Dri na Holanda

vrijdag, maart 30, 2007

Há perdão? E update com foteeeenhas

Esta semana eu estava assistindo ao meu seriado favorito, Grey's Anatomy, e eles abordaram um tema bem interessante.

Um dos rapazes recém casado trai a esposa com a melhor amiga. No dia seguinte estão ele e a melhor amiga falando sobre o acontecido, e a amiga diz que ele tem que contar pra a esposa. Ele responde: não, isso foi um acidente, nunca aconteceu antes e não voltará a acontecer. Eu não vou aliviar minha consciência pesada às custas da infelicidade da minha esposa. Ela não fez nada para merecer isso.

Taí, ele colocou exatamente minha opinião sobre o assunto. A gente sempre ouve que é "nobre" confessar o erro, mas qual o objetivo? A pessoa que errou na verdade quer que o outro alivie a culpa que ele sente dizendo que o perdoa, ou mesmo que o outro não diga, talvez o simples fato de não acabar a relação faça com que o "pecador" se sinta de certa forma desculpado, ou não tão culpado... Há perdão honesto e completo para a traição? Eu não acho...

Eu venho de uma família de muitas mulheres traídas. TODAS elas, por aquelas razões que todas nós já conhecemos, optaram por continuar com seus maridos, mesmo naqueles casos cuja traição não foi uma coisinha de uma noite, mas sim um caso de meses. Perdoaram? Acredito que jamais... Perdoar é não guardar mágoa, e décadas depois essas mulheres ainda sentem dor quando falam no assunto.

Eu sei que deve ser muito difícil terminar um casamento, principalmente quando a mulher é dependente financeiramente do marido e ainda tem filhos para completar a confusão, mas sinceramente, eu não sei qual dor é maior, a de mandar o palhaço correr e encarar o mundo sem ele, sem emprego, com filhos pra criar, ou viver eternamente com o fantasma da traição.

Meu ex-noivo me traiu. Foi uma das piores experiências da minha vida, por isso talvez eu ache que encarar as dificuldades de um divórcio seja ¿menos ruim¿, se bem que com filhos não deve ser fácil. Mas ficar com o "traidor" é doloroso demais. Primeiro veio o choque, e com ele as já manjadas perguntas: ela era mais bonita, mais inteligente, mais interessante, no que ela era melhor do que eu? O que estava faltando no nosso relacionamento pra ele ter ido procurar com outra? Será que essa foi a primeira vez mesmo?

E pelo menos no meu caso, minha auto-estima foi parar lá no pé. Eu era mesmo uma feia, burra, chata, tinha mais é que implorar de joelhos pra ele ter piedade e ficar comigo. Não cheguei a implorar, mas na minha cabeça juro que passava isso, e com a moral lá embaixo, continuei com ele. Mal sabia eu que o pior estava ainda por vir.

Depois da "revelação", fiquei meio perdida, afinal se ele foi procurar outra era porque eu estava fazendo algo errado, mas o quê?

E junto com a dúvida veio o pior: a falta de confiança. Cada atraso era uma outra que ele estava vendo, a camisa nova era presente dela, se ele usava um perfume diferente era pra agradar a ela, e a tentação de ver as ligações recebidas do celular dele era insuportável.

Reconheci em mim minhas tias, primas, aquelas mulheres que faziam parte do clube das traídas.

Graças a Deus eu ainda não estava casada, e em certo momento, mesmo que de forma dolorosa, o fim chegou. E eu sacudi a poeira e dei a volta por cima. Mochilei pela Europa, e fiz exatamente o roteiro pela Itália que nós íamos fazer em lua-de-mel. Passei pela cidade onde os pais dele tinham casa, fui a Napolis, terra da mãe dele, e quase desidratei de tanto chorar pelo caminho. Quando entrei no avião para Barcelona, foi como se Deus tivesse tirado um peso das minhas costas, minha história com ele, bons e maus momentos, tinha ficado por lá.

Voltei ao Brasil e em um ano eu comprei meu apartamento, operei do estômago, emagreci 50 quilos, fiz duas lipos, uma cirurgia nos seios, laser nos olhos, fui promovida. Renasci.

Hoje quando lembro do ocorrido, acho que ele foi um babaca, hoje tenho discernimento pra ver que perdeu mais ele do que eu. Não tenho raiva, não tenho mágoa, não tenho nada, mas isso porque segui em frente, dei um rumo diferente para a minha vida, e estou feliz. E se eu tivesse insistido na relação, teria vencido o fantasma da desconfiança?

Quando casei, disse pro Bart que se algo acontecer, se ele me trair, que não me conte, mesmo que ele decida se separar e ir viver com a outra. Que ele tenha a decência de pedir o divórcio, esperar uns meses e só depois ir morar, casar ou whatever com ela. E se isso acontecer, nos separarmos, eu não quero mais contato, não quero mais saber dele, vê-lo, ouvi-lo. Se isso acontecer, quero ter a mesma chance de sacudir a poeira e dar a volta por cima que tive com o ex-noivo.

Contar só por contar, pra aliviar a culpa, pra "come clean", é egoísta, é desumano. Quem trai tem algum alívio na consciência, mas quem está do outro lado mergulha num pesadelo, e pra que? Podem me chamar de cegueta, de besta, do que for, mas o que os olhos vêem o coração não sente.

Ainda não baixei minhas fotos, mas meu colega engenheiro acabou de me mandar essas

Esse é o 101, atualmente o mais alto prédio do mundo. Ficava na frente do hotel e era ligado por uma passarela.


Esse é um dos memoriais que visitamos. Preciso olhar na internet o nome.


Num restaurante "modernoso", eu amei a decoração. Olha as flores e a lanterna.


Olhem só as mesas do restaurante, tinha um rebaixo como se fosse um vasinho embutido.


A comida era super bem apresentada, pena que esse noodles na abóbora era da minha colega...


O night market, começa ao escurecer e vai até as 2 da manhã. Uma mini 25 de março oriental.


Eles dizem que essa mesa gira 12 vezes, pois são 12 "courses". Alguns com 3 pratos, outros com 1. Nenhum me agradou muito... Aliás, olha como eu estou pálida na foto, eu ainda estava me sentindo mal.


E para encerrar esse round, o lobby do hotel. No total esse arranjo tinha 3,5mt. Tinha muitos jasmins, uma das minhas flores favoritas e que deixava o lobby todo perfumado.



Adriana às 3:28 PM ..........

Há perdão? E update com foteeeenhas

Esta semana eu estava assistindo ao meu seriado favorito, Grey's Anatomy, e eles abordaram um tema bem interessante.

Um dos rapazes recém casado trai a esposa com a melhor amiga. No dia seguinte estão ele e a melhor amiga falando sobre o acontecido, e a amiga diz que ele tem que contar pra a esposa. Ele responde: não, isso foi um acidente, nunca aconteceu antes e não voltará a acontecer. Eu não vou aliviar minha consciência pesada às custas da infelicidade da minha esposa. Ela não fez nada para merecer isso.

Taí, ele colocou exatamente minha opinião sobre o assunto. A gente sempre ouve que é "nobre" confessar o erro, mas qual o objetivo? A pessoa que errou na verdade quer que o outro alivie a culpa que ele sente dizendo que o perdoa, ou mesmo que o outro não diga, talvez o simples fato de não acabar a relação faça com que o "pecador" se sinta de certa forma desculpado, ou não tão culpado... Há perdão honesto e completo para a traição? Eu não acho...

Eu venho de uma família de muitas mulheres traídas. TODAS elas, por aquelas razões que todas nós já conhecemos, optaram por continuar com seus maridos, mesmo naqueles casos cuja traição não foi uma coisinha de uma noite, mas sim um caso de meses. Perdoaram? Acredito que jamais... Perdoar é não guardar mágoa, e décadas depois essas mulheres ainda sentem dor quando falam no assunto.

Eu sei que deve ser muito difícil terminar um casamento, principalmente quando a mulher é dependente financeiramente do marido e ainda tem filhos para completar a confusão, mas sinceramente, eu não sei qual dor é maior, a de mandar o palhaço correr e encarar o mundo sem ele, sem emprego, com filhos pra criar, ou viver eternamente com o fantasma da traição.

Meu ex-noivo me traiu. Foi uma das piores experiências da minha vida, por isso talvez eu ache que encarar as dificuldades de um divórcio seja ¿menos ruim¿, se bem que com filhos não deve ser fácil. Mas ficar com o "traidor" é doloroso demais. Primeiro veio o choque, e com ele as já manjadas perguntas: ela era mais bonita, mais inteligente, mais interessante, no que ela era melhor do que eu? O que estava faltando no nosso relacionamento pra ele ter ido procurar com outra? Será que essa foi a primeira vez mesmo?

E pelo menos no meu caso, minha auto-estima foi parar lá no pé. Eu era mesmo uma feia, burra, chata, tinha mais é que implorar de joelhos pra ele ter piedade e ficar comigo. Não cheguei a implorar, mas na minha cabeça juro que passava isso, e com a moral lá embaixo, continuei com ele. Mal sabia eu que o pior estava ainda por vir.

Depois da "revelação", fiquei meio perdida, afinal se ele foi procurar outra era porque eu estava fazendo algo errado, mas o quê?

E junto com a dúvida veio o pior: a falta de confiança. Cada atraso era uma outra que ele estava vendo, a camisa nova era presente dela, se ele usava um perfume diferente era pra agradar a ela, e a tentação de ver as ligações recebidas do celular dele era insuportável.

Reconheci em mim minhas tias, primas, aquelas mulheres que faziam parte do clube das traídas.

Graças a Deus eu ainda não estava casada, e em certo momento, mesmo que de forma dolorosa, o fim chegou. E eu sacudi a poeira e dei a volta por cima. Mochilei pela Europa, e fiz exatamente o roteiro pela Itália que nós íamos fazer em lua-de-mel. Passei pela cidade onde os pais dele tinham casa, fui a Napolis, terra da mãe dele, e quase desidratei de tanto chorar pelo caminho. Quando entrei no avião para Barcelona, foi como se Deus tivesse tirado um peso das minhas costas, minha história com ele, bons e maus momentos, tinha ficado por lá.

Voltei ao Brasil e em um ano eu comprei meu apartamento, operei do estômago, emagreci 50 quilos, fiz duas lipos, uma cirurgia nos seios, laser nos olhos, fui promovida. Renasci.

Hoje quando lembro do ocorrido, acho que ele foi um babaca, hoje tenho discernimento pra ver que perdeu mais ele do que eu. Não tenho raiva, não tenho mágoa, não tenho nada, mas isso porque segui em frente, dei um rumo diferente para a minha vida, e estou feliz. E se eu tivesse insistido na relação, teria vencido o fantasma da desconfiança?

Quando casei, disse pro Bart que se algo acontecer, se ele me trair, que não me conte, mesmo que ele decida se separar e ir viver com a outra. Que ele tenha a decência de pedir o divórcio, esperar uns meses e só depois ir morar, casar ou whatever com ela. E se isso acontecer, nos separarmos, eu não quero mais contato, não quero mais saber dele, vê-lo, ouvi-lo. Se isso acontecer, quero ter a mesma chance de sacudir a poeira e dar a volta por cima que tive com o ex-noivo.

Contar só por contar, pra aliviar a culpa, pra "come clean", é egoísta, é desumano. Quem trai tem algum alívio na consciência, mas quem está do outro lado mergulha num pesadelo, e pra que? Podem me chamar de cegueta, de besta, do que for, mas o que os olhos vêem o coração não sente.

Ainda não baixei minhas fotos, mas meu colega engenheiro acabou de me mandar essas

Esse é o 101, atualmente o mais alto prédio do mundo. Ficava na frente do hotel e era ligado por uma passarela.


Esse é um dos memoriais que visitamos. Preciso olhar na internet o nome.


Num restaurante "modernoso", eu amei a decoração. Olha as flores e a lanterna.


Olhem só as mesas do restaurante, tinha um rebaixo como se fosse um vasinho embutido.


A comida era super bem apresentada, pena que esse noodles na abóbora era da minha colega...


O night market, começa ao escurecer e vai até as 2 da manhã. Uma mini 25 de março oriental.


Eles dizem que essa mesa gira 12 vezes, pois são 12 "courses". Alguns com 3 pratos, outros com 1. Nenhum me agradou muito... Aliás, olha como eu estou pálida na foto, eu ainda estava me sentindo mal.


E para encerrar esse round, o lobby do hotel. No total esse arranjo tinha 3,5mt. Tinha muitos jasmins, uma das minhas flores favoritas e que deixava o lobby todo perfumado.



Adriana às 3:16 PM ..........

donderdag, maart 29, 2007

Dia daqueles...

Workshop chato, celular que não pára de tocar, outras chateações.

Hoje tudo o que eu queria era colo de mãe.


Adriana às 9:42 PM ..........

woensdag, maart 28, 2007

Mundo Bizarro...

Como diria uma amiga minha: bizarro... muito bizarro este mundo bloguístico.

Mandamento numero um é jamais mencionar nome de ninguém. Invente uma forma de se referir ao fato sem se referir à pessoa ou tais frito.

Tentando não ferir o mandamento número um, você sempre cairá no mandamento número dois.

Uma carapuça sempre servirá em várias cabeças

Você escreve, tentando obedecer ao mandamento número um: eu li num blog de uma brasileira morando no exterior que ela acha chupar picolé muito melhor que chupar sorvete de casquinha, mas eu discordo totalmente, porque a casquinha eu como, mas já viste alguém comer palito?

Depois de algumas horas, fatalmente você encontrará nos comentários:

- O que você tem contra quem gosta de picolés? Pelo menos a gente não consome as calorias da casquinha e não fica um bucho que nem você.

- Nem picolé, nem casquinha, eu gosto mesmo é de potinho.

- Cala a boca sua baranga, se eu gosto de picolé o problema é meu!

- Quando eu era pequena tive uma experiência transcedental com um picolé, que aconteceu numa tarde quente... 1509 palavras depois... e é por isso que eu adoro picolé.

- K-ridah, piKoLeh naum tah kUm nAdA mExmu, o L-gAu eh KaxkiNha KroKaNti di PuRpuRinA, nAuM Eh mexMu, MiGuXa FowFa?

- Já pensou em emagrecer dormido?

- Concordo com a A e com a B, além de baranga você é também um bucho. Teu problema é falta de sexo. Se não fosse isso, você também ía concordar que picolé é muito mais saboroso que casquinha.

- Alguém aqui já pensou em quantas árvores são derrubadas para fazer os palitos dos picolés? Pelo menos a casquinha não mata árvore...

- Paz, irmãos. Deus criou tanto picolés como casquinhas. Nos amemos como Deus amou os picolés e as casquinhas. Somos todos filhos do Pai, eu, você, os picolés e as casquinhas...

- Sua metida do caramba, fica aí jogando na cara da gente que você pode comprar casquinhas ou picolés. Batalhei muito pra poder comer sacolé da vizinha todos os fins de semana, agora vem uma dondoca como você, que só pode comprar casquinhas porque o papai pagou faculdade e fica fazendo pouco de quem só pode comprar sacolé.

- Que sacolé que nada, sua carioca. É suquinho!

Jamais tente aprofundar sua idéia para esclarecer algum mal entendido

Tentar explicar melhor porque você prefere casquinha só vai dar pano pra manga. E se o seu blog for bem visitado, várias outras pessoas tentarão puxar briga via comentários, se estendendo em posts acalorados, só pra ver se quem lê os comentários vai também ler o blog delas e assim elas tiram o contador das 5 visitas por dia pra, oxalá, 15.

Conforme-se: a opinião das pessoas depende da opinião delas sobre você.

Esse foi o tema do meu almoço com Holandesa hoje. Aliás, ela mudará o codinome dela, ao invés de Holandesa, a Sincera. Ou Holandesa Sincera. Porque eu escrevo aqui, com toda a delicadeza que consigo encontrar ( óquei que não é lá muita ) que eu acho que mulheres com filhos deveriam tentar continuar trabalhando, e o mundo cai. Eu sou má, muito má. Desrespeito as escolhas dos outros, desvalorizo a dona de casa, eu isso e eu aquilo. Viro logo a Madame Mim bloguística. Holandesa vai lá e escreve, ipisis literis que mulher que não trabalha é acomodada e ela é sincera. Holandesa é sincera sim, e tem mais outras mil qualidades, mas por que ela é sincera e eu sou o bicho papão?

Porque há sempre a questão de simpatia pessoal. A pessoa que criticou vai com a cara dela e não vai com a minha. E isso acontece muito, e não há muito o que se fazer contra. O negócio é fazer o que fizemos no almoço: rir muito. Até brinquei que dia desses vou escrever um post daqueles e pedir pra ela publicar, e vou só ficar na arquibancada colhendo os elogios que no meu blog só gerariam pancadas.

Mas bizarrices de lado, a gente se diverte. Quando as coisas aqui estão pegando fogo, ou eu estou uma pilha, ao invés de fumar um cigarrinho como muitos fazem, eu sento na frente do Wordpad, me dou 15 minutos pra digitar e postar. Ou então de noite, enquanto espero pra assistir Enterprise, durante o Wegmisbruikers, que é o pior programa da TV holandesa, pego meu lap e posto. Ou quando estou com pressa e como um sanduichinho e leio blogs legais por uns minutinhos.

Acaba virando vício. Será que tem patch?



Adriana às 2:49 PM ..........

dinsdag, maart 27, 2007

Frustrada

Estou super frustrada no trabalho, se eu pudesse dizer todas as verdades que quero pra todo mundo, ah que beleza! Porque todo mundo diz tudo o que quer pra mim, ninguém pensa duas vezes, na hora de eu dar o troco, fico quieta. Burra.

Sou eu e a outra compradora, ela tem um cargo acima do meu, e deveria ter me treinado. Acontece que o treinamento que ela me deu foi porco, jogou uns formulários na minha mão e foi isso. Talvez algumas pessoas com um manual de procedimentos e uma bola de cristal consigam aprender tudo o que se há pra aprender, mas eu não!

Hoje ela chegou com aquela cara. O médico recomendou que ela trabalhasse 75% apenas mas hoje ela tem reunião até as 16. E eu com isso? Fui eu que marquei as reuniões? Daí uma mulher do contas a pagar liga dizendo que eu não apertei o botão tal da tela tal, eu nunca tinha ouvido falar na tela. Aí ela olha pra mim como se eu fosse um alien e diz que eu recebi um e-mail do sistema. Acontece que o tal e-mail do sistema sei lá por que foi para na junk e-mail, e eu não vi nada. OK, abro o tal sistema, tento apertar o tal botão, me pede um código. Eu peço pra ela me ajudar, ele me olha como se eu estivesse pedindo dinheiro e fala pra eu pedir ajuda do outro colega, que ela está muito ocupada, meio que aos berros, aliás. Que ódio! E detalhe: já estou aqui a 9 meses, essa foi a primeira vez que recebi o tal pedido de apertar o tal botão ( uma autorização ), e como era feito antes?

Olha, desde que eu comecei a trabalhar na Europa eu tive que aprender a duras penas a aguentar a falta de tato desse povo, mas grosseria também já é demais. Tem dias que eu detesto trabalhar com minha colega, e tenho certeza que a recíproca é verdadeira. Isso é difícil quando se trabalha num grupo pequeno: o convívio. Passo mais tempo com ela do que com meu marido, e acreditem, me marido é mooooito mais agradável que ela. No fim eu trabalho numa empresa grande, mas numa divisão pequena, e tenho que me acostumar com essas coisas. Se na GM às vezes eu sofria da síndrome do "ai, sou só um número", agora estou sofrendo da síndrome oposta.

Sabem, no fim vai ver que o bom mesmo é ser dona-de-casa, afinal a dona-de-casa é dona do pedaço, é seu próprio chefe, e se alguém reclamar disso ou daquilo, ela pode sempre mandar o marido ou o filho fazer ele mesmo o que gerou a reclamação. É isso aí, a dona-de-casa é "managing director", enquanto aqui eu sou apenas uma pobre compradora.


Adriana às 12:39 PM ..........

zondag, maart 25, 2007

Fechando com chaves de ouro

Cheguei à Holanda ontem, sábado. A volta é menos cansativa que a ida, o fuso horário ajuda. Estou de molho curtindo FH e meus meninuchos, mal acabei de desfazer a malona.

Nossa viagem terminou com chave de ouro, mas por um motivo bem especial.

Lembram-se que quando eu fui pra San Sebastian na Espanha com um engenheiro, eu fiquei toda sem graça porque conversando sobre filhos ele nos confessou que apesar de quererem muito ele e a esposa não podem ter filhos?

Pois então, quando conversamos falamos sobre adoção, sobre a dificuldade, os custos, o medo da mãe querer o filho de volta. Mas para eles era a única saída, pois já tinham se submetido a todos os tratamentos, às tais 6 tentativas in vitro, e a nada deu certo.

Estávamos sentados no lobby do hotel ele, outro engenheiro, eu e a menina do fornecedor, esperando a hora do taxi nos pegar. O celular dele toca, ele atende ali mesmo e começa a chorar. Como sabíamos que eles estavam tentando a adoção, eu logo pensei que alguma coisa deu errada com o processo. E realmente eles não poderão adotar. Ela está grávida!!! Confesso que até eu chorei, todos o felicitaram, foi a maior festa.

Algumas vezes na vida a gente pode acompanhar um milagre assim de perto, e se sentir de alguma forma tocado. Eu me senti tocada. Não consigo parar de pensar como TEM que existir alguém cuidando da gente, como nem sempre a ciência explica tudo. Acredito sim que milagres aconteçam todos os dias, e ver um assim tão de perto renova as esperanças de que não estamos só, e que quando a gente cansa e jura que não consegue dar mesmo mais um passinho, Deus realmente nos carrega no colo.



Adriana às 3:03 PM ..........

vrijdag, maart 23, 2007

Pé na estrada de volta...

Estou aqui no quarto do hotel terminando de empacotar, ainda tenho umas horas para subir ao topo do 101, para comprar um presentinho para o FH, e dizer adeus a Taipei.

Ontem saímos do fornecedor e fomos levados a dois memoriais importantes daqui. Quando tiver mais tempo eu dou uma Googada no nome pra vocês, porque lembrar do nome do Chinês que dá nome ao memorial, nem por milagre. Os memoriais aqui parecem templos, são lindos! Hoje fazendo a retrospectiva dessa semana, quanta coisa diferente eu vi!

Pra falar a verdade, fora a arquitetura dos templos, Taipei é muito parecida com SP, só que mais organizada, mais limpa, mais segura. Talvez porque seja menorzinha. É uma cidade muito moderna, que tem uma scooter para cada bicicleta em Amsterdam, meio barulhenta e poluidinha. Não parece que estou descrevendo SP?

Mas essa viagem foi profissionalmente bem marcante, foram 4 dias cheíssimos, mas cheios de coisas novas para mim.

Estamos todos cansados, ontem simplesmente arriamos, ninguém aguentava mais comida chinesa. Recusamos o convite para jantar, e fomos sozinhos ao shopping e comemos lanches fresquinhos no Subway, que delícia indescritível. Pão, salada e rosbife. Sem coisas estranhas, molhos estranhos, cheiros estranhos. Ah...

Agora vou terminar de empacotar, aproveitar minhas últimas horas e voltar pra casa. Falaram que nevou em Eindhoven, como pode? Eu saí daí estava 15 graus, eu nem trouxe casaco!!! Vou morrer de frio! Mas é isso, semana que vem conforme eu tiver tempo, ou quem sabe ainda no domingo, acho uns minutinhos pra postar umas fotos.


Adriana às 5:29 AM ..........

woensdag, maart 21, 2007

Stinky Tofu

Uma das coisas mais tradicionais de Taipei são os night markets. É uma coisa parecida com a 25 de março, um pouco mais organizadinha, mas com uma fileira de "quiosques" de comida no meio. Eu sei que todo mundo sempre fala do poético "sentir os odores de uma outra cultura", mas nem sempre esse odor é dos melhores. Taiwandês come tudo o que já tenha tido vida na face da Terra, e nem sempre isso nos parece muito apetitoso. Vi coisas medonhas por aqui, como pescoço e cabeça de pato defumada ( com o bico e completamente preto ), tripas de todos os animais e de todas as formas, e muito pato e ganso gordo mal cozido, com aquela camada de banha entre a carne e a pele escorrendo pelo beiço do freguês. Mas nada, absolutamente nada, cheira pior que um tal de Stinky Tofu. Acho que é o Tofu azedo e defumado e depois cozido. Senhor, tudo o que tenho no estômago sobe até o queixo. Credo.

Já fui em dois night markets, é muita tranqueira, trash mesmo. Fui também a um supermercado, que show, vi tanta novidade! Já viram Kiwi-cereja? É um kiwi do tamanho de uma cereja. E manga "comprida", fruta? É uma manga adem bem alongada. E tem os milhares de produtinhos pra fazer fried noodles, e uns doces... Preciso voltar com mais tempo.

Hoje fomos jantar num restaurante que faz churrasco taiwandês. Senta-se no chão, em tatamis, a mesa tem duas churrasqueiras embutidas, e você mesmo vai assando seus espetinhos que vem crus pra mesa. Muito legal. E ao final do churrasco eu e a colega Pei, Taiwandesa que trabalha para o fornecedor, notamos que os rapazes estavam alegres demais, bebendo demais, e ela me convidou pra irmos ao night market. Aceitei mais do que correndo. No caminho, ela me falou que eles iriam para um "night club", que já estava tudo preparado. Então, estou indo nanar e eles estão lá... Eu hein... Eu e a Pei fomos para um café e terminamos a noite tagarelando muito. Quero só ver que desculpa esfarrapada eles vão dar amanhã.

Estou louca pra postar as foteeeenhas. Aguardem!


Adriana às 6:09 PM ..........

maandag, maart 19, 2007

Que horas são?

O relógio na cabeceira diz meia-noite, o do computador cinco da tarde, e o meu reloginho interno deve estar no meio, ou seja, estou um trapo mas não consigo dormir.

Se a tal energia própria influencia mesmo nas maladias no corpo como disse a Agridoce, então eu devia estar com uma energia pra lá de boa quando essa ziquezira bateu, porque estou espantadíssima de como estou aguentando bem o tranco apesar da intoxicação alimentar. Lembremos que a menos de três dias passei tão mal que achei que ia morrer, depois viajei 17 horas, e com uma jet-leg de 7 horas, tive que acordar as 8 horário local e trabalhar até agora. E estou aguentando. Tudo bem que o segredo é simplesmente não comer, e o estômago está tão irritado que só com a água já mata-se a fome. Mas depois de um cafézinho da manhã de presidiário ( torrada pura com chá ), nada no almoço, cometi uma loucura no jantar.

Aliás, nos levaram a um jantar tipicamente Taiwandês. É uma daquelas mesas chinesas que o centro gira, e ali são servidos 12 "courses", 12 pratos. O mais gostoso foram umas costelas de cabrito a um estilo parecido com shop-suey, e o único que eu me recusei a comer foi uma galinha preta. Sem brincadeira, é uma raça de galinha que tem a pele preta e a carne cinza escura, naturalmente, sem tempero ou pigmento artificial nenhum. Macabro demais. Tirei fotos, vocês vão ver. A comida em geral é bem gostosinha, mas não é a minha favorita não, pelo menos por enquanto.

Agora esta que vos fala tentará cair no sono, porque amanhã terei outro dia cheio.



Adriana às 5:24 PM ..........

zondag, maart 18, 2007

Do outro lado do mundo...

A viagem foi ótima, considerando-se o quão ótima pode ser uma viagem de 17 horas. É muito, muito cansativo, mas estar numa business class realmente ajuda, você não pega fila no check-in, pode usar os lounges VIP, as poltronas são mais confortáveis. Pena que só posso me dar a esse luxo quando viajo pela empresa, porque seria pra lá de bom poder viajar sempre de business.

A primeira impressão de Taipei foi de uma mini São Paulo ao extremo. Os arredores da cidade, que vimos no percurso de taxi entre o aeroporto e o hotel, é extremamente pobre, ou parece ser. Os prédios, e existem muitos prédios, não são nem tão velhos ou feios, mas nunca são limpos exteriormente, então fica e impressão de sujo e feio. Estamos no Hotel Hyatt, que é conectado ao 101 Building por uma ponte por cima da avenida, a parte mais luxuosa da cidade! É aí que me lembra São Paulo, o contraste. No andar térreo do 101 há um shopping apenas com marcas Design, digamos uma Oscar Freire de Taipei. Aliás, até agora achei tudo absurdamente caro aqui. No hotel então nem se fala, ontem peguei uma latinha de Coca diet sem ver o preço, depois que tomei quase tive uma indigestão: 5 euros a latinha! Fui até um 7-11 aqui na frente e comprei um monte delas por uns 80 centavos de euro. A empresa está pagando, mas eu iria me sentir culpadíssima em pagar 5 euros por cada latinha de Coca.

Quanto ao modo de se vestir do pessoal, não difere em nada da roupas da meninada na Holanda, só pude notar que tem bastante gente nova por aqui, talvez seja porque ontem foi final de semana e estávamos na parte "trendy" da cidade.

Quanto à saúde, estou bem melhor, e me sinto bem se eu comer pouco e coisas leves. Experimentei um pouco da comida do avião, que era assinada por uma "chef" famosa, e de noite tive um pouquinho de náusea. Hoje vou ver se fico no noodles com caldinho, que amo e ainda não experimentei por essas bandas.

Ah, meu quarto tem uma vista maravilhosa do 101, de babar!!!! O Hotel é o mais chique em que eu já fiquei, uma coidelouco! Quando voltar mostro foteeeenhas...


Adriana às 11:42 PM ..........

zaterdag, maart 17, 2007

Olho magro

Muito obrigada pelos votos de melhora. Melhorei. Holandesa me disse ontem que foi olho gordo, eu não acredito muito nessas coisas não, mas então deve ter tido mais olho magro do que olho gordo, pois estou quase pronta pra outra.

Estou bem mais animadinha, diria até ansiosa por desembarcar lá do outro lado do mundo e ver como são as coisas...

E como estou fazendo um curso intensivo de olhar as coisas pelo lado bom, já que dizem que tudo tem seu lado bom, estou embarcando quase dois quilos mais fininha do que estaria... Meu terninho bege ficou um pitéuzinho.

E é isso minha gente. Se eu conseguir conectar de lá, tento dar uma entrada e escrever algumas impressões, senão, até a volta.



Adriana às 10:06 AM ..........

vrijdag, maart 16, 2007

O dia em que eu quase morri...

Passei a noite toda me virando, com aquela dor nas costas que eu achei que era do Punto. As 4 da manhã acordei me dobrando em dor, uma dor horrível no estômago. Nunca, nunca na vida experimentei dor como aquela. Uma ânsia de vômito que fazia meu corpo inteiro se contrair, e eu pensei: pronto, é hoje que todas as costuras do meu estômago vão se desfazer, que eu vou sangrar internamente até a morte, algo muito grave tinha que estar acontecendo pra eu ter uma dor daquelas. Deitei no chão do banheiro, meu pobre estomaguinho estava vazio, não havia o que vomitar, e a cada ânsia o coitado fazia um barulho horrível. Pensei, vou morrer aqui, sem ver minha mãe, meus sobrinhos, meu irmão, a Thali... Agora vejo que numa hora dessas não se pensa na casa nieuwbouw, no emprego dos sonhos, no carro lindo que se quer comprar.

E chorei, pela minha mãe, pela dor, porque às vezes eu sou uma idiota e dou as prioridades erradas na minha vida.

E passei mal por duas horas, finalmente acordei FH pra me levar ao Huisartsen Post, e agora, 4 da tarde, comi a minha primeira torradinha, uma vitória.

Estou me sentindo bem melhor, foi "food poisoning" ( intoxicação alimentar ), mas aquela sensação horrível de que eu ía morrer sem ver minha mãe persiste. Estou agora empacotando, vou pra Taipei amanhã com o coração pequenininho, queria ficar aqui com FH e meus menininhos. Quem sabe até amanhã me alegro um pouquinho mais e aproveito a viagem... Vamos ver...


Adriana às 4:52 PM ..........

donderdag, maart 15, 2007

Rapadura é doce, mas não é mole não...

Cheguei. Cansada, em órbita, mas de ótimo humor.

Fui a um workshop de compradores da empresa onde trabalho em Munich. Compradores de tudo quanto é país, até uma senhora da China veio, aliás um doce ela. Três dias massacrados de informações, sinceramente em momentos me senti do tamanho de uma formiga, como se precisasse de 3 cérebros pra guardar tudo aquilo. Espero que com o tempo tudo se torne menos desconhecido para mim. Afinal tenho menos de um ano na empresa, impossível saber todos os sistemas e regrinhas que os mais experientes sabem.

Agora a parte legal do negócio. No primeiro dia fomos, 3 portugueses, o purtuga "aquele" e um suíço para o centrinho de Munich, turismar. Mantenho minha distância do purtuga, e assim até que dá pra levar. As meninas de Portugal são muito "giras" ( legais ). Jantamos no Hofbrauhaus e dessa vez fomos à parte certa do restaurante, e ficamos naquelas mesonas, que acabamos dividindo com 4 americanos muito legais, rimos muito.

No segundo dia houve um programa noturno especial, fomos à uma cervejaria, com direito a tour, filminho e jantar. Amei a tal cerveja Weiss ( uma branquinha ). Fiquei meio altinha ( tomei 2 copos ). A comida era uma diliça, porco com pururuca, e a carne derretendo. Aliás, só mantive o peso graças às saladinhas do almoço e ao café da manhã mixinho.

Hoje foi o último dia do workshop e a maioria vai ficar lá pra passear na sexta, vão àquele castelo Nisc-algumacoisa. Eu quero muito ver esse castelo, mas tem que ser com FH, né não? E tinha que voltar pois só fico sexta aqui e no sábado já vou pra Taipei.

Lembram como eu detesto desempacotar mala? Pois então, terei algumas horas para desempacotar a minha e fazer outra.

Tenho muito pra falar, contar, escrever, mas estou cansada. Quem sabe amanhã. Alugaram um Punto pra eu voltar de Dusseldorf, senhor que carro ruim, minhas costas estão um caco.

Ah, falei procêis que meus três meninos estão um tesourinho hoje?


Adriana às 9:18 PM ..........

zaterdag, maart 10, 2007

Pé na estrada

Meu povo, meu lap continua esperando o moço da Dell para ser consertado, o que deverá acontecer na semana que vem. Estou com o lap da empresa, sentada no chão porque eles são neuróticos por segurança e desabilitam o wireless, e pra completar te dão um cabo de 3 metros apenas. Estou conectada a um servidor na Alemanha que bloqueia metade dos sites que eu quero entrar, inclusive o gmail. Masssss... pouca internet é melhor do que internet nenhuma, né não?

Mas na semana que vem, não poderei entrar no blog, estarei em Munich num workshop mirabolante. Nessa minha ausência, queria propor um idéia: 80% do povo que deixa comentários diz que nem sempre concorda com o que eu escrevo. Óquei, nunca tive pretensões de ser a dona da verdade, mas para matar minha curiosidade e me dar material para pensar nas 17 horas de vôo de Amsterdam a Taipei, quais foram as idéias, posts, or whatever que eu escrevi e você não concordou? E em contrapartida, qual a sua opinião sobre o que eu escrevi e você não concordou?

Vamos lá, soltem o verbo! Com elegância, por favor!


Adriana às 10:33 AM ..........

vrijdag, maart 09, 2007

Crisis averted...

O momento "tô de saco cheio" passou, brigadim povo pelos comentários alto astral. Duplamente brigadim pra cearence ricaça anônima que deixou um comentário que deu à Ana Lúcia a oportunidade de, com o comentário dela, me fazer rir histéricamente por 5 minutos, a ponto do meu colega da sala ao lado vir ver o que é. Vão lá ler os comentários do post anterior e rir vocês também, porque é sexta-feira gente!!!! Começar a sexta-feira com gargalhada é tudibão.

Não sei se no Brasil já saiu algum programa do tipo Afvallers ( Emagrecedores??? ). Eles escolhem umas famílias de gordinhos e colocam todos de dieta, depois de sei lá quanto tempo a família que, em conjunto, tiver perdido mais peso, ganha. Cretino o programa, porque colocam até crianças, e passa a criançada chorando, ou sendo aporrinhada pelos colegas de escola, eu detesto. Agora, para piorar o que já era ruim, tem um tal de "Afvallen met de sterren" ( emagrecendo com as estrelas ). Sim, eles colocam gordinhos famosos. Eu me recusei terminantemente a ver o programa, porque como se não bastasse o absurdo da situação, na única vez que tentei ver ( para poder reclamar com propriedade ), dei de cara com a Sonja Bakker.

Sorry Holandesa, porque sei que você gosta dela, mas como diria Pacamanca: cacetes estrelados, que mulher cretina. Me contorço de ver um ser desses já no quarto ou quinto livro de dieta. Eu sou a maior defensora da informação contra a pança que balança. Todo mundo sabe o "por quê" de sua pança. Chocolates, pães, cerveja, todo mundo sabe como foi que chegou "naquele tamanho". Disposto a emagrecer, baixe da internet uma tabela de calorias boa, se proponha a ficar num total calórico ( para mim 800 calorias são o máximo, mas isso por causa da gastroplastia ), e desenhe você mesmo sua dieta baseado nos seus hábitos, no que você gosta. Principalmente para nós, "não holandeses", seguir a dieta dessa dona, é o trufo do mufurufo. Exemplo? Ela manda lá você comer 75 gm. de frango. Começa que é idiotisse ficar dando medidinha em gramas, alguém aqui anda com uma balancinha na bolsa? Fala logo 1/3 de um filé de frango e pronto, ou bota foto do que é 75 gm de frango, afinal paga-se 18 euros no livro dela pra receber esse tipo de informação, 75 gr. de frango? Pois bem, no mesmo dia que você come os 75 gr. de frango, você pode comer "uma fatia de pão de forma integral com uma camada fina de halvarina e uma colher de sopa de granulado colorido". Cumé, granulado colorido? Sim sora, isso aqui ó:



Isso sem falar que tem sempre leite junto com comida, e a indefectível maçãzinha, ou o já manjado iogurtezinho. Vamos todos dizer em coro para a Sonja Bakker: éca éca éca, é melhor cheirar cueca!!!

Eu já fui a maior colecionadora de livros de dieta do mundo. Vai preparando a gargalhada:

- Jejum, a dieta ideal - eu achei que ía ser, coma isso e aquilo das 8 ao meio-dia, jejue até o anoitecer, alguma loucura assim. Mas era jejum mesmo, por semanas. Começava-se por substituir a comida por sucos, e eventualmente só por água e manter-se assim por uma semana. Só a água. Nunca fiz e nem pude pedir meu dinheiro de volta.

- A dieta de Beverly Hills - nas duas primeiras semanas da dieta só se come frutas, mas não é qualquer fruta ( tá pensando que vai comer abacate, uva, caqui??? ). A estrela da dieta é o abacaxi. São vários dias comendo abacaxi e mais nada. Fiz vááááárias vezes, nunca passei da semana 3, e ganhei uma gastrite. Mas emagrece suuuuper rápido.

- Só é gordo quem quer - uma que não podia misturar carboidrato com proteina, meio maluca também. No fim eu sempre emagrecia porque já que não podia misturar farinha com ovos, eu nunca comia massas ou bolos. Desisti quando prenderam o autor num SPA e o indiciaram por charlatanisse. Ele jurou que estava usando a si próprio como "experimento" para uma nova dieta. Sei.

- Dr. Atkins - essa nem eu tive coragem de fazer. Ele pregava ovos com bacon no café da manhã. O livro já vinha com um instrumentozinho cirúrgico para você mesmo desobstruir suas artérias. Just kidding.

- A dieta de South Beach - defende o corte de carboidratos mas sem cometer as loucuras ( leia-se ovos com bacon ) do Atkins.

Para mim a que funciona é a South Beach, se bem que é bastante difícil de seguir, pois depois de umas duas semanas, é impossível sair do fatídico bifinho com salada. E aqui na Holanda acaba sendo uma dieta carésima, pois é baseada em carnes. Meu problema é que seu eu comer uma torradinha sequer, um tiquinho de arroz ou um parafusinho de macarrão, um monstro acorda dentro do meu estômago e eu não consigo parar de comer. Se eu fico no frango com salada meu estomaguinho enche e eu fico hooooras sem lembrar de comida.

Bom, sexta-feira não é dia de se falar em dieta, mas eu estou felizinha que entrei hoje, com folga, na minha calça jeans favorita.

Tô louca pra comprar uns DVD's que tellsell, um tal de Core Rythms, um tipo de ginástica dançante. Deve ser super legal. Mas falamos disso outra hora. Será que tem piratão na net?



Detesto Regime! O outro é que está gordo e eu tenho que ficar sem meus snacks?????


Adriana às 10:29 AM ..........

donderdag, maart 08, 2007

No divã...

Este blog começou quando eu tinha tanto pra contar e a ilusão de que TODOS os meus amigos queriam ouvir. Com o passar do tempo ( e foram semanas, não anos ) os amigos pararam de ler, a família parou de ler, e o blog ficou porque fiz novos amigos que gostam de ler, porque de vez em quando um ou outro da minha família ainda entra aqui... Mas na verdade, o blog virou uma grande terapia para mim.

Sento na frente da tela e comento algo que chamou minha atenção, ou alguma coisa que está me encafifando, tem dias que eu só escrevo as miudezas do meu dia em geral, bem blog diarinho mesmo, mas sempre fecho a tela com a sensação de que o que quer que estivesse me incomodando passou, foi pra frente, não é mais problema meu, já era...

No último ano porém, é incrível como aumentou o número de gente que se incomoda tanto com o que eu escrevo, a ponto de deixar baixaria nos comentários, ou me mandar e-mail "bravinho". Eu acho que deixar comentário contrário à minha opinião é normal e até legal, pois eu leio, páro, penso, e muitas vezes mudo de opinião ou acrescento um prisma a mais a ela. Mas se sentir incomodado a ponto de descer do salto e baixar o nível? Agora pensem comigo. Eu venho aqui e escrevo que eu, se um dia tiver um filho, farei o possível e o impossível para conciliar filho e carreira, porque para mim isso é o melhor, e isso e possível. Aí você está em casa, lendo. Você optou por deixar sua carreira de lado e ficar em casa curtindo seu filho. Você deve estar suuuuper feliz de poder se dar a esse luxo, pois muitas, principalmente no Brasil, não podem. Deve ser a coisa mais linda acordar, ver seu bebê ali do ladinho, ir brincar com ele sem pressa, dar banho, ir passear, etc e tal. Você está morrendo mesmo de felicidade. Então porque a opinião duma zé mané lá num blog qualquer te incomoda tanto? Ela que vá lá ficar feliz com as revistas de graça do business lounge da KLM, enquanto você pode vivenciar "full time" o que já descreveram aqui como o "milagre da maternidade". E fim de conversa.

Sabem, eu admiro dois tipos de leitores, as que pensam como acima, lêem o blog meia dúzia de vezes, vêem que não é pra elas, e nunca mais voltam. Admiro, e gostaria que tivesse mais, daquelas que discordam, deixam sua opinião, até discutem via comentário seus pontos de vista, e no fim fazem o blog virar o bate-papo depois do expediente que eu tinha no Brasil e agora sinto tanta falta. Mas tem ainda o terceiro tipo, essas que descem do salto, que sinceramente, me inspiram nada mais do que pena, dó profunda mesmo. Porque essas, se estivessem assim tão seguras de suas opções, não se incomodariam tanto com as minhas opiniões. E é triste uma mulher optar por ficar em casa, estar lá com seu bebezinho, e ainda assim não estar feliz, satisfeita com sua escolha. Ou tomar uma decisão, se arrepender e não ter coragem ou condições de virar o barco.

Aliás, só mesmo a infelicidade, frustração, insatisfação, explica algumas pessoas baixarem tanto o nível. Outro dia li: ah, a Adriana é uma mal comida. Me chateei? Não. Não, porque sei que a pessoa que escreveu aquilo está infeliz, frustrada e insatisfeita, portanto não está no normal dela. Mas não é uma má pessoa, e quando a dificuldade passar, e ela estiver feliz, realizada e satisfeita, talvez ela até pense "pôxa, por que foi que escrevi isso?". E não me importei também porque a carapuça não serviu, eu e FH estamos muito bem, obrigada.

Mas, a moral da estória é, que gosto de escrever no blog, ele é minha válvula de escape, mas ultimamente ando me policiando demais. Perdeu aquela coisa boa de deixar os pensamentos fluírem, postar e esquecer do assunto. No fim, talvez a solução seria criar um segundo blog, com senha, apenas para os mais íntimos, mas considerando que eu ando sem tempo até pra esse blog, manter dois é um sonho distante.

Vamos ver...


Adriana às 10:01 AM ..........

woensdag, maart 07, 2007

Duracell

Tô véia minha gente, véia pra estes esquemas power de trabalho. Tá difícil demais a coisa.

Minha colega de trabalho ainda não veio essa semana. Gente, eu sei que se fosse eu, gravida com hernia de disco, sem poder tomar nada mais do que paracetamol, com cansaço enorme por conta da gravidez, e ainda por cima gripada, eu também ía ficar em casa quietinha no meu canto, mas a verdade é que euzinha que estou aqui estou a beira dum ataque cardíaco.

No meio de tudo isso ainda tive que ir na Gemeente buscar meu passaporte. Tá aqui. Podia ter colocado a foto da Oprah lá que ninguém ía notar a diferença, pois eles scaneam ( sacaneam ) com um equipamento de péssima qualidade e ainda por cima preto e branco. No fim, minha foto que estava horrivel ficou até passável, mas porque então só aceitam fotos coloridas??? Vai entender...

Meu laptop bixou, cêis sabem. Hoje liguei pra DELL com o bichinho aqui na mesa do trabalho. Me fizeram desmontar o coitado inteiro, mó medão, e claro que não funcionou. Disseram que é a motherboard. Vão trocar em garantia, apesar da garantia ter acabado a 2 anos. Trocaram o monitor também em garantia depois da garantia ter acabado. Concluo daí 3 coisas: 1) o atendimento ao cliente DELL não é tão ruim, 2) depois de um monitor e uma motherboard pifadas, digamos que meu laptop esteja pensando em subir no telhado, 3) laptop da Dell não dura mais de 3 ou 4 anos. Mas e os outros, duram?

E agora vou voltar pra labuta, pois hoje antes das 7 não saio daqui. Na correria eu não comi nada, e tomei 2 paracetamols ( móis? ) em jejum, tô aqui me contorcendo de dor. Tomei um iogurtezinho e tá passando aos poucos. O que é que a gente toma pra curar dor de paracetamol se aqui só receitam paracetamol pra qualquer dor?

E agora vou colocar Ivetão no lap da empresa, pois ganhei CD com um zilhão de músicas dela, acho que até a ciranda cirandinha que ela cantava quando tinha 6 anos tá lá. Obrigadão Márcia!!!!


Adriana às 5:19 PM ..........

dinsdag, maart 06, 2007

Remember?

Lembram-se que no mês passado eu disse que muitas coisas coisas boas estavam para acontecer? Pois então, a primeira, era a dupla cidadania. Hoje fui requerer meu passaporte e carteira de identidade, paguei a mais pra tirar o passaporte em um dia, disseram que amanhã está pronto.

Mas porque pagar a mais pra tirar passaporte em um dia? Lembram-se que eu falei que eu ía viajar para um reino distante? Pois então, estou indo em 10 dias para Taiwan, a meca dos componentes eletrônicos. Estou com um friozinho bom na barriga, nunca fui para a Asia. Além de quebrar um pouco a rotina, dá uma enriquecidinha no CV, não que eu vá colocar lá "fui para Taiwan", mas numa entrevista sempre impressiona mencionar que você foi pra este ou aquele lugar desenvolvendo tal projeto, afinal uma empresa como a minha não ía mandar um zé mané tão longe fazer auditoria em fornecedor.

Sabem da maior? Vou de business class. Primeiro que só nessa brincadeira já vou ganhar mais de 30 mil milhas no plano de milhagem, com o total que tenho já poderei pegar uma passagem de graça para os EUA ou dois "upgrades". Pobre é mesmo uma meleca, eu e os engenheiros ( vamos em 4 pessoas ) já combinamos de ir bem mais cedo pro aeroporto só pra nos esbaldarmos no VIP lounge. O que eu mais amo do VIP lounge é que tem um milhão de revistas novinhas que você pode levar pro vôo. Já tenho uma listinha de revistas que eu vou "pegar emprestado". Eita coisa de pobre!

Já reservaram um puuuuta hotel legal pra gente, com vista pro 101, atualmente o prédio mais alto do mundo. Espero que dê pra fazer um turismozinho em Taipei, em teoria temos a sexta-feira pra isso.

Aliás, semana que vem estou a semana todinha em Munique, onde terei que encontrar o purtuga, terei só a sexta-feira pra curtir meu marido, meus meninos, desfazer a mala, fazer outra. No sábado já estou no Schiphol de novo. Fico uma semana em Taiwan. Bart já está sentindo minha falta, só não sei se antecipando a saudade, ou porque o banheirinho dos gatos vai ficar váááários dias sem limpar. Já disse que Bart mima, brinca, dá comida, escova, mas JAMAIS limpa o banheirinho deles?

Aliás, estamos com um novo problema. Compramos uma balança digital de precisão. Pesamos o Plato: 7kg, o mesmo peso que em outubro passado. Pesamos o Ty: 8,6kg!!!! Ty está 1,2kg mais pesado que em outubro!!!!!! Ele deve ter roubado muuuuita comida dos gatos da Holandesa durante a estadia no Holandesa's Spa and Resort. Não é à toa que o Plato está sempre serelepinho, pra cima e pra baixo, pulando, rolando com meus protetores auriculares pelo chão, um pimentinha, enquanto já até apelidamos o Ty de Jorge Amado, o rei da preguiça. O coitado tá obeso!!!!

Fernanda, como é que eu coloco um gato só de regime? Não que o Plato esteja um "Giselo Bunchen" de magreza, mas o próprio veterinário disse que se ele se mantiver nos 7kg está bom, mas como reduzo as porções de um gato só se eu deixo as tigelinhas em casa pra eles irem comendo durante o dia, e eu não estou lá pra controlar? Já cortei o "snack" dos dois ( aqueles do potinho da whiskas ) e ponho mais comida molhadinha pro Plato do que pro Ty, mas é uma guerra, o Ty vai lá no pratinho do Plato e rouba a comida dele, eu tenho que ficar tirando ele de lá. E o Plato jamais briga com o Ty por comida, se o Ty quer, o Plato deixa. Vou comprar um pacotinho de Royal Canin diet e ver se eles se acostumam...

Como pode, na minha casa até o gato tem que fazer regime!!!!!!


Adriana às 2:41 PM ..........

maandag, maart 05, 2007

Vapt-vupt

Post rápido porque além de estar extremamente sem tempo, com o computador em casa quebrado, não quero criar mais polêmica.

Não discuto que ter um filho mude muito a vida de uma mulher, suas idéias, seus objetivos de vida. Sei também que muito provavelmente terei vontade de ficar em casa lambendo a cria e curtindo cada nova carinha, o primeiro sorriso, a primeira papinha, etc e tal, mas desde já me condiciono a quando vier a idéia de ficar em casa, porque muito provavelmente ela virá se eu tiver um filho, que eu permaneça firme no meu propósito de ser mãe E profissional. E porque isso é tão importante pra mim? Porque todo mundo tem medo de bicho papão, e o meu bicho papão é a dependência financeira. Sou assim, fazer o quê, tenho pesadelos ao pensar em depender financeiramente do meu marido. E se alguém descobrir a fórmula de ficar em casa cuidando do filho sem cair na dependência financeira, me ensine. Já vou dizendo que na minha profissão, compradora, é praticamente impossível trabalhar part-time. Não conheço nenhuma compradora part-time. Assim como para algumas a idéia de nunca ser mãe pode dar calafrios de paúra, pra mim a idéia de não poder me bancar sozinha, nem sei descrever o pavor que me dá. As pessoas são como são...

No mais, concordo com a Ana Lucia quando ela diz que o argumento de que só pode dar opinião sobre um assunto quem passou pela experiência, é sem pé nem cabeça. Nem sempre ter passado por uma experiência torna a opinião da pessoa a respeito da mesma mais "coerente". Meu tio foi assaltado, assalto a mão armada, o medo foi tanto que ele teve um AVC, do qual ele se recuperou penosamente. Mas hoje ele diz que quem coloca uma arma na cabeça de outro ser humano, apertando o gatilho ou não, deve levar prisão perpétua. Será essa a opinião mais balanceada sobre o assunto?

Perguntaram se eu valorizo quem fica em casa cuidando dos filhos. Não valorizo nem desvalorizo ninguém. Só acho que se TODAS as mulheres decidissem ficar em casa cuidando dos filhos, teríamos hoje os mesmos direitos que tínhamos na idade média. Não acho pouco ficar em casa limpando, educando, preparando uma criança para o mundo, por isso respeito quem decidiu por isso. Mas "goosebumps" mesmo, me deu quando eu vi a primeira mulher sendo aceita no ITA, pois quando eu fiz vestibular, só homem estudava lá. Me arrepia ver uma vereadora, prefeita, governadora, primeira-ministra, porque a duas gerações atrás não podíamos nem votar! Me dá taquicardia ver homens temendo que num futuro próximo os EUA tenham sua primeira presidente MULHER, possibilidade cada vez mais real com a Hilary e a Condolezza. E isso, minhas queridas, não aconteceu porque um homem batalhou para que as mulheres tivessem esses direitos, fomos nós que dissemos "chega de ficar em casa preparando café da manhã, lavando roupa, passando aspirador de pó", se o homem pode, eu posso!!!! Então, da proxima vez que eu ouvir que "essas mulheres deixam filhos na creche pros outros criarem", neguinho vai ouvir poucas e boas.

No mais, minha gente, como diz a Fernanda, opiniões não são verdades absolutas, nem imutáveis. Essa é a minha opinião, Adriana, em março de 2007. Vá lá ver meus primeiros posts e vejam como mudei, como minhas opiniões mudaram. Pode ser que daqui a 3 anos eu seja mãe de gêmeos, que esteja trabalhando meio período como motorista de ônibus, e postando mil fotos de bebês remelentinhos jurando que são os bebês mais lindos do mundo. Vai saber?



Adriana às 1:12 PM ..........

vrijdag, maart 02, 2007

Cadê a via de mão dupla?

Aqui na empresa estão procurando uma pessoa para substituir temporariamente a minha colega que vai de licença maternidade. Metidos numa sala com o diretor de RH por horas revendo CV's, conversamos sobre zilhões de assuntos, inclusive a tal famigerada diferença salarial entre mulheres e homens. Ela existe, é fato? É!

Explica o diretor: quando exportamos nossos produtos, temos que contratar um seguro. Seguro para o caso da mercadoria não chegar ao destino, e seguro para o caso de não recebermos o pagamento, ou que este atrase. Se exportamos para os EUA, por exemplo, esse seguro de "inadimplência" é quase zero, se exportamos para a Rússia, o seguro é quase 5% do valor da mercadoria.

Quando contratamos um homem, qual o risco de perdermos o funcionário? Que ele peça demissão, que ele morra. Quando contratamos uma mulher há mais uma: a de que ela, ao ter um filho, resolva parar de trabalhar.

No Brasil, a empresa valoriza menos o funcionário do que aqui na Europa. Isso é fato porque eu estou na segunda empresa aqui, e notei o mesmo nas duas. Acontece que a mão de obra aqui é mais escassa, não há tanta gente desempregada, então para contratar uma pessoa você vai ter que oferecer mais benefícios do que ela tem no emprego atual. No Brasil, quem está desempregado aceita quase qualquer coisa, não é? Isso sem falar que no Brasil se coloca um anunciozinho de "precisa-se" no jornal de domingo, e chovem candidatos, enquanto aqui, um anúncio numa revista / site tipo Intermediair pode chegar a 6 mil euros! Grandes empresas até pagam o funcionário se ele indicar um amigo, FH ganhou uma bela bufunfinha por ter indicado a Holandesa.

Lá no Brasil, mesmo numa empresa grande como a GM, o treinamento que você tem é bem chulé, um neguinho te ensina a mexer nos sistemas da empresa, vez ou outra você tem um treinamentozinho requenguela, and that's it. Aqui, eles fazem um check list, te mandam pra "dia de introdução", se a empresa tem várias plantas você viaja pra conhecê-las, periodicamente tem cursos muito bons ( e caros! ). Anyway, investem mesmo.

Daí, dois anos depois de investir tudo isso, o homem tá lá firme e forte trabalhando, e a mulher? Teve um bebê e resolveu parar de trabalhar. Lá vai a empresa gastar os tubos para contratar uma pessoa, e depois para treinar... No fim, a diferença salarial funciona como um "seguro".

Por isso, quando eu ouço uma mulher falar que tem o direito de ficar em casa cuidando da cria, eu me pergunto se ela se dá conta de quanto TODAS NÓS, mulheres, pagamos para ela ter esse direito. E de quanto ainda vamos pagar. Me pergunto se ela entende que aquele bebezinho que ela nina e chamega, se mulher, vai no futuro ser menos remunerada que um profissional homem, em grande parte, para financiar esse direito que hoje ela tem.

E vou mais além. Fala-se muito em valorizar essas nobres mulheres que ficam em casa "nutrindo" a nova geração ( ouvi essa frase ontem na TV ), que se dedicam tanto a criar seres humanos "bem ajustados emocionalmente" ( como se quem vai pra creche sempre acabasse sendo um desajustado ), mas agora quero perguntar o oposto. Você, dona de casa, valoriza aquelas que estão aí lutando pra conquistar nosso espaço no mercado? Você valoriza aquelas que batalharam para que hoje mulheres pudessem ser piloto de avião, cirurgiãs, juízas de direito, e não apenas professoras, enfermeiras ou secretárias, como no passado?

Estou falando isso porque fiquei meio cabreira hoje, ao ouvir uma mulher usar a expressão: essas mulheres que tem filhos e os colocam na creche pros outros criarem. E então criar é só trocar fralda, lavar a roupa e esquentar o potinho de papinha? Uma mulher que trabalha não pode ter o tal "quality time" com o filho depois do trabalho, nos fins de semana e nos feriados? E ver ambos os pais trabalhando não é um bom exemplo pra criança?

Atualmente virou moda cobrar da sociedade em geral que respeite-se quem decide ficar em casa cuidando dos filhos, mas porque então esse desrespeito com quem trabalha, cuida dos filhos, cuida da casa e ainda tem que arranjar tempo pra nutrir o relacionamento?


Adriana às 3:10 PM ..........

donderdag, maart 01, 2007

TV bandeirantes, sessão bangue-bange, filme "Pistola de Ouro"

Quando Bart estava no processo de pedir o MVV pra mim, conheceu o GJ, supervisor de RH da Philips que tinha uma namorada Equatoriana que ele tinha acabado de "trazer". Claro que logo um jantar foi combinado para assim que eu chegasse, e de fato depois de uns meses, conheci a V, a vegetariana que só comia camarão, lembram dessa história? Cheguei até a postar fotos nos primórdios desse blog.

Logo no dia que nos conhecemos V. falou horrores de GJ e disse que não gostava mais dele, mas ficava com ele porque não queria voltar para o Equador.

V., como parceira de um holandês tinha direito a estudar de graça, e já estava matriculada no Master da TU Delft, a quase 200 quilômetros de Eindhoven. O plano era ir e vir todos os dias. Assim que soube que poderia solicitar uma "bolsa auxílio" do governo por volta de uns 800 euros e se mudar para Delft, ela o fez. E praticamente perdemos o contato.

Ela porém, me adicionou a uma listinha dela no Hotmail, e menos de um mês depois eu recebi fotos dela com o novo namorado, o F., estudante de mesmo mestrado. Cheguei até a pensar como é que ela fez com o assunto do visto, mas uma vez que não era da minha conta, nem esquentei minha cachola.

Passados uns meses e muitas fotos de F. e V. depois ( ambos em Bruxelas, de pijama no ap dela, de um feriado com a família dele ), encontro o GJ, o primeiro holandês, no supermercado.

- Oi, GJ, tudo bem?
- Tudo, e você e o Bart?
- Tudo bem, Bart está em casa com gripe e eu estou comprando sopinha pra ele.
- Ah, sábado V. também estava mal!
- Nossa, que legal que apesar de tudo vocês ainda continuam amigos...
- Como assim, apesar de tudo? Ela está morando mais longe, mas todo fim de semana ela vem ou eu vou, nossa relação está melhor que nunca!

Adriana com cara de bunda sem saber o que falar...

- Desculpe-me GJ, foi besteira minha assumir que a relação havia acabado, afinal o que são 200 km quando há amorrrrr ( looooove )?

E fui saindo de fininha, com a maior cara de tacho do mundo.

Bloqueei o MSN da menina, coloquei o nome dela no meu ignore list do hotmail e decidi que desse rebosteio eu queria distância!

Eis que ontem, na minha cerimônia de naturalização, quem estava lá se naturalizando também? A V.!!! Vai ser pistoleira assim na China!

Bart acha que no fundo GJ sabe de tudo, só não quer falar pra gente que eles não estão mais juntos.

Eu já acho que ela manteve o GJ "mais ou menos no páreo" por todo esse tempo. Como ela conseguiu levar dois ao mesmo tempo eu não sei, mas vocês acham que um holandês até bonitinho, por volta dos 30 e poucos, agora gerente de RH de uma divisão da Philips ía ficar sozinho todo esse tempo se ela tivesse dado o fora nele? E tem mais, pra ela ter se naturalizado, é porque ela permaneceu todo esse tempo registrada como parceira legal dele, então mesmo que ele quisesse arrumar outra namorada, você namoraria com um cara que fosse legalmente parceiro de outra?

Enfim, continuo querendo ficar longe dessa gente, mas que é uma baixaria, isso é...

Bom, se a minha teoria de que ela levou ele no papo todo esse tempo está certa, loguinho haverá mais um solteiro bom partido no mercado, se é que ela não tomou as devidas providências ontem mesmo...


Adriana às 3:28 PM ..........

Perfil

Adriana, 33 anos, paulista, casada com o holandês Bart, morando em Eindhoven desde maio/2003. Clique no link abaixo para saber como vim parar aqui


.Como imigrei para a Holanda

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