vrijdag, april 29, 2005
Tudibão
Descobri mais uma diliça da Holanda: Amsterdam na koopavond ( noite de compras ). Xuxu beleza. Fui ontem. Queria comprar um celular novo, e como jamais iria chegar à Eindhoven a tempo de pegar qualquer loja aberta, fui pra Amsterdam, 15 minutinhos de trem do trabalho. Queria comprar o novo Sony-Ericsson V800 UMTS, aquele que tem televisão, foto e videocamera, e a pessoa te vê enquanto vc fala e vice-versa. Fui na T for Telecom da Leidsestraat e tinha acabado. Ela me mandou pra loja da Rokin, que ainda tinha 2. Está vendendo mooooito porque até amanhã tem uma promoção da VODAFONE pro plano de 150 minutos: vc paga 25 euros e além dos 150 minutos ganha outros 150 minutos ( 300 minutos por 2 anos ), 50 SMS gratis por mês, 3 horas de TV, e 30% de desconto na sua conta de telefone fixo KPN. U lá lá. O aparelho é meio grandinho, mas voltei de Amsterdam assistindo MTV!
No trabalho continua tudo legal. Não tenho tempo pra nada, saio cedíssimo, chego lá pelas 8, e tempo de comer algo, tomar um banho, beijocar FH uns minutinhos e já tá na hora de dormir de novo. Mas era isso mesmo que eu queria, né?
Hoje estou em casa pois acabei de chegar do hospital. Coloquei o DIU. A médica falou que eles jamais teriam conseguido colocar o DIU sem anestesia, pois a entrada pro meu útero é muito estreita, e que foi difícil mesmo com a anestesia, que eles precisaram usar o Ultrassom o tempo todo. Falou ainda que se um dia eu precisar fazer fertilização vou sofrer um bocado. Tudo no hospital foi muitíssimo bem. Continuo super impressionada com o hospital aqui de Eindhoven. Todos foram muito legais, explicaram tudo direitinho, foram muito atenciosos. Acho que brabantista é mais legal que outros holandeses, então.
Agora estou aqui em casa mas estou com bastante dor. Tomei painkillers e estou assistindo a Oprah :o)
Assim que acabar vou pra caminha. Amanhão vou ver se dou um pulo no Market pra ver a festa.
Fui!
dinsdag, april 26, 2005
Zértodenbossssss
Não me importa o tempão passado no trem, não me importa perder Desperate Housewives, não me importa nem não assistir a Oprah nunca mais na vida, o que conta é que estou amando o emprego, os pepinos começam a aparecer e eu começo a fazer minha saladinha com eles.
Tenho muita coisa pra contar do mundo do terninho, mas é claro que tô sem tempo. Hoje saí de Hoofddorp às 19:00, perdi o trem em Duivendrecht, cheguei aqui em casa às 21:00. É só tomar um banho mesmo, secar o cabelo, fazer os lanchinhos pra amanhã ( se o Kiosk já tivesse comida a essa hora eu até pagava aquele assalto a mão armada por um salgadinho, mas antes da 7 só café ), deixar a roupa no jeito. Ontem e hoje FH me levou na estação de trem, amanhã vou ver se vou com o busão, afinal o ponto fica a 100 mt de casa e o horário vai dar certinho. Não vou tirar o coitado da cama tão cedo. FH está fofíssimo esses dias, quem virou dono de casa foi ele. Hoje liguei pra perguntar o menu do jantar. Tá certo que ele só descongelou o que eu cozinhei no fim de semana, mas cheguei e o meu pratinho tava pronto.
Agora me vou povo, tô só o pó. No findi conto da brasileirada que tem no escritório. Somos 5. Pra um escritório que tem umas 100 pessoas ( as fábricas não ficam em Amsterdam ), 5% de brasileiros tá muito bão.
maandag, april 25, 2005
Meu primeiro dia de trabalho foi...
Um sonho! Todo mundo é muito legal, muito atencioso. Claro que eu e os colegas / empresa nova estamos na "lua de mel", mas se já fosse ruim agora imagina mais tarde... Meu mentor é um francês gente finíssima, os demais colegas de todas as nacionalidades, tem 4 brasileiras no escritório!
Muitas surpresas "financeiras" boas: eles vão pagar o trem ( quase 350 euros por mês ) integralmente, vão pagar meu plano de saúde ( Philips paga 50% e eles vão pagar os outros 50% ), e pode até rolar um curso de holandês com professor particular. Vou pedir aprovação do meu gerente. Fora isso já tenho Laptop lindinho, mesa de esquina com duas janelonas enormes de cara pra pista de Schiphol, e muitas pastas com trabalho que foi deixado para trás. Já tenho até viagem marcada para daqui a duas semanas. Para Wales. Confesso que embora saiba que fica no Reino Unido não consegui achar no mapa e o nome da cidade onde a planta fica é em Galês, não lembro o nome sem lê-lo nem a pau.
Como sou uma bobona, na volta até derramei umas lagriminhas no trem. Derramei lagriminhas porque esperei muito por este dia, porque sonhei muito com esse emprego, porque ele demorou mas quando veio era do jeito que eu sonhava. É do jeito que eu sonhei, no presente. A viagem de trem rouba um tempão da gente, não sobra tempo pra fazer nada em casa, é um tal de pega trem aqui, anda um pouquinho ali, mas no fim, finalmente estou no rumo certo.
O foco agora se volta para o segundo problema imediato. O emprego está arrumado agora é só mostrar que eu sou muitíssimo capaz, o regime tá indo - consegui perder umas banhinhas e as roupas novas estão até larguinhas. Qual é o segundo problema imediato então? Falar holandês. Tenho que aprender essa língua. Preciso muuuuito que o gerente ( que está de férias ) aprove o curso. Cruzem os dedinhos por mim.
Ah, e obrigada a todos pelos desejos de feliz aniversário. Foi triste FH não ter lembrado, mas eu fui turrona e não dei nenhuma pistinha, tinha que estar preparada para um possível esquecimento. No domingo ainda estava meio chateada, mas conversamos e tudo melhorou. Claaaaaaaaaro que vai rolar uma compensação básica. Ho ho ho.
zondag, april 24, 2005
32...
Mamis ligou. O presente dela chegou na sexta junto com cartãozinho dela, da Tia Sônia, Thiago e Thali. Meu irmão mandou e-mail, Sola e Thali também. Recadinhos de amigos do Orkut e da Márcia. E só. Só mesmo. Nem FH lembrou que era meu aniversário. Passei o dia todo sem um abraço, um beijo, nadica de nada. Mesmo pra quem não liga muito pra aniversário, esse foi barra. Triste mesmo. Fim de carreira...
donderdag, april 21, 2005
Nossa tereira lua-de-mel
E olha que só contamos as viagens de mordomia na praia, não contamos aí Roma, Londres e Barcelona.
Adorei Sharm el Sheikh. A cidade é bem mais urbanizadinha que Hugharda, e embora perca um pouco da identidade, sobram opções no centrinho pra se fazer compras, jantar algo diferente, e é claro, fumar o naguilé. A diferença mais gritante entre uma e outra é que a praia de Hugharda é de areia, as de Sharm são rochosas, normalmente a gente tem que descer moooooita escada pra chegar. Ruim pra idosos ou pra quem tem criança. Outra diferença é que os corais ficam logo ali na beirinha, ou seja, enquanto em Hugharda tínhamos que fazer passeios de barco para ir até os corais, em Sharm dava pra fazer snorkeling na praia do hotel mesmo.
Quanto ao hotel, a D-Reizen nos mudou de hotel no último minuto, jurou que tinha nos colocado em um até mais caro, mas no fim o hotel não era assim uma Brastemp. O sistema de all-inclusive é legalzinho, mas não inclue bebidas diet, sucos naturais, e a comido é assim "simprinha". Dá pro gasto, mas não sei não se vale o preço a mais. Comida no Egito é barata, dá pra comer bem sem gastar muito. Pra quem manguaça bem compensa o all-inclusive, a cerveja é boa, geladinha e está incluída, vinho idem, e até whisky tem no bar.
Desta vez fizemos dois passeios. Jeep safari e Tiran Island. No meio do safari a gente pára num canyon e faz uma "caminhadinha" dentro dele de 5 km. Eu não sabia que era tanto, e ainda mais no meio do deserto escaldante, com dois paredões de pedra pra escalar. Quase morri. O último trecho ia ser depois de uma pausa num vilarejo de beduínos, e como eu estava quase morrendo, implorei pra FH ver se tinha jeito de terminar o trajeto de jipe, de camelo, de qualquer coisa. Com uma caixinha "alugamos" um camelo pra mim, o povo todo quase morreu de inveja. Foram quase 30 minutos nas costas no camelo, enquanto eles se esfalfavam de andar em plena meio-dia. U-hu!
O passeio pra ilha podia ter sido melhor, pois FH esqueceu de tomar o remédio pra enjôo e passou mal o tempo todo. Nosso barco era novinho e tinha só holandeses e ingleses. Na primeira estação de mergulho vimos tartarugas marinhas pela primeira vez, e na hora que estávamos indo embora golfinhos! Gente, que emoção ver golfinhos assim em pleno marzão, vê-los chegar perto do barco e fazer gracinha, dar piruetinhas, pulinhos, só porque querem e não porque um treinador manda. Lindo, lindo, lindo! Mas vou falar uma coisa: meu santo não cruza com o das mulheres holandesas. Bando de recalcadas dos carambas. Isso sem falar que em pleno país mulçumano ficam fazendo topless em todo e qualquer lugar. Tudo bem fazer no hotel e na praia particular, mas no barco é mal. Os meninos que trabalham no barco se trancafiaram no mesmo instante na cozinha e só saíram quando chegamos no porto e o capitão foi lá pedir pra elas se "recomporem". Ainda se tivessem uns peitos bonitos pra mostrar vai lá, mas cada muxiba...
Mas no geral adoramos tudinho. Já estamos planejando voltar ano que vem e eu já tenho uma nova viagem pra planejar pra Dezembro. Deixa só eu sentir o clima no trabalho novo e eu já começo a mexer meus palitinhos.
Ah, e fui no chinês da Naldy, o cara é muito bom. Estou loirésima, mas as luzes estão lindas, muito bem feitas. O corte ficou meio louco mas eu gostei. Tenho que tirar uma foto "pasfoto" pro passe de trem e vou ver se aproveito o cabelo "saído do cabeleireiro".
woensdag, april 20, 2005
Preta, preta, pretinha...
Tô preta! Ho ho ho. Dessa vez deixei o protetor 30 de lado com medo de envelhecimento precoce e usei o 15, não me tostei e peguei uma cor legal.
Mais tarde eu conto tudo com mais detalhes, mas Sharm el Sheikh é linda. É claro que já temos planos de voltar ano que vem, em hotel diferente e passando pelo Cairo pra ver as pirâmides.
As malas estão aqui no chão esperando pra serem abertas e eu tô com medo só de olhar. Chegamos no Schiphol 2 da matina, pegamos o Schiphol taxi e uma mulher brigou com o motorista, mó bafão, palavrão pra todo lado, eu só entendia God Verdomme ( várias vezes ), lul acompanhado de outros nomes pra enfatizar o palavrão, no fim deu até polícia, pode ser que sejamos chamados como testemunha. Ah, e foi o motorista que foi à polícia, não a mulher que aliás, estava totalmente errada. Anyway, chegamos em casa às 5 da manhã, dormimos um pouco e agora tenho que dar um rumo na vida.
Mais tarde ou amanhã eu escrevo, tento colocar umas fotos. Vou dar um trato no cabelo amanhã com o chinês da Naldy, segunda-feira começa. Ai que nervo.....
zaterdag, april 09, 2005
Mala pronta!
Não coloquei no plural porque vou levar uma só, de mão. Uma sainha, uma calça pula brejo, umas batinhas compradas no Brasil em dezembro e um vestidinho. Ah, e maiôs, biquinis, cangas e afins. Não tem porquê inventar muito, não pretendo sair muito do hotel à noite, quero é muita mordomia e muito passeio de barco pra mergulhar.
Estou usando o ultiminho das minhas energias pra terminar de fazer a mala e tentar não esquecer de nada, nem eu mesmo tinha percebido como estou cansada. Já fiz FH prometer que não vai ficar me amolando, perguntando onde está isso onde está aquilo, que camiseta ponho, que sapato calço. Preciso mesmo descansar e se ele não colaborar não vai adiantar nada. Não vou ficar fazendo regime mas também não quero atolar o pé na jaca, afinal tenho que entrar nas roupas novas que eu comprei pro emprego novo.
Não vejo a hora de entrar naquele avião, respirar fundo e não pensar mais em nada. Estou tão cansada que hoje pensei até em ir ao huisarts post, pois minhas pernas doiam ( ainda doem ) como o quê, eu estou me sentindo cansada "à beira da morte", e hoje de manhã estava numa confusão mental danada. Pensei que tava tendo um daqueles acidentes cardio-vasculares, ou algo assim. Credo, tô virando hipocondríaca, ou véia com mania de doença. Mas no fim me convenci que é só cansaço mesmo, e esse eu espero curar semana que vem.
Não sei se em Sharm-el-Sheikh vai ter acesso fácil a computador, se tiver eu posto novidades, senão até 20 de abril. Graças a Deus tô indo prum lugar quentinho, já tá frio do cão aqui de novo. Amanhã a essa hora estarei voltando da praia ou piscina. U-hu!
vrijdag, april 08, 2005
Tamo ferrada!
Hoje levei minha planta temperamental suicida pra Naldy cuidar durante minha viagem. Almoçamos junto e Naldy ainda tá passada com a recente descoberta de que se o nosso marido holandês morrer temos 90 dias pra voltar pro Brasil. Mesmo que tem filhos, bebê recém nascido, quadrigêmeos, não importa que o "rebento" seja holandês, o marido morreu azar o seu, como diria Raul Gil, pegue o seu banquinho e saia de mansinho, volte pro seu país com seus quadrigêmeos. Aliás, basta olhar no nosso VTV, lá está bem claro: sob a responsabilidade do Fulano van den Tal. Se o Fulano van den Tal morrer, tchauzinho.
E tem mais. Pra poder ter direito ao sistema social temos que ter trabalhado por um tempo mínimo, mas trabalhar como se ninguém nos dá emprego? E pra ganhar aposentadoria integral tem que começar a pagar o equivalente ao INSS aos 25 anos, eu por exemplo vou pagar um adicional ( pois estou começando aos 32 ). E não importa que eu tenha acabado de conseguir o tão sonhado emprego, que com ele possa pagar sozinha a hipoteca caso FH se vá pro lado de lá, se isso acontecer, só fico aqui se a empresa concordar em ser meu patrocinador e o IND deixar. Ano passado até a Philips-todapoderosa perdeu funcionários por não conseguir renovar vistos.
Quando a gente tá lá toda feliz esperando o MVV, nem o consulado nem o noivo / marido / namorado coloca tudo "preto-no-branco" pra gente. Olha, se eu morrer você tem que se picar de volta pro Brasil em 90 dias, tá amor! E sinceramente, mesmo que falasse, que "moça casadoura" vai se lixar pra esses pormenores?
Tá certo que não dá pra viver pensando sempre no "e se acontecer o pior", mas viver ignorando que o pior pode acontecer também não dá. Naldy tem duas amigas que perderam maridos jovens esta semana. Pode acontecer com qualquer um de nós. O horror em engravidar antes de ter cidadania holandesa é em boa parte por isso também. Voltar ao Brasil, com um bebê novinho, tendo que procurar emprego, sabe-se lá com que "pé-de-meia", na na ni nã não. Ficar aqui sozinha seria barra, mas pelo menos o governo dá ajuda pra pagar aluguel, pra saúde, pra quase tudo.
É um papo meio down pra uma sexta-feira véspera de viagem, mas foi este o assunto do almoço de hoje. Nossa situação aqui, mesmo que imigrantes legais, é muito frágil até que obtenhamos a tal cidadania holandesa. Enquanto isso não acontece o negócio é ir rezando pro marido não morrer. Mas dá licença que eu vou rezar lá no solzinho do Egito, na beira da praia, tomando vinhozinho...
donderdag, april 07, 2005
A dieta de South Beach
Nono dia da dieta. Naldy diz que dá pra perceber que eu emagreci, eu também sinto a calça larga, mas a balança não concorda comigo. Não desanimarei, marvada, tu me pagas ( eu falando pra balança ), te tiro a bateria e tu vais ficar aí mortinha da silva.
Vários conhecidos estão seguindo a dieta também, e ela funciona sim. Os primeiros dias são fogo. Dá uma moleza, uma falta de energia, mas passa. A fase 2 é mais fácil, mas a gente perde peso mais devagar. Todo mundo diz que é impossível conseguir ficar nessa dieta para o resto da vida como eles pregam, mas tem dicas no livro que eu acho que faz bem para qualquer pessoa, gorda ou magra, e que se a gente adotar no dia-a-dia, dificulta a volta dos quilos e leva-se uma vida mais saudável. Exemplos:
- Trocar pão branco por pão integral. E aqui na Holanda tem até croissant integral. Faz muito tempo que eu não como pão branco aqui, dá pra substituir numa boa, sem sofrimento. Mesmo que não emagreça, é mais saudável.
- Tentar substituir arroz e macarrão pelas versões integrais. O macarrão eu consegui numa boa, o arroz ainda não tentei. Tem que comprar um macarrão integral bom, em casa de produtos naturais ou o italiano. Até Bart trocou numa nice.
- Comer frutas com casca. Quantas vezes ouvimos que as vitaminas e fibras estão na casca? Se cortar maçãs e peras em cubinhos, a casca passa até despercebida.
- Usar o chocolate amargo ou meio-amargo. Colocar um tabletinho derretido por cima duma fruta, fazer bombons falsos de morango com uma camadinha do tal chocolate. Na maioria das vezes mata aquela vontade avassaladora de comer chocolates.
E tem uma dica preciosa no livro, que se eu conseguisse assimilar ( vou tentar repetir como um mantra ) jamais voltaria a engordar. Se você quebrou o regime numa refeição, continue firme na próxima. Não vá naquela idéia de gordo do "ah, já que eu enfiei o pé na jaca deixa eu aproveitar". Hoje eu quebrei o regime no almoço. Não enfiei o pé na jaca, foi só um pãozinho integral com queijo branco ( regado a muito bate-papo no terraço da V&D com a Naldy ), mas cheguei em casa e a cabeça de gorda me falava: já detonou agora pega aquele bombonzinho que tá lá no armário. Não! Peguei um pedacinho do waffer da Atkins e logo farei chili con carne pro jantar. Dá pra comer um tantão e é delicioso. Depois que vc come algum carboidrato sua fome aumenta. Paciência.
No resort tentarei continuar no low-carbs. No café da manhã terá deliciosos omeletes feitos na hora com os ingredientes que eu escolher, tem frios de todos os tipos, queijos, algumas frutinhas. Muita diet coke nos intervalos e tentarei ignorar a mesa de bolos e lanchinhos que fica sempre posta. No almoço e jantar, muito peixe, frango e carne grelhados, leguminhos, saladinhas. Se estiver desesperada como um pouco do arroz com canela que eles fazem e é imperdível, mas tentarei me controlar. Quero mesmo é estar me sentindo bem na minha primeira semana de trabalho. Aí sim terei que sair da dieta até descobrir como fazer. Emprego novo não é hora de se sentir com problema de concentração ( um dos efeitos colaterais da South Beach ) e sem disposição. Isso sem falar que almoço sem pão aqui é que nem água no deserto.
E mudando de pato pra ganso
Alguém pode me explicar esta mania que a humanidade está desenvolvendo de fotografar tudo e todos? Vou trocar meu celular. Quero um com uma memória interna pra eu colocar uns MP3 pra ouvir no trem. Todos com memória acima de 32 mega tem câmera. E até que não é mau, se não fosse...
O Palm ter câmera também. Preciso comprar um Palm para me organizar melhor e para baixar um bom dicionário de holandês. TENHO que estudar no trem, e ficar carregando dicionário é o uó. Acho que vou comprar o Palm zire 72, que parece bem bonzinho e não é tão caro, e terei mais uma câmera. Bom, faz sentido, né? Produtos desenvolvidos por japas, povo maníaco por foto.
Tem agora umas coisas que eu não sei como chamam que tem algumas funções do PDA ( palm ) e são celulares ao mesmo tempo, mas são enormes. Sei que é mais prático que carregar dois aparelhos, mas pelo menos nos fins de semana eu deixo o PDA em casa e saio só com u celularzinho no bolso, não preciso de tijolão. Estou me sentindo um personagem de filme de ficção científica, onde o mundo vai parar com esta parafernália toda, hein?
woensdag, april 06, 2005
Cosi cosi
Meio sem novidades... Vamos para o Egito domingo, ficamos até quarta dia 20. Por conta do tempo escasso estou tentando adiantar roupas, deixar os documentos que preciso levar no jeito, acertar "rabinhos" que foram ficando pra trás. Dentre esses rabinhos o exame de tuberculose, cancelar as aulas do ROC, acertar meu nome no cadastro do banco da hipoteca. Coisas chatas, chatas, chatas.
Hoje preciso arrumar coragem para começar a pintar a sala de estar. Ai que raiva. Tirei ontem os rodapés e que gente porca da peste. Os garibadores não quiseram comprar rodapé novo, mas não gostavam da cor do rodapé que tinha, então pintaram o rodapé cor de cocô de nenê. O problema é que devem ter usado tinta errada, pois o rodapé deu uma invergada, e onde invergou eles colocaram uns pedaços de papelão dobrado por dentro, e aquilo ali por anos, juntando pó e humidade, só podia dar traça. Na hora que desparafusei o treco quase caí de costas.
Fora isso estou no 8 dia da south beach. Tô sentindo as roupas largas, tudo tá caindo melhor, mas a balança não baixou nem um grama, que desânimo. Isso sem falar que eu já enjoei de tudo o que pode comer. Ultimamente só penso em pão pão pão. Como continuar na dieta num resort all-inclusive? E eu já vou estar na fase que se pode comer frutinhas, mas no Egito quase não tem fruta. E não quero chegar pançuda pro emprego novo. Vou ter que me juntar às velhinhas na aula matinal de hidro-ginástica e dar umas boas mergulhadas com snorkel pra nadar bastante.
Estou procurando alguns livros de holandês de segunda mão para ir estudando no trem. Quero dar uma relida do Lezen, Las, Gelezen e no 0031. Planos, planos e planos. Finalmente me sinto "on track".
vrijdag, april 01, 2005
Tô podendo!
Ho ho ho... Acabei de receber mais uma proposta, essa de uma empresa muuuuuito conhecida que faz Shakes dietéticos numa cidade aqui perto. Mas resolvi ficar mesmo com a anterior. A vantagem desta era ser aqui pertinho, mas a própria gerente tinha me dito que aqui na Europa todos consideram as empresas da área automobilistica as mais "top de linha" na área de compras, portanto para o meu CV é melhor continuar na Automobilística. Uma pena, já estava até me vendo magrinha, pois todos os shakes e suplementos são gratuitos para os funcionários.
Di novu!
E vamos para o Egito novamente. Uhu. E olha a sorte: ontem mesmo acertei o pacote na D-Reizen, Sharm-el-sheihk, num resort 5 estrelas all inclusive. Paguei e voltei pra casa feliz e contente com os papéizinhos. Eis que me liga uma dona hoje dizendo que eles fizeram reserva em duplicidade no vôo charter de retorno, mas que havia um 2 dias depois, e que se não houvesse problema eu poderia ficar estes 2 dias a mais sem pagar nadinha. Só pra todo mundo babar: hoje está 28 graus no Egito. E novamente não verei as pirâmides, mas visitarei o Monte Sinai.
A polêmica dos artesanatozinhos
Gente, esse lance de não conseguir me distrair com artesanatozinho é puro trauma. Vamos lá às confissões de uma pós-pós-pós adolescente. Quando eu tinha 17 anos tive um namorado que foi o grande amor da minha vida. Nossa, eu carregava um bonde por ele. Com um ano de namoro, assim do nada, ele terminou comigo. Achei que ia morrer, não conseguia parar de pensar no bendito um minuto. Tive uma crise nervosa tão grande que fui parar no pronto socorro carregada pela minha mãe. O médico me receitou calmantes / anti-depressivos e me mandou pra uma psicóloga. Por idéia da psicóloga eu comecei a fazer alguns cursos "manuais": fiz corte e costura, fiz cerâmica, fiz mosaico, fiz o diabo. Mas tudo só me fazia sentir pior, eu chorava e falava pra minha mãe: enquanto eu tô aqui fazendo biquinho de crochê ele tá com outra, e buahhhhhhhhh... E me sentia ridícula aos 18 anos estudando corte e costura com a mulherada de 50. Peguei trauma. Associei esses trabalhinhos a frustração, e não a realização pessoal. Too bad.
Mas sou turrona. Continuo achando que em pleno século 21 a mulherada tem mesmo é que trabalhar, ser independente e mostrar pra homarada a que viemos. Girl power!
Adriana, 31 anos, paulista, casada com o holandês Bart, morando em Eindhoven desde maio/2003. Clique no link abaixo para saber como vim parar aqui
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