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Adriana, 31 anos, paulista, casada com o holandês Bart, morando em Eindhoven desde maio/2003. Clique no link abaixo para saber como vim parar aqui


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vrijdag, juli 30, 2004

História pessoal, sorte, karma?

E a cada dia, mais uma "dificuldade" no caminho... Às vezes eu fico pensando se Deus está colocando todas estas pedras no meu caminho para me ensinar a ter paciência, ou se ele tá lá cuidando de quem tem mais problema do que eu e só vai me dar uma atençãozinha quando eu chegar no meu limite. Pois olhe Divino, tô quase no limite, tá faltando um tiquinho assim ó...


Vou hoje toda contente para a aula de direção pois finalmente vou saber quando será meu exame. O instrutor: dia 2 de Novembro, e eu comecei a rir com a piada... Afinal, estamos em Julho, eu paguei o exame há duas semanas, como ele sabe que eu estou ansiosa para pegar minha carteira, está fazendo piadinha. E eu: ok, agora fala sério. Isso é sério, olhe aqui seu formulário, dia 2 de Novembro.


Olha gente, eu não aguento mais... Tudo aqui é lendo, tudo aqui demora, e parece que só eu tenho pressa, todos acham normal você ter que esperar 4 meses para fazer um exame ridículo de habilitação. Esses "comedores de batatas" estão tão acostumados com suas vidinhas nos eixos, com a previsibilidade de tudo, com esse vida a 30 km/h, que nem questionam a razão de uma coisa tão simples demorar 4 meses.


Sabe qual é o problema desse povo? A falta de problema. Eles nascem com o futuro já garantido, com seus havo/mavo/putaquepariuavo garantido, seus empreguinhos certos, sua bicicletinha livre de imposto se você morar a mais de 3 km de casa, tá tudo ali, fácil. É que nem jogar THE SIMS com código de trapaça, rosebud, move_objects on, edit_map on. Aí ficam implicando com canteiro central da praça 18 de Setembro, cuja tradição é ser forrado de flores vermelhas mas esse ano plantaram amarelas ( e fizeram abaixo-assinado para pedir pra prefeitura replantar as florzinhas vermelhas ), é ficar inventado curso pra imigrante. Ontem ouvi uma boa no mercado. Comecei a conversar com uma Australiana que comprava comida de cachorro. Ela falou que está trazendo a cachorrinha dela de Melbourne antes a a Verdonk invente um DOG MVV ou um DOG INBURGERING. É só isso mesmo que falta...


E aí você recebe um monte de e-mail de brasileiro falando que "você tem que estudar mais para competir com os europeus formados nas melhores universidades, pós-graduados, mba-zados". Só tenho uma coisa a dizer: HA-HA-HA-HA HO-HO-HO-HO HA-HA-HA-HA!!!!! No Brasil estima-se que 5% da população chegue à faculdade. Aqui na Holanda, apenas 3 % se dão ao trabalho. Sim, porque no Brasil, tem muita gente que quer fazer faculdade mas não pode pagar, aqui eles não vão pra universidade porque não estão a fim. Pra que estudar um ano a mais no colegial e fazer 5 anos da faculdade se eu posso fazer um colegialzinho normal, um curso de padeiro / azulejista / sugadora de cuspe e iniciar a carreira ganhando 20% a menos que o infeliz do engenheiro que estudou 5 anos a mais? E no futuro o fulano vai ser padeiro senior ganhando lá seus 3 mil euros líquidos por mês, vai comprar seu "trailler", vai ir acampar no verão, vai comprar mountain bike pros filhos, vai fazer compra no ALDI e vai ser feliz. O engenheiro senior vai ganhar mais, mas vai se matar pra chegar a senior não pelo dinheiro, mas para poder travalhar apenas 4 dias por semana, e ter um final de semana de 3 dias. E vai fazer comprinhas no AH, e vai pra Espanha de férias e vai comprar mountain bike com super amortecedor pros filhos.


No último jantar da Philips, conversamos sobre o motivo que nos levaram a fazer a faculdade que fizemos. TODOS os que estavam sentados na nossa mesa disseram algo do tipo: ah, eu estava chegando no final do VWO, tinha que escolher alguma coisa, eu detesto direito, desmaio se ver uma gota de sangue, então como sempre fui bom em matemática, escolhi engenharia. Eu lembrei da turma da faculdade do meu irmão ( que é engenheiro mecânico ), aquele bando de doido que desde criança sonhava em "construir carros", os olhos brilhando ao apresentar o projeto de conclusão do curso ( um mini-trator medonho, com motor de fusquinha ), ou os amigos que construiram um "plantador de batatinha" com motor de mobilete... Alguns vieram de outros estados, moraram em repúblicas mas estavam alí, terminando seu curso com absoluta paixão. E anos depois, numa mesa de jantar com engenheiros europeus, de uma das maiores empresas do país, você ouve de todos que eles se tornaram engenheiros porque não queriam ser advogados. É um disperdício...


E agora que tenho que me conformar de qualquer jeito, vou é pegar minha bike e ir dar umas voltas. Vou à igreja rezar um pouquinho, ver se alguém acende uma luz nesse imenso túnel.

Publicado por Adriana às 10:02 AM

donderdag, juli 29, 2004

Eu também tenho sonho de consumo...


E não é um carro carésimo, não é a viagem para o Tahiti, não é nenhum anel de brilhantes... Sabe o que eu quero?





Eu quero um gatinho...


Pesquisei muito entre as minhas raças favoritas e fiquei entre o Ragdoll ( o primeiro) e o Sagrado da Birmânia ( o segundo). Acabei por decidir pelo Ragdoll. Aliás, curiosa a história do "nome" do bichano. Ragdoll em inglês quer dizer boneca de pano, e este nome foi dada a esta raça pois os bichanos são extremamente dóceis, e se alguém em quem ele confia ( normalmente os donos ) o coloca no colo e começa acariciar sua barriga ou pescoço o gato fica tão "relaxado", molenga, que parece uma boneca de pano. O Ragdoll é um gato caseiro, não é fã de passear pelos telhados nem brincar em jardins, o negócio dele é um bom tapete, a caminha... Outra coisa interessante é que, quando adulto, o ragdoll macho pode chegar a 11 quilos, o maior felino-doméstico registrado. Decidi pelo Ragdoll e não pelo Sagrado da Birmânia porque o Ragdoll dá menos trabalho: tem pelagem média, enquanto o Sagrado tem pelagem longuíssima.


Já começei a execução do plano "felino van den Broek": pesquisei os gatis ( cattery ) especializados na raça aqui na Holanda. Segundo passo é, quando encontrarmos a casa, já prever um cantinho para o baby, e terceiro é entrar na fila pra comprar um. FH já sabe que eu quero um gato. Só não sabe que tem que ser esse e que vai custar aos bolsos dele Euro 550. E se ele não me der de presente de Natal, eu me darei. Já vi preço de hotelzinho para quando a gente viajar ( Euro 15 por dia ), já vi preço de caminha, postinho de afiar garra, comidinha Royal Canin ( que é a única que eu confio ). Agora tenho que convencer a Fernanda ( do lindo-e-indestrutível ) a vir morar aqui, pois meu gato terá dupla cidadania, portanto o diploma brasileiro de veterinária dela terá total valor com meu bichano. Fernanda: já tem o seu primeiro cliente!


A verdade é que eu me sinto super sozinha durante o dia. E como eu não tenho mais esperanças de achar emprego antes de terminar o curso de Holandês, o gatinho será meu amiguinho fiel. Estou mais ansiosa pelo gato do que pela casa...


Ah, e parabéns para a Rose do brasil-holanda que, após muita espera e planejamento, terá que esperar só mais 4 meses pelo herdeiro...Mais um escorpiano no mundo. Deus nos ajude ( minha mamis é de escorpião também!!!! )

Publicado por Adriana às 6:42 PM

woensdag, juli 28, 2004

E a vida continua...

É incrível como decoração é tudo numa casa, né? Fomos hoje visitar uma casa no bairro chique, a Nabucco 8. Já tínhamos visitado a Nabucco 7, quase em frente. As casas são idênticas: mesmo tamanho, cômodos nos mesmos lugares. A Nabucco 7 é de um casal indiano que está se divorciando. Ao entrar na Nabucco 7 quase caí pra trás, um cheiro medonho de curry e fritura, só isso já me deu vontade de sair correndo. No chão, um piso de plástico imitando madeira medonho, a cozinha sem 1 armário: eram só prateleiras, fogão e geladeira, as paredes, que em todas essas casas são texturizadas, sofreram um "atentado" de alguém que comprou estêncil e tinta e tentou fazer uns sóis umas folhas, só que ficou tudo borrado. Os quartos, todos lotados de móveis e caixas em cima dos armários e o banheiro escuro, mofado. Detalhe: o preço era 199 mil euros. Cheguei na Nabucco 8 já esperando algo do tipo. Ai que alívio... O chão todinho de madeira ( meio rústica, mas bonita ), os móveis todos na cor cru e as paredes todas na cor cru também. Um armário antigo de madeira maciça bem rústica, umas velas lindas, uns quadros com moldura de bambu... No andar de cima, o quarto parecia ter o dobro do tamanho do quarto dos indianos: uma cama grande, criados mudos e uma cômoda também de madeira maciça envelhecida. O quartinho virou closet e o quarto do nenê todo um lilás, bem delicado, com brinquedos de madeira antiga decorando. Até o banheiro, ainda original de 95, sem ter sido reformado era legal: tinha uma pia que eles trouxeram da Colombia, bem colorida, conchinhas e estrelas do mar numa mesinha, um encanto de casa.


Acabamos que não vamos comprar nenhuma das duas, pois são muito pequenas. Aliás, ontem recebi muitos e-mails ( obrigada gente ) e segui o conselho da Joelma: tomar as rédeas do meu casamento. Sim, porque a essa altura já percebi que esses holandeses todos são muito indecisos, muito devagar, muito em cima do muro. Não falei para ele: quero uma casa já! Mas falei que quero que ele ponha no papel tudo o que quer na casa, o porque ele não quer a casa grande e barata do centro e porque ele não quer a casa menor e cara do bairro chique. Decida-se: se é não, nem perdemos mais tempo fazendo orçamentos de banheiro, se é talvez, quero saber o que é impecilho para você.


E vamos ver se a carruagem agora anda...


Outra coisa que decidi é que vou tirar o palitinho e colocar o DIU. Tenho que fugir de contraceptivos hormonais. Estou indo à loucura com esse palitinho, mas por outro lado já me acostumei com a facilidade que é não ter que ficar tomando pílula todo dia ou injeção. Fico aqui me perguntado se essa depressão toda não é por causa do hormônio... Sei lá, mas vou marcar o tão temido huisarts e discutir com ele ( ou ela ) as possibilidades, mas não hormonal eu só vejo mesmo o DIU.


E agora vou colocar aqui um recadinho que diversas pessoas me pediram para colocar: está todo mundo preocupado com a Fabiana - do antigo blog amor sem fronteiras, a que se casou com o holandês e foi morar na Hungria. Ela estava toda empolgada com o blog e de repente sumiu, dizem que não responde nem e-mail. E hoje em dia, onde até nos lugares mais remotos sempre tem um cyber-café para aqueles que não tem computador em casa usar, é de se preocupar mesmo com esse sumiço. Então recado dado: se ela ler este blog, ou alguma outra amiga, entre em contato pra dizer se está tudo OK com ela!


Fui!

Publicado por Adriana às 1:45 PM

dinsdag, juli 27, 2004

Uma hora feliz, outra hora triste...


Quando será que essa "luta" para equilibrar as emoções chegará ao fim? Há alguns meses, à beira de um ataque de nervos por causa do emprego, eu decidi continuar a minha vida e deixar o barco rolar. Ia parar de esperar que o tal emprego viesse para marcar a viagem pro Brasil, para começar a procurar uma casa... Meu plano era "atacar" o curso de holandês, mandar CV somente para as vagas que deixassem bem claro que não era necessário falar holandês ( raríssimas ), e estudarmos a viabilidade de comprarmos uma casa.


Acabamos descobrindo que a partir de agosto estaremos pagando mais de aluguel do que alguns dos amigos de FH pagam nas suas casas próprias. Falamos com o "consultor de hipoteca" e começamos a procurar. Conversamos muito, colocamos uma listinha de coisas que queremos na casa, e partimos pro ataque. Eu sei que não vamos achar a casa perfeita, estou preparada pra ralar muito pintando, lixando, colocando piso, mas FH a cada minuto acha um problema diferente.


Das casas que vimos, tem uma casa no centro da cidade que é uma gracinha. Precisa fazer a cozinha tudo de novo, mas é menos difícil que fazer um banheiro. Os banheiros dessa casa são novinhos, o de cima com toilet e banheira, todas as paredes tem textura, não precisa pintar... Ou seja, tem pouca coisa pra fazer na casa e ela é bem barata, 20 mil a menos do que estávamos pretendendo pagar. Acontece que FH quer uma casa com "dubbel glazing" ( janelas de insulação ) em TODAS as janelas, e que é bem difícil. Ele fala que o barulho é insuportável ( a rua é quase morta) e que no inverno eu vou ficar grudada no aquecedor o tempo todo pois é muito frio, etc e tal. Eu quase não tenho amigos aqui para pedir opinião, mas o Jeroen acabou de mudar para uma casa, ela não tem a tal dubbel glazing nos quartos e ele falou que não sofreu no inverno não. Anyway...


Aí tem a casa que eu amei no bairro chique. Até dava pra somente colocar o tal toilet, mas o banheiro tá meio mal acabadinho. Vamos então na loja de fazer banheiros. Um banheiro de 2m X 2,40m, sem banheira, aproveitando a pia que está no atual ( que é bem bonita ) e o aquecedor ( que é design ) não fica por menos de 10 mil euros. Cobram 5 mil euros só de serviço. Fui então à Kar-wei, um tipo de C&C daqui, e se compramos os azulejos mais caros, o piso mais caro, aquela faixinha que vai no meio do azulejo, uma banheira de 1,60m e um chuveiro todo cromado não gastamos mais que 2.500 euros. Eu não me conformo com esse preço de 5mil pra colocar azulejo num banheiro de 5m2. Juro que cheguei a pensar em pagar a passagem e mais uns 1500 euros pra alguém vir do Brasil pra fazer isso. Aí, FH vai lá pros amigos dele e "discute" o assunto e todo mundo enfia na cabeça dele que ele tem mesmo é que pagar esses 10 mil ( ou mais ) para fazer o tal banheiro, que tudo que vende na Kar-wei, Praxis e Gamma é uma droga, e dão o endereço de um novo "banheirista" que 3 deles usaram. Esse, ao invés de cobrar 10 mil, cobra 13 mil!!!!!!!!


Eu estou cansada desses amigos "nariz empinados" da Philips. E o pior é que FH não tem amigos, tem só os colegas de trabalho. E o que me deixa mais aperriada é que esses amigos dão essas idéias porque qualquer engenheiro na Philips ganha 50 mil por ano, aí as esposas ou trabalham ( vamos supor que ganhem lá seus 30 mil por ano ) ou ganham a tal "pensão" do governo por cuidarem dos filhos. Ou seja, a renda é maior. E FH, vem todo docinho: ai, não fica nesse stress, que tal a gente ficar no apartamento até você achar um emprego, e aí a gente compra uma casa maior, já com todo o acabamento que a gente quer...


Olha gente, eu tô sentindo o estômago queimar até agora. Primeiro porque a pressão para conseguir o emprego veio de novo me atormentar, e de novo me sinto um lixo por não conseguir nada até agora e me sinto responsável por não termos uma casa. Segundo que não adianta a gente conversar, FH concordar que uma casa de 140 m2 está de bom tamanho para um casal sem filhos, e blá blá blá. A verdade é que ele QUER UM CASARÃO ENORME NO BAIRRO CHIQUE.


E eu estou cansada de morar aqui no ap nessas condições. Poxa, quero ter minha casinha bonitinha, como qualquer menina que casa. Quando eu mudei para cá, achando ( idiota que sou ) que em um ano estaria trabalhando, comprei um guarda-roupa bonitinho na IKEA, mas um ano se passou e o que era para ser provisório virou permanente. No meu quarto tenho 2 armários de cores diferentes, com malas em cima ( o que eu sempre achei um nojo - gente que atulha coisa em cima dos armários ), sapatos xuxados numa sapateira de pano de 8 euros da Len Bakker, um cestão de roupas sujas e um cestão de roupas limpas. Eu trouxe do Brasil uma foto linda do nosso casamento, ampliada, maravilhosa. Ainda não enquadrei e pendurei porque Bart não quer fazer nenhum furo na parede. Estamos acumulando tanto papel, mas tanto papel, que as coisas estão ser perdendo. Tudo some. Temos um milhão de pastas mas não temos onde colocar pois ele não quer fazer prateleiras ( para não furar a parede ), aí fica tudo debaixo da mesa do escritório e quando ele quer procurar algo fica irritado com a posição incômoda e acaba fazendo a maior mixórdia. Ele acha besteira eu guardar minhas xerox do livro do estágio anterior do curso de Holandês, mas mantém 13 caixas vazias de LEGO no armario aqui de cima, sendo que tem o depósito lá embaixo.


E tem mais: eu começo a questionar se eu e FH temos os mesmos objetivos de vida. Eu jamais vou comprar uma casa carésima, enorme ( sem necessidade ), só porque é mais bonito morar numa casa "helft van dubbel" do que numa tussenwoning. Se a casa é na mesmo vizinhança, se a casa é grande o suficiente para nós dois, se é bonita e agradável, pra que gastar dinheiro para manter aparências? Pra falar a verdade eu não tenho nehum plano especial para o dinheiro que ganharmos ( se é que algum dia vou ganhar algum dinheiro nessa terra ), mas com certeza não será nessas frivolidades.


Vou ver se vou agora para o cinema, boto o ânimo um pouco mais pra cima, mas vou falar: está cada vez mais difícil combater essa depressão. Só com muita reza braba mesmo...

Publicado por Adriana às 10:58 AM

maandag, juli 26, 2004

Bin Laden nem sabe onde fica o Brasil. Mas para quê, se nessa terra os prédios caem sozinhos?


Vergonha... É isso que nós brasileiros temos que ter desse governo imbecil, essa justiça burra do nosso país. Quando eu acho que o Brasil não consegue me surpreender mais, vem essa:





Quando eu estava na faculdade, a gente estudou essa lei sob dois aspectos. Sob o aspecto do administrador, que em virtude de falência não pode escolher que credor pagar primeiro ( primeiro é o governo, depois quem entrou com o primeiro pedido de falência e por último os demais credores ), e sob o aspecto do consumidor, que tem que entrar na "fila" para receber pelo serviço / bem pelo qual já pagou.


E a gente pensa que casos como esse acontecem uma vez na vida outra na morte, né? Então eu sou azarada, pois sempre tenho alguém perto de mim "vítima" destas desgraças. Lembram do caso ENCOL? Meu irmão tinha acabado de chegar da Itália, o Bruno tinha 1 mês de vida, meu irmão comprou um apartamento da Encol e pagou a vista. Menos de um mês depois a ENCOL faliu. Por sorte, depois de quase dois anos de processos, conseguiram tirar o prédio do meu irmão da "massa falida", mas já se passaram 9 anos e o prédio ainda não foi concluído, pois tem que ser feito com recursos próprios dos moradores ( eles só conseguiram financiamento parcial ). Lembra no caso da falência da Soletur? Tinha uma amiga que fez a tal "poupança viagem" com a Soletur: você depositava numa "conta" 36 prestações ( sim, ela pagou a viagem para a Disney em 3 anos ) e ganhava 10 % de desconto no pacote. Ela pagou todas as prestações, comprou os dólares e na semana da viagem, a Soletur faliu com todo o dinheiro dela, inclusive o dinheiro dos dólares. Ela entrou com processo jurídico mas nunca recebeu um tostão. E não foi para a Disney. Quando a Stella Barros faliu, duas pessoas na GM iam viajar para Cancun, mas o dano foi menor: iam de TAM e a empresa aérea "honrou" os bilhetes mesmo sem ter recebido por eles e o hotel em Cancun deu um desconto de 50%, então conseguiram viajar mesmo assim. E semana passada compramos nossas passagens para o Brasil pela KLM. Tinha passagem aérea pela Varig por 50 euros a menos, mas eu não quis arriscar. Lembrei que no ano retrasado a Varig andou cancelando uns vôos, este ano fechou a Varig travel e resolvi não arriscar.


E o povo do Palace? Uma vergonha... Como pode o judiciário leiloar os bens do desgraçado somente agora? Como pode um juíz ( com certeza amiguinho do Naya e corruptíssimo ) ter liberado parte dos bens dele? Como pode o governo pagar algumas vítimas ( 10 vítimas, 40% do valor do imóvel ) e duas horas depois suspender o pagamento? E onde está o Naya? Já foi julgado?


Eu detesto gente que faz de tudo para enganar o governo, sonegando imposto, achando "brechas" na lei para se beneficiar de alguma maneira, mas tem hora que penso que tem que sacanear esse governo de meia-tigela sim. E muito. Afinal, não dizem que "LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO TEM 100 ANOS DE PERDÃO"?

Publicado por Adriana às 10:09 AM

vrijdag, juli 23, 2004

Copacabéééééna

Parece que chegou o verão. Está na hora dos holandeses tirarem seus cds de verão do armário. Ah, não falei, né? Aqui o povo adora uma coletânea de músicas de "verão", e música de verão para eles é sempre música latina. E muita salsa e merengue e sei lá mais o que, e é claaaaro, música brasileira.


Eu queria muito, mas muito mesmo que a música brasileira fosse representada aqui fora pelo que temos de melhor. Vira e mexe toca Aquarela do Brasil, Garota de Ipanema ( sempre em inglês, o que perde totalmente a melodia da letra ), e uma vez na V&D ouvi "Sorte" com Gal e Caetano. Mas estas musiquinhas legais tocam raramente, e normalmente em jantarzinho metido a chique. Brasileiro aqui fora sabe mesmo que o verão chegou pra gringaiada quando ouve: "Chooooorando se foi, quem um dia só me fez choraaaa-a-arrrr" ( tifexorrá na versão de FH ). E toca em todo lugar, a toda hora. Pior que a Macarena em Cancún. Ontem vi o video que foi exibido aqui no exterior, se bem que nem lembro como era o video no Brasil. Como aqui eles "compraram" a idéia da Lambada como "o rítmo proibido", o video mostra um certo "perigo do proibido", um grupinho atravessando uma picada no mato ( tipo uma floresta ) e chegando numa praia deserta onde eles dançam lambada ao som do KAOMA ( hahahaha - lembram-se disso? ). Eu tremo ao pensar que um futuro entrevistador numa empresa possa pensar em mim atravessando uma floresta, de sainha e fio-dental, para dançar "tifexorrá" na praia ao pôr-do-sol. Mas Deus é Pai, isso é só uma viagem doidona minha. Espero...


Hoje o professor de direção colocou lá o cd dele: Verão latino 2002. Representantes brasileiras:


- Maionese, ele me bate-bate feito maionééééése...
- Bom-xi-bom-xi-bom-bombom Analisando essa cadeia hereditária...
- Carrinho de mão, padá padá padádá


E a aluna depois de mim entrou no carro: ah, eu tenho esse CD, comprei em Ibiza... Ó céus... Justo carrinho de mão????


Ano passado tocou muito "Já sei namorar" do Tribalistas, que é bem legalzinha. Já é uma melhora.


E tem mais. Insistem em tocar a música daquele americano esdrúxulo cujo refrão é: Copacabééééna... I fell in love... In Copa... Copacabééééna. E sempre me perguntam se Copacabéna é mesmo tão legal. E o que eu vou falar? Vou mentir? Antes eu falava que não, que é feio, lotado, perigoso, e de noite cheia de ladões de gringo e prostis, mas a cara de decepção me cortava o coração. E além do que, eu não vou fazer propaganda contra a minha terra. Precisamos dos eurinhos desses gringos. Hoje eu falo: ah, essa música é muito antiga. Antigamente CopacabAna era mesmo linda, mas agora há lugares melhores.


E sempre perguntam da violência. Eu pessoalmente nunca fui assaltada, nem no carro nem na rua. Nunca roubaram meu carro ( tentaram, mas não conseguiram ). Mas li uma coisa interessante no blog "Sindrome de Estocolmo". Ela falava que andar com um gringo ( o marido dela ) pelas ruas no Brasil, é como andar com um alvo. Olha, é exatamente assim que eu me sinto. Tenho medo o tempo todo, pois ladrão tem idéia de que estrangeiro é tudo rico, vão querer tirar horrores do coitado, e se não tiver, o que será que farão? Lembram-se do caso do casal francês que foi assaltado e enterrado vivo? Ai credo...Bate na madeira três vezes...


THANKS GOD IT'S FRIDAY!!!! ( putz, amo as costelinhas de porco deste restaurante ).


Hoje vou até a D-Reizen pagar as passagens. Vou pagar uma nota e a KLM não abre mais a possibilidade de se marcar o assento com antecedência. A prioridade é para quem compra o E-Ticket. Estava louca para comprar o E-Ticket, mas o fofo do meu marido esqueceu de fazer o up-grade do cartão de crédito para GOLD e o limite de 1500 euros não dá pra pagar as duas passagens. E qual é a vantagem do E-Ticket? Primeiro que até o fim do ano você estará ganhando milhas a mais por usar o serviço. Segundo que o preço de cada passagem é quase 20 euros mais barato que na D-Reizen. Você não recebe o ticket de papel, mas um código. 30 horas antes de viajar você faz o seu e-checkin: entra no site, digita o código da sua passagem, adiciona o código da passagem dos seus acompanhantes, escolhe os lugares ( tem um mapinha do avião com todos os acentos disponíveis e localização de cada um ), e imprime o "cartão de embarque" em casa mesmo. Chegando ao aeroporto, não precisa ir para a fila do checkin, tem uns "pontos de recolha de bagagem", normalmente sem fila alguma, onde vc coloca a sua bagagem numa balança, passa o cartão de embarque que você imprimiu em casa, a maquininha imprime as etiquetas das malas, você gruda na alça e tchum, a esteira leva sua mala. Simples. Quem sabe da próxima, né? Mas como diria meu professor de Microeconomia: para cada "aparato eletrônico" que inventam para simplificar a nossa vida, milhares de pessoas perdem seus empregos. No futuro não vai ter mais um montão de mocinhas de terninho azul e coque com gumex para olhar seu passaporte e marcar seu acento. Não vai ter mais caixa de supermercado: aqui no Jumbo já tem "autokassa", mas sobre isso falo outro dia. Agora pra encerrar o assunto: em que outro país senão o Brasil ainda existe cobrador de ônibus?

Publicado por Adriana às 11:04 AM

woensdag, juli 21, 2004

Home Sweet Home

Já venho falando há tempos que eu e FH estamos procurando casa. No geral, é muito mais fácil do que no Brasil, difícil mesmo é pagar - já já eu falo dos precinhos.


Assim como no Brasil, aqui também tem imobiliária. A diferença é que TODAS tem site na internet com todas as informações das casas, fotos, às vezes até planta. Isso facilita muito, pois na faixa de preço que queremos só olhamos se o endereço é legal, se a casa tem tudo ( ou quase ) que queremos, e ligamos para marcar uma visita. É claro que as fotos enganam muito, mas é melhor do que ir somente na "conversa" do agente imobiliário.


Além das imobiliárias tem um site nacional, chamado FUNDA ( www.funda.nl ) onde você acha todos os tipos de casa / apartamento em qualquer cidade da Holanda. Raramente se acha uma casa que não esteja anunciada lá. E mesmo que não tenha todas as casas à venda, é uma excelente ferramenta de comparação de preços.


Eu ouço gente falar que entrou numa fila pra comprar casa, eu nunca vi isso. Ouvi falar também em fila para aluguel, aqui em Eindhoven tem imóvel pra alugar adoidado em qualquer imobiliária. Acho que deve ser diferente de cidade pra cidade.


Os preços são de arrepiar, mas as condições de pagamento são quase de pai pra filho. Aqui vale o sistema de hipoteca, e para solicitar seu financiamento a exigência principal é que você tenha emprego fixo. Como aqui é bastante comum ter contrato por um ano, ou contrato por tempo determinado, eles são bem rigorosos. Não importa a sua renda, se não for o tal "vaste baan" ( emprego fixo ) vais morrer pagando aluguel. Segundo o "Conselheiro Hipotecário" do Postbank, não há nenhuma exceção. O valor a ser financiado gira em torno de 4,5 vezes seu salário anual bruto. E as taxas de juros... Existem várias "modalidades" que eu não vou ficar aqui explicando, mas a taxa de juros mais baixa que encontramos foi de 3,9% ao ano e a maior de 6%. No Brasil, essa taxa de 6% só se consegue na Caixa Econômica Federal no programa de compra da primeira casa ( você não pode ter outro imóvel e o limite máximo do empréstimo é de 50 mil reais). Nos bancos "normais" essa taxa varia de 12% a 18% ( pelo menos era essa há 3 anos quando comprei meu apartamento ).


A região mais cara da Holanda é, claro, Amsterdam. Vimos um apartamento de 42m2 a venda por Euro 247 mil. Um pouco mais baratas, são as casas das demais cidades da Randstad ( Utrecht - Den Haag - Rotterdam ), mas ainda são uma facada de "faca guinso". As duas províncias ( equivalente a Estado ) mais baratas são Noord-Brabant e Limburg. Segundo o makelaar ( corretor ) isso se deve não por estarmos tão ao Sul ( e consequentemente longe de Amsterdam / Randstad ), mas pela proximidade à Bélgica, onde imóveis chegam a ser 30% mais baratos. Eindhoven está a 20Km da fronteira, e talvez por isso seus imóveis sejam os mais baratos de Noord-Brabant.


Fora apartamentos, existem basicamente 3 tipos de casa. A tussenwoning, a helft van dubbel e a * suspiros * vrijstaande. Veja abaixo:





A tussenwoning é uma casa no meio de uma "fileira" que pode chegar até a mais de 10 casas. As mais novas têm um jardinzinho na frente para "isolar" um pouco a casa de quem passa na rua, e um quintal atrás. Esse quintal pode ou não ter saída, e quando tem é para uma rua estreitinha, e se você quer ir do seu portão traseiro para a porta da frente sem passar pela casa, tem que dar a volta no quarteirão todo. As mais baratas e antigas normalmente tem um toilet no andar térreo e no andar de cima somente uma ducha com uma pia. E o sótão ( no que seria o terceiro andar ) só é acessível via uma escadinha "escamoteável", portanto além do "boiler" ( que eu não sei como chama em português, mas é aquele aparelho para esquentar água ) não se pode aproveitar o espaço. As mais caras ( e normalmente mais novas ) tem o tal toilet com piazinha no andar térreo e um banheiro "completo" no primeiro andar ( às vezes até com banheira ). A cultura de ter somente um toilet no andar térreo está tão arraigada no holandês que muitas vezes a pessoa compra a casa que tem o tal "banheiro completo" e manda remover o toilet para colocar máquina de lavar e secar. Ou para colocar banheira. A casa que eu amei é assim, até tem a "conexão" para o vaso sanitário, mas o dono mandou ver numa banheira por cima da saída. Outra vantagem dessas casas "maiorzinhas" é que o sótão é maior, tem uma escada fixa para se chegar a ele, muitas vezes dotado de janelas tipo mansarda (aqui chamam de dakkapel ), ou sacada. É legal para se fazer quarto de estudos, escritório. A melhor idéia que vi até hoje para o sótão ( zolder ) foi a de usar o espaço para fazer Home Theatre. Já pensou, que máximo????


Aqui em Eindhoven uma casa dessa custa de Euro 150 mil a Euro 270 mil.





A tradução de Helft van dubbel é algo como "duas debaixo de um teto". Seria mais ou menos equivalente a nossa casa "geminada". Podem ou não ter garagem ( normalmente na lateral ) e todas que eu vi são bem espaçosas. Não posso falar muito dessas pois as que custam mais barato ( menos de Euro 250 mil ) são muito velhas, então nem fomos ver. Custam de Euro 250 mil a Euro 650 mil. Essa aí da foto tem 144m2, 470m3 e custa Euro 535 mil. É mole?





Ah, a Vrijstaande woning... Suspiros suspiros suspiros... São as casas mais caras. Como diz FH: não tem que dividir parede... Naturalmente são as mais caras, e mesmo as pequenininhas, menores do que as tussen que eu e FH estamos olhando, custam mais de Euro 300 mil, só porque "não dividem parede". Juro pra vocês que eu NUNCA vou ter coragem de pagar essa fortuna numa casa só para não dividir parede. É claro que tem outros benefícios, mas meu quinhão monetário nesta vida eu quero em viagens, não em paredes.


E é isso... Eu e FH estamos procurando pela "simplesinha mas honesta". Na verdade, não tão simples. Queremos a casa com sótão e com banheiro em baixo e em cima. De preferência no bairro que nós amamos. Por enquanto as que encontramos estão precisando de umas reforminhas. Eu por mim, encarava. FH está todo indeciso ( ó, novidade ). As casas que estamos vendo têm sala dois ambientes, cozinha, lavabo no térreo, no andar de cima 3 quartos e banheiro com toilet, escada fixa pra o sótão, e sótão "aproveitável". FH acha que vamos "viver apertado por um tempo, mas daqui a uns 3 anos ( quando eu tiver um emprego para juntar a renda ) compramos uma maior". Eu já estou querendo comprar na vizinhança boa para não ter que trocar de casa nunca mais. Eu acho sala grande e 4 quartos bom demais para um casal, não acham? E essa na vizinhança chique tem até garagem. Oooops, esqueci de falar que as tussen não tem garagem. Você compra um "box-garagem" próximo da sua casa e paga Euro 12.500. Nessa tussen no bairro chique tem "car-port" que é um "tetinho" para o carro e você pode construir o box se quiser. Eu queria muito muito muito mesmo fechar com essa casa, mas FH... E seguirei sábio conselho de minha mãe: deixe ele escolher ou achar que escolheu, senão qualquer coisa vai ficar falando que não queria ter comprado aquela casa...

Publicado por Adriana às 11:37 AM

dinsdag, juli 20, 2004

Meu blog, minha casa...


Agora que a poeira abaixou, vamos colocar ordem nesse humilde puxadinho, como diz o Cido do Vilamarca. A internet está aí, esta maravilha de liberdade de expressão, espaços democráticos, todo mundo pode ter seus 15 minutinhos de fama ( ou 7 dias de blogs of note ). E que maravilha poder trocar opiniões, idéias, escrever o que eu bem entender... Afinal, é pra isso que a pessoa deixa o campo comentários, certo? ERRADO!


NÃO NÃO E NÃO


Esta é a sala de estar da minha casa, é o meu espaço e eu não vou admitir grosserias, baixarias, infantilidades, xingamentos, ou qualquer palavra que ofenda a mim, à minha família ou amigos.


E a gota d'água foi esse diz-que-me-disse na semana passada com a Karenin e Raphael ( de novo ). Karenin tomou as dores do Raphael e escreveu um post enorme onde me chamava de covarde por deletar os posts do menino. Deletei e continuarei deletando, já que ele diz que muda o IP todos os dias e por isso meu "bloqueador de IP" não o bloqueia.


E embora não deva nenhuma explicação para os dois, pelo menos aos amigos e família que frequentam este blog vou colocar meus motivos para tomar tal atitude.


Raphael lê meu blog desde o início, e todas as vezes que eu escrevia alguma das minhas decepções com a Holanda, ele deixava um comentário rude. Ele fala que não, que não eram rudes, que eu sou muito sensível, que eu o levo muito a sério... Mas até aí, releva-se. O fim da picada para mim foi quando ele deixou um comentário dizendo que acha que o governo holandês não deveria "ajudar" imigrante nenhum pagando curso de holandês, e que deveria sim dificultar o mercado de trabalho para o imigrante. E eu me matando para aprender o idioma porque o governo exige, e andando de cima pra baixo fazendo mil entrevistas, mandando centenas de CV, levando muito não na cara. Se essa é a opinião dele, porque perder tempo lendo meu blog?


E, embora eu tenha bloqueado o IP dele, os comentários continuaram, culminando no episódio da semana passada. Acho que o "trocador de IP" dele está com defeito, pois ele não conseguiu mais deixar comentários, mas em compensação, me manda e-mails enormes, apesar de eu ter pedido a ele que siga em frente com sua vida, que tenha um pouquinho de amor próprio e entenda que ele não é bem vindo no meu blog. Vamos ver porque?

Trecho de e-mails do Raphael:

"Falo da garota do chalé, porque quando eu comento no seu blog vem mil e 1 donas de casas que foram aí pelo marido ou forçadas por situações pessoais dizendo que é assim mesmo e tal, eu pelo menos tenho um caso diferente, por isso insisto em dizer e também digo pq vc reclama de emprego e diz que o povo é iludido mas se acha boa demais por exemplo para limpar uma casa."


Raphael, qual é o problema em ser dona de casa? Essas "donas-de-casa" as quais você se refere em tom de pouco caso são também médicas, engenheiras, jornalistas, advogadas, profissionais de turismo, administradoras de empresas, economistas. E além de donas de casa, profissionais com nível superior, algumas ainda são mães. Merecem não um pouco, mas muito mais respeito do que isso, Raphael. E qual o problema em "vir pelo marido"? E o que você quer dizer com "forçadas por situações pessoais"?


"( ... ) posso ter sido rude, mas xingar nunca fiz. Vc é muito sensivel e se leva muito a sério, redicularizou meu comentário e eu redicularizei sua vida. Simples. Troco. Digo que seu marido é traumatizado pq "ele chora quando ganha havaianas""


Sim, Raphael, meu marido é traumatizado. Família infelizmente a gente não escolhe, e ele não deu sorte. Meu marido não tem absolutamente família alguma aqui, somos somente nós dois. Quando vamos viajar e precisamos deixar "um telefone de contato" aqui na Holanda, damos o da Claudinha, e se morrermos num acidente ( bate na madeira ), ela que terá que tomar as "providências". E ele se emociona todas as vezes que recebe um presente do Brasil porque nunca recebeu antes presentes sem uma data específica, só porque a pessoa gosta de você. Ele se emociona Raphael, porque finalmente tem primos, cunhado, sobrinhos, sogra... Enfim, agora ele tem uma família e ganhar presentes significa que esta família gosta dele.


"( ... )Diz que sou imaturo isso e aquilo mas deleta os meus comentários (educados e respondendo a outros comentários)"


Se os comentários acima são os "comentários educados" eu não quero esperar para ver os mal-educados. É por isso que você continuará com seu IP bloqueado e se conseguir comentar, deletarei.


"( ... ) não sabia que "feia" e "chata" eram xingamentos."


Volte para a escola, então.


"Faça-me o favor, se você não gosta de mim, pelo menos seja honesta e para de
mascarar porque eu sempre fui honesto nos meus comentários."



Eu já cansei de dizer que não gosto de você. Te bloquei, deletei seus comentários, o que mais preciso fazer?



"A partir do momento que você se expõe em um blog e lá tem comentários eu tenho todo o direito de dizer o que penso."


E era aqui que eu queria finalmente chegar. Quero no meu blog discussões sadias, quero respeito para com a chata e feia aqui, para com o traumatizado do meu marido e para com as minhas amigas "donas-de-casa". Não voltarei a este lenga-lenga, simplesmente deletarei os comentários que fugirem desta norminha básica que é: ser educado neste blog como você seria visitando a casa de um colega.

Publicado por Adriana às 10:29 AM

maandag, juli 19, 2004

O caso Martha Stewart


E a Martha Stewart pegou 5 meses de xilindró. Para quem não faz nem idéia do que eu estou falando, Martha Stewart é uma apresentadora americana mais ou menos no estilo Ana Maria Braga, que a dois anos obteve informações "privilegiadas" de um amigo e vendeu ações na bolsa de uma companhia que ia ter problemas. Super simplificado, mas não vou ficar aqui explicando nos mínimos detalhes.


Eu achei que ela nuuuuunca iria pra prisão, alguém aqui consegue imaginar a Ana Maria Braga na prisão? Pois bem, ela foi declarada culpada e sentenciada a 5 meses de prisão. E que me decepcionou muito foi o "discurso" dela para o juiz: Exmo. gostaria de pedir uma pena leve, considerando todos os serviços que eu já fiz para a comunidade... Embora eu goste da Martha Stewart e tenha torcido para ela não ser condenada, achei o "apelo" dela lamentável, pois por mais que ela seja uma pessoa famosa e tal, nunca fez nada de graça. Um livrinho dela, dos mais simplezinhos, custa uma nota. E kits "faça você mesmo" também são caros. Tudo que involva o nome da dita cuja é caro. E daí mostram velhinhas com olhinhos cheios de lágrimas: ver a Martha fazendo artesanato era uma das poucas alegrias da minha vida, agora nem isso... Tsc tsc tsc tsc tsc...


Eu sei lá o que acontece na cabeça das pessoas quando elas ficam ricas... A Martha por exemplo. O patrimônio dela, entre "bens imóveis" e ações da própria empresa que ela fundou fica em quase 1 BILHÃO de dólares. E ela se enfiou nessa enrascada toda para "salvar" sabe quanto? 51 mil dólares. Gente, o que é 51 mil dólares para quem tem 1 bilhão? Será que a pessoa desenvolve um egocentrismo tal que faz essas besteiras não tanto pelo valor, mas simplesmente porque obteve um informação privilegiada e não pode deixar a chance passar? Ou a ganância é tão grande que até 51 mil dólares contam?


Eu acho que o cérebro derrete mesmo com tanta grana entrando por todos os lados. Uns ficam gananciosos, outros perdem a noção do valor. Vira e mexe eu assisto o programa Newly Weds da MTV com Nick Lachey e Jessica Simpson. Eu não sei de onde esses dois apareceram, como ficaram famosos, só sei que cantam ( e até que bem, por sinal ), casaram faz pouco tempo, e moram em LA numa casa liiiiiinda. Esta semana Jessica pega o carro e sai à compras. Chega toda feliz com 3 pacotinhos de jogos de lençóis. Nick, que é mais pé no chão vê escrito "linho egípcio" e pergunta quanto foi: 1400 dollares!!!! Gente, por 3 jogos de lençóis egípcios. Detalhe: eu e FH vimos apartamento de 2 quartos no Egito, de frente para a praia por 13 mil euros, ou seja, com o dinheiro de 30 jogos de lençóis egípcios você compra um apartamento no Egito! O coitado do Nick fica muito puto, vai pro andar de cima, fecha a cara. Inconformado diz que não tem problema nenhum nos lençóis americanos deles ( seguramente comprado na melhor loja de LA, e não em qualquer K-MART da vida ), e ela diz na lata que "ah, não durmo muito bem com eles..."


Voltando à Martha Stewart, ela era cheia de fazer artesanato. A primeira vez que ouvi falar dela foi num daqueles programas para "dona-de-casa", as apresentadoras iam montar uma árvore de Natal com uma das idéias do livro de Natal da MS. Imagina só, Brasil, 1988, antes de abrirem as fronteiras para produtos importados ( necas de catipiroba de todos aqueles enfeitinhos made in Taiwan ), as únicas opções de enfeites que tinhamos eram aquelas bolas e "pingos" feitos de vidro, e as famigeradas bolas de fio de nylon. A "idéia" da MS era divina: vc comprava um sacão de bombons ( as apresentadoras brasileiras indicavam sonho de valsa, que já vem com papel alumínio prata ), embrulhava num pedaço de celofane como se fosse um ovinho de páscoa, amarrava com uma fitinha dourada ou prata e colocava na árvore. Fiz as minhas "bolas" todas coloridas, a árvore ficou linda! Acontece que na minha casa éramos todos formigas, e sabendo que a árvore ia ficar sem enfeites loguinho, comprei um saco de bombons a mais e coloquei na gaveta da estante e pedi pro povo pegar da gaveta e não os da árvore. Mesmo assim a cada dia que passava a árvore ia ficando mais e mais pelada. Eu já não vencia comprar papel celofane. Será que era a Jeovana, a nova empregada, filha da passadeira de roupa D. Maria? O mistério foi descoberto logo: minha mãe foi fazer o famoso pudim de ano novo e cadê as 12 latas de leite condensado do pacotão do Makro? Tinha apenas 3, todas as outras foram "surrupiadas" por Jeovana. Ela pegava as latas para levar pra fazer leite pros irmãos pequenos ( diluindo na água ). E no gavetão da cama dela uns 40 papeizinhos coloridos de bombom.


Anos depois dei a idéia para uma secretária da GM e fizemos a árvore inteirinha de bomboms ouro preto dourados embalados em papel "laser". Ficou lindo lindo lindo. Durou até um engraçadinho perceber que eram bombons e falar pro povo. A árvore ficou pelada em 2 dias. Grande idéia, Dona Martha Stewart!

Publicado por Adriana às 10:58 AM

vrijdag, juli 16, 2004

Ah, e antes que eu me esqueça...

Tenho que fazer propaganda... Claudinha está ensaiando uma volta aos blogs. Quem, como eu sente falta do AS FASES, dá uma passadinha na no fotolog dela e deixa um recadinho falando pra ela voltar. Aliás, a partir do mês que vem Claudinha é mestra... Mestra Claudinha... :o)


AS FASES LIGHT

Publicado por Adriana às 9:39 PM

Blog da Marcia Goldsmith?

Nuoooossa, esse blog tá parecendo o antigo programa da Márcia Goldsmith ou o da Rick Lake, que eu adoro por sinal. Mas vamos ao café no bule...


Karenin, eu não deletei os posts do Raphael por ele ser contrário a minha opinião. Se você reler os comentários dos meus arquivos vai ver que não só tem muitos comentários contrários à minha opinião, como comentários do próprio Raphael. Cheguei até mesmo a trocar uns e-mails com ele. O que eu não admito é alguém entrar no meu blog, meu espaço e vir com criancisses ridículas do tipo: você é feia, você é gorda, seu marido é traumatizado, etc e tal. E esse era basicamente o conteúdo dos posts do Raphael. Quer discutir, ser contra minha opinião, é para isso que eu deixo o link para comentários, mas vir com baixaria, me desculpe, mas aqui não!


Quanto ao costume de não tomar banho e de eu achar um nojo, acho mesmo um nojo em pleno 2004 um povo dito de primeiro mundo não tomar banho. E sabe, dizer que é "bagagem cultural" tudo bem, mas vir com esta história de "passaram por 2 guerras" é meio manjado. Durante a guerra, assim como não podiam tomar banho, não podiam também fumar pois não havia tabaco e o pouco que havia era enviado aos soldados, e não tinham bebidas alcoólicas pelo mesmo motivo. No entanto, quanto tabaco e álcool voltaram a fazer parte do dia-a-dia, tiraram a barriga da miséria, se esbaldam de tanto beber cerveja e vinho e fumam feito uns condenados. Porque não fizeram o mesmo com o banho? Porque não pensaram: ah, agora que temos água disponível, vou me esbaldar de tomar banho? Sabe porque? Bagagem cultural. Assim como está na nossa bagagem cultural ( benditos índios ) tomar banho todos os dias, não está na deles. Mas essa história de "coitadinhos-passaram-por-duas-guerras", nesse aspecto para mim não cola.


E o cavalo comendo capim... Engraçado como cada um tem uma leitura diferente das expressões do dia-a-dia. Sempre que eu uso essa expressão, penso lá no cavalinho comendo capim, sonhando com uma cenourinha, um torrão de açúcar, mas tendo que se contentar com o capim duro e sem gosto até alguém lembrar de dar a cenoura o açúcar para ele. Assim eu vejo minha vida aqui. Eu sei que algum dia eu vou conseguir um emprego, vou falar melhor e entender a língua, mas por hora, vou me contentando com meu capim. Assim como o cavalo come o capim para se manter em pé até a hora da cenoura chegar, vou eu levando as aulas de holandês, mandando um CV aqui outro acolá, e um dia a fase do capim vai passar.


E chega de briga gente. Se eu não puder falar o que eu bem quiser aqui, para quê manter um blog? E a política do "deletar" vai continuar a mesma. Opinião contra, discussão, ponto de vista diferente fica, baixaria, palavrão, xingamento, DELETA. E passa cyber-sabão na boca!


Bom fim-de-semana, que finalmente vai ser de SOOOOOL.

Publicado por Adriana às 4:27 PM

Pare encerrar o assunto do Raphael...


Como já escrevi aqui antes, Raphael é um pós adolescente ( tem lá pelos 18 anos ), filho de holandês, que na arrogância típica dos adolescentes, acha que se um dia vier morar aqui na Holanda, vai haver uma comissão de boas-vindas para ele no aeroporto. Cá entre nós, eu acho que o Raphael nunca vai ter coragem de sair da barra da saia da mamãe ( ou do papai ) e vir aqui comer capim como fazemos nós imigrantes, mas se um dia ele tiver colhões, espero que tenha um site / blog pra gente poder se matar de rir com todas as portas na cara que ele vai levar. E eu juro que queria ser uma mosquinha para ver ele lá nos CWI's da vida, pedindo financiamento para fazer faculdade, e ouvindo: ah, seu pai é holandês, e daí? Você é brasileiro, não fala holandês, por que se acha no direito de ter bolsa de estudos? No fim, ele vai conseguir a bolsa, mas que vai ouvir poucas e boas, ah isso vai.


E a dor... Não passou. Ontem tomei um ultra-banho de banheira, tomei muuuuuito voltaren, ganhei massagenzinha com pomada ( quando esfrega bem ela até dá um alívio ) e agora estou na base do ibuprofeno / voltaren. Tive aula de direção ( devo fazer o exame no início do mês que vem ), e foi duro aquele tal de olha por cima do ombro toda hora. Aliás, além da dor no pescoço agora estou com dor no bolso: Euro 220 para fazer o pré-exame ( sim, muitos acham besteira fazer o pré-exame mas eu vou fazer ) e semana que vem Euro 250 para marcar o exame final. Isso sem falar nos Euro 38,50 por aula. E nem tenha ilusão de que com meia dúzia de aulinhas você vai passar, o indicado é no mínimo 10. Afinal, você tem apenas uma chance para fazer o exame simplificado, se não passar, vai ter que fazer prova teórica, pré-exame e exame como todo novato.


E a casa... Aquela casa no bairro lindo que tem que colocar o toilete no segundo andar continua a venda, e abaixaram o preço! Eu estou desvairada, não consigo pensar em outra coisa. Já falei pra FH que quero ir a um lugar que faz banheiros para pegar uma cotação ainda este sábado. FH disse que se comprarmos a casa vai querer comprar cozinha nova também. E lá vai $$$$. Mas essa casa seria para morar bastante tempo, e não uma solução provisória. Aos poucos podemos deixar a casa um xuxuzinho. Ai sei lá, só sei que não consigo pensar noutra coisa.


E ainda com a tal chuvinha cretina, chegou finalmente o fim de semana. E também minhas férias... Agora só tenho que devolver os livros do estágio anterior e aproveitar estas 7 ( SETE!!!! ) semanas de férias. E bom fim de semana pra gente!

Publicado por Adriana às 11:00 AM

donderdag, juli 15, 2004

Eu queria ser cool...

Eu queria ser cool, blasé, atemporal, escrever legal como o Moe ou as Megeras Magérrimas. Mas sento na frente deste computador e parece que estou sentada na manicure contando os "acontecimentos da semana", bem diarinho mesmo. Que seja... e hoje nem vou escrever muito porque estou com um músculo em algum lugar do pescoço-ombro-costas inflamado, doendo que só. Meu excelentíssimo marido "levantou" os braços da cadeira do computador e nada avoada que sou, não percebi. Depois de umas 5 horas com o braço apoiado no tal apóia braço no lugar errado estou com esta dor horripilenta. Sonhei a noite toda com GELOL, e aqui não tem. Lembrei que vi a propaganda de um tal Advil Spray, mas pagar Euro 13 num spray pra torcicolo é demais. Comprei uma pomadinha super-genérica Kruidvat. Vim para casa, tomei Voltaren, passei a pomada e coloquei bolsa de água quente. E nada. Agora estou aqui me torturando por não ter comprado o tal Spray caro. Neste momento pagaria Euro 100 se realmente me tirasse a dor. Já falei que o Voltaren daqui tem 1/4 da dose do Voltaren do Brasil? Pois então, tomei 4. E nada. Estou de mau-humor, ranzinza e reclamona. Mas me dêem licença, pois hoje tenho todo o direito. Chove aquela chuvinha cretina, eu tive que tomar esta chuva cretina para ir ao tal CWI fazer a validação do meu diploma, e de quebra comprei uma pomada que não resolve meus problemas. E cheira cânfora. Deixa eu reclamar, vai...

Publicado por Adriana às 2:34 PM

woensdag, juli 14, 2004

Prova do crime


Veja abaixo comentário do Raphael, que é descendente de holandeses. Assim como nem todos são limpinhos no Brasil, nem todos são sujinhos na Holanda, mas que eles tomam menos banho que a gente ( principalmente os mais velhos ), ah isso tomam. E Raphael, suando ou não suando, banho todo dia é o mínimo para se manter saudável. E se você já passou "temporadas" aqui, sabe que ninguém passa frio dentro de casa. Pode estar o frio que for, dentro de casa está sempre ao redor de 22 C. E quer coisa mais deliciosa do que chegar em casa congelando e tomar banho quentinho? E aquela luvinha, mesmo sendo individual, é um nojo. Esponja, se for aquelas modernas de fios de nylon ainda vai, mas luvinha atoalhada? E o que você faz com a sua depois do banho? Pendura no banheiro onde? Que lindo aquele banheiro com 7 luvas molhadas depois de serem esfregadas na bunda. Ecaaaaaaaaaaa... que nojooooooooooooooooooooo...


"Você exagera pra caramba! Lendo assim parece que os holandeses são super porcos. Eu tenho uma família inteira holandesa, já passei temporadas por aí e sinceramente nunca ouvi falar que, as luvas de higienicas tem que ser divididas, cada um tem a sua, inclusive eu tinha uma, mas nunca era usado em lugar do banho, mas para ajudar no banho a limpar melhor. No inverno o povo toma menos banho pq soa menos e eu acho isso lógico, se você tá num país onde o frio é de matar, onde vc está congelando, onde vc não está soando, não tem pq tomar banho todo dia. Claro que se vc está sujo, tome banho.
Você fala, parece que todo holandês é hiper-porco, isso não é mais história que o seu marido conta pra ti? por ele ter vindo de uma família que não dava atenção para ele? ele parece ser cheio de traumas, eu hein!
Raphael"

Publicado por Adriana às 10:10 PM

O copo está sempre meio vazio, nunca meio cheio...


Sim, este é meu FH. O copo está sempre meio vazio. E esta história de procurar casa está acabando com meus nervos. Eu, ao procurar uma casa, olho bem o potencial. Se não tem grandes coisas pra arrumar, só coisinhas pequenas, ótimo. FH sempre acha a casa ruim. Mesmo as boas. Inventa milhões de defeitinhos cretinos, coisas sem importância. O engraçado é que a casa que visitamos no sábado, que ele detestou; hoje, após a visita a outra casa, é boa. Como assim? No sábado ele achou que a casa era meio velha, tinha poucos fusiveis, as portas eram de madeira maciça mas meio antiquadas. Hoje visitamos uma casa na vizinhança mais chique de Eindhoven. Acho que esperávamos mais da casa e nos decepcionamos, mas o fato é que saindo da casa ele começou: aquela casa de sábado era mais bem cuidada ( ele não acha mais que a casa é velha, agora é bem cuidada ), o quarto do casal era maior, e as portas eram de madeira macicinha, né? E eu ali, com cara de bosta.


O negócio é que adoramos o bairro chique, é lindo demais, mas é longe pra burro do centro. E a casa que nós podemos pagar é pequena. Com o mesmo dinheiro aqui pelo centro compramos casa maior. Ó dúvida cruel.


E essa casa de hoje, de novo, tem vaso sanitário só no primeiro andar. Agora vamos falar sério...


TEM GENTE NESSA TERRA QUE É MUUUUUITO PORCA!!!!!


Li um blog de uma holandesa que está morando no Brasil e ela esconjurou nossas "cestinhas" para colocar papel higiênico. Fazemos assim porque é mais fácil tratar esgoto sem papel, mas concordo que o sistema daqui é melhor ( joga-se o papel sujo no vaso sanitário ), mas vamos então a porqueira dessa gente aqui.


Primeiro é essa história ridícula de não ter vaso sanitário no banheiro. Ainda se fosse uma casa simplesinha ainda vai, mas uma casa de mais de 200 mil euros, no bairro mais chique da cidade é de matar. E aquele escovão cilíndrico, nojento, repugnante para limpar o vaso sanitário? Para quem não sabe, o vaso sanitário aqui tem um formato esdrúxulo, a parte sólida fica num "degrau" e a água da descarga "empurra" o negócio pro cano. Com isso, o "marronzinho" bate na parede do vaso sanitário e deixa mais sujo do que o que temos no Brasil, e o povo costuma limpar essa "mancha" que se acumula na parede do vaso sanitário com um escovão cilindrico. O detalhe nojento é que aquele escovão fica ali, amarronzado, no seu banheiro. Toda vez que FH insiste em usar eu espero ele ir trabalhar e jogo o negócio no lixo do prédio. Ele vai lá na Blokker e compra outro. Estamos no terceiro. Ainda está sem uso, mas do dia que ele insistir em usá-lo, vai pro lixo de novo.


E a tal "luvinha higiênica"? Você compra um jogo de toalhas e vem um quadrado de pano de toalha costurado em forma de bolso. Parece uma luva quadrada. No inverno o povo ao invés de tomar banho, lava as axilas com aquilo e depois as "partes íntimas". Tem que prestar atenção na ordem e sempre lavar a tal luva depois de usar, deixando limpinho pro próximo usuário. As de casa também foram pro lixo. FH usava para colocar pregador, e como meu holandês é bem limpinho, mesmo no inverno é chuveiro todo dia.


E o povo aqui ainda usa lenço de pano. Nojento colocar o tal lenço, cheio de narotcha na máquina de lavar com as demais roupas. Liiiiiixo, e viva o Kleenex.


Vou ver se um dia acho tempo para tirar umas fotos ilustrativas.


E enquanto isso continuamos procurando casas com 2 toiletes. Um em cima e outro embaixo. Ó céus!!!!

Publicado por Adriana às 11:12 AM

maandag, juli 12, 2004

Mais um desabafo...

Tem dia que dá vontade de sair pulando e gritando, como já diria minha avó. Sabe quando tudo empaca, encalacra, não sai do lugar? Pois então...


Tenho que traduzir minha carteira de motorista para me inscrever no exame simplificado. Para tal, preciso de uma cópia autenticada, que segundo a tradutora ( muito gente fina por sinal ), podia ser obtida na prefeitura. Eis que vou, às 4:20 da tarde, de cabelo pingando nesse frio do cão, feito uma tresloucada na minha bicicleta que precisa encher o pneu, rumo a prefeitura. Ah, mevrouw ( me-vrau é a sua vó ) aqui não podemos, tem que ir a um notaris ( notarrrrrris - uma espécie de cartório ) ou ao consulado. Se o notarrrrris não puder ajudar, vá ao consulaaaaat. Adriana tem que ir "naartoe" ( narrrr-tuuuu ) a meleca do consulado. Mas eis que Adriana pensa que aquele notaris ali em frente vai ajudar. Doce ilusão. Olha o papo da menina: ah mevrouw ( me-vrau ), seu documento não está numa lingua européia... ( Adriana azul de raiva responde ): maar dit is portugees ( por-tu-rrrrrres ) van Portugal ( porturrrrrral-L-L-L ). A menina olha, como se fosse íntima do nosso idioma e responde: mas o documento não é europeu.


E agora vou ter que pagar o mico de ir ao consulado. Consulado que fica lá na pqp ( ou eu estou na pqp, como queiram ), consulado que está sempre cheio, consulado que tem fama de ajudar muito pouco. Tudo porque eu preciso que alguém na face desta terra diga que eu não sou uma falsificadora profissional de documentos. Mesmo porque se o fosse, falsificaria logo a tal Rijbewijs ( rai-be-váis ) dos infernos.


E é assim, tudo aqui é difícil para o imigrante. E eu tô deveras cansada de ser imigrante. Cansada de não entender ninguém e ninguém me entender, cansada de me ver dependente dos outros para coisas tão imbecis, cansada de ter que ter paciência para tudo.


Dá pra me mandar um valiumzinho de 6mg pelo correio? Tô precisada...

Publicado por Adriana às 6:22 PM

Férias!!!

Finalmente começam minhas férias. Esta semana tenho ainda que ir na quarta-feira na escola, e na festinha de encerramento. Nem sei se vou.

Ah, fotos do aniversário do FH:





A "mesa"



A gente percebe que tá ficando velho quando ao apagar as velinhas produz-se fumaça suficiente para ativar o alarme de incêncio.



E ele adorou a camiseta do SpongeBob



E quem casa quer casa...



Continuamos na saga pela casa dos nossos sonhos ( e bolsos ).


Fomos neste sábado visitar mais duas. A primeira era bem grande, mas meio mal cuidada e com um montão de quartos pequenininhos. O vizinho falou que para ele a casa era ótima pois ele tem 4 filhos e todos queriam seu próprio quarto. Se comprássemos aquela casa teríamos que derrubar muita parede, fazer muita reforma. Passa...


A segunda casa era de um velhinho que enviuvou. A casa é num lugar legal, de um tamanho bom, muito bem conservada. Banheiro completo novinho no andar de cima e lavabo novinho no andar de baixo. O único problema é a cozinha: teríamos que simplesmente colocar tudo abaixo, pois ela foi feita em 1970 com a casa e nunca foi renovada. E isso dá trabalho.


Estamos agora pensando em ver umas casas mais caras mas quase sem nada para fazer, prontinhas. Vamos visitar mais algumas...


O problema aqui na Holanda é que para se reformar qualquer coisa vai muita grana. Ou você se põe a fazer por conta própria ou paga uma fortuna para empresas especializadas. Até móveis de cozinha, se comprar da IKEA por exemplo, tem que montar sozinho.


Precisamos é de uma reza braba...

Publicado por Adriana às 12:54 PM

vrijdag, juli 09, 2004

Parabéns pra você...

Hoje é aniversário de FH, o terceiro que passamos juntos. Meu menininho tá virando um homão! Haahahaha... É incrível como os homens nessa faixa de idade ( início dos 30 ) ficam muito mais bonitos! Já nós mulheres temos que dar um duro danado... Anyway... Claudinha achou "pobreza" nossa programação de aniversário, mas FH é um moço caseiro e chove "cats and dogs" hoje, difícil se animar para sair de casa. Aluguei então um filme que parece ser bom ( seabiscuit, o de corridas de cavalos ), comprei duas "steam meal", poffetjes ( que FH adora e fazia um século que não comíamos ), patezinho de salmão para fazer canapézinhos, e estou fazendo mini-pizza. E é claro que comprei um bolo lindo. Nem sei se é bolo ou torta: é uma massa fofinha, recheada com creme de iogurte ( que FH ama ) e cobertura de cerejas e amoras. O detalhe é que comprei toalha de mesa de bichinhos, guardanapos de bichinhos, uma faixa daquelas escrito feliz aniversário e umas coisas para pendurar no teto. E velinhas!!!! ( esse ano tive que comprar 2 caixas, pois a caixa vem 30 ).

E vou falar: tô cansadona. Semana que vem começam minhas férias, graças ao Divino. Tenho ainda que encontrar uma tradutora aqui nesta terra para traduzir minha carteira de motorista. Alguém conhece uma boa? E vamos visitar mais duas casas amanhã. Ah, eu nem falei da casa da sexta-feira passada, né? Pela internet parecia super interessante, mas ao vivo... Gente, pra vcs terem uma idéia, a casa tinha um lavabinho no andar térreo e uma duchinha do andar de cima. Nada de vaso sanitário no andar de cima: pode isso? E o assoalho rangia, e não tinha piso, só uns lajotões embaixo e um carpete podre nos quartos. E a casa cheirava a cachorro molhado. Um horror sem tamanho. Saí de lá e desatei no choro. Pensei na minha casinha aí no Brasil, com a nossa sala linda, de tábuas corridas, janelas tipo capelinha com vitrais, a cozinha enorme, os 4 banheiros ( que FH não se conformava: repetia toda hora que tínhamos um banheiro para minha mãe, um pra mim, um pra ele e um pra gata Ali ). Só sei que se for pra morar naquele favelão fico aqui no AP. Pelo menos é bonitinho, num lugar pra lá de bom, e não temos que fazer mudança. E olha que não estamos olhando só casa baratinha não... Essa era barata ( 170 mil euros ) mas era num lugar ótimo. Amanhã vamos ver duas na faixa de 200 mil euros, parecem bem melhores, se bem que eu não confio muito nessas fotos de internet... ai ai ai...

E bom fim-de-semana pra gente. Sei que em SP é feriado ( o feriado do Mário Covas, já que ninguém se lembra do nome do feriando nem do significado ), mas pra nós a alegria começa agora.

Publicado por Adriana às 4:24 PM

donderdag, juli 08, 2004

As águas que já passaram por baixo desta ponte...

Ontem uma brasileira casada com holandês, morando nos EUA, a Lu deixou um comentário que me fez pensar muito nos desesperos de alguns meses atrás. Desespero de mudar para Londres, para os EUA, para a Austrália, qualquer lugar onde se fale uma língua que eu entendesse. A bem da verdade, ainda acho que Inglaterra não seria nada difícil, e daqui mesmo FH conseguiria acertar um emprego. Mas... e tem sempre um mas... FH tem muita dificuldade em se adaptar a situações novas. Ele não é "ousado" como eu, ou tão aberto a novas experiências. Ele é o tipo do holandês que nasceu aqui em Eindhoven, morou aqui a vida toda, escolheu a faculdade mais perto de casa, se formou e entrou para uma empresa onde ele podia ir trabalhar de bicicleta. Se para mim, ir morar na Inglaterra melhoraria imensamente minha vida, para ele seria muito muito difícil. E eu tenho que respeitar as limitações dele, pois a bem da verdade, ele sempre fez de tudo para ajudar na minha adaptação aqui, nunca reclamou de nada.

Essa é uma lição que eu aprendi com o casamento e mudança para a Holanda: aceitar as pessoas com suas limitações. Se antes era tão fácil para mim criticar a falta de iniciativa de FH, ou a dependência que ele acabou criando, hoje penso mais em todas as qualidades. Ainda tenho meus momentos de "tô de saco cheio", mas no geral, tento valorizar as coisas boas do nosso relacionamento.

Já tinha escrito um parágrafo enorme sobre tooooodas as minhas dificuldades, mas como estaria sendo repetitiva demais, deletei-o. Tenho é que escrever sobre a esperança em dias melhores, sobre nossas férias mês que vem, sobre a viagem para o Brasil no fim do ano.

FH está num momento conturbado do trabalho, e ir para Nijmegem todos os dias está acabando com ele. Ele, que sempre foi tão "limpinho", tá o maior bagunceiro. Deixa roupa pra todo lado, prato na mesinha da sala, na do computador e na mesa do jantar, papel em absolutamente todas as superfícies disponíveis do apartamento. Claro que me estressei. Falei que ele não tá nem aí para mim, que eu passo horas que podia estar estudando arrumando a casa, e quá quá quá. No dia seguinte, doida para comer um docinho mas olhando para os armários vazios ( jurei que não ia mais ficar indo 3 vezes por semana ao supermercado porque não sou Amélia ), chega FH com um pote de sorvete Ben & Jerry "Peace of cake" ( cheesecake de morango ) e não é preciso nem dizer que meu mau-humor foi pro espaço. Foi pro espaço junto com a minha dieta, que aliás nem vai mal, ela simplesmente não vai.

Agora estou aqui digitando no meio da bagunça total, e sei que não tem Janilda pra limpar. Isso me deixa muito P da vida, mas reza um pai-nosso Adriana, e vamo lá...

Publicado por Adriana às 9:31 AM

woensdag, juli 07, 2004

Start spreading the news.....

Hoje eu estava lendo o blog da Alessandra ( suburbia ) e me deu uma saudade dos EUA!

Muita gente me pergunta de onde vem esta obsessão por viagens. Ela vem duma sensação que me acompanhou desde a infância de que eu não pertencia ao lugar onde morava. Por todos os lugares onde passei eu olhava aquelas pessoas andando nos metrôs da vida, lendo seus jornais, pensando nas suas vidas e eu pensava como eu daria tudo para me encaixar naquele mundo ou em qualquer mundo. Besteira minha, pois quem garante que aquela pessoa no metrô de NY não sonhava em ir morar no calorzinho bom do RJ e quem diria que eu, indo feliz e sorridente no meu carritcho cantado alegremente para o trabalho toda manhã me sentia tão deslocada? Depois de toda viagem eu ficava deprimida por semanas, até mesmo na volta da viagem para o México, que não é nenhum país "super-desenvolvido-melhor-que-o-Brasil".

Hoje, ao ler o post da Alessandra sobre NY lembrei dos meus dias de turista por lá. Vou te falar uma coisa: eu não entendo porque todo europeu não gosta de americano. E não é só o batatão aqui de casa não, tiram o maior sarro dos americanos na TV, e pelo menos aqui na Holanda quase não se oferecem pacotes turísticos para os EUA e nem fazem programas ( tipo Yorin travel ) sobre o país. Eu adoro os EUA e não tenho nada contra os americanos. E NY é tudo de bom. Talvez seja o meu sangue paulista falando alto, mas é impossível não gostar de NY! Principalmente na época do Natal. Ai que delícia... Olhar vitrine na 5th. Avenue, babar nos brinquedos da FAO's, ir até a Estátua da Liberdade e tirar a foto brega imitando a posição-segurando-tocha dela, fazer piquenique no Central Park e passar pela pontinha onde filmaram o "Esqueceram de mim 2", passar horas na Barnes & Noble fuçando os livros, ir à Woodbury ( que fica em NJ mas todo mundo que vai a NY "estica" até lá) e shop till you drop, ver meu Van Gogh favorito ( Starry Night ) que ironicamente não está em Amsterdam, mas sim no MOMA em NY, zanzar pelo Chinatown e comprar umas bugigangas, assistir alguma peça da Broadway e tentar disputar uma cadeirinha num restaurante das redondezas a tapa, comer o melhor sanduíche de pastrami do mundo ao lado do Carnegie Hall, chegar à Times Square, lembrar de todas as fotos que vc já viu do lugar, e cantarolar: start spreading the news... I'm leaving todayyyyyyyy...

E a TV...

Ah, e tenho ainda que dizer que sou fã dos programas de auditório americanos. Assisto sempre que posso a Rick Lake ( imitada no Brasil por aquela Marcia Goldsmith ), da Oprah e até do Dr. Phil.

Esta semana me escangalhei de rir com a Oprah. Ela estava falando de modismos na maquiagem e falou que detesta gloss: "fica todo mundo parecendo que acabou de comer frango frito!" Me matei de rir porque São Bernardo tem a famosa "rota do frango com polenta" e todo mundo sai do restaurante, depois de comer muito frango a passarinho, de beiço brilhando, parece mesmo que passou gloss.

E o Dr. Phil foi uma comédia. Tinha lá uma dona que tinha trauma de tocar piano em público porque tem medo do povo não gostar e tirar o sarro dela. O Dr. Phil responde: você vê TV? O Larry King, David Letterman tiram sarro de mim todo dia e eu continuo aqui, trabalhando numa boa com meu público fiel. Se alguém me manda uma cartinha dizendo que não gosta do meu programa, eu respondo: é pra isso que vc tem um controle remoto!

Hahahahah adorei! Quando neguinho me escrever dizendo que não gosta do meu blog vou dizer: é para isso que vc tem o back button e o "links favoritos"!

Fui!

Publicado por Adriana às 8:56 AM

dinsdag, juli 06, 2004

Terça-feira

Hoje é o dia mais esperado da semana: o dia da folga. Hoje vai ser meio chato pois tenho que estudar de tarde, mas mesmo assim vou ver se pego um cineminha. Tenho que ir comprar umas comidinhas aqui pra casa e comprar parte do presente de FH! Parte eu já comprei com ele no domingo: uma calça da Dockers na Beijnkorf e um tenis NIKE branquinho de dar dó na PERRY. Hoje vou comprar a surpresa, que será uma camiseta do SPONGEBOB com aquela foto dele no crab's burger "empregado do mês". Eu queria comprar a do Patrick para mim, mas morrem 20 euros em cada uma. Eu achei um roubo, mas não tem camiseta do SPONGEBOB em nenhum outro lugar. Podia ser um boneco do SPONGEBOB, ele ira adorar. Aliás, já falei da nossa adoração breguíssima por bichos de pelúcia? Preciso tirar fotos da coleção. Até agora são:

- Leão Branco da WWF, chamado Bartie
- Foca da WWF comprada no museu ECOMARE de Texel, sem nome
- Caranguejo coloridão do museu marinho do Guarujá, chamado Crabbie
- Ovelha comprada em Texel, sem nome
- Pernalonga diretor de cinema, comprado no Movie World da Alemanha
- Pernalonga paraquedista comprado no Six-Flags
- 3 peixes esdrúxulos pescados naqueles joguinhos de quermesse ( Efteling )
- 1 boneco indescritível cujo corpo é uma bola de futebol ( Efteling )
- coelho da páscoa da Copenhagen mandado pela Sola
- galinha pequenininha

No dia 9 vou encomendar uma torta da Jamin, se bem que uma torta inteirinha para nós dois é muita banha na pança ( que ainda balança ). Acho que vou comprar uma pequenininha do Albertão mesmo e vou pensar em alguma coisa que ele goste muito para completar. Outro dia ele me pediu bolinho de carne com "feijão no molho de tomate". Confesso que não sei como preparar. Comprei o vidro do tal feijão com molho de tomate e vou ver se compro umas "bitterballen" que são uns bolinhos de carne tipo almôndega. Não sei nem se o feijão se come frio ou quente. Ó céus...

Desde Dezembro que eu não trocava traveller cheques, e só em junho troquei dois. De quebra, vi na TKT master que o STOMP esteve aqui em Eindhoven e eu nem fiquei sabendo. Tenho a maior vontade de ver STOMP!

Agora vou-me que o cinema e as compras me esperam!

Ah, e o povo todo que me escreveu, tenha paciência, estou respondendo aos pouquinhos os e-mails.

Publicado por Adriana às 10:21 AM

maandag, juli 05, 2004

A comida por estas bandas

Agora fiquei encasquetada e tenho que falar. Normalmente nós, brasileiros no exterior, quando nos referimos à saudade da comida brasileira nos vangloriamos mais da quantidade, que chamamos de "fartura", do que das peculiaridades que fazem da nossa culinária tão especial. Nos gabamos para os gringos dos nossos rodízios, descrevemos com riqueza de detalhes a suculência de uma picanha, da caipirinha que a acompanha. É claro que o gringo vai ao Brasil e gosta do rodízio, gosta da caipirinha, mas quase sempre sai pensando que somos um povo esquisito: deixamos metade do país morrer de fome enquanto outra metade se mata de comer nos rodízios. Raros são aqueles que vêem além dos restaurantes "finos" que muitas vezes nós mesmos, os brasileiros "amigos" fazemos questão de mostrar. Hoje eu entendo que o brasileiro no exílio fala tanto da quantidade porque depois de tanto tempo sem sua comida preferida, sempre que pensa na bendita pensa logo em se esbaldar, eu mesma poderia ter feito apenas umas 10 coxinhas e come-las com o meu marido, mas fiz logo um montão.

O que me motivou a escrever o post abaixo foi um blog que li ( depois que me fartei de coxinha ) de uma menina de MT, que teve a infância muito pobre e falava sobre os dotes culinários da mãe. Ela conta, que quando o dinheiro estava curto, não tinha dinheiro para comprar uma carne ou frango, a mãe pedia alguns pequis a uma vizinha que os tinha no quintal e fazia o tal arroz com pequi, um omelete de "rodelas de tomate" que ela plantava no jardim e a criançada fazia a festa, achava que aquele era um dia especial. Mal sabiam que era a forma da mãe "driblar" a falta de dinheiro sem que os pequenos percebesses.

E assim como este, existem tantos outros exemplos da nossa cozinha que não dependem de muito dinheiro para se preparar. Me falaram que o tal caldinho que eu tanto adorei em Alagoas é feito com restos de peixe, alguns até mesmo com a cabeça. A tapioca é também barata e dá pra fazer aquela panquequinha, dá pra fazer pudim, dá pra fazer pirão... E bolinho de arroz, temperadinho com salsinha, frito na horinha, virou até petisco chique em barzinhos de SP.'

Essas são as "iguarias brasileiras" que eu acho que deveríamos mostrar aos gringos. Coisas simples de fazer, que mostram como o nosso povo é criativo. Receitas que eles possam "copiar" no seu país de origem. Os turcos vieram para a Holanda e com seu Shoarma, tomaram conta do almoço de metade do povo aqui. No centrinho de Eindhoven tá cheio de restaurantes turcos vendendo o sanduíche de shoarma, ou uma coisa que parece uma panqueca grossa enrolada com o shoarma. Gostoso e simples. Enquanto isso, nós brasileiros insistimos em tentar "vender" a idéia do churrasco rodízio e o que acaba acontecendo é que, ou pelo preço da carne, ou pela falta de hábito do europeu de ir a um "all you can eat", esses restaurantes acabam fechando logo.

Publicado por Adriana às 12:44 PM

Gourmet

Esse fim-de-semana acordei babando por uma deliciosa iguaria brasileira. Não é miojo, para o desapontamento dos meus amigos do forum "I love MIOJO" do Orkut ( uma das poucas comunidades legais daquela coisa ). Sonhei que me sentava ao computador com um prato delas, douradinhas, aquele cheiro de fritura pela casa inteira e bobeou até na do vizinho. Imaginava meus dentes cravando no seu corpinho boludo e suculento... GENTE, EU TINHA DE QUALQUER JEITO QUE COMER UMA COXINHA!!!! E não podia ser aquelas de massa de farinha e água não, tinha que ser a original, de batatas, cremosinhas. Minha mãe faz a melhor coxinha do mundo. Claro que liguei para ela, peguei a receita e me pus a fazê-las. Ficou dilícia. Mas eu fui muito má com minha amiguinha Claudinha, ainda sem jantar, assistindo o jogo: Claudinha, tá ouvindo o barulhinho de crocância? Tô comendo coxinha!!!!!!

Eu fico inconformada como outros países conseguiram tornar verdadeiras gororobas "pratos internacionais". Nisso os italianos são campeões. Vinham lá os primos italianos do ex falar com a boca cheia: a cara mia, pasta "al denti" com pomodorino, e quá quá quá, falavam horas sobre a iguaria. Você ia comer babando e se deparava com um macarrão duro com uns tomates cereja pela metade. E esse negócio de "al denti" me tira do sério: é macarrão duro e pronto! Alemão come joelho de porco ( eca, eca, eca ), os ingleses são campeões da nojeira: pudim de rim. Como pode comer pudim de rim? Ecaaaaaaaaaaaaaa...

Eu acho que nós brasileiros tínhamos que divulgar nossa culinária melhor. E não é só churrasco, feijoada e caipirinha. Nossa terra tem tanta comida boa! Em Porto de Galinhas eu comia toda manhã uma tapioca com queijo coalho derretido, no Alagoas uns caldinhos de morrer, no Paraná tem o barreado, e todas as delícias da comida mineira. E tem vatapá, e tem baião de dois, e tem arroz com pequi...

E você, qual sua comida brasileira favorita? E o que é típico da sua região?

Para os apreciadores de coxinha, aqui vai a receita da minha mãe.

COXINHAS DA ANGELA

( receita pequena )

1/2 kg. de batatas
1 peito de frango desossado
1 cebola média
2 dentes de alho
1 tomate grande sem peles e sem sementes
1 caldo de frango ( ou legumes )
sal a gosto
5 colheres de sopa de óleo
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 litro de água

Coloque todos os ingredientes na panela, menos a farinha e o óleo, e faça um "sopão". Quando o frango cozinhar, retire-o da panela e reserve ( para fazer o recheio mais tarde ). Quando as batas estiverem macias e o caldo bem grossinho, desligue o fogo, espere esfriar um pouco e bata tudo no liquidificador. Vai ficar que nem uma painha Nestlé.

Coloque numa panela, fogo médio e vá adicionando o óleo e a farinha. Quando começar a desgrudar da panela, a massa está pronta. Deixe esta massa esfriar completamente, dê uma "sovada" e coloque na geladeira coberta com um filme plástico.

Recheio

Desfie o frango e pique ( tem que ficar miudinho ). Refoque com cebola, alho, bacon, tomates, temperos.

Para enrolar as coxinhas, unte sua mão com margarina, abra uma bolota de massa na palma da mão e recheie.

Passe no leite e na farinha de rosca e frite.

Dá pra congelar, mas se fritar congelada a coxinha vai "estourar". Retire do freezer um dia antes.

PS.: Ao "anônimo" que deixou o comentário hoje: nunca deleto as críticas, contanto que o autor se indentifique e deixe um e-mail para contato. Se quiser comentar novamente, esteja a vontade, desde que deixe os seus dados. E acho sim que é uma incoerência que num país ( Brasil ) onde tantos morrem de fome, outros se esbaldem em rodízios de carnes e afins. Mas depois deste um ano de Holanda, cheguei à conclusão que a nossa diferença social é tão grande ( no Brasil ), que não será em uma geração que a veremos mudar. Pena. E graças a Deus as pessoas mudam, senão já estaria mais do que na hora de eu fechar este blog. Se antes eu criticava quem ficava falando da comida brasileira de boca cheia, hoje eu entendo: é saudade de casa. Mas ainda não tenho coragem de encarar uma galinha a cabidela, ainda que nosso guia nordestino tenha jurado de pé junto que é a melhor coisa do mundo.

Publicado por Adriana às 10:07 AM

zaterdag, juli 03, 2004

Momento down

Todo mundo tem momento down. Eu estou num deles. Normalmente nem escrevo mais no blog quando estou deprê, pois tem sempre aquele monte de gente dizendo "chora de barriga cheia", "faz drama por tudo", etc etc etc... Mas dessa vez ninguém ousará escrever uma linha nesse sentido aqui, pois a causa da minha depressão, ou a "ponta do iceberg" é:

ESTOU COM SAUDADE DA MINHA MÃE!!!!!

Gente, onde eu tava com a cabeça quando resolvi que era muito cedo para voltar ( de férias ) para o Brasil? Eu preciso de colo de mãe, de chorar minhas mágoas e ouvir dela que tudo vai dar certo, que eu sou inteligente, que Deus vai me ajudar. Palavras de mãe têm uma força capaz de mudar a vida de qualquer um. E quando a gente tá perto não percebe isso, acha que a mãe fala por falar, mas quando a gente tá longe, ai que falta! E não adianta o marido falar a mesma coisa, não adianta a amiga falar, tem que ser a mãe!

É engraçado como cada um tem uma maneira peculiar de enfrentar um grande problema. Eu antes de "sacudir a poeira e dar a volta por cima" dou aquela descabelada geral e me acabo de chorar convulsivamente por uma hora sem parar. Graças a Deus foram poucas as situações em que isso aconteceu, mas minha mãe sempre tava lá pra me acalmar. Ainda lembro até a roupa que eu usava quando terminei com meu ex ( o de 4 anos ), e lembro que eu literalmente deitei no colo da minha mãe e fiquei ali, chorando, ouvindo que eu era inteligente, que era bonita, que o ex não era uma má pessoa mas que não era a pessoa certa para mim, que logo eu ia estar saindo de novo com as minhas amigas, que um dia ia conhecer meu príncipe encantado... E é claro que eu acalmei e acho que com estas palavras ela jogou lá um "encanto de mãe" que fez com que exatamente isso acontecesse.

Na minha despedida no aeroporto, a última frase dela foi: se as coisas lá não derem certo, aqui será sempre sua casa e nós seremos sempre sua família. E nos momentos difíceis eu sempre penso: vou aguentar mais um pouquinho, afinal, se as coisas não melhorarem, não estou perdida pois tenho minha mãe, meu cantinho lá no Brasil.

A venda da nossa casa por causa do divórcio dos meus pais me abalou muito. Foi um dos dias em que eu saí perambulando de bicicleta por Eindhoven procurando uma igreja aberta para sentar e conversar com "O Divino". Não achei nenhuma igreja aberta ( coisas da Holanda - as igrejas tem "horário de funcionamento" ) mas achei um banquinho confortável num parque lindo, e alí, sentada entendi que "casa" não é a construção de tijolos, janelas e portas, mas o lugar onde estão seus entes queridos. Casa é onde está o cheiro da lasagna da minha mãe, é onde está o riso do meu sobrinho, é onde está o tagarelar incessante da minha sobrinha ( quem será que ela puxou, hein? ), é onde está a tranquilidade do meu irmão.

A partir de hoje começo a contagem regressiva para a viagem para o Brasil. Vou começar a comprar presentinhos, chocolatinhos, imprimir um lindo album de fotos para a minha mãe. Espero com isso ir "driblando" a saudade e ir levando a vida até dezembro.

E bom fim-de-semana pra gente!

Publicado por Adriana às 10:44 AM

vrijdag, juli 02, 2004

Emprego na Holanda

Quem lê esse blog a algum tempo sabe da odisséia que a minha busca por um emprego tem sido. Tenho grau universitário, experiência de 9 anos numa multinacional, essa experiência numa área ( compras ) que toda empresa tem, e mesmo assim, necas. Não acho nem que eu vá mal em entrevistas, pois sempre passo da "primeira rodada" e normalmente vou até a última fase, mas no finalzinho, ( buahhhhhh ) acabam escolhendo outra pessoa.

Mas o assunto nem é esse. Eu queria falar das "mamatas" que eu vejo nas empresas aqui. Aliás, eu não acho mamata, eu acho a forma correta de tratar um funcionário, mas é que a gente aí no Brasil é massacrado demais. Eu trabalhei numa empresa grande ( General Motors ) e embora tivéssemos muitos benefícios que empresas pequenas não têm, as coisas não eram fáceis. Era exigido de nós que trabalhássemos horas extras, no "budget" extra-oficial do departamento já contavam a semana como 45 horas ( o normal por lei é 40 ) e estas horas extras não eram pagas. Nunca. Nem acumulavam para valer dias a mais nas férias. O diretor se referia a isso como a "nossa colaboração" para a empresa que passava por dificuldades. Detalhe, a General Motors ainda é, segundo a revista Forbes, a maior empresa ( capital and assets ) do mundo. E a gente lá, trabalhando de graça. Uma das minhas colegas teve bebê e combinou com o marido que ele levaria o bebê para a escolinha para que ela pudesse entrar 1 hora antes ( para cumprir as tais 45 horas ) e ela sairia então às 17:00 para pegar o bebê. Dois meses depois foi chamada pelo chefe e "informada" que a performance dela era inferior a dos colegas, pois embora ela estivesse trabalhando as tais 45 horas, saía todos os dias às 17:00, o que ninguém se dava ao luxo de fazer. E de nada adiantou ela argumentar que chegava super cedo. O negócio é que ninguém via ela chegar, então ficava todo mundo falando que ela fazia corpo-mole ao sair às 17:00. E levávamos trabalho pra casa. Plano de carreira era uma piada, teu gerente te avaliava super bem, dizia que você estava pronta para uma promoção, mas que não havia budget. Ano após ano a mesma história.

Agora estou aqui. Vejo as condições de trabalho de FH na Philips, fico cada vez mais pasma. Ele é "software architect", trabalha numa divisão da Philips que faz programas não só para a própria Philips mas para outras empresas também. Sempre quando acaba um projeto, ele é chamado, mostram para ele os novos projetos disponíveis e ele pode escolher o que mais lhe apetece. E olha que ele não é gerente nem nada. É peão que nem todo mundo. O atual "assignament" dele não é em Eindhoven, mas em Nijmegen, uma cidade a 1 hora daqui de carro. Ele aceitou ir trabalhar longe porque o projeto é muito interessante. Ele poderia ter requisitado um carro da empresa, mas como o projeto era de apenas 3 meses decidiu ir com o nosso e solicitar reembolso de combustível. No primeiro mês um susto: ele gastou 220 euros de combustível recebeu mais de 400. Explicaçao: eles calculam também desgaste de peças e depreciação do bem. Uau. Aí FH teve um acidente. Uma "encostada" no carro da frente. No Brasil qualquer martelino de ouro cobraria 300 contos e ia ficar perfeito. Aqui vai custar Euro 1500 e adivinhem só? A empresa vai pagar! E a partir da semana que vem FH pega um carro da companhia, pois o nosso vai pro conserto e ele não quer mais arriscar.

E para demitir então? Embora hoje em dia se ouça mais falar em demissão por estas bandas, normalmente são aquelas demissões em massa, anunciadas até na CNN. Não tem aquele terrorismo velado de dois "facões" por ano, que nem na GM, para "despistar" o sindicato. E para fazer essa demissão "em massa" a empresa paga muito caro. Elas têm que classificar o empregado como "redundant", ou seja, o que sobrou por algum motivo ( joint-venture com outra empresa, fechamento de alguma das plantas, redução estrutural ), e tem que apresentar um critério claro para escolher os "redundant". Aconteceu com o namorado de uma australiana que eu conheci através da Marina. Na joint-venture da Philips com a LG ( para TVs e monitores ), o critério foi demitir os contratados mais recentemente. Ele era novo na empresa, entrou no pacote. O pacote é uma coisa de babar. Bônus, indenização, e ajuda de uma acessoria de "recolocação profissional". Eu fiz uma entrevista na Manpower, empresa utilizada pela Philips. Segundo o cara que me entrevistou, 80% dos "redundants" são recolocados logo no primeiro mês, e ao longo de 3 meses, normalmente 95% está empregada de novo. Esses 5% são pessoas que resolvem mudar de profissão, ou ir trabalhar em outro país, ou abrir negócio próprio.

E cada vez que eu falo com minha família no Brasil, o negócio está pior. Meu irmão, que trabalha na Delphi ( uma coligada da GM ), foi transferido sem mais nem menos para Jaguariúna. Teve 3 meses para arrumar uma casa, mudar as crianças de escola, dizer adeus pros vizinhos e ir. Um tio trabalha a 3 anos numa empresa que ainda não o registrou. Meus primos estão se formando nas ETI's da vida e nada de emprego. O que acontece gente? Cadê as promessas de criação de mais empregos do Lula, do programa de primeiro emprego da Marta, cadê cadê e cadê?

Quanto a mim, vou aprendendo meu holandês e confiando. Ouvi hoje do professor de auto-escola: você tem faculdade, experiência e logo estará falando holandês. O país precisa dos seus impostos! E eu fiquei olhando para ele com uma cara de bolacha. E ele falou: buitenlanders com nivel superior e experiência são um bom investimento para o país. A gente não gasta um centavo com a educação de vocês e vocês vêm trabalhar aqui e pagar impostos aqui, ou seja, zero de investimento e 30 anos de impostos. Ótimo.

Eu olhei para a cara do professor sem saber o que dizer. Só pensei: Deus te ouça!

Publicado por Adriana às 9:54 AM

donderdag, juli 01, 2004

Pastel de Natas e Ginginha

Alguém avisou o van Nistelrooy que ele não foi à Lisboa só para tomar Ginginha e comer pastel de natas? E o Davids, que ERA meu ídolo, que coisa feia, descansando com uma mão na trave do gol, outra na cintura ( detalhe: dentro do gol ) e não mexeu um músculo para tentar salvar aquela bola maldita do primeiro gol? Que vexame...

O jogo estava para começar e eu fui pegar os "comes e bebes", quando cheguei um susto: isso é futebol brasileiro! Acontece que, desde que começou a Eurocopa eu comentava com o Bart que achava os jogos devagar demais. Eu até conseguia entender tudo! A Holanda pegava a bola ainda no campo do adversário, ia passando de uma para outro avançando rumo ao nosso gol, o outro time ia recuando e montando a defesa, colocavam lá um carinha para marcar o van Nisterooy, alguém passava a bola pro jogador da esquerda ou da direita que tocava pro VN que mandava pro gol. Fácil. Ontem, os holandeses não tiveram nem tempo de anotar a placa do bondinho à jato que passou sobre eles. O primeiro português que pegou a bola saiu com tudo, passou rapidinho pro outro, o outro deu maior gás, passou pro Figo, e tchum - quase gol! O Bart aqui ficou pálido, só murmurou: credo, não deu nem pra ver como aconteceu. E assim foi o primeiro tempo inteirinho. No segundo os portugas começaram a cansar e o ritmo caiu um pouco, mas mesmo assim, os holandeses estavam lerdos demais.

E engraçado foi o comentarista holandês durante o intervalo: a Holanda está mal posicionada para o ataque e mal posicionada para a defesa. Estão fazendo tudo errado! Mas é óbvio meu amigo dos tamancos de madeira, os holandeses estavam tão lerdos, que não saíam do meio do campo. Nunca chegavam a tempo de montar a defesa e perdiam a bola antes de montar o ataque. Até eu que não entendo nadinha de futebol entendi isso.

Agora vamos aos comentários típicos femininos. Primeiro: ok que o Ronaldinho quando fez aquele penteado de Cascão ficou medonho, mas quem inventou aquele corte "passaram o rastelo na minha cabeça" do jogador de Portugal? E aquele tal de Cristiano Ronaldo, tá na cara que é metido a "sou da moda" com mechinhas no topete e brincos enormes nas 2 orelhas, mas com toda a grana que ganha, não dava pra colocar uma prótese dentária naquele buraco do dente? Ainda se fosse um dente de trás de ninguém nota, mas é aquele antes do canino ( faltei na aula que ensinava o nome dos dentes ). E o Figo... Homão... Eu até faço vistas grossas para o narigão dele. Uma plastiquinha mínima só para corrigir a ponta caída ia bem, mas pra quê mexer em time que está ganhando?

Fora isso, confesso que achei legal ver tantas bandeiras brasileiras no estádio. Devem ter proibido o Felipão de comemorar com a bandeira brasileira como ele fez na vitória contra a Inglaterra, já que ter um treinador brasileiro mexe com os brios de muito português. Mas tá aí, acabada a Eurocopa para os Holandeses. Eu vou adotar Portugal como minha favorita, e vou ver se acompanho os próximos jogos. Sinal de que meu exílio está mais do que na hora de ter um "break" é ter ficado contentinha só de ver o Felipão gritando instruções em português.

P.S.: Arrumei os links das fotos.

Publicado por Adriana às 11:52 AM

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