dinsdag, januari 31, 2006

Eu quero!!!

Cliquem aqui XXXX para ver meu novo sonho de consumo!

Mas está 50 mil acima do que queremos pagar, snif snif snif...

Tivemos uma "palestrinha" ontem aqui no trabalho, e entre outras coisas entendi que o melhor é sempre financiar a casa no salário só de um e não do casal, pois assim você recebe mais devolução de imposto. Do meu salário não vai dar, pois posso financiar só 306 mil no meu salário, pro do Bart daria... Mas mesmo assim a gente colocou o limite de 350 mil euros, sem exceção, senão a gente acaba pagando 500 mil, pois casa de 500 mil todo mundo gosta, e a gente não é trouxa nem nada!

Ai que vontade que dá...

Adriana às 12:54 PM .......... |

maandag, januari 30, 2006

Metade da Laranja

Eu cresci numa família espírita que frequentou a Seicho-no-ie por muito tempo. Cresci ouvindo "moças casadoiras" fazendo a "Prece para a outra metade da alma", vulgo a outra metade da laranja, a tampa da panela... Iniciei minha vida amorosa acreditando que eu sou uma fruta pela metade, uma alma incompleta, que só me sentiria "inteira" quando achasse a outra metade. E com isso eu depositei minha felicidade nas mãos de uma outra pessoa, pois eu só me sentia completa quando estava com o namorado. Aos 19 anos, depois de um término de namoro meio doloroso, li uma coluna de uma jornalista que dizia "eu não sou a metade da laranja de ninguém e ninguém é metade de mim, eu sou um ser humano completo".

Eu sou um ser completo... Como minha vida mudou depois que li esse texto. Eu parei de procurar no outro a solução para os meus problemas, entendi que eu teria que me bastar. Você já se perguntou se você se basta? "SE BASTAR" não significa se isolar do mundo, mas ser capaz de ir a um cinema sozinho quando todos os seus amigos tem outros compromissos, ou viajar sozinho se seus amigos não têm dinheiro, dias de férias, ou vontade de ir para os mesmos lugares que você. Em 98 meu sonho era ir para a Disney, minha amiga furou menos de 1 mês antes da viagem, eu fui mesmo assim e me diverti muito. E o mesmo se repetiu quando eu decidi mochilar pela Europa.

Às vezes eu acho que essa história de metade da laranja foi inventada para influenciar a mulher a ficar em casa enquanto o marido ( os homens ) decidem "os rumos do mundo". Isso pode não acontecer agora, mas a algumas décadas atrás... Vejam que a mesma Seicho-no-ie diz que o homem deve trabalhar porque ele é o lado "material" do lar e a mulher o lado "espiritual". Tudo lindo na teoria, mas será que podemos nos dar a esse luxo hoje em dia?

Vejam o caso dos meus pais. Depois de 35 anos juntos, na hora da divisão dos bens tudo 50 / 50 e uma pensão de 25% pra minha mãe. Ué, cadê aquele papo de que ficar em casa cuidando dos filhos / casa tem o mesmo valor para a família que sair e "ganhar o sustento"? Cade a conversa de que o lado espiritual é tão importante quanto o lado material? Vejam bem, depois de 35 anos criando filhos, passando calça com lencinho no ferro pra calça não ficar brilhando ( meu pai odiava calça brilhando ), o juiz disse que o trabalho dela valia 1/4 do trabalho do meu pai. E o juiz ainda explicou que ela estava levando essa pensão "alta" e vitalícia porque casou antes da nova lei de união civil ( de 80 e qualquer coisa ), pois mulheres que casaram depois tem direito a uma "ajuda" por 1 ano ou 2 até se colocarem de novo no mercado.

Como colocaram, há algum tempo eu nem pensava em ter filhos, e agora estou até considerando a hipótese. Graças a Deus a gente amadurece ( os menos inteligentes só envelhecem ), e deixa de tomar certas coisas por verdades absolutas. Sou louca pra ter filhos? Não. Na verdade nem sei o que fazer com o bacuri. Mas quero deixar a porta aberta pra mudar de idéia em 4 anos quando tiver que trocar o DIU. Nunca vi ninguém dizer que se arrependeu de ter filhos, mas já conheci mulheres que se arrependeram por não tê-los. Sei lá se quero passar pela vida sem experimentar ser mãe, mas também não sei se estou tão a fim assim de encarar a responsabilidade.

Pois então, voltando ao assunto... Eu me basto. Putz, se bastar é difícil pacas. Pra me bastar eu tenho que me dar muito peteleco, tenho que me lembrar diariamente de que meu marido é muito importante pra mim, mas eu sou mais. A opinião dele é muito importante pra mim, mas a minha é mais. Não adianta nada ele me achar um gênio se eu estou me sentindo estúpida, o que torna muito mais difícil pra ele me colocar pra cima quando eu estou down. Mas daí eu me dou um peteleco e me relembro que eu sou inteligente, capaz e eu me basto, então tenho mais é que correr atrás do prejuízo e não ficar em casa chorando as pitangas. A última crise "down" foi a do "quero um emprego mas ninguém me quer", double putz, essa foi difícil de superar. Mas passou. Ah, me bastar é tão complexo, e o post já está enorme, né? Então nos bastemos e boa semana pra todo mundo.

Adriana às 2:42 PM .......... |

donderdag, januari 26, 2006

Ping Pong

Isabela: Você tocou num ponto interessante, aos 22 / 23 eu era totalmente imatura, imagine se tivesse tido um bebê naquela idade?

Luciana: olha, o lance de emagracer antes de engravidar é pra ter uma gravidez de menor risco, sem diabetes, sem pressão alta e um parto mais fácil. Sinceramente, eu tô pouco me lixando se não vou caber num jeans depois. Banha a gente emagrece ou disfarça, um parto de risco pode custar a vida do bebê e da mãe.

Márcia: amo ouvir dessas mulheres que tiveram seus filhos mais tarde. Posso estar iludida, mas acho que esta criança vem na melhor fase da mulher.

Eliana: a resposta é bem simples... EU QUERO TUDO! E ninguém me venha falar que não é possível porque é, eu tive vááááários exemplos na GM. Só é preciso querer, pois fácil não é. Fácil é ser executiva reclamona, resmungando que teve que sacrificar a vida pessoal quando na verdade ela não quis é encarar o desafio de ter filho e continuar sua carreira. Fácil também é ter filho e ficar em casa resmungando que teve que sacrificar a carreira pra cuidar dos filhos. Se a pessoa opta por não ter filhos é pra nunca resmungar ou reclamar, foi sua opção. Se opta por tê-los, é pra não ficar dando uma de Linette ( Desperate Housewives ) sempre choramingando pelos cantos que teve que fazer o supremo sacrifício, que se sente emburrecida, que isso que aquilo. É Eliana, eu quero TUDO. E como não tenho medo de uma boa briga, de desafios, de tempo ruim, vou me preparar para daqui a alguns anos encarar o touro à unha. Não sonho baixo, mas uma vez que o sonho está na minha cachola, eu não sento e fico esperando Papai do Céu me dar tudo de mão beijada, eu vou a luta. Nada do que eu conquistei veio fácil, sei que dessa vez não será diferente. Mas querer é poder, né não? E eu quero!

Pururuca: devagar com o andor. Tô falando que em 4 anos, antes de recolocar o DIU eu vou reconsiderar o assunto. Se eu estiver na mesma toada doida que estou hoje, não tem condição. Se já estiver trabalhando mais perto de casa, se Bart também quiser, vou tentar. Aliás, tenha fé que este fim-de-semana devo terminar de copiar seus DVD's.

Adriana às 10:09 AM .......... |

woensdag, januari 25, 2006

Jogando conversa fora

Estou aqui em Wales, muitas reuniões, jantar pra lá de bom, e nada pra se fazer depois das 8 da noite. Eu podia ir pra piscina aquecida ou ficar no bar tomando alguma coisa ( tem uma lareirona linda ), mas nenhum dos dois fazem meu tipo. O jeito é ficar assistindo TV sem graça e pensando na vida.

Porque será que a felicidade de uns é o "deusquemelivre" do outro? Mais precisamente: porque eu tenho esse horror da vida de dona de casa? Porque eu não desejo pra minha vida o que tantas mulheres desejam: marido - filho - casa?

Eu sei que o dia-a-dia da dona de casa não é fácil, ninguém reconhece o trabalho dela, não há fim de semana, e blá blá blá, mas... o "cargo" de dona de casa é tão fácil de conseguir! Vejam só, eu já sou casada, tenho casa, me faltaria só o filho. O filho e os apetrechos modernos da dona de casa: aspirador de pó que aspira também água e não tem aqueles sacos de papel dentro, forno grandão pra fazer bolo e cookies em casa, processador de alimentos com 1001 utilidades e um carro station wagon. Tudo isso seria muito mais fácil de conseguir do que um emprego na minha cidade, do que a promoção que eu quero em Abril, que essas intermináveis viagens para lugares remotos. Agora querem que eu vá visitar um fornecedor na Slovênia, e eu nem sei onde fica a Slovênia! Anyway...

O negócio é que só de pensar em ficar em casa limpando, cuidando de bebê, cozinhando, me sobe um calorão que sinto as orelhas queimando. Será que é trauma de ver minha mãe a vida inteira querendo fazer outra coisa mas tendo que ficar em casa porque meu pai não a motivava?

Hoje eu tiro motivação ao ver que eu economizei XXX euros para a minha empresa, que encontrei um fornecedor novo com preços ótimos, que consegui evitar um aumento de preços de quase XXXX euros. Tento imaginar de onde eu tiraria a mesma motivação do trabalho doméstico e não consigo. Fico pensando: e o que eu farei no dia que o bacuri for pra escola, sento e espero ele voltar pra sujar a casa?

O negócio é o seguinte: esse ano faço 33, já está na hora de o tal relógio biológico decidir se vai bater ou não. Preciso decidir se daqui a 4 anos vou recolocar o DIU ou... vocês sabem o quê. Acham 4 anos muito? Pfff... Tá logo aí. Em 4 anos tenho que comprar uma casa que tenha um quarto livre, arrumar um emprego em Eindhoven, emagrecer pra não ficar uma grávida gorda, com pressão alta, etc e tals, pesquisar creches e au-pairs, convencer FH de que ele quer sim ser pai, e o principal: preparar-me psicologicamente.

Pois é, parece que virei gente grande. Ui.

Adriana às 2:24 PM .......... |

zondag, januari 22, 2006

Top Models

Pra que gastar um dinheirão em quadros e pôsteres quando se tem 2 top models em casa?

Ontem peguei as fotos que o Digníssimo Sr. Cônsul fez dos meus bebês em outubro. Sei que fotografar gatos filhotes é muito difícil, por isso quando Consul falou que não tinham ficado grande coisa, eu achei que era verdade. Gente, pura modéstia, tem foto alí que me daria uma boa grana se eu fosse vender pra essas Hallmarks da vida. Já escolhi 2 para virar poster.





Mas como as fotos são de outubro, eles ainda parecem pequeninos. Essa é uma mais atualizada.



Mas a foto que mais gostei, tirada pelo Cônsul, foi uma que consegue captar 1/1000 da felicidade que eu sinto cada vez que chamego um dos meus bebês.



Amanhã conto da feijoada na casa da Holandesa!

Adriana às 12:47 PM .......... |

vrijdag, januari 20, 2006

Que nhaca, que meleca, que *$%+#

Tô de péssimo humor, com a macaca, morrendo de dor de cabeça e na hora de salvar o post aperto um crtl V e substituo tudo por um link cretino. Aghhhh...

Tinha escrito um post lindo, todo estruturado, começo-meio-fim, como manda o figurino, e foi tudo pro beleléu. Vai ver que é o Divino me mostrando que não adianta falar nada da desinfeliz da blogueira que arruma briga com todo mundo ( inclusive aqui ), que vivia se pegando no Orkut com outra blogueira, que apesar de dizer que não tinha tempo pra nada passou horas escrevendo postizinho sarcástico sobre uma terceira blogueira, e agora tá lá toda cool, toda cheia de "eu não faço isso", eu sou pheeena. Como é o negócio do mangalarga pé de pato três vezes? Vixi Maria, deixa eu ir lá me benzer e voltar loguinho, tá?

Tem cada cooooisa nesse mundo...

Uma sexta-feira cheia de sal grosso e arruda pra todas nós!

Adriana às 4:22 PM .......... |

dinsdag, januari 17, 2006

Corpo Mole

Ai meu Deus, eu me contorço cada vez que essa mulherada holandesa abre a boca sobre o assunto.

Estava no jornalzinho Metro dessa semana: mulheres holandesas consideram impossível conciliar um trabalho de maior responsabilidade com filhos.

Vejam bem minha gente, elas não acham difícil, acham IMPOSSÍVEL. Me contava uma amiga que trabalha numa multinacional grandona aqui na Holanda que numa dessas reuniões gerais a mulherada perguntava se a empresa ia ampliar as possibilidades de trabalhar meio-período, e aí levantou uma dona lá, holandesa mas que viveu na Suiça por muitos anos, e falou que ela teve filho e continuou no emprego dela, e não morreu. A mensagem da dona: é possível. A coitada quase foi apedrejada, mas tudo bem.

Pois então: É POSSÍVEL. Não estou dizendo que é a coisa mais fácil do mundo, afinal se até gatos dão trabalho, imagina um bebê, mas quem quer consegue. O negócio é querer.

É como diz minha colega de trabalho que tem a mesma idade que eu, um filho de 12 anos do primeiro casamento e está grávida do atual marido: hoje em dia, mãe que fica em casa lambendo a cria tem é medo da criança ser mais independente e pensar que a mãe não é tão necessária assim. Touché. O filho dela é um amor, super centrado, ótimo aluno e um adolescente não tão aborrecente. Ela sempre trabalhou e mesmo agora, com 2 filhos, trará uma au-pair e continuará trabalhando. Porque o negócio é querer.

A holandesa aqui do lado outro dia ficou indignada quando eu disse que casal que tem bebês tem que adaptar suas férias de acordo. Falávamos sobre acampar com bebês e quando eu disse que barraca de camping e bebês não combinam ela ficou brava, falou que o casal não deve mudar seu estilo de vida por causa dos filhos. Caramba, parar de trabalhar pode, parar de acampar não? Que lógica é essa? Tá vendo quando eu digo que o negócio é querer?

Aí vem a turma do "eu quero parar de trabalhar para curtir a primeira infância do meu filho". Mas e o coitado do pai, tem escolha? Se ele quiser, pode parar de trabalhar para curtir a primeira infância do filho? Claro que não, ele tem é que trazer din-din. Querendo ou não, quem tem que carregar a casa nas costas é o desinfeliz do pai. Pra ele, não adianta querer...

No fim, a holandesada tá é c****** e andando pra minha opinião, e tão tendo seus filhos. E não é nem um ou dois por casal, aqui o negócio só tá "bão" de três pra cima. Melhor pra mim, afinal alguém tem que gerar futuros pagadores de impostos pra garantir nossa aposentadoria. No fim, eu acho mesmo que é tudo um complô do governo pra gerar mais renda, pra economizar em contraceptivo, pra povoar a queijolândia e perpetuar a raça dos tamancudos.

Como é que diziam no Big Brother? Estou de olho...


Adriana às 10:06 AM .......... |

donderdag, januari 12, 2006

Ser or não ser?

Eu detesto indecisão. Detesto gente endecisa, detesto quando estou indecisa, detesto protelação, dúvida, gente em cima do muro. Um dos meus maiores pavores é virar uma indecisa. Aghhhhh...

Para minha agonia eu tenho crises de indecisão. Começa com uma coisa e vai crescendo, crescendo, até tomar conta. Parece letra de música brega.

Já no ano passado eu dizia que em 2006 eu ia começar janeiro mandando CVs e fuçando empresas em Eindhoven. Janeiro já está quase na metade e eu fico: mas eu quero mesmo mudar de emprego? Vale a pena? A verdade é que eu queria ter o meu emprego ( com colegas ótimos, cargo interessante, salário legal ) na esquina de casa. Agora me digam, o que é melhor aguentar: a distância e conseqüente viagem de trem todos os dias ou aquele pesadelo de se arrumar bonitinha pra fazer entrevista, ficar nervosérrima, ter que disfarçar aqui na empresa, passar por zilhões de entrevistas com as mesmas perguntas bestas, ficar ansiosa esperando a resposta... E no dia que a resposta for sim, se adaptar a novos amigos, a um novo trabalho, a um novo produto, etc etc etc... No fim, essa indecisão está afetando toda a minha vida.

Não consigo decidir sobre as próximas férias, não consigo decidir sobre a melhor data pra trazer minha mãe, não sei se a levo pra Roma ou Paris. Não decido se quero cortininhas de tecidinho leve ou de veludo, se compro tapete bege ou marrom, se contrato a tal empregada, se chamo os poloneses pra pintar o hall e escada ou me meto a fazer eu mesma já sabendo que FH vai ajudar muito pouco. Compro o carésimo creme para olhos da Lâncome ou continuo usando meu Olaz baratinho mesmo? Pago 120 libras na bota pra gordos ou uso a grana pra comprar um PSP? Castro meus bebês agora ou espero mais uns 2 meses? Faço a South Beach ou Vigilantes? Mando Bratz ou Barbie pra Fê ( minha sobrinha )? Compro o terninho de lã caro na Promiss ou dois de veludo mais baratos na Miss Etam?

Hoje existe tanto personal-tudo ( trainer, stylist, buyer ), será que podiam inventar um personal-decision maker? Essa indecisão leva à procrastinação, outra coisa que detesto. No fim eu acabo indo de férias para um hotel xexelento porque quando decidi para onde ir já estava tudo esgotado, quando decido em que mês trazer minha mãe pago o dobro na passagem porque não comprei antes, a sobrinha passa o niver sem presente, a sala continua parecendo quarto de república, e as banhas tomam conta porque não decido que dieta fazer!

Eu juro, juro mesmo que na semana que vem vou estar melhor humoradinha, mas ceis têm que concordar que com esse tempo cretino não dá pra ser feliz. Hoje a neblina era tanta que eu quase fui atropelada na avenida perto do escritório. E o frio de tiritar os ossos? E a humidade que lambeca os cabelos da gente? Ecaaaaaaaaaaaa...

Adriana às 2:48 PM .......... |

woensdag, januari 11, 2006

Sonho de Consumo

Meu novo sonho de consumo é um Dotô das Idéias, Psicólogo, psiquiatra, shrink... Estou ficando (mais) crica, mais cheia de manias, uma louca. Ho ho ho, um monte de gente vai me dizer que eu já sou louca faz tempo. Aliás, eu nem sei porque, mas um monte de gente me acha tã tã das idéias. Whatever...

Aliás, engraçado como um monte de gente acha um monte de coisas de mim. Dei muita risada do comentário da Pururuca ( benhê ), que falou que eu não ía gostar das botas porque não são pheeeenas. Justo eu que sou tão brega? Purú ( short for Pururuca ), eu estou de meia de esquiar comprada no mercado pra aquecer as patas, minhocão ( ou thermal underwear pros pheeeenos ) comprado na farmácia ( Kruidvat ), e camiseta de manga comprida da Hering por baixo da camisa. Só gente brega ( como eu ) usa meia de esqui se não está esquiando, minhocão ( putz, minhocão é brega demais ) e camiseta comprida por baixo da camisa. Aliás, no dia que fui na loja brasileira a Holandesa estava tão pheeeena que eu fiquei até deprimida. Terninho, salto alto, sobretudo. Eu com uma roupa daquelas no trem congelava. E quanto às botas da Pururuca... Fia, essas botas são pheeeenas, são o último grito da moda, são as UGGS, que todo mundo em Roliúdi usa ( mesmo que lá nunca faça menos de 20 graus ). Já vi J-Lo com elas, Jessica Simpson, SJP, Britney... Aqui tem as originais e as genéricas. Só não comprei as genéricas porque não são a prova d'água, e calçado não a prova d'água na Holanda é dinheiro jogado no lixo. E as originais são os olhos da cara, e esportivas demais pra usar no trabalho. É muita grana pra usar só no fim-de-semana.

E por falar em a prova d'água, olhos da cara e lixo, por mais que eu tente, não consigo evitar a tal depressão de inverno. O pessoal aqui no trabalho já notou que eu estou mais quieta, mas jururu, já de manhã chego com a cara fechada. A holandesa do meu lado me sugeriu bronzeamento artificial, trouxe até uma reportagem que diz que uns raiozinhos lá combatem depressão de inverno, será? Só sei que não quero ficar laranja que nem as véias antes do verão. Só tenho vontade de dormir debaixo das cobertas e mais nada. Isso é muito, muito ruim. E nossas férias para a Turquia em maio não vão sair, parece que a coisa tá feia na Turquia com a tal "bird flu" ( como é que estão traduzindo isso pro português? ). Necessito sentar numa cadeirinha, sentir o sol quentinho na pele ( e sol quente aqui na Holanda não é redundância ), mergulhar na água pra me refrescar ( e não para me esquentar, como na banheira ). Quero sentir as bochechas queimadinhas, ouvir minhas havaianas arrastando no chão áspero ao lado da piscina, quero vestir canga!!!!!!!!

Prometo que logo logo paro de reclamar da vida, tá?

Abaixo, as fotos das UGGS da Pururuca. Tem mais UGGS no site da marca, obviamente www.uggs.com



Adriana às 3:59 PM .......... |

dinsdag, januari 10, 2006

Finalmente

Finalmente fui à Finalmente Brasil ( loja de produtos brasileiros em Amsterdam ). Tinha uma lista imensa de coisas que eu queria comprar, mas depois da devassa pré-natalina, pouco sobrou. Itens que comprei: trigo para kibe, preparado para curau ( que Holandesa esclareceu ser canjiquinha no Norrrrte ), pacote de biscoito de aveia-mel, creme de cebola da Maggi, guaraná e suco concentrado de maracujá. Faltou: carne seca, calabresa, preparado para pão-de-queijo, goiabada, bono de chocolate. Preços? Ho ho ho. Basta dizer que o pacotinho de sopa custou Euro 1,95 - assalto à mão armada.

E na lanchonete que fica nos fundos, mandamos ver em coxinha, pão-de-queijo e guaraná, bem no estilo "buteco" ( boteco com o é muito fino ). E é claro que a "clientela" não decepcionou, tinha uma dona lá, acompanhada de uma lata de Antárctica ( e outras tantas vazias do lado ), que em 10 minutos nos "informou" que é da macumba, que já tem "21 anos de Europa e 16 de Holanda", que vai voltar ao Brasil de férias depois de 4 anos, que está sem namorado e que da última vez que foi achou que o Brasil continua com muitos "pobrema". Ela também anda de "bicicreta", e é fã da Mara ( aquela que não é mais maravilha ). É baiana com muita honra, foi pra SP em 88, comeu alho e cebola pela primeira vez lá, e detesta o Datena. Se a gente deixasse, em mais 10 minutos íamos saber até o prontuário médico da dita. Ah, e como muito brasileiro morando no exterior a tempos, ela desandou a me dar "conselho", claro. Agora eu te pergunto: quão integrado está na sociedade holandesa uma pessoa que vai habitualmente a uma lojinha brasileira em Amsterdam pagar 4,50 euros numa latinha de "ceva" ( ou várias latinha de cerveja - e o "ceva" é dela, não meu ), senta num banquinho desconfortável por horas conversando com outros brasileiros?

Aí você diz: ué, mas você não estava lá? Sim, estava, e isso não tem nada de mais. Sinto falta de alguns produtos brasileiros e quero preparar alguns doces pra trazer pro escritório. O que eu acho perda de tempo é ficar se agarrando numa realidade que não devia ser nossa realidade, e que a bem da verdade, não é. Difícil explicar, difícil entender. Ali naquele botequinho eu tive um "flash" e por um segundo me senti num daqueles botecos de periferia. Um balcão com uns salgadinhos meio secos expostos, uma galera tomando Antártica gelada ( detalhe: faziam 2 graus negativos lá fora ), falando alto, e jogando conversa fora. Um universo parelelo, um gueto. Me senti mal, não quero se melhor que ninguém - brasileiros ou holandeses, mas também não quero fazer parte de gueto. Sempre que nosso grupinho brasileiro se encontra sai farra e invariavelmente comidas brasileiras, a diferença é que no dia-a-dia não movemos terra e céu pra tomar uma Antarctica absurdamente cara, sentar num banquinho desconfortável e fingirmos que estamos num barzinho do Méier. O mais fácil é ir pra um café, comer um broodje qualquer com uma Heineken, ou então comer uma sopa acompanhada de vinho. A maior prova de que esse povo está fora de si é pagar 4,5 euros por uma latinha de cerveja. Beertje?*

* Cervejinha

Adriana às 1:54 PM .......... |

maandag, januari 09, 2006

Fazendo pensamento positivo

Hoje eu não devia ter saído de casa. Acordei 5 da matina com pontadas no estômago, coisa que nunca tive. Pensei em ficar em casa, mas pontada no estômago não passa com sonequinhas na cama quentinha, e dor por dor, melhor ir pro escritório.

Às 6:10 abri a porta para ir pro ponto de ônibus e o Plato escapou. Ele nunca escapa de manhã, geralmente ele acorda, come e vai pro quarto acordar FH, mas hoje tive que correr atrás de gato no meio da escuridão. Atrasada fui pro ponto, e o ônibus não veio. Ficamos ( eu e meus costumeiros colegas de ônibus ) reclamando meia hora no frio, eu só pensava que está mais do que na hora de comprar a tal mobilete. Eis que um moleque de mobilete faz a curvinha na contra-mão e se estabaca contra o vidro da casinha-ponto-de-ônibus. Eu quase morri do coração, foi vidro pra todo lado, e o moleque lá caído, nada de acordar. Alguém ligou pro 112 ( emergência ) e quando o ônibus chegou ninguém sabia se a gente ficava ou ía. O ônibus ligou de novo pra ambulância que já estava pra chegar, alguém se ofereceu pra ficar com o menino ( ainda estirado no chão ) e nós fomos pra estação. Chegamos atrasados e faltavam 2 minutos pro trem sair, uma correria, coidepobremesm.

Estou com aquela sensação de que tudo isso foi um aviso pra eu ficar em casa. Estou aqui no trabanho mas estou com uma pulguinha atrás da orelha.

Mudando de pato pra ganso

Alguém aqui sabe se há como fazer botas de couro sob medida? Porque vou te falar uma coisa, eita gente burra pra fazer botas, viu... Só pode usar botas de cano longo quem tem cambitinho, senão a bota entala. Quando eu estava com 65 quilos ( meu mínimo ) eu comprei um par de botas que quase me amputou a perna, de tanto que prendia a circulação. Como eu estava usando 42/44 achava que tava podendo... Comentei com uma vendedora da Birello e ela disse que era uma reclamação bem frequente, mas que nenhum fabricante fazia circunferências diferentes para o cano da bota. Cheguei a perguntar pro meu médico cirurgião se eu podia fazer mesoterapia ou algo assim na batata da perna, mas ele olhou e disse que não havia gordura pra ser queimada naquela área ( bom tempos aqueles ), ou seja: estou fadada a uma vida "desbotada".

Eis que vejo um mulé bem "recheada" no trem hoje com botas até o joelho. Notando que ela era americana, me atrevi a perguntar sobre as botas. Hand-made, ela me disse, em sei lá onde do Tenessee. Eu não posso ir ao Tenessee mandar fazer botas, mas se eu encontrasse algum lugar por aqui ou no Brasil, pagava o que fosse por um bom par de botas pretas de cano longo. Alguém aí sabe onde se pode mandar fazer calçados sob medida?

Adriana às 10:46 AM .......... |

zondag, januari 08, 2006

Minhanossasinhora

Por favor me acorrentem e me mandem pro Juqueri Holandês se eu comprar mais uma calcinha este ano. Ontem fui dar uma geral no armário pra guardar as compritchas dos EUA. Gente, achei 31 sacolas da Miss Etam. Trintaeuma, fora as roupas que comprei em outras lojas, fora as sacolas que joguei fora, fora as sacolas que usei. Se a gente tirar uma média de 20 contos por sacola, tá aí uma mostra do esparrame de euros que eu gastei em roupas sem perceber. E indo mais além, meu armário estava tão lotado que tive que fazer uma limpa e jogar roupas velhas fora. Quatro sacolas enormes do AH me aguardam no hall, levarei-as para aqueles conteineres de doação. Tenho que me controlar mais. TENHO QUE ME CONTROLAR MAIS!

E a chatisse toda passou com banhinho de banheira e chamego dos meus gatitos. FH também está de mal-humor, vai ver que é contagioso. Mas um bom banhinho, um livrinho e gateeenhos pra acariciar resolvem qualquer cara feia.

Adriana às 9:20 AM .......... |

vrijdag, januari 06, 2006

Aghhhhhhhhhhhhhhh

Eu tô um porre tão grande, mas tão grande hoje, que nem eu tô me aguentando. Já tentei comer docinho, chocolatinho, tentei ler um pouquinho de Gibi da Monica online, mas nada, nada mesmo está me tirando dessa malacafentice em que me encontro.

Será que dá pra vocês me dizerem o que se faz quando nem a gente mesmo se suporta? Qual o seu truque?

Adriana às 2:34 PM .......... |

donderdag, januari 05, 2006

Do your eyes light up?

Seus olhos se iluminam quando seu filho entra na sala?

Quando ouvi essa pergunta numa entrevista com a Toni Morrison ( Nobel de literatura 1993 ) quase mudei de canal. Até ela vai entrar nesse papo de auto-ajuda, de achar que meus pais são culpados por todas as minhas esquisitices, auto-aceitação, conexão, etc etc e etc?

Mas a admiro o suficiente para continuar ouvindo.

"Porque quando eu era criança, assim que eu entrava na sala minha mãe já me corria os olhos dos pés à cabeça, mandava limpar os sapatos, arrumar os cabelos, ajeitar a saia. Era sempre o mesmo olhar crítico, e embora hoje eu saiba que essa era a única forma dela expressar o seu amor por mim, na hora eu só conseguia pensar: o que está errado agora? Aquele olhar foi criando a jovem com baixo-autoestima que eu fui.

E o que eu queria? Queria ter uma mãe como aquelas que assim que vêem seus filhos nem notam que as mãos estão sujas, os sapatos cheios de terra, que os cabelos estão desalinhados. Queria que minha mãe sempre sorrisse ao me ver, e que seus olhos sempre se iluminassem quando eu entrava na sala."

Eu raramente, muuuito raramente, me identifico ou concordo com essas teorias psicológicas, mas nem consigo exprimir aqui o quanto essas palavras me tocaram.

Eu, assim como a Toni Morrison, não duvido do amor da minha mãe, mas foi muito duro, difícil mesmo, crescer competindo com o irmão perfeito. O olhar dela se iluminava ao ver meu irmão entrando na sala porque ele estava sempre limpinho, arrumadinho, sempre ali com seus carrinhos e Falcons. E eu, eternamente desgrenhada, descabelada, joelhos ralados, correndo, queria ( oh audácia ) o mesmo olhar iluminado.

Não posso dizer que cresci sem auto-confiança, mas tenho uma dificuldade enorme em lidar com críticas. Fui aprender o significado de crítica-construtiva beirando os 30 anos de idade. Até hoje uma criticazinha do gerente é motivo pra semanas de auto-punição e noites insones.

Hoje a maioria das minhas amigas tem filhos pequenos ou estão planejando ter. É a praga dos 30. Só espero que essa minha geração tenha aprendido que não há mancha que OMO ( or Ariel ) não lave, que não há terra que o aspirador de pó Philips não tire do tapete, que cabelo despenteado agora é até moda. Que o único olhar que nossa geração tenha para os filhos seja um olhar infinitamente iluminado.

Adriana às 1:54 PM .......... |

woensdag, januari 04, 2006

Adriana, a pensadora - momento filosófico

Todo mundo fica arranjando mil desculpas ou motivo pro sujeito ser gordo. O fulano come para se proteger de alguma coisa, come pra se confortar de outra coisa, come como fuga de realidade, e outros mil "Dr.Phil motivos". Eu devo ser diferente, porque eu como porque gosto. E só.

Tem neguinho que fuma porque acha o cigarro relaxante, eu acho fedido. Tem neguinho que bebe porque acha que o alcool o deixa mais "soltinho", eu me sinto uma tonta descoordenada. A Gwyneth Paltrow adora peixe magro com misso insoso, eu gosto de porkribs, lasagna e cookie de chocolate.

Se eu for dar trela pra tudo que inventam pra emagrecer, tô funhenhada. A Oprah diz que você tem que fazer a conexão. Caracas, que conexão? Alguém tem um modem aí? O Dr. Phil diz que você tem que se convencer que você merece ser cuidada, caracas claro que eu mereço, eu sou mais eu, né não? E cada guru vem com um bla bla bla diferente, mas no fim, é tanto lero-lero que eu tô é perdidinha.

Sabe qual vai ser minha dieta em 2006? Rezar, rezar muito pra Papai do Céu ter pena de mim. É nessa hora que a gente vai nessas casas de produtos naturais e compra tudo que é ervinha que promete emagrecer. Desespero, desespero puro.

Aliás, desde que cheguei, 4 amigas já vieram me falar que estão de dieta ou que precisam fazer. Ho ho ho, ano novo, todo mundo tentando cumprir as promessas feitas debaixo dos fogos de artifício. Same ol' same ol'...

Momento filosófico 2

Como resolver meu dilema geográfico? Eu não quero mudar de emprego porque ADORO o meu, mas como continuar nessa toada Eindhoven-Hoofdorp todo dia? E o trem rápido pra Schiphol foi adiado pra março. Prometi que jamais iria reclamar do emprego, dois anos desempregada me ensinaram a levantar as mãos pro céu por ter conseguido meu emprego-legal-na-minha-área-de-atuação, mas... deixa eu reclamar então dos trens. Caracas, que complicação pode ter tido a tal pro-rail, já que nem choveu, nem nevou tanto até agora? Tjonge Jonge mil vezes...

Momento profundamente filosófico

E como tudo acontece por uma razão, eu acho que Deus colocou essa viagem aos EUA na minha vida pra eu começar outro capítulo na jornada. Eu amo viajar, todos sabem disso. A viagem pros EUA foi tudo de bom, mas me mostrou que não tem lugar perfeito. Se eu viajava tanto na esperança de achar um lugar onde eu morresse de vontade de morar pro resto da vida, então não preciso viajar mais, porque pelo jeito é na Holanda que eu vou viver pelos próximos 30 anos. Portanto, está na hora de aquietar o faixo e mudar o foco.

Este ano vamos viajar de novo sim, mas vamos viajar baratinho. Maio devemos ir para a Turquia, num daqueles all inclusive para não gastar com comida. Parece que vai sair 500 eurocontos por cabeça, na semana do tal Hemelvaarts. Para Antalya, saindo de Eindhoven.

No meio do ano trarei minha mãe para a Holanda pela primeira vez. Queria trazer as crianças também, mas quero trazê-los quando eu puder tirar mais de 2 semanas de férias para poder passear muito com eles. Isso economiza minha viagem e do FH em dezembro pra terrinha.

E porque estaremos gastando menos com viagens? Porque queremos mudar de novo. Eu adoro nossa casa, mas FH é espaçoso, muito espaçoso. Eu não vou ficar tentando desentortar banana, ele não vai mudar. Melhor comprar uma casa maior, com o tal hobbykamer que ele quer, uma cozinha maior pra ele não implicar com meus potinhos de plástico socados num canto, e um quartinho pros meus gateeeenhos, assim todas as tralhas deles ( inclusive o imenso klimpaal ) ficam concentrados num canto só. E um escritório/quarto de visitas pra mim.

Estou estimando que a nossa prestação vá dobrar, de 650 que pagamos hoje para mais ou menos 1300. No fim da uns 8000 a mais por ano, mais ou menos o que gastamos nesse mês de férias pros EUA. Isso sem falar que com uma casa maior, gasta-se mais com aquecimento no inverno, provavelmente mais com energia elétrica, e eu vou definitivamente ter que arrumar alguém pra arrumar a casa 1 vez por semana.

Gente, nunca pensei que eu fosse trocar minhas viagens por um hobbykamer ou uma cooking island, será que eu estou ficando velha?

Adriana às 11:34 AM .......... |

dinsdag, januari 03, 2006

Couch Potato, carrot, brocoli, the whole salad!

Já falei pra vocês que meu sofá é uma coisa de louco? É eu sentar no bichinho os olhinhos já vão fechando...

Eu ainda estou colocando o sono em ordem, e como eu tinha acordado 3 da madrugada na noite anterior, ontem antes das 9 eu já estava de pijaminha debaixo do edredom. Dormi "bunito" até 2 da matina, quando um avião me acordou. Avião, 2 da matina em Eindhoven? Era o FH roncando, gripado até os cotovelos. Cutuquei o belo, mas 2 minutos depois o avião fanho estava de volta. Catei meu travesseiro e fui pro sofá... Ah, o sofá... Foram as melhores 3:30 hrs de soninho da minha vida. Saí de casa deixando FH dormindo com os gatos - "pra fazer companhia". Sei...

E no trem continuei assistindo Oprinha. Desta vez comecei pelo dvd 1, gente, o que é aquilo, chorei tanto que o vizinho de cadeira me deu lencinho... Me enchem os olhos de lágrima só de lembrar. Valeu cada um dos 42 doletas que eu paguei.

E falando em TV, Holandesa me falou que tá vendo Record de graça na TV por satélite. Mara ( que não é mais maravilha ) nem de graça, tinha é que me pagar pra ver aquela meleca. Dá pra alguém me dizer porque depois que ela virou crente só vive de olhinho de peixe morto e voz mole? Eu hein, parece que está gripada entupida de Naldecon ( dos antigos, sem cafeina ). Eu tento, juro que tento respeitar todas as religiões, mas Universal é duro de engolir. Evangélicos eu já acho cosi-cosi, é só louvar ao senhor e pedir isso e aquilo, mas vamos deixar pra lá que religião não se discute, né? Minha tia, que foi espírita a vida inteira, médium e tudo, com uns problemas que andou passando "virou a casaca", virou crente. Foi no centro espírita e ouviu que o problema dela tinha raízes profundas, ouviu a explicação para o que estava acontecendo, e ouviu que ela tinha que fazer isso, aquilo, estudar, orar, observar, e dar tempo ao tempo. Difícil, muito difícil quando se está desesperado, mas eu que sei qual o problema e o proposto pelo centro, acho tudo muito razoável. Ela não. Mais fácil é acreditar no pastor que prometeu que se ela for ao culto todo sábado e doar X reais por mês, em 3 meses o problema está resolvido. Será que seu eu doar 3X, o senhor resolve meu problema em um mêsinho só?

Adriana às 1:01 PM .......... |

maandag, januari 02, 2006

No tronco

Estou de volta ao batente! Caracas, 349 e-mails, começo por onde?

Ainda estou o bagaço, tenho sono as 6 da tarde e não consigo dormir depois das 3 da manhã. Hoje vou estar um caco quando chegar em casa...

No dia 31 comprei um peitão de peru, temperei, coloquei uns bacons e fui dormir. Acordei quase 10 da noite, assei o peitão, fiz creme de milho e arroz, comemos tiramissu do AH, e vimos os fogos. Puxa, esse ano o povo estava empolgado, foram mais de 20 minutos de fogos non-stop, os gateeenhos quase infartaram. Bebemos champagne e fomos dormir. Aí eu não conseguia dormir. Tjonge Jonge!

Comecei a assistir os DVD's da Oprah, bão dimais! Uma pena que as entrevistas com os famosos foram editadas, passam uns 3 minutos de cada famoso, mas passa a batalha dela para emagrecer, programas antigos, até o teste dela pra entrar na emissora está lá. São 6 DVD's, tenho muitas horinhas de trem pra desfrutar da minha Oprinha. Estou vendo no Laptop, já que FH não é grande fã.

Aos poucos vou contando mais da viagem, mas nossa primeira cidade, Orlando, foi tudo de bom. O hotel da Disney era o mais barato dos resorts, mas ainda assim era muito bom. Camona confortável, geladeirinha que não cobraram a mais ( custava 10 doletas por dia ),banheiro novinho e grande, 2 piscinas, decoração legal e o melhor: transporte gratuito para todos os parques, horários especiais nos parques ( 1 hora mais cedo ou 3 horas a mais depois de fechar ), podíamos pagar tudo com o cartão do hotel.

Os parques estavam super vazios, exatamente como em 1998, quando estive lá na mesma época. O negócio deve estar indo bem no Brasil, pois a brasileirada estava atacando em peso, pena que estão sempre naqueles hotéizinhos ao redor da 5000 International Drive e na maioria das vezes atrás de guia de turismo. Tinha um grupo num outlet se descabelando porque só tinham 2 horas pra compras, tinha até uma mulher lá chorando. Os hotéis da parte "brasileira" da international drive custam o mesmo que os hotéis mais pro sul ( por volta do numero 9000 ) e tem qualidade bem inferior, mas a brasileirada não sabe. E alugar carro em Orlando é tão fácil e barato, pra que ficar preso a guia de turismo? Anyway.

Bart adorou os parques, nos divertimos em todos, mas achei o MGM bem melhor que da última vez, o EPCOT continua demais ( meu preferido ), o Animal Kingdom continua sem-gracinha, e o Magic Kingdom eternamente lotado de criancinhas de colo e bebês. O que o povaréu vai fazer com bebê na Disney, alguém sabe me explicar?

A Universal continua legal mas me pareceu menor dessa vez, conseguimos fazê-la em pouco menos de um dia e o novo parque Islands of Adventure tem umas montanhas russas radicais, mas é pequeno.

Orlando / Kissimee em si mudou muito pouco, os mesmos hotéis, as mesmas lojas, os mesmos malls. Tem bastante outlets novos, em 98 tinha só o Belz, agora o Belz mudou de nome ( Prime ), tem um tal de Premium ( muito bom ), e acabamos parando em mais um que eu não me lembro o nome. Compramos bastante na Timberland, na Reebok, algumas coisas na Tommy ( mesmo o outlet ainda é carinho pro meu bolso ).

O que pesa muito no bolso em Orlando é comida. Café da manhã no hotel não saia por menos de 7 dolares cada, por isso assim que pegamos o carro fomos ao Wal-Mart e enchemos a geladeirinha. Tudo que compramos no mercado custa mais nos EUA do que na Holanda, mas ainda é mais vantagem do que ficar pagando café da manhã no hotel. No almoço comíamos uma "Turkey Leg" ou alguma outra coisa nos parques. Jantamos quase todos os dias no TGI Fridays, no IHOP, fomos 3 vezes no Rainforest café, Hollywood Café ( o nível caiu pacas ), e um outro restaurante na Downtown Disney. Gastamos mais do que queríamos em restaurantes, por isso concluo que o melhor mesmo é alugar uma daquelas casas com cozinha, pois mesmo pra quem não tá afim de passar as férias cozinhando, tem muita coisa congelada / pré-pronta nos mercados por precinho camarada, isso sem falar que em alguns restaurantes pagamos 15 doletas por franguinho grelhado com salada, e convenhamos, com 10 doletas se faz franguinho grelhado com salada pra um casal, né não?

Nossos 12 dias em Orlando foram curtos pra tudo o que queríamos fazer, sinal que um dia voltaremos. Bart queria ter passado mais tempo no Kennedy Space Center, eu queria ter ido até uma das praias lá por perto ( Daytona Beach por exemplo ), queríamos ter esticado até Miami. *** Suspiros*** Tanto pra fazer e tão poucos dias de férias por ano.

Adriana às 4:45 PM .......... |
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Adriana, 31 anos, paulista, casada com o holandês Bart, morando em Eindhoven desde maio/2003. Clique no link abaixo para saber como vim parar aqui


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