo absurdamente curioso no que tange à vida alheia. Se ele comenta que está atrasado porque me levou à estação de trem, ou que eu adorei dirigir o Ford Focus, os colegas perguntarão mesmo pra onde eu fui.

E eu sei sim que ele tem orgulho de mim, de eu trabalhar numa empresa famosa, de ter um bom salário, de com esse salário ajudar a realizar o sonho dele de morar na casona novinha. Muitos dos colegas estão acompanhando a compra da casa nova, e muitos gostariam de ter comprado uma casa nesse bairro novo, mas não podem porque se a mulher não trabalha fica bem difícil com uma renda só. E ele adora levar pra empresa bolo de cenoura que eu fiz, adora mostrar a camiseta do 101 que eu trouxe pra ele, adora me levar em jantares da empresa e ver como eu converso com todos.

Meu marido não faz de mim o centro da vida dele, mas sim a prioridade da vida dele. E assim o faz porque eu faço o mesmo, ele é minha prioridade. E o faz porque no dia que não fizer, eu me separo. Antes de o conhecer eu cansei de namorados que faziam de mim a prioridade numero 14, aquela coisinha lááááá no cantinho da vida deles. Primeiro vinha a carreira, depois os amigos, depois a família, o hobby e se eu desse sorte, vinha eu. Meu namorado sempre vinha empatado com a familia em primeiro lugar, e é claro que eu acabava sofrendo já que eu não recebia a mesma atenção. Pelo menos agora o problema está resolvido!

Soraia,

Reclamo mesmo! Tá cheio de gente por aí que só escreve como são felizes, como tudo dá certo pra elas, como o jardinzinho é florido, como seus países são perfeitos, como seus maridos são príncipes encantados... Vai ler o blog delas!

Hoje fazia 3 Graus e eu estava deixando o emprego as 20:30 da noite, de scooter. Amanhã, depois de trabalhar o dia inteiro, nem volto pra casa, dirijo no horário do rush 200 quilômetros pra pegar um vôo que chegará no destino quase meia noite. Às 8 da manhã seguinte vou visitar chão de fábrica, andar de terninho e salto alto no meio do óleo, restos de alumínio, fornos de derreter metais, e depois passar a tarde toda discutindo cláusulas de um contrado complicadíssimo numa língua que não é a minha. Mesmo que eu esteja morrendo de vontade de ir pro hotel comer um lanche e dormir, tenho que ir jantar com o fornecedor, e bater papo. Vou dormir tarde, pra acordar às 4 da manhã pra pegar o vôo das 6. E apesar de estar morrendo de vontade de ir pra casa, vou direto pro escritório, e se eu tiver sorte, consigo sair lá pelas 18.

Enquanto isso, muita gente que vem aqui nesse blog sentar a lenha está em casa, de moletom, comendo pipoca e assistindo a Oprah.

Minha cara, tenho todo o direito de reclamar.

Cícero,

Tadinha de mim mesmo!


maandag, november 12, 2007
Ponte que Partiu!

Na minha casa, a montanha de roupas vindas de 3 malas consecutivas que eu tive que desfazer ( Mallorca - San Sebastián - Portugal ) ainda está metade na lava-roupa, a outra metade amontoada num canto pra Santa Ivanete passar. Meu marido reclama que passa muitas noites sozinho. Meus gatos reclamam que passam dias a fio sem ninguém limpar o banheiro deles. Eu reclamo de dormir em camas estranhas, em horários esdrúxulos, também sozinha. E alheio a isso tudo, está meu chefe; aliás, meus vários chefes, pois até o porteiro dessa joça manda em mim; me mandando DE NOVO pra Espanha, de novo praquele maledeto aeroporto de Bilbao para onde só se voa via Bruxelas, num bate-e-volta de dar inveja a sacoleiro brasil-paraguai.

Dá pra alguém, por favor, dizer que tem dó de mim?


zondag, november 11, 2007




Hilary ou Obama?





donderdag, november 08, 2007
Sumi...

É eu sei, sumi.

Na verdade, fui para um workshop em Portugal. Fui meio com um pé atrás, já que minha experiência com portugueses não é de todo positiva, mas acho que o "azedo" é o gajo que está lá na Alemanha, porque o resto do pessoal em Portugal é muito "giro". Fui muito bem tratada.

Fiquei num hotel na frente de uma praia, na cidade de Espinho ( perto do Porto ). Acho que o fim do ano está chegando e eu estou cansada, ranzinza, ou então esse mundo de viagens a trabalho está me cansando, mas o fato é que senti muita falta da minha casinha, principalmente do meu maridinho. E tem mais, hotéis "marromenos" me deprimem. Esse se dizia 4 estrelas, mas era velhinho velhinho velhinho, com umas camas duras, um carpete puído... Só a vista pro mar mesmo pra compensar.

Voltei hoje, meu vôo foi para Bruxelas. Cheguei às 4 e tive que dirigir até Eindhoven na hora do Spits. Caracoles, 4 horas para um percurso que demora normalmente 90 minutos. Pelo menos dessa vez a Hertz me deu um Vectra novinho, que carro gostoso!

Tem gente que acha glamuroso viajar a trabalho, e tem sim seu lado legal, visitar países novos, ser levado pra jantar em restaurantes por gente que conhece bem os restaurantes da região, dirigir carros novinhos e sempre diferentes, mas... Já cheguei a ficar 10 dias sem ver meu marido e gateeenhos, normalmente dá pra escolher hotéis ótimos mas tem vez que acabo em hotéis super desconfortáveis, normalmente acabo trabalhando 10 horas nesses dias e ainda tenho que ir jantar batendo papinho com fornecedor, e muitas vezes acabo tendo que jantar sozinha. Tenho que fazer e desfazer malas, coisa que detesto.

Mas anyway, no fim as coisas se ajeitam, hoje durmo agarrada com FH, as roupas taco na máquina e a D. Ivanete passa. Hoje liguei pra FH e o amigo indiano dele atendeu ( nós o apelidamos de Apoo ) e disse: ah, você está em Portugal, não é? Bart sempre nos conta das suas viagens, você deve ter um emprego muito legal. Eu perguntei: mas Bart fica falando das minhas viagens? E Apoo: ah, ele fala com o maior orgulho!

Ah, que bonitchinho gentchyyyyy...



zondag, november 04, 2007
Eu boicoto, tu boicotas, mas e ele, boicotará também?

A história da Gap. Óquei, a empresa é malvadona mesmo. Sou compradora e sei que a empresa, querendo, tem como fazer auditoria nos seus fornecedores. O que acontece é que é caro, é trabalhoso, exige gente especializada. E daí você vai fazer a auditoria e naqueles 3 dias não tem nada de errado na empresa, nesse caso, nenhuma criancinha, mas os auditores viram a esquina e lá estão as crianças ( e outras irregularidades ) de volta.

Não sei se a GAP aplicou algum esforço para auditar esse fornecedor, mas minha gente, é fácil, muito fácil um fornecedor esconder mutreta da empresa contratante. Já participei de algumas auditorias, a última foi em Taipei, e é óbvio que notamos que a empresa foi "limpa" pra nossa visita.

Mas o mais frustrante, é quando você "pega" a irregularidade, mas não há nenhuma lei naquele país para te suportar. Exemplo: na maioria dos países, operadores de equipamentos ruidosos tem que usar protetor auricular. Chegamos em Taipei e na primeira empresa nenhum funcionário usava, anotamos como uma irregularidade, mas tivemos que tirar, ou suavisar no nosso relatório, porque as leis daquele país não exigem o uso do protetor auricular. O mesmo observamos com óculos de proteção, com cadeiras ( haviam operárias que trabalhavam 8 horas sentadas num banquinho de juta tão alto que elas não tinham como apoiar o pé no chão ).

O caso mais grave foi uma linha de pintura, que estava aliás naquele dia produzinho a frente de um celular de marca famosa, onde se armazenava toda a tinta a ser usada naquela semana ao lado da linha de produçao. Como o material é inflamável, o normal seria exigir uma saída de emergência no local, mas não havia, havia somente uma porta normal, em caso de incêndio na fábrica, aquele povo só pode mesmo ficar ali esperando ser devorado pelas chamas. Mas naquele país, a lei também não exige saída de emergência.

Isso me leva ao ponto principal. Temos sim que manter os olhos abertos e cobrar uma atitude mais responsável dessas empresas, mas e a responsabilidade do governo? E a responsabilidade dos pais?

Só ouço o povo falar em boicote a essa e àquela empresa, mas por mais que eu googue, não consigo encontrar nenhum grupo cobrando do governo que fiscalize melhor as irregularidades encontradas.

E os pais? Ah, são pobrezinhos morrendo de fome. Mas será que a pobreza SEMPRE desculpa tudo? E essa mãe, não vê o filho cansado, trabalhando até 1 da manhã? Eu sei que é utópico pedir pra essa gente à beira de morrer de fome que se preocupe com isso, mas no mundo todo, com tanta criança sofrendo, não há um punhadinho de pais que denunciem?

Sei que houve uma iniciativa internacional para fiscalizar os tapetes "persas", eu mesmo no Brasil comprei um tapete que vinha com uma etiqueta "fabricado sem uso de mão de obra infantil". Não existe nada similar em outras indústrias?

E vou além. Vamos assumir a culpa que nos cabe. Nós, consumidores, compramos por preço. Deliramos quando vemos aquela blusinha ali por 10 Euros ( Dollar, Reais, whatever ), ou o celular por 20 contos, ou aquela Barbie por 4. Quantas vezes nos perguntamos de onde vem aquele produto, em que condições foi fabricado, por quem, usando que material? Não, o importante é que foi barato.

A produção de produtos mais simples já migrou praticamente 100% pra Asia ( principalmente para a China ), a de componentes também, quantos milhões de empregos estamos perdendo?

Eu sinceramente, não faço a menor idéia de onde esse bonde vai parar, se é que vai parar. Porque agora que o mundo "went Chinese", vai ser difícil convencer neguinho a pagar 100 Euros pela blusinha que custava 20 só porque ela foi feita aqui na Holanda ( substitua aqui o nome do seu país ).

Se alguém achar a solução, ou alguma idéia boa pra conter esse desastre, me avise, enquanto isso eu vou lá no centro dar uma olhadinha nas vitrines que minha loja favorita entrou em liquidação. E juro que vou olhar na etiqueta de que país a peça veio. Mas se tiver barateeeenha... hmmm... acho que acabo comprando mesmo assim.




donderdag, november 01, 2007
Direto da minha cama, depois de muita aspirina...

É, não aguentei... E como tenho que ir pra Portugal na semana que vem, decidi que o melhor e ficar em casa e tentar me recuperar.

Hoje, preocupada com umas coisas urgentes, fui ao escritório só para pegar meu lap e poder conectar de casa.

Eu já comentei aqui que a ex-grávida está magra, cabelo bonito, quase sempre maquiada, sempre de alto astral, acho mesmo que a maternidade foi uma ótima para ela. Tem apenas um porém...

A mulherada toda reclama que os seios perdem a "alegria" ( se é que vocês me entendem ) depois de amamentar. É, colega, ficam flácidos, caídos, num português simplezinho. O da minha mãe ficou, o da sua, o meu se um dia eu amamentar vai ficar, e até o da Xuxa migrou pro Sul, como dizem os americanos. A Xuxa foi rapidinho dar um "trato" na clínica Santé, lembram?

É natural, inevitável, por um motivo nobre, mas convenhamos, você não precisa aos 30 e poucos anos parecer com a Derci Gonçalves. Não estou falando que a pessoa tenha que sair da sala de parto para a sala de cirurgia estética, e nem que tenha que ir para o bisturi "at all". Não é todo mundo que tem a grana e a coragem de entrar na faca, e nem é todo mundo que vê a necessidade, mas colega... Já ouviu falar em Sutiã Push-up? Wonderbra? Até um sutiãzinho de sustentação da Hema mesmo serve. Socorra seus amigos colega... É feio fica com aquele volume no meio do tronco, é assim meio triste...

De dia, a Victoria Secret's, por 15 doletas te transforma numa menininha de 16 anos, e de noite colega... use o truque da Oprah: lights waaaaaay off!



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