
Eu
Sou a Adriana, paulista, 30 anos, formada em comércio exterior, casada com um holandês e moro em Eindhoven, na Holanda, desde maio/2003.
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The passion of Christ
Estou louquinha para assistir ao novo filme de Mel Gibson, que aliás está dando a maior polêmica. A Alessandra ( menina, não tem comentário no seu blog, nem seu e-mail, como a gente fala com você? ) foi assistir e gostou. Duvido que FH vá querer ir comigo, mas neste caso não faço questão, quero chorar de me descabelar, e não preciso dos comentários ateus dele para me atrapalhar.
Aliás, quase todo holandês que conheço se diz ateu. Ruim isso. Eu acho que é culpa dos pais, que não deram o mínimo de "educação religiosa" para os filhos. Não estou falando em "catecismo" mas pelo menos ensinar o conteúdo da bíblia nem que seja como fato histórico. Todo mundo fala que a bíblia é uma versão distorcida, que a cada tradução se perdeu um pouco do conteúdo, judeus acham que Jesus é apenas um profeta e não O filho de Deus, mas para mim, filho de Deus ou não ( Pô, não somos todos filhos de Deus? ), história distorcida ou não, Jesus era uma pessoa interessante o suficiente para fazer tantas pessoas segui-lo e tanta gente escrever sobre ele. Se apenas 50% do que a Bíblia fala for verdade, para mim já está de bom tamanho. Se chorei de soluçar assistindo O príncipe do Egito ( em plena NY, que chique ) imagine The Passion of Christ. Se alguém souber quando começa aqui na Holanda, me avisa!
Os blogs
Tem um monte de blog novo que eu quero adicionar à listinha de blogs, alguns que mudaram de endereço com aquela palhaçada do blogger.com.br e alguns que foram desativados e eu preciso tirar de lá. Aliás, adorei este novo layout super-felizinho de Gerberas ( que eu assassinei no fim do verão passado, lembram? ) mas os meus "boxes" de links ficaram péssimos ali. Preciso arrumar. Estou super sem tempo, pois estou tentando fazer as lições que perdi na aula de holandês, então vai ficando para outra hora.
Fim-de-semana
Promete ser de neve, neve, neve... Hoje meu amigo coelhinho voltou a passear pelo jardim do vizinho. Tadinho, tava todo agachadinho debaixo de uma moitinha comendo umas folhas. Eu queria jogar uma cenoura ou pelo menos umas alfaces, mas primeiro ele ia se assustar, segundo eu estou com a geladeira pelada. Sinto falta da Ali, minha gata médium. Mas esta é outra história que fica para depois...
Publicado por Adriana às 9:45 AM
Ah, o amor...
Engraçado como o mundo blogueiro reflete bem o vai e vem das brasileiras casadas com holandeses. A maioria que tinha blogs quando eu casei parou de blogar, mas continua aqui, firme e forte! Silvia, Claudinha, Marina, Rose, acho que só a Márcia voltou. Junto comigo começaram blogar Holandesa e Cristina. Depois muitas outras começaram, todas nós com o mesmo enredo: conhecemos nossos maridos / parceiros na internet ( exceção da Holandesa ).
Só quem conheceu o parceiro via internet sabe o olhar que a gente tem que aguentar quando somos perguntados sobre a circunstância do destino que nos uniu. E quando a gente decide vir para cá então, é um tal de todo mundo dar pitaco. É o ó!
Mas verdade seja dita: que é perigoso, ah isso é... Pode dar a impressão de que muuuitos relacionamentos dão certo porque afinal, se encontra muito blog de brasileiras casadas com estrangeiros que se conheceu pele net, mas nenhunzinho de alguém que se ferrou. Quem se ferra fica quietinho, engole os sonhos e volta para casa. Conheço apenas a Princesa da Martinica que conta da sua desventura com um francês, de resto, ninguém tem coragem de falar ( ou escrever ) em alto e bom som ( ou em letras maiúsculas ): o gringo não era nada daquilo.
E brasileiro não tem jeito, sonha em morar no exterior. Eu também sonhava. Claro que sonhava com Estados Unidos, de preferência mandada para lá pela empresa, com casa paga, carrinho na garagem, etc e tal. Mas o destino quis diferente, não é? Eu recebo muitos e-mails de meninas que "estão na dúvida" de onde morar, mas nas entrelinhas eu já sei que ela está decidida a vir para cá, quer apenas ouvir que vai ser tudo lindo, que depois da adaptação tudo é fácil, etc etc etc. Algumas já estão decididas a vir mesmo e perguntam coisas mais básicas, tipo as tais aulas de holandês, mercado de trabalho, clima. Já outras estão tão iludidas com a idéia de morar nas "Zuropa" que não sabem nem em que toco estão amarrando seu burro.
Anyway, não vou voltar ao assunto. Isso só me veio a mente hoje porque está nevando ( muito aliás ) e ver tudo branquinho é tão relaxante... Faz a gente pensar mesmo. É essa monocromia toda, a falta de movimento nas ruas, o silêncio provocado pelo efeito acústico da neve. Tudo zen demais. Engraçado é que a ruinha de trás que está sempre com os carros dos vizinhos estacionados está vazia, até FH hoje foi de carro. Não passa uma criança, um cachorro, uma bike, um velhinho com aqueles andadores de rodinha.
Depois de muita oração Seicho-no-ie ( e não, eu não virei beata ) eu acho que estou fazendo as pazes com meu destino, com o tempo dos acontecimentos. Estes dias tenho tido conversas muito importantes com Deus. Relembrei todo o meu calvário antes de fazer a cirurgia do estômago, as vezes em que eu me olhava no espelho e não me reconhecia naquele corpo, as dezenas de tentativas de emagrecer, sempre perguntando "porque eu, meu Deus?". Até o dia que eu, já no último das minhas forças me ajoelhei e implorei: "Deus, eu não sei mais o que fazer. Não posso mais carregar esta cruz, ela está muito pesada. Deus, eu não quero um milagre, nem que Você faça tudo por mim, eu estou disposta a qualquer coisa. Mas me mostra o caminho, o que devo fazer. Estou perdida e preciso de uma mão para me guiar". E depois deste dia, todas as portas se abriram. Não foi fácil, em algum lugar nos meus arquivos eu conto toda a história, mas não houve um minuto sequer em que eu tenha desanimado ou achado que não valia a pena. Nunca reclamei de dor, de desconforto, de nada, pois eu sentia sempre, todos os minutos uma mãozinha me ajudando.
Depois disso, veio o coração. Depois de quatro anos de noivado e um término meio traumático, eu vivia na luta interior. Pensava: não estou a fim de começar tudo de novo, quero ter meu canto só meu, minhas coisas, não quero abrir mão da minha independência por algum cara inseguro que vai se sentir mal se eu ganhar mais do que ele. Não quero mais esperar ninguém para ir ao cinema, não quero deixar de ir a praia porque ele não gosta, não quero isso e não quero aquilo. Mas depois vinha aquela vozinha: mas ficar sozinha também não é bom, pensa como você vai estar daqui a 15 anos. Resolvi dar uma "pesquisada no mercado" e fiquei horrorizada com o que vi. Em danceterias, era um tal de menina ficar com 4, 5 numa mesma noite ( e olha que não eram nenhumas adolescentes ). Beijar o cara sem nem saber o nome, vê-lo beijando outra dali a meia hora, uma salivação geral, podia até ver os herpes labiais correndo soltos, fazendo a festa. Uma nojeira...
Conheci então o meu fofíssimo ( FH é Fofo Husband para quem não sabe ). Depois de muito tempo batendo papo na net resolvi conhecê-lo. É ai onde acho que o "namoro" que começa via internet tem talvez valores mais sólidos. Eu conversei com FH um ano antes de conhecê-lo, já o achava uma pessoa legal. Mesmo se ele não fosse muito bonito, eu não ia me importar muito. Mas que foi estranho, ah isso foi. Namoramos, casamos e completamos 1 ano de casamento com alguns percalços, mas no geral, tudo ótimo.
Agora sei que o Divino tá lá escolhendo meu emprego com cuidado. Eu tenho só que ter paciência porque ele me tem em alta conta, quando eu explico direitinho a necessidade, ele até tarda, mas jamais falta. Como diria Claudinha, enquanto isso estou aqui, elaborando meu plano para a conquista do mundo. Debaixo de edredon, com aquecedor ligado e de pijama!
Publicado por Adriana às 10:37 AM
Férias
Eu e FH estamos contando os minutos para sair de férias. Eu, porque além de cansada não aguento mais este frio. Ele, porque além de cansado tem que tirar 2 semanas até junho para não acumular muito para o fim do ano.
Depois de muitas pesquisas, acabamos decidindo pelo Hotel Pyramisa em Sharm el-sheik,no Egito. Dêem uma olhada para ver que legal. Na verdade, eu sempre critiquei esses gringos que vão para resorts, sentam a bunda na cadeira em frente da piscina e ali ficam, mas a verdade é que estou cansada demais para programar férias super ativas. E nossas últimas férias, para Roma, foram ótimas mas cansativas. Este resort fica no Mar Vermelho, dizem que é um ótimo lugar para mergulhar, tem várias piscinas, inclusive uma de ondas, é all-inclusive ( até as bebidas alcóolicas estão incluídas ) e um dos preços mais razoáveis que nós encontramos. A desvantagem é que eu não vi uma arvorezinha sequer nas fotos ( a cidade parece ser no meio do deserto ) e vai estar bastante calor. Por mim, resort por resort, eu iria para a Turquia, pois é menos quente e mais barato, mas FH não quer. Como não estou a fim de comprar mais uma briga, relevo.
Como é difícil achar informações sobre destinos mais exóticos, principalmente se é um destino não muito comum para americanos. O hotel fica a 8 km do "centrinho" da tal cidade, e eu queria saber se isso é um problema, se há transporte fácil, se tem alguma coisa para ver no tal centrinho, já que estaremos num resort all-inclusive e não vamos para a cidade para comer, mas não acho nada. Queria saber se é muito difícil ir ao Monte Sinai, mas só acho informações sobre "trekking", e para quem quer sombra e água fresca, subir uma montanha, no meio do deserto, a pé, levando 6 horas, é o fim do mundo. Como sofreu Moisés!
As outras opções eram:
- Algarve, Portugal - tem a UEFA, vai estar lotado
- Grécia - tem as olimpíadas
- Espanha - lotada, não achamos nenhum lugar "sossegado"
- Amalfi, sul da Itália - caríssimo
- Chipre ( Cyprus, é Chipre em português? ) - legal, mas mais caro que Egito
Alguém tem mais sugestões?
Publicado por Adriana às 11:32 AM
Ampliação da União Européia
Ontem na BBC teve um especial sobre o assunto. Os ingleses estão apavorados com o que está por vir, pois apesar de o custo de vida na Inglaterra ser o maior da Europa, os salários também são, portanto a população está temendo uma imigração em massa proveniente dos novos países ( os pobres ) da união européia.
O especialista argumentou que a população se preocupa com os empregos, o governo se preocupa em criar "barreiras" para que estes novos "imigrantes" não usufruam do sistema social, e ninguém se entende. Segundo os especialistas, quem está com a faca e o queijo na mão são os empregadores, donos de empresas. Ele deu um exemplo: um engenheiro civil com 3 anos de experiência na Hungária ganha menos de 1/3 do que ganha o mesmo profissional na Inglaterra. Ou seja, o empregador pode oferecer metade do salário do inglês para o húngaro, reduzir sua folha de pagamentos, tudo amparado na lei. E o inglês é que vai se ferrar.
Aqui na Holanda ainda não ouvi nenhuma idéia a respeito. O que estão falando é em mudar a lei atual de imigração para parceiros / cônjuges. Hoje, depois de três anos vivendo junto, você tem direito a requerer cidadania holandesa ou a renovação automática do seu visto. Estão querendo passar este prazo para 10 ( sim, minha amiga, DEZ ) anos. Você pensa: ai, não me importa, meu casamento / juntamento é para sempre, mas quem sabe o dia de amanhã? Você desfaz toda a sua vida aí no Brasil, vem para cá, estuda esta língua da peste, acaba arrumando um emprego chulé, depois de um tempo comendo o pão que o diabo amassou com a bunda consegue melhorar na empresa, aí seu casamento / juntamento acaba, você tem um mês ( novamente sim, UM mês apenas ) para colocar o violão na sacola e voltar para o Brasil. Deixar toda a sua "nova" vida para trás. E hoje em dia, mesmo que a empresa que te empregou queira, você não vai conseguir um visto de trabalho "independente" do parceiro / marido. Sabe qual o efeito imediato deste absurdo? Nenhuma empresa vai querer contratar imigrantes, pois nossa condição aqui será super instável. Por isso minhas amigas que já estão aqui a mais de 3 anos, corram para requerer sua naturalização, pois o bicho vai pegar!
Falta de respeito com o cliente
Serviço ao consumidor é uma coisa inexistente aqui na Holanda. É que nem alien, todo mundo acredita que existe, mas ninguém viu. Estou cansada de encontrar, no Albert Heijn que é o mais caro mercado da Holanda, produtos vencidos. Desta vez minha indignação veio com o horário. Acho que todo mundo já passou pela experiência de chegar 5 minutos antes da loja / mercado fechar e não te deixarem entrar. Não adianta argumentar que ainda falta 5 minutos, o guarda vai te dizer que fechou e pronto. Ontem FH me ligou falando que queria ir ao C1000 para comprar um pãozinho de colocar no microondas que ele leva para o trabalho. Já experimentamos o do Edah e é ruim, estamos comprando no AH, que é uma facada. Uma secretária do departamento do Fofo deu um pãozinho do C1000 ( será que ela está de olho no MEU jabá? ) e ele adorou. Vamos ao C1000 comprar pãozinho de noite, então. Olhei na internet, o mercado fecha as 20:00, então às 19:00, sob um frio de -1C, fomos eu e FH lépidos e fagueiros no nosso SpongeBobSquarePants. Chegando ao mercado, os funcionários lavando o chão e a porta trancada. FH nem reagiu, eu fiquei "p". Chamei a menina, apontava para a plaquinha que dizia que o horário era até as 20:00. Que nada. Ela falou ( pelo vidro ), que o gerente resolveu fechar mais cedo. O feladapota decidiu ir pular carnaval e a gente que se dane. Ó céus. Fomos para o AH e este sim estava aberto. Compramos o estritamente necessário ( inclusive 2 steam-meals que estão em bonuskorting esta semana ) e viemos para casa. Procurei agora no site da C1000 um e-mail para reclamações e não tem!!!! Agora me falem: porque num país de primeiro mundo não existe nada, nadinha, zero, rosca - de serviço ao cliente?
Publicado por Adriana às 10:03 AM
É carnaval...
No Brasil, pois aqui já acabou. Aliás, dizem que somente as regiões de Limburg e Noord Brabant comemoram o carnaval aqui na Holanda, e como Eindhvoven é em Noord Brabant, teve carnaval. Aliás, é muito engraçado. Todo mundo vai para a rua fantasiado. Eu estava sem fantasia e estava me sentindo um alien. E é muita peruca colorida, muito cachecol de penugem, óculos com pisca-pisca, blazers de cores esdrúxulas... E o principal: muuuuita cerveja. Umas marchinhas mais para marchinha fúnebre que para marchinha de carnaval. Melhor do que nada, não é?
Enquanto isso eu vejo o carnaval via internet. Santa internet. No site da Globo tem videos ( curtíssimos ) das escolas de samba e no terra tem videos do carnaval da Bahia ( este o meu predileto ). Achei legal o desfile da Caprichosos com a Xuxa, afinal adoro a Xuxa, mas no site do Terra diz que a escola não agradou muito. E na Bahia, Sheila Carvalho continua com aquela bunda que deveria ser proibida de aparisão pública. Infelizmente vejo numa telinha super minúscula, mas melhor do que nada.
As aulas de direção
Estou tendo aulas de direção. Vou tirar minha carteira holandesa ( ou acho que vou ) e preciso aprender os macetes. Gente, o povo aqui dirige mal porque os professores são ruins. Sabe porque TODO holandês passa que nem um kamikaze desvairado em lombada? Porque o professor ensina que não precisa reduzir e passar com cuidado. Tá em segunda, continua em segunda e beleza. Amortecedor? Ai que é isso? Verdade que todo carro tem 4? Para virar é um tal de olha em tudo que é espelho, olha por cima do ombro, o ó. O professor me indicou de 5 a 8 aulas agora dá uma olhadinha nos preços. Exame simplificado: Euro 152 ( para quem já tem carteira de motorista ), exame médico Euro 20, livrinho com as "leis de trânsito" em inglês Euro 25 e cada aula Euro 27. Hoje numa tacada só foram Euro 228.
Segundo a lei holandesa, nossa carteira de motorista é válida por 6 meses a contar do dia de entrada no país. Não acho que um guarda vá me parar no trânsito como fazem muito no Brasil, mas o problema maior é o seguro do carro. Se acontece alguma coisa com você no volante, é sua responsabilidade pagar pelos danos do seu carro e do carro em que você bateu. E como eu não quero dar mole, já viu, né?
Publicado por Adriana às 12:17 PM
No meio do caminho tinha uma pedra...
Mais uma pedra no meio do meu caminho rumo ao emprego. Estou cansada de tantas pedras. Quando se encontra um limão, fazemos uma limonada, mas o que fazer com tantas pedras?
E olhando pela janela...
Olho pela janela, pedindo para o passarinho que cisca na sacada entender o que vai dentro de mim, pedindo para este sol minguado aquecer meus pensamentos, para um anjo - mesmo que holandês - passe e tenha dó de mim e me ajude a abrir alguns caminhos.
Vim para a Holanda para viver meu grande amor. Sempre acreditei que vale tudo para se viver um grande amor. O amor continua lindo e intenso. O príncipe não virou sapo, continua belíssimo, mas as pedras do caminho me mostram quanto eu estava enganada ao pensar que só de amor se vive.
Eu não vou aqui repetir todas as minhas desesperanças. Quando estou com problemas gosto de me sentir cercada por coisas que fazem parte do meu cotidiano desde que nasci. Acordar num sábado e assistir qualquer coisa na TV Globo, comer um pãozinho francês com manteiga e café-com-leite enquanto minha mãe ouve Paulo Lopes, pegar o carro e ir até a Tia Sônia, explicar meus problemas e ouvir alguns conselhos sheicho-no-ie, pegar a Thalita e ir para o Cinemark, com direito a um pacote enorme de pipocas com manteiga... Tudo isso me dá a segurança para, me apoiando nas coisas comuns do cotidiano, esperar "a chuva" passar.
Acima de tudo eu sinto muito falta da minha mãe. Falta de saber que ela está ali para me dizer que sou inteligente e capaz, falta da simples companhia, sinto falta até das brigas. Sei que ela se aflige comigo aqui tão longe, e talvez eu não saiba como assegurá-la de que apesar dos percalços, estou bem. E quando eu não estou tão bem e penso em ligar para ela, me preocupo em não querer adicionar mais um problema para os tantos que ela já tem. E com isso vou me sentindo sozinha, meio sem amparo.
Sabiam que eu sinto falta de ter sogra? De ter sogro e cunhados ( as ). Sinto falta de ter família por perto. Eu e FH estamos absolutamente sozinhos, e isso é muito barra às vezes. Não temos para quem pedir ajuda, para quem pedir conselhos. Feriados ( como Natal e Páscoa ) somos só eu e ele. Às vezes penso que se ( bate na madeira ) FH sofrer um acidente e morrer, eu não sei o que fazer, nem a quem chamar para o "adeus final", não falo nem holandês para ligar para uma funerária. Ai credo, que pensamento esdrúxulo para uma sexta-feira de carnaval.
Então, bom carnaval para que está ai no Brasil, e para a gente aqui na Holanda, bom carnaval também, pois pelo menos aqui em Noord-Brabant se ouve uma batucada mal ensaiada aqui e ali, uns confetes e serpentinas e umas camisas coloridas de babados que se usava no Brasil em 1927.
"Quanto riso, ó quanta alegria... Mais de mil palhaços no salão... O arlequim está chorando pelo amor da colombia, no meio da multidão..."
Publicado por Adriana às 9:43 AM
O tempo
Com este negócio de estudar holandês estou sem tempo para nada. Estou um pouco mais felizinha com o curso, pois descobri que a turma que está lá começou a estudar em novembro, ou seja, em dois meses fizeram metado do Delftse e metade do Code Nederlands. Estou agora me matando para fazer as unidades que perdi para poder acompanhar o grupo. Na semana que vem não teremos aula, pois é semana de carnaval, e eu estarei em casa estudando.
Amigos
Apesar da Kristina, a Húngara, ser legalzinha, quero me afastar um pouco. Primeiro porque aquela atitude dela de "a partir de primeiro de maio sou européia" me irrita, e segundo porque ela reclama demais. Está sempre de cara feia, achando o curso muito lento, a professora pouco energética, a turma muito dispersa. Eu quero manter meu otimismo quanto ao curso. Se todo mundo aprendeu a falar holandês com o tal inbugering cursus, porque eu não irei?
E usando o princípio PACAMANCA, já mencionado aqui anteriormente, estou começando a ficar com preconceito contra latinos. Tem uma cubana na minha classe. A desenfeliz não pára de falar um minuto. O pior é que os lugares são fixos e eu tenho que sentar atrás dela. Eu tenho problemas de concentração, e com a fulana falando e falando e falando, não consigo fazer nada. Cheguei ontem com uma dor de cabeça tão grande que tomei dois paracetamols e fui dormir. Minha cabeça latejava. Na terça-feira da semana depois do carnaval, a classe vai ser dividida em duas. Espero sinceramente que eu não caia na classe dela. E tem mais: ela vive me perguntando coisas em espanhol, a professora faz cara feia, mas parece que ele quer "mostrar" para o povo que lindo o idioma dela é. Ela falou que meu sotaque era estranho. Quando eu falei que no Brasil falamos português e não espanhol ela fez cara de bunda. Como diria Claudinha: abaixo as chicas latinas!
Publicado por Adriana às 9:44 AM
Estou de volta pro meu aconchego...
Credo, que título brega, mas vamos lá. O resultado da história é que estou cansadíssima deste layout de tulipa, preciso arranjar tempo para fazer um novo, mas tempo anda super escasso nestas últimas semanas...
A escola
Ontem fui para a minha primeira aula de "OLC" que é o laboratório de computadores. Achei que fosse ser um programinha idiota, mas é muito bom. Talvez se eu tivesse o tal programinha antes tivesse terminado o Delftse Methode. A boa notícia é que consegui pegar um CD na biblioteca e agora estou com o programinha aqui em casa, que será devidamente ( shhhh, deixa eu falar baixinho para ninguém ouvir ) copiado. E finalmente confirmaram que nós ( eu, Kristina a hungara e Hoang, a vietnamita ) vamos ficar nesta classe mesmo. Ah, e agora temos livros. Funciona assim: você ganha para uso pessoal os livros de exercícios novinhos e que não precisam ser devolvidos, e eles emprestam uma cópia do livro de texto. Estamos usando o Delftse Methode 1 e o Code Nederlands 1. Kristina, a Húngara, ficou muito puta porque achava que eles tinham que dar TODOS os livros novinhos e para sempre. Pra mim está bom assim. Quando eu acabar o curso, uma tralha a menos no armário da sala.
Estou atrás dos documentos e tenho que tirar uma foto para a renovação do meu visto. Já vai fazer um ano...
No dia 14 de fevereiro meu blog fez um ano, e eu estava pensando como as coisas mudaram, como eu mudei.
- A um ano estava no Brasil, sem saber o que me esperava, morrendo de saudades do FH, curtinho uma praia enquanto esperava meu MVV. Hoje vejo que não estava preparada para o que eu ia encontrar aqui na Holanda, mas acho que todo mundo vem com a cabeça nas nuvens, cheia de sonhos, não é? É por isso que às vezes sai o maior pau aqui no meu blog, eu querendo "alertar" o pessoal de que nem tudo são flores na Holanda, eles com a cabeça nas nuvens me chamando de pessimista e outras cositas mais, mas no fundo eu acho que se eu tivesse lido um blog como o meu a um ano atrás também teria falado que a pessoa é pessimista, e blá blá blá. Como eu já disse, eu também estava com a cabeça nas nuvens e nenhum pé no chão.
- Tirando o idioma, o choque cultural não foi tão grande, mas deixei de ser tão consumista. Tudo aqui é muito caro e eu não tenho mais o salário caindo na conta todo mês. Nesses quase 10 meses que estou aqui, comprei no total menos roupa do que eu comprava no Brasil em um mês. Isso é meio fútil, mas só quem já foi obesa, com dinheiro no bolso e sem poder comprar nadinha no shopping sabe a alegria que é poder entrar numa loja normal e comprar uma calça jeans de cintura baixa. Espero que no dia que eu tiver um emprego aqui eu conserve este novo hábito de consumo, ou melhor, a falta dele.
- Aprendi o quanto eu era apegada à minha família e como ela faz falta para mim. Eu e FH estamos sozinhos na Holanda, eu só posso contar com ele e vice-versa. O Natal foi deprimente, e outra lição que aprendi é que jamais ficarei em casa ( na Holanda ) no Natal. Ou vou para o Brasil, ou viajo para algum lugar onde não vou lembrar que não moro perto da família.
- Fiz novos amigos, perdi contato com alguns, conheci novos lugares, virei dona-de-casa.
Ai, preciso de tempo para fazer este balanço melhor, e o Delftse Methode me espera!
Publicado por Adriana às 9:40 AM
TESTE
Antes de voltar para a minha linda casinha tulipal vou testar o funcionamento do blogger que não sou tonta.
vamos ver se este link vai funcionar
e este do blog na UOL
Vamos ver se vai!
Publicado por Adriana às 9:05 AM
Publicado por Adriana às 10:47 AM
Um ano de blog...
Justamente agora, que eu completo um ano de blog e queria fazer uma retrospectiva de tudo que se passou neste ano o imbecil do blogger resolveu aprontar esta palhaçada de bloquear o acesso para quem está no exterior. Eu vou esperar até semana que vem e se continuar este absurdo, acho que vou migrar para o blogspot. A bosta do blog UOL é meio limitado para quem não é assinante UOL, mas no fim acho que vou acabar cancelando minha assinatura na GLOBO.com e pegando uma da UOL, assim leio as revistas do site e hospedo meu blog lá.
Mas eu acho que todos deveriam reclamar com a Globo.com. Isto é uma sacanagem não só para quem está no exterior, mas também para quem está no Brasil e lê blogs de quem está no exterior, que de repente pararam de ser atualizados. Tem até um truque para redirecionar sua conexão para um servidor proxi no Brasil, mas o computador fica super lento.
Bem, assim que eu estiver menos "P" da vida com o blogger eu volto.
Publicado por Adriana às 12:01 PM
Colocando a vida nos eixos...
Fui a aula ontem toda animada, mas confesso que não vejo a hora desta semana terminar para acabar a tal re-avaliação para podermos colocar a mão na massa, digo, nos livros. Já deu para perceber que tem uns 5 ou 6 alunos na classe que estão muito mais adiantados que os demais. Eu gostaria de começar do zero, pois estou boiando boiando boiando. Vamos ver o que me espera na semana que vem.
Ontem depois da aula eu fui ao supermercardo, o trânsito já estava começando a ficar um pouco mais pesado, crianças saido da escola, me senti a mais feliz das criaturas. Finalmente estava vindo de um lugar onde tinha feito algo produtivo ( e que é o primeiro passo na minha adaptação aqui ), tinha que pegar minhas compras rapidinho para ir para casa fazer o jantar e esperar FH. Sei que pode parecer vida de Amélia, mas que delícia é poder ter uma rotina de novo, sentir que de alguma forma eu estou evoluindo, parece que finalmente os caminhos estão se abrindo.
E amanhã é sexta-feira 13. Dia de sorte. Fofo chegou no Brasil para casar numa sexta-feira 13. Muitas coisas legais aconteceram comigo em sextas-feiras 13. E tomara que esta seja mais uma de muuuuuita sorte!
Dia dos namorados
Dia 14, sábado é dia dos namorados aqui na Holanda. Não é 10% do "evento" que é no Brasil, com propagandas o tempo todo na TV e shoppings lotados. Em algumas lojas se vê corações de chocolates e outras tranqueirinhas, agências de viagens tentam vender uns pacotinhos de fim-de-semana e é só. Eu e Fofo vamos trocar presentes. Eu comprei para ele um roupão de banho muito 10, um toblerone de 400 gramas com a capinha "to my love" e um cartão do Taz. Se tiver passando algo legal no cinema vamos pegar uma sessão assim de tardinha ( não de noite que deve estar cheio ), ou então estou pensando em alugar um filme bem romântico. Prefiro a data no Brasil, com as simpatias de Santo Antônio na véspera. Quem é que não dobrou papeizinhos com nomes de "pretendentes" e colocou debaixo do travesseiro? Hahahahah, no dia seguinte não tinha nenhum papel nem de leve aberto. Achei que ia ficar para titia. É que nenhum papel tinha escrito BART, né?
Publicado por Adriana às 9:46 PM
Blogando
Já faz 2 dias que não consigo abrir nenhum site do blogger. Engraçado é que consigo entrar no blogger em si. Recebi uma mensagem que tinha de deletar arquivos para manter minha conta abaixo de 10 mega. Acabei de fazer isso e ainda não funciona. Será que é a CHELLO que tá com problema ou é mesmo o blogger? Meleca....
Publicado por Adriana às 9:21 AM
De volta à escola...
E finalmente minhas aulas de holandês começaram. Além da escola ser legal, com as salas espaçosas, com DVD, equipamento de som legal, laboratório, etc etc etc., a professora é demais, pena que ainda não é definitiva. A turma também é legal, muita gente da Rússia, outros países do leste Europeu, um casal de refugiados Sírios ( muito engraçados por sinal ) e um refugiado afegão que é um doce de pessoa. Vamos ver se eu vou continuar nesta turma ou voltar um pouco. Achei o nível muito forçado para meus poucos conhecimentos. Aliás, como ainda não determinaram o nível definitivo da turma estão usando material provisório, e sabe qual o livro que usaram para a primeira lição? DELFTSE METHODE. E dáááááá-lhe Claudinha ( que me emprestou o livro dela décadas atrás ).
A boa notícia é que baixaram uma nova lei estabelecendo que somente os alunos de inburgering vão poder estudar nas escolas subsidiadas pelo governo. Antes quem queria fazer o mesmo curso, porém pagando do próprio bolso, podia. Agora não pode mais. A má notícia é que aqueles que estão vindo para cá com passaporte europeu ( dupla cidadania ) não vão mais poder pagar aquela mixaria e fazer o curso. Mas estava todo mundo reclamando da falta de vagas e aparentemente a solução que inventaram foi essa. Outra coisa é que embora ainda estejam estudando uma forma de o aluno deixar um "cheque caução" ao começar o curso, aquele boato que apareceu ano passado de que todo imigrante ia ter que pagar 4 mil euros pelos programa parace ter caído no esquecimento. Melhor para nós. A dica então é: vá no inburgering centrum da sua cidade assim que chegar, e se eles não aceitarem a matrícula antes do seu visto definitivo sair, vá no mesmo dia em que ele chegar. Eu fiquei esperando as "engrenagens" funcionarem e levei 9 meses para começar as tais aulas. Eu não sei se a Holanda zit vol, mas que Eindhoven tá cheíssimo, ah isso tá!
Refugiados
Eu ainda não tinha tido contato com refugiados de Guerra, e tem 3 na minha sala de aula. Gente, como é difícil a vida deles! O casal de sírios veio para a Holanda porque a família do marido era envolvida com políticos e embora ele fosse um arquiteto sem nada a ver com política, resolveu fugir depois que alguns parentes foram assassinados. Chegando aqui na Holanda ( parando em vários países antes ) eles tiveram que viver num "abrigo" por 3 anos e meio, sem ganhar um tostão, até o governo decidir se eles podiam ficar ou não. O pior, é que eles ficam transferindo o refugiado de uma cidade para outra, e os filhos ( que têm direito a escola, embora os pais não possam iniciar as aulas de holandês até o parecer final sair ) quando estão começando a se acostumar com a escola e os amiguinhos, têm que mudar de novo.
O que é isso????
Gente, que chuva de granizo estranha é essa? Eu estava de bike quando começou a chover uma chuva que doía na cara. Pensei que era chuva ácida, fiquei apavorada. Quando achei refúgio vi que era uma chuva de granizo pequenininho, tipo sal grosso. Caaaara, e eu achava que era uma expert em chuva...
Publicado por Adriana às 9:29 AM
E ainda essa...
Olha só o post no blog desta sujeita:
"Prostituição Velada
Andei navegando em blogs aleatórios, de brasileiras que vivem no exterior, e constatei um fenômeno que eu já desconfiava.. A maioria das casadas com estrangeiros, são protitutas disfarçadas de mães e esposas.
No geral o que elas tem em comum é o fato de encher a boca pra dizer que são casadas com um estrangeiro. O que tem demais casar com um estrangeiro? Porra nenhuma certo? Errado, afinal, como vão conseguir um passaporte coloridinho, um marido pra sustentá-las e uma distância absurda do país o qual elas tem verdadeiro pavor, que é o Brasil?
E como passam metade da vida procurando o tal marido importado e a outra metade justificando que o que fizeram foi por amor, se tornam pessoas rancorosas, amargas e extremamente defensivas!
Respeito muito mais as meninas da Av. Atlântica , que estão ali na rua, e sem pudor algum dizem: " Sou prostituta". Pq sinceramente não vejo diferença nenhuma entre ser puta de um ou de vários homens.
Não digo isso unicamente pq são sustentadas, conheço mil casos (inclusive o da minha mãe) , onde a esposa não trabalha (bem.. não trabalha fora, pq ser dona de casa é o pior emprego que existe) . Digo que nesses casamentos com gringos, se você for analisar a história do namoro, noivado etc, 98% das vezes vc vai poder ver que o que elas estavam buscando era o marido gringo com grana. Não importanto quem fosse.. Bonito, feio, gordo, magro, com ou sem atração física. Valia a nacionalidade e o contra-cheque.
Se isso não é prostituição, eu não sei mais o que é.. O que me deixa com mais raiva, é que essas mulheres acabam trazendo a fama de caçadora de maridos pras outras que não tem nada a ver com isso. E elas se ofendem horrores se alguém disser isso na carinha delas. Escrevem "Oh que saudade do meu Brasil" , quando na verdade pensam, o dia que esse merda me der um pé na bunda tô fudida. "
Eu deixei minha nada amigável mensagem para a fulana. Aguentar preconceito de europeu já é péssimo, agora temos que aguentar preconceito de brasileiros também????
Publicado por Adriana às 12:18 PM
E lá se vai mais um dia...
Sexta passada fui na escola de holandês pegar minha "agenda". Esperava encontrar mais informações sobre o grupo onde me colocaram, que livro usar, em que nível eu fui incluída, mas nada. Cheguei na escola e haviam 3 "centrais" atendendo os alunos, cada uma para 4 classes. Na primeira "central" umas 30 pessoas fazendo fila, furando fila, tentando se entender. Na segunda "central" umas 10 pessoas, esperando pacientemente sentadas numas cadeirinhas. Na terceira central, a minha, vazia. Ninguénzinho. Sentei na cadeirinha e uma mulher pegou minha cartinha e começou um blá blá blá básico em holandês. Eu esperei ela tomar fôlego e falei que não estava entendendo nada. Ela então pegou uma pasta tipo fichário e me deu, pegou então uma tabela de horários e passou lumicolor na minha turma ( todos os dias das 12:30 às 16:30 ), me deu um cartãozinho magnético que me dá o direito de tirar 50 cópias gratuitas e gesticulou que eu não poderia dobrá-lo, me deu uma agenda 2004, uma régua, e foi isso. Hoje começam as aulas e eu tô morrendo de medo de ter sido colocada num nível que eu não vá acompanhar, ou então uma turma de debilóides, pois qual a razão de haver tão poucas pessoas no meu grupo?
E ao chegar em casa eu e FH nos deparamos com um envelopão do IND. Acredita que já está na hora de renovar meu visto? Tenho que mandar mais duas fotos, xerox da apólice de seguro-saúde, preencher o formulário novamente, e óbviamente pagar os Euro 430 ( carácoles !!!! ).
E lá no Brasil...
Ontem teclei com a Thali. É a Thali que me mantém informada de todos os "babados" da família. E é com ela que desabafo minhas angústias em terras européias. As pessoas de quem eu mais sinto falta são os sobrinhos, minha mãe e a Thali. Sinto falta de ir ao cinema, de ir ao Hopi-Hari ( nós duas tínhamos o cartão anual ), de ir para a praia, de ir ao shopping. Este ano Thalitilda faz 15 anos, e eu queria moooito estar lá para comemorar com ela. Só no fim do ano...
Publicado por Adriana às 10:00 AM
O emprego...
Tem gente que acha que eu estou sentada na minha sala com o bundão pro alto esperando emprego cair do céu. Não, não estou. Nunca fui de ficar esperando as coisas acontecerem, e não é agora que vou começar. Não fico aqui detalhando minha "guerra" por um emprego porque tudo tem limite, até blog. Mas vamos lá.
Tenho mandado CV para algumas empresas e fui chamada para algumas entrevistas. Aqui de novo a diferença brutal entre processo de seleção no Brasil e na Holanda. No Brasil tudo era mais simples, uma entrevista tipo "screening" com o RH, uma entrevista com o gerente da área, e mais uma conversa se estivesse entre você e outro candidato. Aqui na Holanda... Primeiro ligam para perguntar se você está com a documentação em dia ( visto de permanência que afirme que você não precisa de "work permit" ). Duas empresas ligaram uma segunda vez para perguntar "que tipo de visto" eu tinha. Depois de jurar de pé junto que você não vai precisar que a empresa "patrocine" seu visto, você vai para o tal "screening", que nada mais é que uma conversa com o RH para falar sobre sua experiência profissional ( pode até ser feita por telefone ). O segundo passo são as primeiras entrevistas. Normalmente com duas pessoas diferentes, na empresa que eu estou fazendo entrevista agora foram 3 entrevistas no primeiro "round". Se você passa na primeira sessão, te chamam para o segundo "round". Normalmente é entrevista com um gerente da área ( no meu caso compras ), com um diretor e com um especialista de RH. Detalhe: cada entrevista é em separado, ou seja, além de gastar 1 hora com cada pessoa, você tem quer repetir o blá blá blá tudo de novo. Se você passar na segunda fase tem ainda o tal do assessment, um dia inteiro de atividades esdrúxulas, sessões em grupo etc e tal, com uma psicóloga te avaliando. Daí eles ficam de te dar uma resposta. Depois de tudo isso você acha que já está praticamente contratado, pois todo mundo fala que é super difícil conseguir ser chamado para a primeira entrevista, quem dirá para todo este ôba ôba. Daí eles te ligam, dizendo que não vão te contratar por isso ou por aquilo ( sempre explicam a razão ). Ó céus, é um saco.
Todo este processo é muito desgastante e frustrante. Começa por ter que fazer toda a "logística" de como chegar na empresa: horário de trens, se dá pra ir da estação de trem até a empresa de ônibus ou tem que pegar um táxi, que horas sair, quanto deixar de "folga" para emergências. Depois vem a preocupação da roupa a usar: esta última empresa é categórica, manda homens irem de terno e mulher de blazer e saia ou blazer e calça ( eis aí o tal terninho que eu e Claudinha falamos tanto ). Você gasta uma fortuna, pois para ir de trem são uns 20 euros cada vez, sem falar nos trem-taxis ( tem empresa que fica em parque industrial onde só se chega de carro ) que custam 4 euros por viagem. Mas o pior mesmo é a ansiedade da véspera, você tentando imaginar o que vão perguntar desta vez.
Depois de todo este desgaste e alguns "nãos" você decide "baixar um pouco a bola" e procurar empregos mais simplezinhos, através de agências de emprego. Todas as agências são categóricas, "você é super-qualificada, vai deixar o emprego simplezinho na primeira oportunidade boa que aparecer", no que eles estão certos aliás. E você não pode "diminuir" seu CV porque as mesmas agências trabalham com os "bons empregos" e daí, quando o bom emprego aparece, você não pode se candidatar, pois está com aquele CV michinho que você usou para conseguir o emprego simplezinho.
E como se seus problemas já não fossem suficientes, você tem que ler no seu blog alguém sugerindo que você está sentada na sua sala sem fazer nada. Tem que ter moooooita paciência! Ô gente cara de pau, que não sabe da missa a metade e vêm dar "conselho". Pega o bonde andando, quer sentar na janelinha e dar tchauzinho.
Estou mesmo com os nervos à flor da pele, e isso esta afetando demais a minha vida. Sempre que eu me vejo em momentos de agruras eu acabo pedindo socorro para a Seicho-no-ie. Minhas tias, além de espíritas, foram divulgadoras da Seicho-no-ie por muitos anos, e é uma filosofia realmente maravilhosa. Eu me envergonho de não seguí-la como se deve, mas são coisas da vida. Peguei no site deles algumas orações e "compuz" uma meditação que faço ao acordar, antes de dormir, e sempre que tenho alguns minutinhos durante o dia. Estou fazendo isso a 3 dias e está me ajudando muito, deveria ter começado antes. Aí vai a meditação. É uma junção da Oração pelo emprego, oração para eliminar o medo, e prece pela realização de um desejo.
Oração do emprego
==================
"Uma vez que Deus me fez
nascer como homem na Terra,
significa que existe
um emprego próprio para mi."
PARA ELIMINAR O MEDO
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"Sou Filho de Deus
E, como Deus me orienta sempre
com Sabedoria infinita,
jamais acontecerá de eu fracassar.
Deus é minha Sabedoria,
minha força e minha riqueza.
Deus é provisão ilimitada."
PARA REALIZAR O DESEJO
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Para você concretizar o que deseja, deve uma vez por dia praticar
a meditação e visualizar nitidamente a cena em que ele já está
concretizado.
"Isso já existe no mundo da Imagem Verdadeira, e está agora a caminho
da concretização."
"Deus, orientai com Vossa Sabedoria minhas orações para concretizá-lo."
"A Sabedoria de Deus flui em meu interior e me orienta."
E bom fim-de-semana para todos nós, aparentemente com neve para quem está aqui nas Zolanda!
Publicado por Adriana às 10:12 AM
Perspectivas
O quanto a Holanda é bom ou não depende das perspectivas de cada um. Como eu disse anteriormente, eu achava que ia chegar aqui e depois de um ano estaria falando holandês mais ou menos, já teria achado um emprego, que não sentiria tanta falta assim da minha família. E é claro, como nada disso aconteceu, estou frustrada. Agora, se ao vir para cá sua única perspectiva era ( ou ainda é ) esperar seu namorado / marido chegar do trabalho todos dos dias, conseguir entrar numa escola para iniciar o curso NT2, ir de vez em quando para Amsterdam passear de barquinhos pelos canais, você provavelmente adora a Holanda e com razão. Como já disse, é um país bacaninha.
Eu já tinha até postado quando li o comentário da minha amiga blogueira Princesa da Martinica, que resume T-U-D-O:
"Viu Dri? É só falar a verdade que a patrulha do Blog aparece e senta o pau! Não stressa! Manda o povo todo vir para cá! Acham que ganhar em Euros é bom. É muito bom mesmo, mas gasta-se muuuuuito. Uma Coca Cola custa 1.10! Sem contar que qualquer pedaço de carne sai por, no mínimo, 2 Euros. Eu levo uma vida muuuuuiito básica mesmo, para poder juntar grana. E os salões? Que merda! Os que posso pagar (15 Euros o corte) são podres. Tem os de 45 Euros... Eu não pago. Sem contar médicos que são caríssimos! Ai que saudades da Golden Cross. Depois escrevo com mais calma! Venham! Venham todos! A Europa é boa demais meeeeeeeesmo! E não digam, depois, que têm saudades de uma farofinha, de um papo sem compromisso numa fila de banco, de uma xícara de açúcar emprestada com a vizinha. Aqui não tem isso não! Beijos, Marcia"
E vamo mudá o rumo dessa prosa!
Jamie Oliver
Eu A-D-O-R-O o programa do Jamie Oliver, televisionado aqui na Holanda logo depois do Extreme Makeover, às segundas 22:30 na Yorin. Para quem não acompanha, ele tem apenas 27 anos, é um dos chefs mais badalados do momento, e ficou ainda mais famoso com o projeto Jamie's kitchen / Fifteen. Neste projeto, Jamie "treina" 15 jovens de classe baixa de Londres, e depois de um ano de "curso" estes jovens vão estagiar no restaurante de Jamie por um ano até uma nova turma se formar. O restaurante se chama Fifteen, fica em Londres e tem uma lista de espera de 4 meses para reserva. Claro que já dei uma dica para FH, que quero ganhar o novo livro de J-O ( Jamie's Kitchen ) de dia dos namorados, que para quem não sabe é no próximo dia 14 de fevereiro.
Publicado por Adriana às 9:23 AM
Os comentários
Detesto comentar os comentários, mas vamos lá.
Primeiro, quero esclarecer que eu escrevi aqui o que eu gostaria de ter ouvido quando vim para cá, pois me prepararia para o que estou encontrando. Engraçado é que só acho dramático ou exagerado quem NÃO mora ou morou aqui na Holanda, quem já passou por isso concorda com o que eu disse. Sei que tem muita gente que lê este blog porque está pensando em vir para cá, e eu não tenho nenhuma pretensão de "desiludir" ninguém, mas dizer que tudo é lindo, que tudo é maravilhoso eu também não posso. Vocês acham que eu estou sendo exagerada e dramática? Pois leiam o blog da Claudia, o bitter-sweet e vejam que depois de mais de um ano aqui ela decidiu voltar para o Brasil.
Para quem achou que eu peguei forçado com o cara da mensagem, não foi nada pessoal, eu até tirei o sobrenome dele. Acontece que este sujeito mandou a mensagem para quase todos os membros do grupo "Brasileiros na Holanda" do MSN. Está atirando para todos os lados. Se ele tivesse tido o cuidado de visitar o site brasil-holanda ( o link está no próprio grupo do MSN ) saberia que ninguém aqui pode mandar "carta de trabalho" para alguém no Brasil.
Para a Catarina, aqui na Holanda os diplomas de medicina não são reconhecidos. Tenho uma amiga brasileira em Rotterdam que está passando por este problema e no dia da prova de holandês conheci uma russa que também não conseguiu validar seu diploma. Para validá-lo você tem que falar holandês muuuuito bem ( somente o curso dado pelo governo não é suficiente ), tentar ser admitido numa das faculdades de medicina do país ( são poucas e as vagas para estrangeiros concorridíssimas ), e estudar mais 2 anos para ser o equivalente ao clínico geral. Se você tiver sorte, leva uns 4 anos para voltar a clinicar. Se tiver muuuuita sorte.
Angela, apesar de não tem morado em morro ou favela, eu sei que as histórias retratadas nos filmes "Cidade de Deus" e "Central do Brasil" são a realidade de muitos brasileiros, mas também não vamos generalizar. Acreditar que todos no Brasil vivem em morros e favelas, é o mesmo que acreditar ( como os gringos aqui acreditam ) que moramos todos em plena floresta amazônica. Nós temos sim uma imensa classe média, e convenhamos, se a pessoa tem acesso a internet e sabe como encontrar um grupo de discussões de brasileiros na Holanda, a pessoa não é tão pobrezinha, desinformadinha assim.
Um monte de gente escreveu: "poxa que balde de água fria". Bom, de repente eu estou errada e a Holanda não é nada disso, não é? Eu ainda não encontrei ninguém que tenha vindo para cá e não tenha encontrado as mesmas dificuldades ( em menor ou maior grau ) que eu. Quem sabe você não é o primeiro, né?
E quanto ao cabelo, agora que acostumei eu estou adorando. As luzes ainda estão feias, como bem disse a Sílvia, pareço uma zebra, mas assim que eu precisar de retoque, vou num cabeleireiro americano em Utrecht que eu sei que faz as luzes com papel alumínio.
Publicado por Adriana às 9:45 AM
Fazer o que?
"Sou Brasileiro moro em Petrópolis rj tenho 33 anos sou garçon profissional a 18 tenho experiência em cozinha e churrascaria tenho tambem experiência em eletricista residencial e montegem e manutenção de micro e estou acustumado a trabalhar varias horas como garçon trabalho até 17 horas em festas e estou a fim de trabalhar na holanda caso vc possa me ajudar com carta de trabalho ou qualquer outra ajuda me indicando a amigos etc ficarei muito grato um abraço alexandre"
Quem tem blog sempre recebe estes e-mails. Tem ainda o das meninas "como acho um holandês na internet para futuro compromisso?". Tem ainda o daquelas meninas "conheci um holandês pela internet, estamos profundamente apaixonados, estou pensando em ir morar por aí, como eu faço para achar emprego na Holanda, quantos euros eu preciso levar já que não estarei pagando hotel, qual é o custo de vida aí?". Normalmente eu tento achar tempo para responder estas últimas ( as primeiras eu faço que nem li ), principalmente porque a dois anos atrás era eu escrevendo para uma menina de blog com dúvidas, medos. Mas confesso que é uma tarefa meio inútil, pois quando manda um e-mail destes, a menina já está decidida a vir, totalmente iludida com o sonho de casar com um Europeu ( como se eles fossem príncipes em cavalos brancos ).
Ainda ontem eu estava falando com FH sobre isso, sobre como eu vim pouco preparada para o que me esperava, e sobre como eu sei que nada do que eu fale vai fazer estas meninas desistirem de vir. Se você está lendo este blog porque pesquisou no GOOGLE "morar na holanda" aqui vai o que eu gostaria de ter ouvido antes de vir:
- A Holanda está com crise de empregos. Holandeses tinham que achar um bode expiatório, e embora eles não queiram fazer serviços "menores" como ser caixa de supermercado, serviços de limpeza em geral, estoquistas, também não querem que imigrantes o façam. Estes empregos "pertencem" aos holandeses. E principalmente os empregos "melhores". Ah, se você imigrante tentar pegar um dos empregos "melhores". Somos aqui o "intruso", o "indesejável", a raiz de quase todos os problemas do país ( o ladrão é sempre marroquino, o vândalo sempre turco, as prostitutas ilegais sempre croatas, e o monte de gente trabalhando em empregos tipo "salário mínimo" são sempre indus ). Como dizem os holandeses: Nederlands zit vol ( a Holanda está cheia ).
- Existe um tal de "Sistema internacional de validação de estudo superior", que na prática quer dizer que vão analisar seu diploma e sempre enquadrá-lo abaixo do que ele vale no Brasil. Isso vale até para o diploma do colegial. Médicos não poderão exercer a profissão, nem dentistas, jornalistas, advogados, psicólogos. E mesmo para os empregos de caixa de supermercado, você vai ter que aprender holandês primeiro, para depois disputar a tapa uma destas vagas para ganhar salário mínimo.
- Você vai ter que aprender holandês, mesmo que não queira. Vai ter que esperar na fila da escola ( com raras excessões de cidades com poucos imigrantes ) por uma vaga, vai entender apenas umas 10 palavras até começarem suas aulas, e neste meio tempo o que vai te salvar será o inglês. Se você não fala inglês, sua vida vai beirar o impossível. Você provavelmente vai ficar enfiada dentro de casa esperando seu namorado chegar do trabalho todos os dias, e vai precisar dele para as mínimas coisas, como ir ao instituto médico da prefeitura fazer seu exame de tuberculose a cada 6 meses.
- Faz mesmo muito frio aqui, mas o que mais incomoda é a chuva. E esta mania que holandeses têm de ir de bicicleta para todo o lado mesmo que esteja chovendo granizo. Somente agora, depois de 9 meses aqui é que eu convenci meu marido a ir ao cinema de noite de carro. E ele foi reclamando. Detalhe: eu gosto de andar de bike e não me incomodo de usá-la se não estiver chovendo, nevando ou terrivelmente frio.
- Esqueça praias lindas como as da Espanha, esqueça a comida maravilhosa e o charme das cidades italianas, esqueça o tratamento amigo dos portugueses, esqueça a grandiosidade de Paris, esqueça as conveniências de Londres. Como eu li em algum lugar, a Holanda é bacaninha mas bem simples.
- Holandês não abre porta para a namorada, nem puxa a cadeira, e principalmente, não paga conta. Nos EUA, quando você sai com alguém e cada um paga a sua parte, usa-se a expressão "go dutch" - sair à holandesa. Os valores familiares são também diferentes, a relação com os amigos, a forma como comemoram ( ou deixam de ) suas datas festivas. Os aniversários são ao redor de uma mesa comendo torta doce com café.
- Se você resolver um dia ter filho, provavelmente vai ter que parar de trabalhar, pois quase não existem creches aqui e as que existem estão ( claro ) cheias. Em entrevista de emprego eu juro de pé junto que não quero ter filhos, ou minhas chances de conseguir um emprego são ainda menores ( se bem que eu não sei se jurar de pé junto ajuda em alguma coisa ).
- Risque do seu vocabulário as expressões / palavras: manicure, pedicure, limpeza de pele, instituto de depilação, drenagem linfática, e principalmente "passar a tarde no cabeleireiro". Eu tenho uma amiga inglesa que quando precisa cortar o cabelo pega o avião e vai a Londres. E eu não acho nenhum exagero. Sei que pode parecer fútil, mas se você faz algum tipo de tratamento tipo luzes, defrisagem, relaxamento, esqueça.
E para provar a incompetência dos cabeleireiros holandeses, confira:

Publicado por Adriana às 11:35 AM
O Filme
Fui assistir "The last Samurai" e o filme é bem legal. Só tem um porém, um terço do filme é em japonês e, no meu caso, com legendas em holandês. Não sei qual língua eu entendia menos. Tem um menininho no filme, um japinha de uns 5 anos, lindinho lindinho lindinho, parecia muito meu sobrinho Bruno naquela idade: o Bru ( que herdou traços meio índios por parte da mãe ) também tem os olhos meio puxadinhos, o cabelo preto meio ondulado, e o mesmo semblante calmo. Comecei a chorar na hora que o menininho apareceu e só parei quando o filme acabou. Estou com muuuuita saudade do Bru e da Fê.
E sábado ( o dia do filme ) foi aniversário da minha sobrinhazinha Fê. Não consegui falar com ela no Sábado, mas falei no Domingo. Ela está uma graça, conversa como menina grande, até me cobrou o presente! Tá no correio, Fê!!!!
E ontem eu assisti "Óleo de Lorenzo". Chorei muuuuito também. Sabe, eu acho que não sirvo mesmo para ser mãe. Acho que ia ser daquelas neuróticas achando que um carro vai atropelar meu filho a qualquer momento, que todo cachorro vai morder, que um tossezinha pode ser câncer de pulmão, enfim, aquele tipo de mãe que todo mundo abomina. Quando a Thali era bebezinha ( tinha 3 meses ) eu ia na casa da minha tia absolutamente todo dia para vê-la, e um dia uma amiga da minha tia quis dar mamadeira para ela e deu mais do que ela estava acostumada. A gente estava assistindo a novela quando a Thali deu uma tossidinha, e minha tia falou: ah, não é nada, ela tá meio gripadinha. Mas uma voz me "empurrava" para o quarto, e lá fui eu. Quando eu cheguei no quarto a Thali estava coberta numa nata branca, tinha regurgitado o leite e estava sufocando. Eu só sei que fechei o olho e comecei a gritar como louca, veio todo mundo, o pai dela levou-a para o hospital como um louco e ela chegou lá roxinha. Voltou toda esfolada pelo tubo que enfiaram no nariz dela, mas viva. Nunca vou esquecer da cena e o medo da gente ( fiquei na casa da minha tia com a "amiga" e o Thiago ) esperando notícias. Não quero passar por isso nunca. Acho que vou mesmo comprar um gato e só.
Deixa eu reclamar!
Caracas, como pode uma terra com tanto cabeleireiro ruim? Meu cabelo estava um ninho de mafagafos, resolvi cortar. Eu queria bem curtinho, mas Fofo-husband pediu para eu cortar médio. Escolhi uma foto no salão e falei pro cara que queria igualzinho. E o cabeleireiro: ótimo. E tec tec tec. E eu pensava: mas ele não está fazendo o repicado, mas parece que está ficando tão curto... Resultado: ficou curto como eu queria antes de sair de casa, mas muito curto para o gosto do FH. E as luzes ficaram manchadas. No geral ficou até bom, mas estas manchas são bem visíveis para quem olha de perto, não sei o que fazer. Voltar lá e mandar o cara arrumar, nem pensar, vai dar caca. Eu tentar arrumar em casa? Sei não...
Publicado por Adriana às 9:19 AM