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Sou Adriana, 30 anos, paulista, formada em comércio exterior. Casada com Bart, holandês, moro em Eindhoven, na Holanda desde Maio de 2003. |
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Que emoção: comi um bife.
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 11:17 AM
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Ainda à procura...
Ainda não achei o tal lugar para comprar guaraná e mistura para pão-de-queijo em Amsterdam. Continuo procurando o tal mercadinho português em frente ao barzinho/mercadinho brasileiro que foi mencionado no grupo brasileiros vivendo na Holanda no MSN. E meu tempo está esgotando porque vou para Amsterdam na segunda. Reaja povo de Deus!
Enquanto isso na Terra Brasilis...
Acho que lá no fundo ( beeeem no fundo ) sou mesmo brasileira. Com tanta informação para buscar da pátria mãe eu acabei lendo o site da Caras inteirinho e a DIRCE da Globo.com. Absolutamente ridículo a Adriana Galisteu com o Dado Dolabella. Ele não estava de casamento marcado com a Deborah Secco? Aliás essa Deborah Secco é azarada com namorado, hein? E esse Dado para mim usa drogas. Na foto do site DIRCE ele está abraçando a Adriana Galisteu com olhinhos vermelhos e pequenininhos... Eu nunca fui com a cara da Adriana Galisteu, mas fiquei me pensando se é a crise dos 30 batendo na porta dela e a pegando sem um cobertor de orelhas.
A insuportável da Luana Piovani finalmente se olhou no espelho e sacou que aquele cabelo loiro platina ficava ridículo nela. Está castanho claro de novo. E apesar de intragável, ela continua muito bonita.
E a Sandy... A Sandy tirou umas fotos menos menininha mas continua no estilinho eternamente virgem. Pelo menos é simpática, talentosa, esforçada... Se eu tivesse uma filha preferiria que ela copiasse o estilinho Sandy a sair por aí a la Britney Spears beijando mulher ( velha ainda por cima ) na boca.
E a viagem para o Brasil...
Falei para FH que iria para o Brasil em janeiro ( seguindo minha estratégia de mulher decidida e independente ) e ele fez aquela carinha de cachorro sem dono e falou que vai junto. Eu expliquei que só vou para ver e ficar com a família, sem me preocupar em fazer turismo, reservar hotéis, etc etc etc. Ele olhou com mais carinha de cachorro sem dono e falou: sua família é a única família que eu tenho agora... Preciso dizer que novos planos serão traçados? Bart 1 X 0 Adriana
A família dele e a casa
Bem, o comentário acima leva à história da família do FH. Cansado das contas estratosféricas de advogados e decidido a se livrar da família para poder comprar a casa que ele tanto quer, FH decidiu "dar" a casa para o pai dele. Nesta história toda ele está perdendo os Euro 30.000 que pagou quando compraram, mais uns Euro 8.000 de um tal fundo de hipoteca. FH ganhou o processo e tem o direito de colocar a casa a venda, mas o pai já avisou que se ele fizer isso detona a casa antes de deixá-la ( ameaçou jogar concreto no encanamento do aquecimento central, começou a "plantar" asbestos no jardim, começou a arrancar todas as plantinhas e arvorezinhas do jardim, que é grande e cheio de plantas legais ). Então FH decidiu "passar" a hipoteca para o nome do pai, mas é desnecessário dizer que prefere ver o demo com tridente e labaredas a ver o pai, né?
Fim-de-semana
Hoje a noite tem festa da Philips Tass. Vai ser um clube ou restaurante ou algo que o valha em Tilburg, seguindo o tema "Safari". A programação inclui show, comidas e bebidas e "entretenimento". Tudo de graça. Já falei pro Bart que estarei em meu habitat normal: a selva. Não acham que brasileiro vive em floresta e anda de cipó? Pois então. Pena que não trouxe meu cocar.
E só para lembrar: eu quero comprar Guaraná em Amsterdam!!!!!!!!!!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 2:04 PM
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Extra! Extra! Extra! Blogueira precisa de ajuda!
Agora que chamei a atenção, vamos ao babado. Segunda-feira dia 1 de dezembro tenho que ir a Amsterdam e queria aproveitar para trazer umas muambas brasileiras ( tipo guaraná, mistura para pão-de-queijo, farofa ) e lembrei que li uma vez naquele grupo de brasileiros na Holanda no MSN que tem uma mercearia portuguesa, quase de frente para uma lojinha brasileira ( em Amsterdam, claro ) que vende estes produtos. Corri lá no tal grupo, mas a parte onde estava este comentário sumiu. Alguém aí pode me ajudar? Ah, não serve aquele em Almere, pois eles só abrem de sábado.
Não preciso nem dizer que com este meu holandês fluentíssimo não achei nada na startpagina.nl, né?
Vamo lá galera, quero ver muuuuuitos comentários me dando endereço, dica, ou qualquer coisa me leve a uma garrafinha de guaraná antartica. Mãos a obra!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 5:00 PM
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O lado bom das coisas...
Como diria um amigo meu, "tudo tem seu lado bom, menos o LP do Guilherme Arantes". Neste caso, o lado bom de não se trabalhar é ficar na moleza de manhã. Quando trabalhava na GM tinha que estar no escritório as 7:40 da matina, um castigo. Para tal, tinha que levantar no máximo 6:30, tomar um banho voando, deixar a roupa pronta no dia anterior, ir tomando café da manhã no carro. Um stress total. Aqui graças ao maravilhoso flex-time ( vc pode entrar no trabalho até as 9:30 e sair as 4:00 contanto que trabalhe 8 horas por dia ) FH sai de casa 8:45 na sua superbike e euzinha além de sair da cama só as 8:15 para fazer café da manhã para o maridinho ( me sentindo a própria megera domada ), volto para debaixo das cobertas assim que ouço o barulho da fechadura. Na maioria das vezes não volto a dormir, fico lendo, mas ôôôôôô leseira boa da peste!
Flex-time
Acho o sistema de flex-time o máximo dos máximos, uma pena que só funcione em países desenvolvidos. Explicarei o porque. Empresas que adotam o flex-time estipulam um horário obrigatório em que o funcionário tem que estar na empresa ( no caso da Philips é das 9:30 às 16:00 ) e o próprio funcionário "gerencia" o horário que chega e que sai, contanto que trabalhe 8 horas por dia. Quem gosta de acordar cedo, vai mais cedo e sai as 16:00, quem gosta de acordar mais tarde vai as 9:30 e sai mais tarde. É ótimo para o funcionário, bom para o trânsito, pois "desafoga" o horário do rush, e não traz grandes impactos para a empresa. Só que no Brasil não funcionou. A própria GM tentou, mas segundo meu ex-gerente 80% dos funcionários "roubavam" horas da empresa. Lá na GM tinnha catraca eletrônica para tudo, só faltava na porta do banheiro, e aqui na Holanda são raras as empresas que as têm. Cada funcionário controla suas horas, e pelo menos no caso do FH e dos amigos dele que eu conheço, contam minutinho por minutinho.
Mudando de alhos para bugalhos
Mas esse assunto é muito chato. Mudemos então. Ontem foi aniversário do Lucas, meu afilhado e filho da minha prima Solange. Tentei ligar o dia inteiro mas ninguém atendia ou dava uma daquelas mensagens da Telefônica. De noitinha liguei então para o meu irmão e falei com o Bru, que parecia estar super tímido no telefone e enquanto conversava com o Xandre eu ouvia a Nanda tagarelando com ele e com o Bruno. Estou louca de saudades. E não adianta eu tentar convencer FH de que minha passagem ainda está válida, que eu quero voltar só por uns 15 dias, ele faz manha, diz que não quer ficar sozinho, que vai ficar deprimido, etc etc etc... Eu preciso acertar as coisas na minha cachola, mas assim que eu decidir, vou apenas informar que estou indo. Tem que ser assim, no susto. Estou pensando em ir em Janeiro, quando podemos ir para a casa da praia, ficar uns dias lá só com a família, tirar esta cor esverdeada da pele. Vamos ver se rola...
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 11:09 AM
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Versão Natalina
Para entrar em clima de Natal mudei o layout que, obviamente, será provisório. Depois volta o tulipão!
Mais uma entrevista na escola de Holandês
Haja paciência a tanta burocracia! Tive mais uma entrevista na escola de Holandês, dessa vez para decidir em que turma eu vou estudar. A mulher me explicou que existem 3 "profiels": 1, 3 e 5. Para as pessoas com menor grau de escolaridade e aprendizado mais lento profiel 1, e para as pessoas com grau universitário e aprendizado mais rápido profiel 5. Segundo ela, o curso para o profiel 1 é apenas para quem quer uma "base" do holandês e é suficiente para prestar o NT1 e o profiel 3 e 5 são para quem vai prestar o NT2. Não sei para que serve o NT1 ( acho que para nada ), mas o NT2 é requerido para quem vai estudar em uma universidade holandesa. A mulher jura de pé junto que quem passa no NT2 fala holandês quase como um nativo, mas eu sei que a história é bem outra.
Eu falei para a mulher que estou estudando o Delftse Methode ( embora não tenha visto a cara do bicho a semana passada inteira ) e ela então me "encaixou" no próximo teste para ver se eu "pulo" o primeiro estágio, e me enquadrou no profiel 5, mas já me avisou que esta é a turma super rápida, cheia de homework e que se eu não der conta serei "rebaixada" para o nível 3. Nesta turma só entra quem já tem grau universitário. Vamos ver...
Sistema de ensino Holandês
Para classificar seu "perfil" eles fazem continha até para saber quantos anos vc fez de pré-escola, ensino fundamental e colegial. Nesta, a mulher acabou me explicando o estranho sistema da Holanda. Todo mundo inicia a pré-escola com 4 anos, e com 6 é alfabetizado. Começa então o equivalente ao nosso ensino fundamental, só que aqui vai até a sexta série. Ao fim da sexta série de acordo com as notas os alunos são classificados em MAVO, HAVO ou VWO. Aqueles com menor rendimento vão para MAVO, rendimento médio HAVO e os melhores para VWO. Aqui é que entra o lado polêmico da história. Nas palavras da mulher, infelizmente um país não consegue funcionar apenas com engenheiros, médicos e advogados. O país precisa de padeiro, lixeiro, peão de fábrica. Então os alunos do MAVO ( salvo raríssimas exceções ) jamais irão à universidade: eles farão cursinhos de especialização na ROC e se quiserem muito e forem esforçados podem estudar extra para se qualificarem como HAVO e ter os benefícios do aluno HAVO. O aluno HAVO pode estudar também na ROC nuns cursos um pouco melhores ( equivalente aos cursos para formação de tecnólogos no Brasil, tipo a FATEC em SP ) ou ir para uma faculdade tipo a FONTYS ( Hogeschool ), mas não podem ir para uma Universidade. O aluno VWO é o bonzão. Estes vão ser os advogados, engenheiros, médicos, políticos etc etc etc. Pode parecer preconceituoso, um sistema de "castas" como a gente aprendeu na aula da história, mas eu acho mais justo que no Brasil.
Acho mais justo porque no Brasil quem tem grana para pagar o colégio Bandeirantes ( colegial hoje custa R$ 1600,00 por mês ) certamente entratá na medicina da UNICAMP, já o coitado que é inteligentíssimo mas pobre e estuda em escola pública só por um milagre consegue competir com os "filhinhos de papai". Um exemplo: a família do Bart não tinha grana, eram os classe média baixa da Holanda e o Bart foi um aluno VWO, fez universidade e pós-graduação, tudo com subsidio do governo. A irmã dele poderia ter feito o mesmo, mas foi uma aluna MAVO e fez um cursinho de 1 ano na ROC ( e segundo o Bart nem terminou ). Então para que gastar recursos como laboratórios, pesquisas, cursos avançados de alemão e francês com alunos tipo a irmã do Bart que não estão nem aí para estudar?
Não é preciso nem dizer que latino-americanos sem grau universitário têm seus diplomas de colegial todos classificados como MAVO, daí você tem que estudar holandês, depois que falar fluente estudar para conseguir o diploma HAVO para depois poder entrar numa faculdade. Sinceramente acho que somente que tem muuuuuita força de vontade ( como a Holandesa ) consegue. O negócio é quando vir para cá trazer um cocar e assumir logo que, assim como as mulçumanas vêm do meio do deserto e usam seus lenços, nós vivemos no meio da floresta, nos balançando em árvores com nossos coloridos cocares. U u u u u u u u u u - mim brasileira esperta você holandês cara e corpo pálido - u u u u u u u u
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 1:12 PM
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Blog é bom, mas é ruim...
Este foi o post da Claudinha a uns 3 meses no blog dela. Espero que ela não me cobre royalties pelo uso da frase. Quando a gente coloca comentário no blog é porque quer sentir que não se está falando para o vazio, que tem alguém te escutando, que seu tempo não é gasto à toa. E quem abre espaço para comentário tem que saber que virão críticas positivas e negativas também. O que eu simplesmente detesto é crítica sem nexo. Esta semana tive uma de arrepiar. A pessoa dizia que meu blog é uma ode à covardia porque defende que quem não está contente com o Brasil tem que mudar. Eu achei o fim da picada. Quem lê meu blog a um pouco mais de tempo ( e o blog das meninas que já estão morando aqui a mais tempo que eu ) sabe como é difícil a mudança, a adaptação, ficar longe da família, não entender esta língua esdrúxula. Deixar seu país, família, emprego, amigos, é um salto no escuro com paraquedas pequeninho sem seguro de vida. E aí vem neguinho falar de covardia.
Sei que foi motivado por um post onde eu falava que o Brasil está perigoso e blá blá blá daí choveram e-mails com a mesma mensagem de alguém que diz morar na Holanda e escreveu um e-mail cheio de futilidades do tipo: o RJ foi considerada a cidade mais solidária, o mercado de celulares do Brasil é o segundo do mundo, e a pior: o Brasil tem 14 montadoras instaladas no país. Gente, o que é importante é ter segurança, emprego, educação e saúde. Mais nada. Tô pouco me lixando se tem celular se tem indústria automobilística, se tem o Ricky Martin dançando pelado na Praça da Sé! Eu quero é andar nas ruas e não me sentir ameaçada. No dia que tiver filhos quero ter certeza que eles vão poder estudar numa escola de qualidade. Quero ter segurança no meu emprego, saber que daqui a 2 meses vou ter salário depositado na conta. Quero que meus parentes que não podem pagar uma Sul América tenham atendimento médico decente ( ou melhor, quero que eles tenha dinheiro para pagar Sul América ou que ninguém precise pagar Sul América ). E o tal e-mail acaba dizendo que o Brasil tem um povo que mesmo com as desgraças ri e samba. Geeeeente, vamos acordar e parar de rir e sambar. Vamos cobrar mais dos nossos políticos. Vamos nas escolas dos nossos ( seus ) filhos exigir que o professor não falte, que o conteúdo seja bem ensinado. Vamos reagir!!! Isso é o que eu acho que falta no brasileiro. Neguinho ( ou loirinho ) aqui na Holanda reclama porque paga imposto e não tem vaga para estacionar no centro da cidade, e o governo desata a construir garagem pública, e no Brasil a gente tá comendo merda e sambando. Um bando de hienas sambantes.
Sei que estou sendo radical, mas me irrita ver que o Brasil tem sim muito potencial, mas nada acontece! Pergunta pra Claudinha se na UFBA ela tinha 1/4 da estrutura que a Universidade de Delft tem. Ah, e são tantas outras coisas que não vou ficar me alongando. Acho que quem ama tanto o Brasil tinha que fazer que nem minha amiga Fernanda: ela diz que sabe que o país tá uma bosta, que não sabe se terá emprego amanhã, tem que pagar uma nota de seguro saúde para a mãe dela, que não sabe para onde vai o imposto dela, mas que ela não saberia viver em outro país, sem os costumes dela, sem a cervejinha na praia, sem falar português. Ela pelo menos não se esconde em estatísticas furadas e tenta se enganar que o Brasil é o paraíso na terra.
Adoro guaraná, adoro o praia com caipirinha, camarãozinho, carrinho de milho verde, adoro nossos shoppings enormes, adoro o sol, adoro churrasco, adoro pão de queijo, adoro novela. Tirando a novela que eu tenho que ver aqui pela internet ou comprar o pacote de transmissão da Globo na Holanda, o resto eu posso apreciar como boa turista quando for visitar minha família. E se Deus quiser, levando muitos Euros no bolso!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 10:59 AM
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Imagens da Holanda - Sinterklaas
Sinterklaas é um despropósito de chocolates e marzipans. Detesto o fato dele tirar a graça do Papai Noel, mas o chocolate compensa. Se não me segurar como o alfabeto inteiro em letras de chocolate. Detalhe curioso: se vc comprar a letra I vem 2 ( o I é muito magrinho, né? ).
O "carregamento" acima está sendo anviado para as crianças no Brasil. Com direito a moedinhas da Barbie e tudo.
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 2:54 PM
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Imagens da Holanda

Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 2:39 PM
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É riiiiitmo, é ritmo de festaaaaa...
Do cancionário holandês:
- Mc Doooooonalds, Mc Dooooooonalds ( fazendo M com as mãos que nem a Ana Maria Braga na abertura do programa dela ), Kentucky Fried Chicken ( imitando uma galinha que nem o Gugu dançando a Dança do Passarinho ) en Pizza Hut ( fazendo casinha com as mãos que nem quando dança YMCA ).
- Snel nu ( rápido agora ): Mc Donalds, Mc Donalds, Kentucky Fried Chicken en Pizza Hut
Tosco!
Bom fim de semana!!!!!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 11:31 AM
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Será que é possível "nascer" em país errado?
Desde criança eu sempre tive a sensação de ter nascido no país errado. Eu não cabia naquele modelo que tinham inventado para "menina" no Brasil e acho que fui "a diferente" até o dia da minha vinda para a Holanda. Quando pequena estava sempre na rua, ora com as vizinhas ora sumia com a minha bicicleta. A adolecência não vou nem comentar, foi um horror. E mesmo quando as coisas melhoraram lá pelos 18 anos, eu cada vez mais via que aquele não era o meu lugar.
Quando entrei na GM, eu era apaixonada por uma cara que falou na minha cara que se sentia inferior pois ele não tinha passado nem na seleção para estágio e eu tinha sido efetivada no ano de maior crise da empresa. Minha mãe sempre falava que homem tinha "medo" de mulher que era mais bem sucedida, que ganhava melhor, então quando eu saía eu desconversava quando me perguntavam onde eu trabalhava, ou então falava que era estagiária. Quando a notícia "vazava" ou o cara sumia de vez ou se não estava minimamente interessado, ficava. Teve até um que era vendedor de uma empresa de gás que me convidou para sair para ver se conseguia "engatar" algum negócio na GM. Também, eu era muito nova, entrei na GM com 20 anos, fui efetivada com 21.
No geral, eu não me conformava com um país tão violento, com tanta gente morrendo de fome enquanto outros ( inclusive eu ) pagavam uma fortuna para passar fome num SPA. Na minha primeira entrevista aqui na Holanda, o diretor da empresa falou que foi a uma churrascaria e não se conformou com o "desperdício" quando havia tanta gente sem ter o que comer. Na cabeça dele o presidente deveria "decretar" a divisão igualitária da comida. Eu não sabia nem o que dizer para o cara. E a gente não acha churrascaria desperdício, a gente acha "fartura", né? Eu sonhava em comprar um carro com ar-condicionado para não ter que abrir os vidros do meu, achando ( boba eu ) que isso ia me proteger do ladrão. Conheci gente que morreu no semáforo em tentativa de roubo de carro, gente que perdeu o marido em assalto na casa de praia, gente que morreu saindo de danceteria. E agora leio estarrecida a guerra civil entre polícia e bandidos em SP. Sim, porque aquilo é guerra civil, e em que país a polícia tem que medir forças com bandido?
A Claudinha escreveu sobre o tal Pensador de Maastricht, sobre um estudo que diz que o brasileiro é mais intolerante com as "incertezas" que o Holandês. Acontece que, se brasileiro perder emprego, a família vai passar fome pois auxílio desemprego é uma piada, achar emprego é quase impossível, e depender de família e f***. Se não tiver grana para pagar seguro médico tá ferrado, também não tem saúde pública. Se os filhos estão numa escola melhor, particular, vão ter que ir para a pública SE ACHAR VAGA. Sim, porque minha prima Thalita estuda a 15 km de casa e tem que ir de ônibus todo dia porque não acha vaga em escola mais próxima. O que acontece se um holandês perder o emprego? Ele recebe um salário desemprego decente, dá pelo menos para comprar comida e o básico. O plano de saúde passa a ser pago pelo governo, os filhos estudam em escola pública, e mesmo que demore para achar emprego, não vai se como se demora no Brasil.
Aliás, este é um dos meus maiores traumas no Brasil. A instabilidade econômica. Se a coisa vai mal, a primeira coisa que a empresa faz é "corte". O famoso "facão". Meu maior trauma foi o primeiro facão que vi na GM. Nosso gerente já tinha avisado que ninguém do nosso grupo ia se demitido, então estávamos tranquilas. Todos os gerente são instruídos a começar as demissões em determinado horário. Você só vê o supervisor ou gerente da pessoa chegar com uma pastinha, pedir para falar com ele ( alguns mandam a secretária chamar ), e depois de alguns minutos a pessoa sai da salinha branca, uns chorando, vi homenzarrão de quase 2 metros desabar no choro. Alguns tinham ido a outro departamento ou ao toilete e quando voltavam para sua mesa e tentavam digitar sua senha, tinham o acesso negado, ligando para o helpdesk eram instruídos a falarem com a gerência ( este para mim foi o pior do pior ). Em muitos casos, haviam casais trabalhando em departamento distintos, ambos demitidos. Quando saí da GM aderi ao um pacote de demissão voluntária, mas meus outros colegas foram "aderidos" se é que você me entende. Um deles falou: sabe eu nem consigo olhar para o meu filhinho de 5 anos. Ele me abraça e me fala que está tão feliz que eu tirei férias para ficar com ele, e eu tenho que esconder as lágrimas porque não sei se daqui a 2 anos terei um emprego para pagar a escola dele.
Aí, na sua última semana tem sempre aquele fulano que te manda um e-mail com aquela cartinha "enaltecendo" o Brasil. A alegria do povo brasileiro, o churrasco, a cerveja, o sambão, a caipirinha na praia, as mulheres bonitas, o sol... Agora quero ver esse fulano ir lá naquela fila de 15 mil pessoas candidatas a um emprego de gari no RJ ( que foi mostrado até aqui ) e perguntar qual foi a última vez que esta pessoa comeu churrasco, sentou na praia relaxando com uma caipirinha aproveitando o sol.... Vai lá, quero ver...
Embora eu ande deprimida, gosto muito de morar na Holanda. Estou como qualquer outra brasileira aqui na Holanda morrendo para ver nem que seja uma luzinha mixinha de sol, mas já me avisaram que só em maio. Não é a toa que todo gringo é lagartixa. Eu vou virar brasileira lagartixa. Claudinha vai tirar o sarro de mim. E apesar das diferenças culturais, gosto do jeito como qualquer um cuida da sua vida, sai com a roupa que quer, pinta o cabelo como tem vontade, ri com comédias bobas... Só não fui ainda a nenhum aniversário de torta, chá e cadeiras em círculo. Não que não tenhamos sido convidados, temos até uma amanhã. Mas como FH deve ser um pouco brasileiro e detesta estas "reuniões" já arrumou uma desculpa e escapamos mais uma vez. Agora tenho que confessar uma coisa: estou MORRENDO de vontade de comer coxinha. Mas tem que ser a que minha mãe faz, com massa de batata e pouquíssima farinha. Vou pegar a receita. Ai, a pança que balança...
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 12:50 PM
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Chacoalhão
Vocês têm lido aqui que eu ando muito deprimida ultimamente. Eu nunca havia experimentado uma coisa dessas tão intensamente como nestes últimos dias, esta depressão não com um fato específico mas um sentimento sem explicação, difícil de se combater. A dois dias eu levei um belo chacoalhão.
Estava assistindo Oprah, na sala, debaixo das cobertas, com um pacote de cookies na mesa de centro. Ela começou então a mostrar histórias de pessoas que superaram problemas ( físicos ) gigantes e estavam ali com ela, firmes e sorridentes. Começou com um rapaz de 16 anos, anão e com uma deformidade que o fez se submeter a cirurgia que poderia tê-lo deixado paralítico. Eu chorava cântaros, pensava: meu Deus, perto disso meus problemas são um grande nada no meio do infinito. Depois de alguns outros casos, apareceu uma mulher de mais de 200 kg, contando todos os percalços da vida de obesa, finalmente a mesma cirurgia que eu fiz, e para finalizar, a levaram para um parque de diversões para andar numa montanha russa onde ela tinha intalado anos atrás. Eu vi nessa moça toda a minha história e pensei que podia ser eu ali sentada na Oprah, mostrando por tudo o que passei e a imagem vencedora. Vi então que eu sou uma vencedora! Passei 18 meses me submetendo a cirurgias, tratamentos, radiações Beta, ácidos para cicatrizes, complexos vitamínicos e cheguei ao meu objetivo. Fui forte, jamais reclamei de dor ou de cansaço. Todos que me conheciam não acreditavam quando eu passava por uma cirurgia e estava trabalhando na semana seguinte, dolorida, com aquelas horríveis cintas pós-cirúrgicas, com hematomas enormes... Mas eu tinha um objetivo, sabia o que tinha que fazer para alcançá-lo e a cada dia me via mais perto da minha meta.
Olhei então para a cena: 1 ano depois, cá estou eu, rabo-de-cavalo, calça de pijama, blusa de malha com uma mancha de ajax ( cândida ), deitada no sofá, comendo cookies e me lamentando. Como as pessoas iam reagir se a Oprah fosse na casa daquela moça daqui a 1 ano e a flagrassem no mesmo estado que eu estou? Senti vergonha, senti um desperdício do meu tempo e energia e daqueles que me ajudaram, como minha mãe, minha tia, meus amigos. Comecei a analisar esta depressão e vi que o que me incomoda mais é o não saber que caminho tomar para conseguir pôr minha vida em ordem. É não saber se é mesmo possível, me "fiando" na minha formação e experiência profissional conseguir um emprego sem falar holandês, ou se terei que estudar antes e só então mandar mais CV ( em holandês ). Me incomoda não poder fazer planos para nada. Não sei quando poderei tirar férias da tal escola, não sei se arranjarei um emprego e terei que trabalhar 1 ano antes de poder tirar alguns dias de férias, não sei se vou ter dinheiro para viajar, ou para comprar um Palm Pilot ( não quero nem mencionar meu sonho de consumo: um notebook ), ou para mandar uma passagem para a minha mãe vir conhecer minha casa.
A única certeza que eu tenho, é que preciso aprender holandês, dessa eu não posso fugir. Depois deste "chacoalhão" não sinto mais aquela depressão profunda, uma vontade incontrolável de dormir e esquecer os problemas, mas também não estou no maior gás para estudar holandês.
E no meio de tudo isso...
E no meio de tudo isso está fofo-husband. Me sinto culpada porque normalmente eu só falo dele aqui para criticar, e ele é sim uma pessoa difícil. Mas eu também sou ( dãããã, novidade!!! ). Com ou sem depressão FH repete mil vezes por dia que me ama e umas quinhentas que me acha linda ( não ele não tem problemas visuais ). Diz constantemente que tem certeza que logo eu vou achar um emprego legal. Jamais reclama ou controla dinheiro. Mesmo em público me dá beijinhos e me abraça ( e vocês sabem como isso é raro num holandês ). Quando o despertador toca ( pela primeira das 4 vezes ) ele me dá um beijinho no rosto, me diz que me ama e me abraça pra gente tirar uma soneca "de conchinha". Já se ofereceu de professor de holandês mas não me pressiona, e adooooora qualquer comida que eu faça ( menos meu delicioso e amado bolo de carne e vegetais tipo abobrinha e couve-flor ).
Resumo da História
Meu maridinho continua valendo a pena e afinal, faz apenas 2 meses que eu peguei meu VTV ( e que posso oficialmente trabalhar ). Logo vou estar estudando holandês intensivão na tal ROC e mais cedo mais tarde vou estar andando de terninho e palm pilot no bolsa. Amém!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 4:38 PM
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O post sobre preconceito
Recebi mais de 10 e-mails de brasileiros que estão se mudando para a Holanda ( ou com planos ) depois do post de sexta-feira sobre preconceito. Aquele post foi mais motivado pela minha indignação com o "machismo" da história da caça-gringo do que com o fato em si. Então deixa eu contar uma história.
A história
Eu e FH temos 2 amigos gêmeos idênticos aqui em Eindhoven. M trabalha com FH e J é aquele holandês que eu conheci via internet e que me apresentou ao FH. J após um fim de relacionamento catastrófico ( e bota catastrófico nisso ) resolveu procurar uma nova namorada em ritmo de urgência na Internet. Colocou um anúncio naqueles sites de namoro e deixou bem claro quu queria pretendentes que morassem a no máximo 1 hora de Eindhoven. Eu achei preconceituoso, todos acharam prático. Achada a namorada ( em Nijmegen ) chega a vez de M se sentir só. Ele compra então um pacote de férias para a Indonésia. Louco? Não, é que M diz que só namora se for com uma asiática. Diz que as prefere fisicamente por serem pequenas, de cabelos lisos e pretos e por causa dos olhinhos puxados. Diz ainda que são mais carinhosas e femininas e para completar, são mais "jeitosas" com a casa. Eu acho tudo um absurdo. Todo mundo acha normal. Ele nunca foi acusado de caça-oriental, todos acham que assim como J queria uma loira alta, M quer uma morena mignon; que J prefere uma mulher independente e que M prefere uma mulher mais "companheira". Afinal, o que seria do azul se todos gostassem apenas do amarelo?
Mas se você, ó infeliz mulher do terceiro mundo, gosta de loiros e acha que viver na Europa é bom, é caça-gringos. E me entendam bem, eu acho deplorável quem deliberadamente senta em frente ao computador para achar um gringo porque quer mudar do Brasil, mas não julgo quem se sente sozinha, quer arrumar um namorado, e acaba conhecendo um gringo via internet. Ah, não vou entrar de novo nesse assunto. Cada um sabe de si, eu sei de mim, e Deus sabe de todos nós, certo?
A segunda parte da história
Mas infelizmente a história do M tem uma segunda parte. Ele conheceu a tal asiática. Estava com um amigo no aeroporto de Bali esperando na fila do taxi quando N ( ridículo isso de usar só a primeira letra do nome, mas é melhor ) puxa papo e se oferece para "dividir" um taxi. A-há, velho truque para "fisgar" um holandês: dividir a conta. No caminho para o hotel marcaram um drink e no fim, M acabou apaixonado e ficaram juntos a semana toda. Voltando a Eindhoven o romance continua via internet, com alguns sumiços da menina, mas M não acha suspeito que ela não tenha dado nenhum endereço ( está morando num alojamento estudantil - pô alojamento estudantil não tem endereço? ), não tenha dado nenhum numero para contato, só um numero de celular de uma "amiga" que só dá caixa postal. Depois de um sumiço de 20 dias, M decide que assim que ela reaparecer ele se manda para a Indonésia de novo para resolver a situação. A menina aparece e ele se vai. Volta ainda mais apaixonado, falando em pedir licença de 1 ano para ir morar com a menina, trazê-la para passar um tempo com ele. Mas a menina não quer por nada nesse mundo vir para o Holanda. E tem mais um problema: aos 22 anos ela está com câncer de mama e não tem os Euro 2000 para o tratamento e não existe saúde pública na Indonésia. M está mandando o dinheiro nesta semana via Western Union. E eu estou aqui, convencidíssima que trata-se de um golpe. 22 anos com câncer de mama? Apenas Euro 2000 para pagar cirurgia para retirada do tumor, quimioterapia, remédios, etc etc etc ? A menina continua sem endereço, telefone, aliás agora ela tem um celular que ele comprou e deu para ela. Não quero julgar, mas estou preocupada com M. Ele é muito gente fina, e holandês quando dá para ser "ingênuo" é que nem carneirinho. Tomara que eu esteja errada. Tomara...
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 2:16 PM
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Depressão
Não, não botei as minhocas para fora da cabeça, mas ruim com blog, pior sem ele.
Estou lutando para não cair na depressão. Como diriam os AA, só por hoje. Achava que este negócio de que o inverno influencia era besteira mas talvez não seja não, só sei que a única coisa que tenho vontade de fazer é deitar na minha linda caminha e dormir. Nem ir ao supermercado, coisa que sempre adorei, tenho feito. Fomos na sexta-feira de noite com o pocotó ( apelido carinhoso para nosso Swift 89 ), compramos muitos suquinhos e refrigerantes, salgadinhos e docinhos, mas frutinhas, verdurinhas que é bom, necas. Com a chegada do inverno os preços de frutas, verduras e legumes no mercado chegaram a dobrar, tenho que dar uma olhadinha na feira livre. Mas cadê ânimo? Amanhã é dia ( de feira ). Nem para comer decentemente ultimamente tenho ânimo. De dia faço miojo, de noite tenho que fazer jantar mas cada vez mais me enjôo de cozinhar, isso sem falar que minha criatividade no fogão desapareceu sem dar vestígios. Meu sempre bem estocado freezer só tem gelo e ar. Um prozaczinho agora ia salvar a pátria.
Carros
Eu e fofo estamos procurando um carro para substituir pocotó. Eu por mim comprava particular, mas fofo quer comprar de agência porque eles dão garantia e porque ficam com o pocotó. Queremos um Suzuki Wagon-R ou um Atos ( ainda estamos analisando o tal do Atos ). Eu acho impressionante como num país tão pequeno os carros sejam tão rodados. Tem carro de 2 anos com mais de 100.000km rodados, e na média, todos tem pelo menos 35.000km rodados por ano. Eu deixei meu corsinha no Brasil ano 97 com 50.000 km e minha mãe vendeu o Vectra com menos do que isso. Outra coisa do além aqui é que tem um financiamento doido para carros até Euro 7.500 ( que é mais ou menos o que eu e fofo queremos gastar ) direto com o banco com juros 0. Você não paga prestações, mas sim o valor do carro integral ao fim de 12 meses, sem juros. Achei que o custo vinha embutido no preço do carro e perguntei se teria algum desconto se a gente pagasse "a vista" mas não tem! Juro que não entendi. Fomos na Opel, e não é para menos que ela está no terceiro ano fechando com prejuízo: tudo é caro demais, fora do normal. Com o que eles pedem num Corsinha simplesinho você compra um carro muito bom nas japonesas ( Honda, Suzuky, Hyunday, Toyota, Mitsubishi ) ou mesmo na Peugeout - o 307 aqui vende que nem Haring em feira de sábado. Eu adoro carros pequenininhos e estou apaixonada pelo Yaris da Toyota, mas FH gosta de banheiras e fica em êxtase ao ver uma Station Wagon. Agora me respondam: para eu e ele, e o nosso futuro gato persa, precisa de um Mondeo Station Wagon ( que ele adorou )? Só convenci o lindinho a comprar um compacto porque os impostos são menores, e o preço também. Preciso tirar carta de motorista aqui. Mas este é um outro problema... Mais um...
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 12:10 PM
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Vou dar um tempo...
Eu não sei se os blogs mudaram ou se fui eu quem mudei. Ou ambos. Mas ultimamente tenho tido mais dissabores do que alegrias com o "mundo bloguístico". Vocês já pararam para analisar o volume de preconceitos que espalhamos pelo cyber espaço? Post preconceituosos e comments preconceituosos. Estamos deixando o mundo bloguistico sebento.
Nós ( e aqui em me incluo ) nos julgamos no direito de criticar quem conhece um estrangeiro faz as malas e vem se aventurar pela Europa, sempre com uma boa desculpa do tipo "mas eu sou diferente porque fiz faculdade, mas eu sou diferente porque tinha um emprego ótimo, mas eu sou diferente porque tenho passaporte europeu". Criticamos tanto as caça-gringos mas nunca falamos dos caça-brasileiras. O que eles buscam em nós? Apenas fugir do comportamento-iceberg das holandesas ( no meu caso ) procurando uma namorada mais carinhosa e divertida, ou vão atrás da doméstica e devassa sexual que muitos europeus acham que somos? Não sei. E estou novamente dando asas a um pensamento preconceituoso.
Para toda brasileira doida que deixa o país de mala e cuia para morar com um estrangeiro depois de 3 meses de cyberdate existe um estrangeiro mais maluco ainda que não só aceita receber uma desconhecida em sua casa, como ainda vai atrás de toda a documentação para "importar" a namorada. Será que isso não passa de um simples e inocente "arranjo" de conveniências, contentando duas pessoas que não acham seus parceiros ali do ladinho de casa? O holandês super tímido que não gosta de "caçar" em pubs e discos e morre de medo de ser ridicularizado por uma holandesa, conhece a brasileira que sonha em viver no exterior com um príncipe encantado de olhos azuis. E o que tem de mais nisso? Por que temos que julgar tanto? Insistimos em dizer: é, mas se fosse um brasileiro de outro estado, fulaninha não ia largar tudo tão rápido para viver com o cara no Brasil. Será que não? Minha cunhada largou a família, dois filhos do primeiro casamento ( quiseram ficar com os avós ), deixou o emprego e se mudou de Curitiba, uma cidade linda, para SBC para ficar com o meu irmão. Tive um chefe carioca que conheceu a esposa paulista num congresso, ambos romperam relacionamentos longos e se casaram em 8 meses. Passaram-se 15 anos e ainda estão casados e felizes.
Outra mania horrível de brasileiro no exterior ( e de novo eu me incluo ) é ficar falando mal do país e dos seus habitantes. Eu ia ficar muito puta se neguinho fosse morar no meu país e ficasse me criticando, criticando os costumes do meu país. Este é o país deles, estes são os costumes deles e se não gostamos, calemos ou voltemos. Não gosta do tal aniversário com chá e torta? Toma um chazinho de camomila, se acalma bastante e encara. Serão duas horas, 3 xícaras de chá, 1 pedaço de torta e você está de volta em casa, missão cumprida. Quando é com você, compre as tais tortas no Hema que é bom e barato, chazinho, coloque suas cadeiras em círculo e pronto, melhor do que ficar horas fritando coxinhas e croquetes. Tá difícil achar emprego? No Brasil tem gente que fica anos desempregada.
Sabe, não quero dar razão para quem diz que brasileiro morando no exterior fica arrogante, e por isso vou me vigiar mais, vou "filtrar" mais o que leio. Quero se apenas mais uma moça recém casada, apaixonada, vivendo as alegrias e dissabores do primeiro ano juntos, procurando um novo emprego, aprendendo coisas novas. Note que não usei a palavra holandês ou brasileria uma vez, porque quero que isso deixe de ter importância na minha vida. Jamais irei negar minhas raízes mas não deixarei com que elas me impeçam de amar meu novo país. Amo o meu marido que é holandês "to the core" ou até o osso, comedor de haring, devorador de poffetjes, reclamão, não dança nem dois prá lá dois prá cá, coleciona cupons de desconto do Edah e compra tudo o que vê em bonuskorting no AH.
Darei então um tempo para colocar a cachola em ordem e me dedicar um pouquinho mais ao Delftse Methode. Acho que agora que não sou mais loira ( estou ruiva ) aprendo mais fácil. Ui, outro comentário preconceituoso.
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 10:46 AM
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O misterioso mundo dos HEADHUNTERS
Para quem nunca ouviu a expressão, headhunter é o profissional de recursos humanos que recoloca profissionalmente pessoas ( que eles julgam ) com bom potencial e bom CV. No Brasil sempre tinha uma fulana que ligava no nosso telefone na GM para oferecer um emprego na VW. Eu achava isso o cúmulo. Mas o profissional sério tem as conexões certas dentro de grandes empresas, facilitando assim a HORRIPILANTE maratona de procurar um emprego.
A uns 10 dias coloquei meu CV no tal Monsterboard e desde então tenho recebido os mais diversos "convites" para entrevistas. Alguns de empresas boas, porém muito distantes, outros de empresas menores que não perceberam que você colocou no seu CV que vc ainda não fala holandês, alguns convites para você se candidatar "online" a vagas existentes e outros de agências de empregos. Recebi um e-mail de uma agência aqui em Eindhoven e fui hoje na entrevista. Para minha surpresa era um headhunter.
Ele conversou bastante, percebi que tinha particular interesse em descobrir o porquê de eu estar aqui na Holanda ( se sou uma louca aventureira ) e a explicação sobre o casamento o satisfez. Falamos bastante sobre a GM ( claaaaaro ) e descobrimos que conhecemos algumas pessoas em comum ( aqui na Holanda num fornecedor ou na Alemanha na GM ). No fim da entrevista a explicação: este escritório em Eindhoven faz parte da Manpower que é uma empresa bem grande no ramo de RH ( eu já tinha ouvido falar nos USA ), só aceitam candidatos com nivel universitário e mais de 5 anos de experiência e são especializados em recolocação profissional e terceirização ( que não é lá uma maravilha, mas abre as portas de certas empresas para você ). Depois do nosso "papo" ele achou que eu tenho um "bom potencial" e vai tentar me "vender" para alguns dos clientes deles. Detalhe: se der certo, quem paga o serviço da agência é a empresa contratante e não eu. Marcamos uma outra "reunião" para quarta-feira onde ele vai me apresentar uma "lista" das empresas que podem estar interessadas em mim. Escolheremos a princípio 5, ele marca as entrevistas, me acompanha, e juntos torcemos para que dê certo. Emprego para mim, comissão para ele.
Estou com o pé muitíssimo atrás, mas não tenho nada a perder e ele me pareceu ser bem sério. Mas isso me levou a pensar em toda a movimentação que já vi em empresas grandes sem nunca saber que havia uma vaga aberta, ou então em empresas enormes aqui na Holanda sem nenhuma vaguinha aberta... Agora tudo faz sentido: você tem que fazer parte da "máfia" do emprego. Vamos ver, vamos ver...
Mas continuarei minha tática de enviar CV para empresas internacionais, usarei um livro da Claudinha que tem centenas de endereços de empresas, me prepararei para as milhares de cartinhas te dizendo "so sorry", já até recebi 2, e vamo enfrente que atrás vem gente...
O filme
O matrix revolution foi legal. Menos efeitos especiais que o segundo. A última cena de luta do Neo tem efeitos ótimos e a história é coerente. Uma dica: revejam o Matrix reloaded primeiro, pois eu e FH não lembrávamos mais de alguns detalhes e ficamos meio perdidos no começo. E o Keanu Reeves continua sendo tudo de bom.
Ah, e estava muuuuito frio na volta, mas aprendi que tudo é uma questão de roupas apropriadas. Fui com uma meia-calça de lã e calça de veludo, uma meiona de lã ( que fez com que meus pobres dedinhos ficassem expremidos na bota ), malha de gola alta, blusa de lã de gola alta, casacão americano amorfo, cachecol, luvas e toquinha. Só dava para ver os zóinho.
Shows
Não sou lá muito chegada a ir a shows, mas vai ter show da Beyoncé em Den Haag e eu bem que gostaria de ir. Mas é super longe e os ingressos provavelmente estão esgotados. E quase me matei de rir esta semana: sabe que toca aqui em Eindhoven dia 19? Sepultura! Pode essa? E pensar que eu estudei com a irmã do tal Andreas ( que até um tempo atrás era o guitarrista ) que tinha um conjunto chamado Esfinge e era o galã das adolescentes da minha escola. Ele era fofíssimo, com um cabelo bem lisinho, comprido, bem tratado... Nem sei como está agora. Deve estar gordo e careca. Ou não. Who cares?
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 12:53 PM
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Matrix Revolution
U-hu vamos assistir Matrix Revolutions hoje! Conseguimos ingressos por milagre e teremos que chegar bem cedo porque desta vez não vai ter lugar marcado ( aqui o cinema é sempre com lugar marcado ). Eu estava doidinha para ver, mas se for ruim prepare-se porque amanhã conto o final para todo mundo.
Fui buscar o ingresso de bike, e está um frio e um vento como eu nunca vi antes, nem no dia que nevou. Meu gorrinho mostarda de presidiário do carandiru não adiantou nada, eu sentia o vento pelos furinhos. E olha só a previsão para esta noite:
Deusquemelivreeguarde, mas a previsão é de 1 grau positivo com sensação térmica de 1 grau negativo ( por causa do vento ) e euzinha vou voltar de bike à meia noite ( a sessão é às 9:30 ). Amanhã eu conto se ainda amo a liberdade de pedalar a bike altas horas como meu post de julho.
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 5:07 PM
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Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 10:34 AM
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Segunda-feira, dia nacional da dieta...
Sim, comecei mais uma dieta. E Fofo-husband também aderiu. Estávamos rearranjando nossas fotos neste fim-de-semana e como parecíamos mais jovens no ano passado em Paris! Mas como se apenas 1 ano e meio se passaram? Estávamos mais magros. Ambos. E antes que os quilos comecem a se acumular, tornando o regime uma guerra dos 100 anos, fecharei a minha boca. E como disse Dona Banana ( mãe da Claudinha ): cá estou eu, comendo muito mato sem nenhum tesão.
Mudar de carreira
Muitas vezes eu gostaria de dar uma guinada de 180 graus na minha vida e mudar de carreira. Fiz comércio exterior porque naquela época pré-Fernando Collor ( o cara era uma bosta, mas que ajudou o país ao abrir as fronteiras, ah isso ajudou... ) quando a importação ainda era uma aventura. Tentei a área de exportação e detestei, mas como adorava pensar que podíamos trazer "progresso" para nossas vidinhas tupiniquins através da fronteira, insisti na área de importação. Eu vivi naquela época em que perfume importado, só do Paraguai! Mas 10 anos se foram e importação ficou sem graça, ainda mais aqui na Holanda, onde se acha de tudo...
No Brasil raramente a gente tem a oportunidade de mudar de área, né? Eu ultimamente andava pensando muito em fazer engenharia de alimentos, mas seriam mais 5 anos, depois de formada eu jamais iria encontrar emprego na área... Chegando aqui eu vi um curso na tal Hogeschool ( um tipo de curso tecnológico - como a FATEC em SP ) em produção e distribuição de alimentos, e achei que seria muito legal se eu pudesse fazê-lo ( de noite, já que quero começar a trabalhar ). Como moro perto da tal "escola" fui lá pegar informações e a mulher ficou escandalizada de eu achar que podia trabalhar de dia e estudar de noite. Será que aqui ninguém faz isso?
Andando pelos supermercados daqui eu fico pensando em como as novidades tecnológicas demoram para chegar ao Brasil. Vejo aqui embalagens super práticas, formas de conservação dos alimentos muito interessantes ( vide o novo Wok meal da CONIMEX ), e tudo preservando a qualidade do alimento. No Brasil lembro de ter comprado aquelas batatinhas embaladas a vácuo da VAPSA e era um horror. Aqui compro as mesmas batatinhas a vácuo e elas são uma delicia. A SADIA estava começando a inovar com as tortas ( eu adorava a de frango com catupiry ), salgadinhos ( que precisavam ainda ser melhorados ), a lasagna, mas era tudo muito caro, e nem tudo era bom. Aqui até mesmo em supermercados como Aldi ( super popular ) a gente acha congelados ou resfriados de qualidade. Vou dar alguns exemplos das refeições práticas que fazemos e vou tentar dar uma idéia de preços ( holandesa, fala pra consulesa que com tanta coisa prática é uma vergonha ela só fazer omelete pro pobre cônsul ):
Massas:
- Tem um molho branco no Edah que é baratinho e custa apenas Euro 1.25 o vidro de 350 gr. Pico um presuntinho, junto umas ervilhas, cozinho um capelleti ( cujo nome certo é tortellini ), de preferência o de espinafre recheado com funghi e pronto! Compro aquela salada de Euro 0.99 no Aldi ( vem alface picada, cenoura e rabanete ralados, pimentões picados e 2 tomatinhos cerejas ) e só!
- Uso muito o molho pesto do AH ( dois vidrinhos custam menos de Euro 2 - uso 1 para 300 gr. de massa ). Compro tagliarini fresco ( mas já usei com spaghetti normal também ), um pacotinho de amêndoas em lasquinhas ( Euro 0.80 ), misturo um pouco de parmesão e pronto. Compro a mesma salada do Aldi e rapidinho o jantar está pronto.
- Molho rosé: compro frango em cubinhos, frito com manteiga, junto 3 colheres de molho de tomate ( gosto do Spagheroni - barato e não é ardido ), umas ervilhas e o molho branco do Edah. Fica bom com qualquer massa.
Panquecas:
Tem umas panquecas já prontas no AH e no Aldi, embaladas a vácuo, que são uma mão na roda. Ambas são mais "massudas" que a brasileira, mas muito bem feitas. Uso de duas formas:
- Pico presunto, queijo, tomate e cebola, cebolinha se tiver, misturo tudo e uso como recheio. Se quiser algo mais "cremoso" e engordativo cubro com o molho branco de Edah, jogo um queijinho por cima e gratino. Sirvo com salada.
- Faço uma "lasagna" de panqueca: compro carne moida e tempero para carne moida da Silvo ou da Knorr ( por volta de Euro 0.75 o pacotinho ). Refogo a carne, junto o tempero, umas 2 colheres do mesmo molho espagheroni ( para ficar mais molhadinho ) e monto uma "lasagna" entercalando 3 massas de panqueca com a carne moida. Acabo com carne moida, jogo um queijinho e gratino. Salada ( sempre ) e só.
Peixes
Tem 2 peixes prontos dos quais eu sou simplesmente viciada.
- Peixe da Iglo ( eu adoro o visfilet a fiorentina, mas já experimentei quase todos da linha e todos são bons ) por Euro 3.19. Vem duas "postas" quadradinhas com espinafre em cima e molho branco. Vem já na forma de alumínio própria para forno convencional ( não suja panela :oD ). Arroz branco e saladinha. Essa merece um vinho também.
- Salmão Atlantische do Aldi ( vem com um molhinho branco - eu sempre escolho um que tem uns pedacinhos de cenoura ) Euro 2.39 para 2. Este dá para preparar assado ou em água fervendo ( coloca-se a embalagem a vácuo na água fervendo ). Compro umas bolinhas de batata pré-fritas do AH ( Euro 0,69 500 gr. ) e asso pois detesto cheiro de fritura. Saladinha e acho que esta também merece um vinho...
Como quase nada desta listinha é diet, no sábado fui na feira, comprei 3 tipos diferentes de peito de frango marinados ( com alho, com curry e com paprika ), vou agora no Aldi comprar uns 3 potes de salada ( cada um dá para umas 2 vezes ) e muuuuito arroz ( nada de batata ). Fofo diz que resiste, quero só ver!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 10:41 AM
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What a wonderful world...
Não, eu não tomei chá de lírio nem sopa de cogumelo, simplesmente me recolhi ao meu cantinho, rezei, meditei, e uma ( sábia ) vozinha me cochichou que daqui a 2 ou 3 anos, quando eu já estiver falando holandês, já tiver meu emprego, eu vou achar até engraçado o tanto que eu me preocupei, me deprimi por algo que só o tempo pode resolver.
Uma vez eu li no extinto blog da Claudia ( reality bitessss ) algo sobre nos momentos difíceis se enxergar com os olhos de quem te ama. E fazendo isso eu descobri que meu maridinho lindo e fofo vale qualquer sacrifício, qualquer loucura, qualquer saudade. Me vendo através dos olhos dele eu enxerguei uma Adriana que eu já tinha até me esquecido: otimista, batalhadora, perseverante e acima de tudo: alegre!
Apesar dos pesares eu continua adorando o país das tulipas e queijos e moinhos e gevulde koken :o) É por isso que agora vou pegar minha bike, vou fazer umas comprinhas, vou ver se consigo ingressos para Matrix Revolutions porque FH me chamou para jantar fora e pegar um filminho, vou ver se acho um produto novo da Lóreal para mudar a cor do cabelo. Enfim, vou levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima...
Bom fim-de-semana!!!!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 12:54 PM
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O blog dos outros
Quem lê blog sabe que um leva a outro, que leva a outro, que... Hoje vou colocar aqui trecho de dois blogs que leio e me identifico muito. No fim de cada trecho vou colocar o link, ok?
Do site Megéras Magérrimas, o diário de uma dieta...
" Querido Diário,
Hoje começo a fazer dieta. Preciso perder 8 kg. O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito. Sinto-me de volta a adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo de bom.
Primeiro dia de dieta.
Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça talvez.
Segundo dia de dieta.
Uma saladinha básica. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. A cabeça doi um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.
Terceiro dia de dieta.
Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão. Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.
Anotação: Nunca mais tomo chá de camomila.
Quarto dia de dieta.
Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada. Mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. J. comeu uma torta alemã hoje no almoço. Mas eu resisti.
Anotação: Odeio J.
Quinta dia de dieta.
Juro por Deus que se vir mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! E com a J. Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. Minha meta. Não posso perder o foco.
Sexto dia de dieta.
Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui sonhei com um pudim de leite. Acho que mataria hoje por um pedaço de brigadeiro...
Sétimo dia de dieta.
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas.Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250 gramas! Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais para emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gorda e velha!
Anotação: Procurar outro médico.
Oitavo dia de dieta.
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beira da cama, dançando can-can.
Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, J. diz que é porque estou parecendo o Jack do Iluminado.
Nono dia de dieta.
Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a me acordar, dançando dança-do-ventre dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária.
Ensinaram a fazer Torta de morangos, salpicão e sanduiche de rocambole.
Anotação: Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.
Décimo dia de dieta.
Eu odeio Gisele B.
Décimo primeiro dia de dieta.
Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.
Décimo segundo dia de dieta.
Sopa.
Anotação: Nunca mais jogo poquer com o frango assado. Ele rouba.
Décimo terceiro dia de dieta.
A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. Assustado o médico sugeriu um psicologo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será porque eu o ameacei com um bisturi?
Anotação: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.
Décimo quarto dia de dieta.
O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce.
Décimo quinto dia de dieta.
Matei a Gisele B! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.
Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.
Décimo sexto dia.
Não estou mais de dieta.
Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão. E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce."
MEGERAS MAGÉRRRRIMAS
Do site PACAMANCA - muda o contexo mas os problemas são os mesmos...
Não acho que o preconceito seja uma coisa necessariamente horripilante ou abominável. E acho que vai existir sempre, porque é uma forma de defesa, baseada predominantemente em estatística. Por exemplo: se TODOS os marroquinos que eu já vi, e todos os que eu vi foram aqui na Itália, são filhos da puta, a próxima vez que eu vir um, ainda que em outro contexto, vou ficar de pezinho atrás que eu nao sou boba. Se quase 100% das brasileiras encontradas num vôo Rio/SP/Roma são mulatinhas caça-gringo, que falam alto, se vestem como as prostitutas que são, jamais aprendem a língua e vêm pra Italia pra virar um misto de escrava sexual e doméstica, é ÓBVIO que quem pega um vôo desses e não conhece a realidade da classe média alta das grandes cidades brasileiras vai ficar achando que todas as brasileiras são assim. E quer saber? Não estão errados não. Ontem mesmo vi uma caça-gringos, nos correios em Bastia. Chamava-se Rosemeire (meus olhos mais afiados do que o Hubble conseguiram ler de longe os endereços nos caixotes que ela queria enviar à Freguesia do Ó, a uma pessoa chamada Maria Pureza. Ui.). Vestida como uma piranha, parada em pé na fila emanando aquela vulgaridade que só as mulheres latino-americanas têm, os olhos lançando aquela pobre arrogância sem sentido que só os brasileiros furrecas que vão morar fora adquirem (lembrem-se dos patetinhas brasileiros que se acham oooooooos germânicos. Aqueles do forum. Aqueles que me acusaram de ter comprado o diploma porque não gostei de Berlim. Hohoho). Podemos realmente culpar os europeus por ter essa imagem horrível de nós, mulheres brasileiras? Eu acho sinceramente que não. Acho que é só estatistica mesmo, é defesa; eu também não gostaria de ver esse tipo de gente desfilando pelas ruas da minha pacata cidade, se eu fosse nativa de uma pacata cidade. Não tenho raiva nem de quem acha que eu sou ou fui prostituta, nem raiva dessas pobres mulheres, que OBVIAMENTE não se submeteriam a sair do conforto de seus lares pra virar escravas sexuais se houvessem um lar confortável, um emprego legal, famílias normais, um mínimo de grana pra se divertir. Tenho raiva de nós, que escolhemos mal nossos governantes; tenho raiva dos nossos governantes de merda, que com seu descaso e filha-da-putice criam uma massa de gente sem perspectiva, que acaba tendo que se submeter a tudo pra ter o que comer, pra ter um mínimo de conforto; tenho raiva dos nossos órgãos de divulgação, que só vendem bundas, bundas, sempre essas MERDAS de bundas, como se no país todo não houvesse nada de mais interessante; tenho raiva de quem deveria coibir o turismo sexual mas fica de bico calado; tenho raiva dos hotéis que admitem prostitutas, de luxo ou não, quando há turistas estrangeiros; tenho raiva de todos os homens idiotas do mundo que têm que pagar por um buraco pra enfiar o dito cujo.
O dia em que eu encontrar um marroquino, ou cigano, ou albanês, que não seja filho da puta, eu também vou pensar ¿mas você é diferente¿. A amostra pode ser pequena, afinal tive contato com muito poucos aqui, mas se 100% dessa amostra é filha da puta, alguém pode querer que eu tenha uma boa opinião sobre eles? Levanta a mão quem, mesmo depois de ser assaltado cem vezes por gente de cor (e não vou entrar no mérito disso agora, não venham me chamar de racista porque todo mundo sabe que quem assalta é pobre, fora os retardados drogadinhos filhinhos de papai, e os pobres são negros, e os negros são pobres porque foram escravos, e etc etc etc. Mais uma vez, é pura estatística.), não fica com medo quando vê um negão suspeito na rua, no ônibus, na porta de casa. Levanta a mãozinha, quero ver.
O que quero dizer é que preconceito não é ódio gratuito, e não é uma coisa contra a qual se deve lutar cegamente. Não adianta nada eu sair por aí dizendo que nem toda brasileira é caça-gringo, se na TV as propagandas que se referem ao Brasil só mostram bundas, se os vouchers de companhias de turismo que voam para o Brasil só mostram bundas, se a imensa maioria das brasileiras no exterior é caça-gringo mesmo. O que adiantaria seria, e aqui sou muito hipotética porque não creio absolutamente que o Brasil tenha jeito, a gente ter um país melhor, com oportunidades mais justas, de modo que ninguém precisasse sair caçando gringo por aí.
Estou indo embora. Não sei quando, preciso me livrar do apartamento, mas vou embora. Não porque aqui tem preconceito, porque aqui tem bagunça, porque isso ou aquilo. Vou embora porque sair de casa, ainda mais pro brasileiro, e mais ainda pro carioca, é muito difícil, um sacrifício muito grande. Sacrifícios valem a pena se há um objetivo, uma compensação. Senão deixa de ser sacrifício pra virar desperdício, e pra mim desperdcio é sinônimo de imbecilidade. Como estou longe de ser imbecil, vou-me embora. Vim, como muitas outras brasileiras educadíssimas, pra curtir uma história de amor. A minha história acabou, e com isso acabaram também as minhas razões pra ficar nesse fim de mundo. A Umbria é pequena demais pra mim, não tem mais nada a me oferecer. Vou ficar fazendo o que aqui, jogando fora a minha juventude, a educação que meus pais me deram, meu céLebro brilhante, vou jogar fora tudo isso numa cidadezinha onde nada acontece, em um emprego chatíssimo, com um chefe que eu desprezo profundamente? Se eu ainda estivesse em Roma, ou Firenze, ou Bologna, ou qualquer outra cidade animada, cheia de gente diferente na rua, cheia de opções de lazer ou cultura, se eu tivesse um emprego muito legal, um chefe super interessante que me ensinasse taaaaaantas coisas, provavelmente não pensaria em voltar. Mas não é absolutamente o caso. Regredi. Saí do conforto do meu lar pra ir parar num buraco onde nada acontece, onde vivo sozinha e faço sozinha todas as refeições, a menos que chame alguém pra jantar em casa, não tenho carro, a bicicleta que uso não é minha, nao tenho TV nem telefone fixo nem computador nem internet. Regredi! Então chega, chega de andar pra trás! É hora de cortar o cabelo e voltar correndo pra casa. Assim que encontrar alguém pra ficar com o apartamento, é claro ¿ o aviso prévio é de seis meses...
PACAMANCA
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 11:06 AM
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The day after
Hoje escrevo mais calma, mais centrada, mas ainda indignada com o que aconteceu ontem na tal entrevista. Aqui na Holanda tem-se o hábito de se nivelar tudo em nome da coletividade. O sistema de saúde é como é pois tem que atender à todos, e se é justo ou não eu não quero saber e não vou discutir.
Ontem na entrevista eu fui vítima de mais uma "nivelação". Todos os imigrantes não europeus são obrigados a fazer o tal curso de holandês. Os que querem e os que não. A diretora da escola me ofereceu um curso "self-study" no laboratório da escola e quando eu perguntei se o tal self-sudy iria me ajudar futuramente no curso ela me respondeu que técnicamente não. Estranhei e ele me respondeu que se destina mais a quem não está nem familiarizado com o alfabeto. Assim como as tais aulas de "andar de bicicleta" têm como alvo "mulheres que nunca tiveram essa oportunidade". Vendo a minha perplexidade a tal diretora esclareceu: - 70% dos niewekomers são mulheres casadas, da ásia, africa ou índia, que mal terminaram o ensino fundamental, que nunca tiveram contato com um computador, então temos que "pesar todos estes fatores".
Nesta hora eu me senti diminuída, humilhada. Não tenho nada contra estas mulheres e entendo que talvez elas não tenham tido as opções que eu tive, que elas são um reflexo do meio ( jargão batido, né? ) mas eu não faço parte destes 70%! Não quero soar esnobe e sei que não sou meu carro ou minha casa na praia, mas estes são frutos das opções e sacrifícios que eu e meus pais fizemos. Quando eu falo que tinha um bom emprego, tinha um carro, ia para a praia, não falo e nem penso nisso com "status" mas sim como a "recompensa" pelos meus esforços. Parte do meu carro foi comprado com as muitas vezes que eu fiquei trabalhando até as 10 da noite para terminar uma apresentação, ou finais de semana que eu deixei de ir para a praia com a minha familia para analisar cotações. Eu não sou meu carro, mas sou a pessoa que se sacrificou para conseguir a promoção que possibilitou a compra deste carro. Eu não sou a casa da praia, mas sou filha de um casal que abdicou de alguns "luxos" para comprar uma casa na praia para a família. Eu não sou o "emprego na multinacional" que eu tinha, mas sim a adolescente que ao invés de dormir até mais tarde, acordava cedo para ir estudar inglês na cidade vizinha porque queria um emprego bom "quando crescesse".
E assim como eu, tenho certeza que todos os que estão na mesma situação ( morando no exterior ) estão pensando agora nos "sacrifícios" que fizeram para conquistar o que têm (ou o que tinham ). Conheço aqui na Holanda brasileiros formados em medicina, jornalismo, engenharia que não podem exercer a profissão por problemas burocráticos ou porque não acham emprego. Entretanto, não deixam de ser médicos, jornalistas ou engenheiros só porque um ser medíocre nos "inburgerings" da vida achou que seus diplomas não são válidos, suas esperiências são insuficientes e sua qualificação aquém da dos holandeses ( Deuses todo-poderosos ). Eles são os profissionais que são, porque estudaram noites a dentro e fins de semana a fio, porque batalharam para conseguir uma vaga no difícil mercado de trabalho brasileiro, porque estudaram outras línguas, especializações... Fizeram sacrifícios e se empenharam.
Porque temos que aceitar agora esta "nivelação" por baixo? Porque tenho que responder se sei andar de bicicleta ao invés de cipó no meio da selva que nem Tarzan? Me sinto impotente e não posso fazer nada para mudar este "estigma" de imigrante de terceiro mundo, mas não sou obrigada a aceitar passivamente o título que estão me dando. Sei que muitos já passaram por isso, sei que vou superar, mas não podia simplesmente dizer: "Ai que pena, vou ter que esperar mais 4 meses mas fazer o quê, né? Eles até que são generosos" e aceitar tudo com resignação.
Mas aqui estou eu, sem saber o que fazer senão voltar ao Delftse Methode até fevereiro. E aí está você lendo este post enorme e pensando onde amarrou seu burro. Não é o Paulo Coelho que diz que o Universo conspira a nosso favor? Sei... Vou falar pra esse cara o que ele pode fazer com o universo dele...
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 10:42 AM
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Inburgering e colapso final
Hoje, oficialmente, após minha entrevista no tal INBURGERING eu tive o meu primeiro ataque "apoplético" como diz Claudinha, vim pra casa, fiz as malas e marquei meu vôo de volta para o Brasil. Não, (acho que ) não vou voltar porque FH chegou a tempo de me acalmar, mas a reserva ainda está marcada, KL797 dia 08 de novembro partindo 11:00am de Schiphol.
O motivo do ataque
A entrevista foi na próprio escola de holandês ( ROC Eindhoven ) e a menina que me atendeu foi muito simpática. Começou me explicando o que era o programa e tudo parecia uma maravilha:
- o curso de holandês é totalmente gratuito, a municipalidade de tá até os livros e você ganha um passe mensal de ônibus ou Euro 53 em dinheiro para utilizar o meio de transporte que quiser.
- você pode trazer seu diploma para ser traduzido e validado gratuitamente, se bem que demora aproximadamente 6 meses
- se vc tem carteira de motorista pode fazer as "aulas" e "exame" totalmente gratuitos, a municipalidade só não cobre custos com aula de volante
- se você não souber andar de bicicleta temos aulas
- para quem tem filhos, a escola tem creche para o período em que os pais estão estudando
Eu estava até esse ponto maravilhada. Perguntei então: bom, quando começam as aulas? Em fevereiro! Eu quase tive um ataque na frente da mulher: como assim em fevereiro? Ah, é que temos 4 turmas por ano e a de Novembro está cheia. Mas não tem como eu entrar numa lista de espera? Não há nenhuma turma extra antes? Não, não, tem que esperar fevereiro. A essa altura eu já não conseguia mais controlar a altura da minha voz. Minha senhora, eu cheguei em Maio, tive que esperar até Setembro pelo VTV e agora tenho que esperar até Fevereiro pelas tais aulas. São 10 meses! 10 meses da minha vida perdidos, sentada esperando hora uma coisa, ora outra. Ai, fala com a assistente social, sua entrevista é dia 25 de Novembro, mas as turmas estão mesmo lotadas, ela não vai poder te ajudar muito neste sentido.
Saí de lá alucinada e pedi para falar com a diretora da escola. Ela me atendeu ( milagre, sem hora marcada ) e me mostrou uma pilha de formulários: para cada classe de 15 alunos temos outros 15 esperando uma desistência. E não importa se é aluno do governo ou particular. Aliás, não estamos nem aceitando matriculas de alunos particulares mais. Esses têm que se matricular com 6 meses de antecedência para uma das 2 turmas particulares: Fev e Ago. Realmente não posso te ajudar.
Agora estou aqui, a caça de uma ROC school que tenha vagas particulares, não me importa o quanto isso custe.
Sabe, Claudinha me perguntou a 2 meses atrás se as coisas estavam sendo mais difícieis do que eu pensava e eu respondi que não, até aquele momento estavam "normais". Pois então, agora está mais difícil do que eu esperava. Muito mais difícil. Tem pelo menos umas 10 vagas de compradores abertas, todas pedem holandês. A tal escola, esta ensebação. Eu deprimida, só sei sentar na frente do sofá e me entupir de chocolate, e quando não me entupo de chocolate morro de chorar de saudades dos meus sobrinhos, minha mãe, meu irmão, minha gata, meus primos, da Fê... Estou com uma insônia filha da puta e meu Bromazepan está acabando.
Estou cansada. Às vezes leio blogs de gente toda felizinha e fico pensando: as pessoas se contentam com pouco, eu é que não me contento com nada, ou meio mundo é hiena - que come bosta mas tá rindo? Sei que no Brasil eu fazia parte de uma minoria privilegiada: tinha um emprego numa multinacional, tinha meu próprio carro, morava numa casa linda, passava meus fins de semana na casa da praia, viajava ano sim ano não para o exterior... Tudo o que eu quero agora é retomar minha carreira e aprender esta maldita língua. Não preciso de todos os "luxos" que eu tinha antes, mas simplesmente não consigo mais ficar olhando para as paredes. Acho que estou desenvolvendo uma gastrite porque meu estômago queima muito ultimamente. E isso era realmente tudo o que me faltava: eu tenho apenas 2% de estômago e esses 2% agora estão inflamados. E eu estou num país onde a assistência médica é uma bosta. Como eu estou com o meu "que se foda" ligado, vou comer um chocolate, um pesseguinho de marzipam e vou tomar um Bromazepam para ver se me acalmo e durmo um pouco.
Se nada adiantar, dia 8 de Novembro às 9 da noite pode preparar a janta que eu tô chegando!
Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 1:47 PM
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Voltando ao assunto...
Sim, vou falar de dieta. Preciso falar de dieta. Mais do que falar de dieta, preciso FAZER o raio da dieta. Minha prima Thalita diz que vai fazer dieta: cortar chocolate e pronto! Quem me dera ter 14 anos de novo! A verdade é que eu preciso de um plano de guerra contra essas "curvinhas" estranhas que se instalaram em mim.
Já falei que amo aqueles programas tipo POLISHOP ( no Brasil ) e TELSELL ( na Holanda ), né? Será que não é hora de recorrer a alguns dos produtos anunciados? Vejamos... Posso comprar o "Peel away the pounds" ( aqueles adesivinhos que prometem cortar o apetite ) que vem com o shake "Drink and Shrink" ( gente, que nome é esse? Tradução literal: beba e encolha - muito tosco!!! ). Para acelerar o metabolismo compraria aquelas pílulas que o avô do Frank Poncherello - do antigo seriado CHIPS - anuncia: "Reduce Fat Fast "( sim, avô, porque eu me recuso a acreditar que aquele senhor passado da meia idade é o Erik Strada ). E para mexer o corpitcho começaremos com o Bun and Tight para a parte inferior do corpo, depois o AB Swing para firmar a pança que balança e para queimar calorias e trabalhar músculos dos braços e costas o Orbitrek. Mas onde colocar toda esta tralha? E com a grana dá para ir para um SPA no Brasil... SPA? Nunca mais!!!!
E a dieta? Qual fazer? Fofo falou em ir ao Vigilantes, mas quando eu expliquei como era ele desconjurou. Se pesar na frente de todo mundo? Ganhar premiozinho quando emagrecer bastante? Estamos agora estudando a possibilidade de fazer o Weight Watchers via internet. Será que funciona?
Acho que o tal adesivo Peel Away the Pounds ( tradução é algo como "derreta os quilos") ainda é a melhor solução, só que teremos que "adaptar" as instruções de uso...

Publicado por ADRIANA VAN DEN BROEK às 10:46 AM
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